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domingo, 25 de maio de 2014

EXPOSIÇÃO CELEBRA 23 ANOS DA CIA CAIXA DO ELEFANTE

Exposição celebra os 23 anos de história  da Cia Caixa do Elefante 

Acervo de bonecos da companhia ficará exposto de 06 a 30 de junho no Theatro São Pedro 


Os vinte e três anos de trajetória da Cia Caixa do Elefante Teatro de Bonecos serão resgatados na exposição do acervo de bonecos do grupo, que ficará aberta para visitação de 06 a 30 de junho, na Sala de Exposição do Theatro São Pedro. A mostra reúne mais de 100 bonecos das mais variadas técnicas, cenários, vídeos de espetáculos, comerciais de tv e programas educativos, além de espaços interativos onde o visitante pode experimentar a manipulação de sombras e marionetes. 

A Cia. Caixa do Elefante Teatro de Bonecos, fundada em 1991, em Porto Alegre/RS, é, hoje, uma das companhias de teatro de bonecos mais atuantes e de maior destaque no panorama artístico nacional brasileiro. Ao longo de sua trajetória tem acumulado uma vasta experiência na construção de diversos bonecos, cenografias e adereços cênicos, tanto para seus espetáculos como para outras companhias de teatro e programas televisivos, além de colaborar, por meio de workshops e oficinas, com a formação de público e profissionais de teatro. A Caixa do Elefante é patrocinada pela Petrobras, através da seleção no Petrobras Cultural para manutenção de companhias de teatro.

sábado, 1 de outubro de 2011

EXPOSIÇÃO CAMISA BRASILEIRA de Gilberto Perin



Fui conferir a belíssima exposição "Camisa Brasileira" de Gilberto Perin na Estação da Cultura. A exposição é crua e bela, trazendo imagens dos bastidores do time de futebol Brasil (não a seleção), mas o de Pelotas. Decadência, amor a camisa, esperança e imagens cruas fazem parte da exposição.
A exposição “Camisa Brasileira”, do fotógrafo Gilberto Perin, que apresenta uma visão diferente da maior paixão nacional – o futebol, está em Montenegro através do Arte Sesc - Cultura por toda parte. Perin fotografou os bastidores dos estádios de futebol, os vestiários e seus segredos, os dramas ocultos, individuais e coletivos e, agora, expõem tudo ao público.
A exposição acontece no Museu de Arte de Montenegro, Estação da Cultura (Rua Osvaldo Aranha, 2215). A visitação segue até o dia 14 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30, e nos finais de semana e feriados, sempre das 15h às 19h, sempre com entrada franca. Outras informações no Sesc Montenegro pelo fone (51) 3649-3429.
O trabalho não traz nada do jogo, nenhuma notícia visual do campo de futebol, do palco do espetáculo, mas apenas os segredos dos bastidores. O fotógrafo resgatou os fantasmas, a aura, o sopro de vida, de esperança e efemeridade, a energia vital que reveste os espaços que também são os de uma paixão coletiva. O universo do futebol que ninguém mais vê, fora os próprios jogadores, os funcionários envolvidos e os dirigentes dos clubes.

domingo, 14 de novembro de 2010

A EVOLUÇÃO SILENCIOSA de Jason deCaires Taylor


O artista inglês Jason deCaires Taylor, conhecido por suas esculturas embaixo d’água apresentou nos últimos dias sua nova obra intitulada “A Evolução Silenciosa”. A escultura foi colocada a nove metros de profundidade na Ilha das Mulheres no Caribe do México. Veja algumas fotos da escultura que chama a atenção de mergulhadores e até de revistas, como a National Geographic e a BBC.





terça-feira, 26 de outubro de 2010

DISPOSITIVOS SÔNICOS de CHICO MACHADO



Mostra apresenta o resultado de experiências com o som e o vídeo digital.


A partir de hoje o artista plástico Chico Machado ( que foi meu professor na Faculdade de Teatro na Uergs, saudades Chico!) inaugura a sua nova exposição, Dispositivos Sônicos, no dia 26 de outubro no Museu do Trabalho. A mostra reúne vídeos digitais e objetos cinéticos sonoros e é resultado da convergência de diferentes experiências criativas do artista.


Em Dispositivos Sônicos, Chico Machado busca investigar o movimento e a manifestação do som. Entre os objetos que estarão expostos, ganha destaque o “ritimifiqueitor”, um aparelho que produz sons e ritmos a partir do seu deslocamento no espaço, e mais cinco objetos/instrumentos de corda tocados à manivela. São todos aparelhos sonoros manipuláveis com os quais o público poderá interagir, provocando sonoridades e acontecimentos diversos. Já os vídeos foram feitos a partir de registros destes mesmos aparelhos e instrumentos em funcionamento, além do registro de ações como pregar e serrar as peças e materiais utilizados na confecção dos próprios objetos da exposição.



A abertura da mostra contará com uma performance sonora e cinética em colaboração com o músico e compositor Luciano Zanata. Durante o evento, serão realizados vídeos documentais com os dispositivos em funcionamento – estes vídeos passarão por uma manipulação digital e serão exibidos posteriormente no próprio local.



Características físicas dos trabalhos
Os objetos que compõem a exposição foram construídos com madeira, metal, plástico borracha e outros materiais, e com a utilização de partes de outros objetos. O trabalho denominado Ritimifiqueitor mede aproximadamente 5m de diâmetro por 2,5 de altura. Os outros trabalhos são menores e não possuem um nome específico. Os vídeos foram captados e editados digitalmente. São diversos vídeos de curtíssima duração (entre 1 e 3 minutos cada) colocados numa programação que irá variar durante o período de exposição. Eles são sonoros e serão projetados por um projetor multimídia.



Chico Machado



Chico Machado é graduado em pintura e desenho pelo Instituto de Artes da UFRGS, onde também fez especialização em Teoria do Teatro Contemporâneo e mestrado em Poéticas Visuais. Desde 2009 está cursando o doutorado em Poéticas Visuais pelo PPGAVI na mesma universidade. Foi professor no curso de graduação em Artes Visuais da UERGS/FUNDARTE em Montenegro entre 2002 e 2008 e é professor da UFPEL em Pelotas desde 2009. Atuou como desenhista de quadrinhos na década de 80 (Revista Kamikaze) e também como músico na década de 90 (Aristóteles de Ananias Jr.), desenvolveu ao longo do tempo atividades em performance e nas áreas de cenografia, indumentária cênica.



Desde 1991, Chico Machado realizou várias exposições individuais e participou de coletivas. Sua trajetória artística é marcada também por vários prêmios, entre os quais se destacam o Prêmio Aquisitivo no V Salão Nacional Victor Meirelles em (Florianópolis/SC) em 1997, e o I Concurso Goethe de Artes Plásticas, realizado pelo Goethe Institut de Porto Alegre em 2000.



No canal do artista no youtube estão disponíveis algumas amostras das suas produções: http://www.youtube.com/user/professorchico



Dispositivos Sônicos, exposição de Chico Machado
Abertura dia 26 de Outubro, terça, às 19h30
Visitação de 27 de outubro a 24 de dezembro de 2010
Terça a sábado, das 13h30 às 18h30
Domingos e feriados, das 14h às 18h30
Entrada franca



Museu do Trabalho - Rua dos Andradas 230

sábado, 2 de outubro de 2010

DIEGO NO PAÍS DAS MARAVILHAS ou Diego no país de Bob Wilson!


Ontem dia 1º de Outubro fui visitar a Exposição de Bob Wilson, Robert Wilson - Vídeo Portraits, no Santander Cultural em Porto Alegre, que faz parte da programação do 17º Porto Alegre em Cena, mas que fica em cartaz até o dia 5 de Dezembro. 
Primeiro gostaria de dividir as minhas impressões sobre a exposição. Cabe registrar que fui a Porto Alegre fazer o meu registro profissional de ator e diretor (DRT), e no intervalo de almoço, resolvi fazer uma visita a mostra, que para surpresa estava vazia. Era somente eu e os guardas do Santander, eu e o imponente espaço, eu e as magníficas obras de Bob Wilson. E isso foi muito marcante para mim, pois enquanto o centro de Porto Alegre era um verdadeiro caos, do lado de dentro do Santander reinava a paz, e esta paz fez muito bem para mim, que pude desfrutar da mostra de modo tranqüilo e calmo, coisa rara hoje em dia, pois geralmente estamos sempre correndo contra o relógio. E justamente sobre isso que eu queria registrar, sobre o tempo nas obras de Wilson, pois na construção destas obras, vemos uma imagem que pode ser pensada como um retrato. E a priori é isso, um retrato, uma foto estática e estética. Mas se olharmos com cuidado, essa imagem é uma vida real, com movimentos sutis e respiração, e respiração é vida. De certa forma, se pensarmos sobre isso e olharmos com o tempo suficiente, as imagens estáticas dão lugar a imagens cinéticas, ou seja, temos a sensação ou a percepção do movimento, mesmo sutil e minimalista. Então, retorno ao Tempo. Sim, pois essa é uma mostra diferenciada da que estamos acostumados a apreciar, lembro do meu tempo de estudante da Uergs, em que eu entrava na galeria de arte para apreciar uma exposição e em menos de cinco ou no máximo dez minutos e pronto, estava encerrada a minha visitação. Mas aqui é diferente, pois frente a cada obra era necessário um tempo, para que você possa assimilar e se apropriar da experiência estética proposta pelo Wilson. Proposta ao mesmo tempo simples e complexa, abrangendo um rico universo híbrido, que alia literatura, música e iluminação cênica à poética que a tecnologia possibilita. Então a sensação que eu tive quando visualizei o primeiro quadro (se é que posso chamá-lo assim!), é que eu deveria esquecer do tempo e espaço e me entregar por inteiro para assim poder embarcar nessa viagem. Para percorrer as 17 obras que fazem parte da mostra, levei em média 1:30 hs, pois a cada parada, uma nova experiência e a descoberta de novas identidades frente a personalidades que ora criavam e ora destruíam esse referencial de personalidade em pose de registro, de fotografia. Depois deste passeio retorno as ruas de Porto Alegre, com a sensação de que algo diferente me acometeu do lado de dentro, durante a minha viagem solitária, (mas não solitário) no país das maravilhas de Bob Wilson. Confesso que não assisti ao seu espetáculo presente no Em Cena, o "Happy Days", mas conforme as críticas a que tive acesso, posso confessar que a vinda desta exposição purga todas as expectativas frustradas do espetáculo, e nos encanta com esta mostra, desta vez deixamos de lado o encenador inventivo e provocador e louvamos o artista plástico brilhante que sem sobra de dúvida é Bob Wilson.
A aclamada exposição Voom Portraits, do multiartista Robert Wilson, conhecido por suas técnicas de iluminação e cenários no teatro americano, é composta por vídeo-retratos em alta resolução de celebridades como Isabella Rosselini e Johnny Depp, que posaram quase imóveis para as câmeras da Voom HD Network. Trata-se de um encontro entre fotografia, filme, literatura e som, uma linguagem de movimentos mínimos, gestos coreografados e coordenação precisa.
Sucesso absoluto em Nova York e nas cidades por onde está passando nesta turnê internacional, Voom Portraits chega a Porto Alegre graças à iniciativa de Luciano Alabarse, curador do festival internacional de artes cênicas Porto Alegre em Cena.

A obra poderosa de Wilson conta com fotografias exóticas de Steve Buscemi, Brad Pitt, Jeane Moureau, Robert Downey Jr, Dita Von Teese, Willem Dafoe, Isabella Rossellini, Johnny Depp, Salma Hayek, Winona Ryder (numa adaptação muito elogiada do famoso "Dias Felizes”, de Samuel Beckett), entre outros. Os retratos foram encomendados e produzidos em um trabalho de colaboração entre Robert Wilson - um artista de vanguarda no teatro e nas artes visuais - e a empresa de televisão VOOM HD Networks, onde Wilson tem sido artista residente desde 2004.




A natureza morta é vida real – por Robert Wilson

Os vídeo-retratos podem ser vistos nas três formas tradicionais em que artistas constroem o espaço. Se eu colocar minha mão na frente de meu rosto, posso dizer que é um retrato. Se vejo minha mão a distancia, posso dizer que é parte da natureza morta e se a vejo do outro lado da rua, posso dizer que é parte do cenário. Na construção destes espaços, vemos uma imagem que pode ser pensada como um retrato. Se olharmos com cuidado, esta natureza morta é uma vida real. De certa forma, se pensarmos sobre isso e olharmos por tempo suficiente, os espaços mentais se transformam em cenários mentais.
Estes retratos se originam de um trabalho que eu fiz nos anos 70, chamado “VIDEO 50”. Fiz vários retratos, incluindo o escritor surrealista Louis Aragon, a socialite Helene Rochas, um pato, um padre que eu conheci num bar, o diretor de museu Pontus Hulten, o CEO da Sony, Akito Morita, e o Ministro da Cultura da França Michel Guy. Estes retratos podem ser vistos na TV, em galerias, museus, estações de metrô, hotéis, aeroportos ou mesmo no quadrante de um relógio de pulso. Eu imagino os VOOM PORTR AITS sendo vistos em espaços públicos, bem como nos lares. Em casa, eles são como uma janela na sala ou o fogo na lareira.
Freqüentemente as pessoas me perguntam “Quais são as idéias por trás das imagens?”. Eu não interpreto meu trabalho. A interpretação é para os outros. Fixar um significado a um trabalho como este limita sua poesia e a possibilidade de outras idéias. Eles são pessoais, expressões poéticas de personalidades diferentes. Um homem da rua, um animal, uma criança, super stars, deuses de nosso tempo.



Obras de Robert Wilson

As obras de Wilson integram uma ampla variedade de mídias artísticas, combinando o movimento, a dança, a iluminação, o design de móveis, a escultura, a música e o texto em um todo unificado. As imagens do artista são esteticamente cativantes e carregadas de emoção e suas produções foram aclamadas pelo público e pela crítica no mundo inteiro. Junto com o compositor Philip Glass, Wilson criou a monumental obra Einstein on the Beach, que mudou as noções convencionais da forma operística tradicional. Entre seus inúmeros colaboradores estão vários escritores e músicos como Susan Sontag, Lou Reed, Heiner Müeller, Jessye Norman, David Byrne, e Tom Waits. Prolífico no repertório operístico tradicional, Wilson imprimiu sua marca em obras de mestre como La flûte enchantée (A flauta mágica), Pelléas et Mélisande, Der Ring des Nibelungen e Madame Butterfly.

A prática de Wilson está firmemente enraizada nas artes plásticas e gráficas e extensas retrospectivas de seu trabalho foram apresentadas no Centre Georges Pompidou, em Paris, e no Boston Museum of Fine Arts. Montou instalações no Stedelijk Museum em Amsterdã, no Villa Stuck em Munique, no Clink Street Vaults de Londres e no Guggenheim Museums em Nova York e Bilbao.







VOOM PORTRAITS ROBERT WILSON




Concepção e curadoria Adelina Von Fürstenberg




Produção VOOM HD




Produtores Matthew Shattuck e Noah Khoshbin




Organização e coordenação Michela Negrini







A mostra é uma realização do Porto Alegre em Cena




Secretaria Municipal da Cultura/Prefeitura de Porto Alegre


Patrocínio: Santander

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Exposição Voom Portraits integra atrações do Em Cena


A aclamada exposição Voom Portraits, do multiartista Robert Wilson, conhecido por suas técnicas de iluminação e cenários no teatro americano está dentro das atividades culturais propostas pelo 17º Porto Alegre Em Cena. É composta por vídeo-retratos em alta resolução de celebridades como Brad Pitt, Jeane Moureau, Robert Downey Jr, Dita Von Teese, Willem Dafoe, Isabella Rossellini, Johnny Depp, Salma Hayek e Winona Ryder que posaram quase imóveis para as câmeras da Voom HD Network. 

Trata-se de um encontro entre fotografia, filme, literatura e som, uma linguagem de movimentos mínimos, gestos coreografados e coordenação precisa. Inaugurada ontem, 8, no Santander Cultural, Voom Portraits é sucesso em Nova York e nas cidades por onde está passando nesta turnê internacional. Para quem assim como eu não poderá aproveitar as variadas atrações do Poa em Cena, terá a chance de conferir esta exposição até o dia 5 de Dezembro. Além da exposição, Bob Wilson estará apresentando ainda a peça " HAPPY DAYS" de Samuel Beckett.