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domingo, 28 de setembro de 2014

VENCEDORES DO 3º MONTENEGRO EM CENA


E na noite de ontem chegou ao fim o Montenegro em Cena, festival organizado pela Marca Produções. Tive a grande honra de puder acompanhar todos os espetáculos e debates, na figura de um comentador crítico (confira todos os comentários aqui), além de estar ao lado de profissionais reconhecidos e generosos que integraram o júri (Maico Silveira, Tefa Polidoro e Melissa Dorneles). Cassio está de parabéns pela organização deste festival, que com certeza é um festival diferente dos demais, pelo fato de ter apenas um espetáculo por turno, debates com tempo hábil para aprofundar a relação com grupos, formação e crítica, e isto o faz elevar a um dos melhores festivais do estado. Segue a lista dos vencedores: 

Melhor Texto Inédito 
• Totonho Lisboa – O Médico Que Receitava Livros
• Marcos Cardoso - A Moça Bonita da Linha do Trem
• Maurício Fulber - Cinco Pontas de Uma Estrela Torta
VENCEDOR: Totonho Lisboa – O Médico Que Receitava Livros

Melhor Maquiagem
• Gina Samanta – Os Descasados
• O grupo – Valsa nº 6
• Tuti Kerber – O Auto da Compadecida
VENCEDOR: Tuti Kerber - O Auto da Compadecida

Melhor Figurino
• Shana Domingues – Valsa nº 6
• Fabrízio Rodrigues - O Auto da Compadecida
• Marcos Cardoso – A Moça Bonita da Linha do Trem
VENCEDOR: Fabrízio Rodrigues - O Auto da Compadecida

Melhor Cenografia 
• Julio Cesar Schuster – O Auto da Compadecida
• O Grupo Valsa nº 6
• Marcos Cardoso – A Moça Bonita da Linha do Trem
VENCEDOR: Marcos Cardoso – A Moça Bonita da Linha do Trem

Melhor Trilha Sonora
• O grupo – O Auto da Compadecida
• O grupo – Valsa nº 6
VENCEDOR: O grupo – O Auto da Compadecida

Melhor Iluminação
• Fernando Tepasse - Valsa nº 6
• Dionatan Rosa – A Moça Bonita da Linha do Trem
• Marcos Cardoso – O Auto da Compadecida
VENCEDOR: Fernando Tepasse - Valsa nº 6

Melhor Atriz Coadjuvante
• Ana Ledur - O Auto da Compadecida
• Carol Oliveira – O Médico Que Receitava Livros
• Luisa Prigol – A Moça Bonita da Linha do Trem
VENCEDOR: Carol Oliveira – O Médico Que Receitava Livros

Melhor Ator Coadjuvante
• Alan Krug – O médico que receitava livros
• Edi Terra – Ah La Pucha! Uma Comédia Gaúcha
• Samuel Vier – O Auto da Compadecida
VENCEDOR: Alan Krug – O médico que receitava livros

Melhor Ator
• Everton Santos – Os Descasados
• Leo Cardoso – Ah La Pucha! uma Comédia Gaúcha
• Samuel dos Santos – O Médico Que Receitava Livros
VENCEDOR: Leo Cardoso – Ah La Pucha! uma Comédia Gaúcha

Melhor Atriz
• Bruna Johann - Cinco Pontas de Uma Estrela Torta
• Marta Brito – Cinco Pontas de Uma Estrela Torta
• Nicole Orth – O Auto da Compadecida
VENCEDOR: Nicole Orth – O Auto da Compadecida

Melhor Direção
• Bianca Flôres – Valsa nº 6
• Julio César Schuster – O Auto da Compadecida
• Maurício Fulber – Cinco Pontas de Uma Estrela Torta
• Marcos Cardoso – A Moça Bonita da Linha do Trem
VENCEDOR: Julio César Schuster – O Auto da Compadecida

Melhor espetáculo Juri Popular
3º LUGAR - Os Descasados 

2º LUGAR - Ah La Pucha! Uma Comédia Gaúcha 

VENCEDOR: 1º LUGAR - A Moça Bonita da Linha do Trem

Premio Especial do Juri
Pelos elencos jovens, entregues e comprometidos com a proposta e com o fazer teatral.
VENCEDORES: Valsa nº 6 e a A Moça Bonita da Linha do Trem

3º Melhor Espetáculo
• O Médico Que Receitava Livros 

2º Melhor Espetáculo
• Valsa nº 6

1º Melhor Espetáculo
• O Auto da Compadecida

domingo, 21 de setembro de 2014

3º MONTENEGRO EM CENA - FESTIVAL DE TEATRO

E nesta semana, começa o 3° Montenegro em Cena, festival de teatro organizado pela Marca Produções, na figura do Cássio Azeredo. E eu com muito prazer estarei participando do festival, na figura do comentador crítico do festival, uma espécie de crítico, onde farei comentários críticos de todos os espetáculos participantes do festival. Será uma maratona, mas um grande prazer retornar a Montenegro, cidade onde residi por sete anos, e onde realizei a minha formação em Teatro na UERGS. Desempenhei a mesma função na 1ª edição do festival e realmente foi muito bacana. A programação do festival que começa na próxima quarta feira dia 24 já foi divulgada e você pode conferir clicando AQUI. 
Durante o festival estarei fazendo a cobertura, e os textos críticos serão divulgados através do blog OLHARES DA CENA
Outra novidade é que todos os espetáculos participantes já estarão automaticamente participando do 5º Prêmio Válvula de Escape/Olhares da Cena, prêmio virtual organizado por mim que ao final do ano irá divulgar os melhores segundo o blog Válvula de Escape. 
Clique AQUI e confira os textos referentes a 1ª edição do festival.

AH LA PUCHA! UMA COMÉDIA GAÚCHA (RS)


Dia 26 de Setembro - 20h
Teatro Roberto Athayde Cardona
Grupo Cia. Palco Iluminado
Cidade: Gravataí/ RS
Duração: 71 min
Classificação: 12 nos

A peça narra a historia de Mariana, filha do velho gaúcho e tradicionalista Juca das Flores. A mesma se vê envolta de dois pretendentes, Miguel e Renato, que na intenção de corteja-la precisam passar pela aprovação do velho gaúcho tradicionalista e conservador para ter a mão da prenda.

Comédia de costumes gauchesca que que retrata através de personagens vivos no imaginário do inconsciente gaúcho, com seus conflitos e linguagem.

O CHAPELEIRO MALUCO (RS)

Dia 26 de Setembro - 15h
Teatro Roberto Athayde Cardona

Grupo Teatral Leva Eu
Cidade: Viamão/ RS
Duração: 40 min
Classificação: Livre

A esquete conta a história dos irmãos gêmeos Aninha e Juca que são muito diferentes, Ana adora estudar, já Juca não gosta tanto assim...
Os dois vivem em pé de guerra e o único que consegue apartar essas brigas é o seu maluco professor de inglês, que é u velhinho muito simpático e adora seus alunos, uns mais do que os outros.
Um dia voltando da aula, eles acidentalmente embarcam em uma mágica aventura, repleta de maluquices e diversão, e juntos vão descobrir a importância de aprender uma língua estrangeira.

O AUTO DA COMPADECIDA (RS)


Dia 26 de Setembro - 10h
Teatro Roberto Athayde Cardona 

Grupo Foi o Que eu Disse
Cidade: Harmonia/ RS
Duração: 42 min
Classificação: Livre

João Grilo e Chicó, dois nordestinos sem eira nem beira preparam inúmeros planos para conseguir um pouco de dinheiro. Novos desafios vão surgindo, provocando mais confusões armadas pela esperteza de João Grilo, sempre em parceria com Chicó, mas a chegada da bela Rosinha, filha de Antônio Moraes, desperta a paixão de Chicó.  Os planos da dupla, que envolvem o casamento entre Chicó e Rosinha e a posse de uma porca de barro recheada de dinheiro, são interrompidos pela chegada do cangaceiro Severino  e a morte de João Grilo. Todos os mortos reencontram-se no Juízo Final, onde serão julgados no Tribunal das Almas pela Compadecida e pelo diabo e traz um final surpreendente, principalmente para João Grilo.

OS DESCASADOS (RS)

Dia 25 de Setembro - 20h
Teatro Roberto Athayde Cardona

Grupo Renascença Cia de Teatro
Cidade: Montenegro/ RS
Duração: 50 min
Classificação: Livre

Sezefredo, um ancião dissimulado, e Mariana, uma jovem mulher cheia de fricotes, vivendo uma crise conjugal, são condenados pelo Tribunal dos Divórcios a se reconciliar e, então, a confusão está feita.
Um divertido espetáculo farsesco que vem se destacando por sua intensa interação e improvisos com o público, com vários prêmios conquistados, sendo considerado em 2011 o melhor espetáculo no Festival Internacional de Teatro do Uruguai, com participação de 12 países.

VALSA Nº 6 (RS)


Dia 25 de Setembro - 15h
Teatro Roberto Athayde Cardona

Grupo Art In Fato
Cidade: Tupandi/ RS
Duração: 40 min
Classificação: 15 anos

O Grupo Art In Fato traz para a cena uma adaptação desafiadora da obra de Nelson Rodrigues, em que a história gira em torno de Sônia, uma menina assassinada aos 15 anos, que tenta montar o quebra-cabeça de suas memórias e reconstituir os acontecimentos de sua vida. 

O MÉDICO QUE RECEITAVA LIVROS (RS)


Dia 25 de Setembro - 10h 
Teatro Roberto Athayde Cardona 

Grupo Teatral Trupe
Cidade: São Leopoldo/ RS
Duração: 45 min
Classificação: Livre

Dr. Millor, acompanhado de sua eficaz assiste Fernanda, tornou-se um Médico respeitado e de eficiente Carreira, além de grande médico sempre foi apaixonado pela literatura. Para cada momento de sua vida, uma obra literária: Para aquele que muito falava e poucas papas tinha na língua, Dr. Millor lembrava de Emília da incrível obra de Monteiro Lobato. Para crianças agitadas e seus sonhos mirabolantes, Lembrava do Menino Maluquinho e de Ziraldo. E quando uma folha caía melancolicamente de uma árvore, lhe soavam os versos de Mário Quintana. Era assim a vida de Dr. Millor. Até que um dia pensou: e se eu curasse as pessoas através livros e não de remédios?
Nesta emocionante e instigante história, você vai aprender com Dr. Millor que, para os males da vida não bastam apenas remédios para curá-los. Literalmente.


sábado, 20 de setembro de 2014

MAC BODAS - GUACAMOLE, TEQUILA Y ALGO MÁS... (RS)


Dia 27 de Setembro
FUNDARTE - 19:30hs
ENTRADA FRANCA
3º MONTENEGRO EM CENA

O espetáculo convidado para encerrar a 3ª edição do festival será o Mac Bodas Tequila, Guacamole y algo más. A peça, encenada em um galpão nas proximidades do teatro Roberto Atayde Cardona (antigo prédio da Oliveira e Luft) reúne traição, amor e muitas cores na combinação das tragédias Macbeth de William Shakespeare e Bodas de Sangue de Garcia Lorca. Com direção de Jezebel De Carli, a peça é o resultado do Componente Curricular Oficina Montagem 1 do Curso de Graduação em Teatro: licenciatura da UERGS. A apresentação inicia às 19h30min, em frente a Fundarte (Rua Capitão Porfírio nº 2141) e em seguida o público será conduzido até o espaço da apresentação. São apenas 85 lugares.
Haverá distribuição de senhas 1h antes do espetáculo, a partir das 18h30 em frente a Fundarte. Os integrantes dos grupos que participam do festival tem ingresso reservado até às 19h e não retirando as senhas até este horário, elas serão distribuídas para a comunidade presente. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CINCO PONTAS DE UMA ESTRELA TORTA (RS)


Dia 24 de Setembro - 20h
Teatro Athayde Carmona
ENTRADA FRANCA

Grupo Produções Fulber
Cidade: Novo Hamburgo/ RS
Duração: 45 min
Classificação: 12 anos

Savine é uma menina de 10 anos que conversa com seu ursinho de pelúcia sobre ciência, filosofia e física quântica antes de ir dormir. Ao mesmo tempo é uma adolescente de 16 anos que está vivendo sua primeira paixão e também uma mulher de quase 30 anos refletindo sobre suas escolhas de vida. Essas três fases de uma mesma personagem se alternam e se encontram em cena para contar essa história sobre sonhos, amores e frustrações, num texto que traz uma reflexão poética sobre a condição humana.


LA VITA VECCHIA (RS)


Dia 24 de Setembro - 15h
Teatro Roberto Athayde Cardona
ENTRADA FRANCA

Grupo Uivo do Coiote
Cidade: Santa Maria/ RS
Duração: 70 min
Classificação: 12 anos

Dona Firmina é uma idosa descendente de imigrantes italianos, que mora sozinha na zona rural do interior do Rio Grande do Sul. Viúva e sem filhos, ela desenvolve uma série de estratégias para driblar a solidão, e manter a vitalidade física e mental. Em “La Vita è Vecchia !” acompanhamos um dia na vida desta guerreira, que já viu seus parentes e amigos serem levados pelo tempo, mas mesmo assim não desiste de aprender o que a vida ainda tem para ensinar: bom humor é FUNDAMENTAL!

A MOÇA BONITA DA LINHA DO TREM (RS)


Dia 24 de Setembro - 10h
Teatro Roberto Athayde Cardona
ENTRADA FRANCA

Grupo Deixa Quieto
Cidade: Salvador do Sul/ RS
Duração: 45 min
Classificação: 10 anos

O espetáculo A Moça Bonita da Linha do Trem é uma história de amor que tem como pano de fundo a colonização da região que hoje compõe Salvador do Sul e suas divisas, principalmente aqueles municípios pelos quais cruzou a linha do trem. A montagem resgata os costumes, os valores e crenças dos antepassados que contribuíram para a formação econômica, social e cultural da região de Salvador do Sul.
A estação de trem na qual a família de Seu Salvador vive torna-se famosa pela moça bonita que ali vive. Maria Helena, mesmo cortejada por muitos traz consigo um sentimento especial por Danilo, um vizinho que ainda pequeno foi para o seminário e com quem se comunica por cartas. Com o retorno de Danilo do colégio interno basta que Sibila, a irmã mais velha de Maria Helena, aceite se casar com o rústico Jacob para cumprir com a tradição da comunidade e fazer com que essa história de amor tenha um final feliz. 
 Atividades como o cultivo de frango, a produção de ovos e alguns fatos históricos mesclam-se com a ficção para desenvolver uma história romântica, divertida e ao mesmo tempo saudosa. O espetáculo faz referência aos pontos turísticos do município, tais como o Seminário Santo Inácio de Loyola, o túnel de Linha Bonita e a igreja, que também era escola na época em que o trem ainda percorria a localidade de Kappesberg, locais que serviram de cenário para contar a história de amor da moça bonita da linha do trem.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

MONTENEGRO EM CENA - PREMIAÇÃO






E ontem foi o encerramento do I Montenegro em Cena, o festival de Teatro de Montenegro que trouxe a cidade uma diversidade de propostas teatrais. Além de uma impecável apresentação do espetáculo "O rei cego" do Teatro do Clã, foram conhecidos os vencedores da Mostra Competitiva. Abaixo tem a lista com os indicados e os vencedores em cada categoria estão destacados. Numa postagem anterior já tinha feito uma prévia com minhas apostas que acabaram batendo aproximadamente com as do júri oficial que cumpriu com bastante eficiência o seu papel, parabéns ao Carlos Modinger, Fábio Castilhos e Dionatan Rosa. Outro ponto alto do festival foi a inserção de COMENTÁRIOS CRÍTICOS elaborados por mim, onde obtive um retorno bastante positivo de alguns grupos, sendo que os debates não se encerram por aqui, pelo contrário, é apenas uma possibilidade de continuarmos discutindo as questões pertinentes ao fazer teatral. Montenegro está de parabéns. A Marca Produções está de parabéns! e que em 2013 as cortinas possam novamente se abrir para a realização de uma grande festa bonita que aconteceu nos últimos dias. O espetáculo "O amor é uma falácia" foi o grande vencedor conquistando os principais prêmios, levando 5 prêmios: Iluminação, Ator, Atriz, Direção e Espetáculo. 
Abaixo a premiação: 

MAQUIAGEM
Grupo Balança mas não cai - Eu te amo!
Catharina Conte - Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal
Laédio Martins - O amor é uma falácia
Sabrina Schwan - O auto da camisinha

ILUMINAÇÃO
Cristiano Adeli - Vendetta Corsa- Porque minha ferida é mortal
Rodrigo Azevedo - A lenda da cobra grande
Curto Arte - Receitas da Tia Herta
Laédio Martins - O amor é uma falácia

SONOPLASTIA
Grupo Só Deus sabe - A lenda da cobra grande
Curto Arte - Receitas da Tia Herta
Grupo Cheiro de Chuva - O auto da camisinha

FIGURINO
Grupo Cômica - Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal
Curto Arte - Receitas da Tia Herta
Sabrina Schwan - O auto da camisinha
Mila Camargo e Allan Klaus - Eu te amo!

CENOGRAFIA
Cômica Cultural - Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal
Grupo Só Deus Sabe - A lenda da cobra grande
Curto Arte - Receitas da Tia Herta

MELHOR TEXTO INÉDITO
Carlos Alberto Klein - Receitas da Tia Herta
Júlio Conte - Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal

MELHOR ATOR COADJUVANTE 
Cristiano Schenkel - Receitas da Tia Herta
Odair Weisheit - Receitas da Tia Herta
Luciano Gabbi - O amor é uma falácia

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Joana  Dalpiaz - A lenda da cobra grande
Pamela Fogaça - O auto da camisinha
Aline Jones - Zuccos
Anna Júlia amaral - Zuccos

MELHOR ATOR
Mykael Júnior - O veleiro das estrelas
Carlos Alberto Klein - Receitas da Tia Herta
André Asmann - O amor é uma falácia
Paulo Roberto Farias - Zuccos

MELHOR ATRIZ
Fabiana Stefen Munari - A lenda da cobra grande
Izadora Gonçalves - A lenda da cobra grande
Raquel Guerra - O amor é uma falácia
Bruna Descovi - O auto da camisinha

MELHOR DIREÇÃO
Rodrigo Azevedo - A lenda da cobra grande
Carlos Alberto Klein - Receitas da Tia Herta
Laédio Martins - O amor é uma falácia

MELHOR ESPETÁCULO JURI POPULAR
As receitas da Tia Herta 

PRÊMIO ESPECIAL DO JURI

A lenda da cobra grande -elenco


3º MELHOR ESPETÁCULO
A lenda da cobra grande - Só Deus Sabe/Maquiné

2º MELHOR ESPETÁCULO
Receitas da Tia Herta - Curto Arte/Dois Irmãos

MELHOR ESPETÁCULO
O amor é uma falácia - Ateliê do Comediante/Santa Maria

Abaixo o resultado final do Prêmio do Júri Popular - Indicações - Prêmios conquistados

11º Flores no Abismo - Experimento Strinberg
10º Para cada sapato um pato!
9º Zuccos - 3 indicações  -
8º Eu te amo! - 2 indicações
7º A lenda da cobra grande - 5 indicações
6º O auto da camisinha - 4 indicações
5º Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal - 5 indicações
4º O amor é uma falácia - 5 indicações
3º Veleiro das estrelas - 1 indicações
2º Quase amores
1º Receitas da Tia Herta - 9 indicações







domingo, 5 de agosto de 2012

MINHAS APOSTAS DO MONTENEGRO EM CENA



Hoje chega ao final a 1ª edição do Montenegro em Cena, e o saldo que fica é altamente positivo. Durante estes dias passaram pelo palco uma diversidade de propostas e linguagens, grupos e cias. O melhor de tudo é que todos aprendemos muito, eu através dos comentários pude estar exercitando o modo de escrever quase que instantâneo e foi muito bacana e já tenho recebido o retorno de alguns grupos e esta troca é fundamental e muito importante para mim, cresci muito nestes dias. 
Hoje ´serão conhecido os melhores espetáculos e serão premiados com troféus e mais os seguintes valores:
1º Lugar: R$ 800,00/ 2º Lugar: R$ 600,00/ 3º lugar: R$ 400,00

As categorias individuais serão premiadas somente com troféu. São elas:

§  Melhor Ator
§  Melhor Atriz
§  Melhor Ator coadjuvante
§  Melhor Atriz coadjuvante
§  Melhor Direção
§  Melhor Figurino
§  Melhor Maquiagem
§  Melhor Cenografia
§  Melhor Iluminação
§  Melhor Texto Inédito
§  Melhor Trilha sonora
§  Prêmio especial do Júri
§  Melhor espetáculo Juri Popular

Vou brincar um pouco aqui e listar as minhas apostas, avisando que estas são as minhas escolhas e não tem nada a ver com a escolha dos jurados que será conhecida logo mais a noite. 

1º MELHOR ESPETÁCULO - Vendetta Corsa - Porque minha ferida é mortal
2º MELHOR ESPETÁCULO - O amor é uma falácia
3º MELHOR ESPETÁCULO - A lenda da cobra grande

MELHOR ATOR - 
André Assmann - O amor é uma falácia
Carlos A. Klein - Receitas da Tia Herta
Allan Klauss - Eu te amo!
Mykael júnior - Veleiro das estrelas


MELHOR ATRIZ - 
Barbará Marmor - O auto da camisinha
Catharina Conte Cecato - Zuccos
Bruna Descovi - O auto da camisinha

MELHOR ATOR COADJUVANTE -
Sandro Lima Schwan - O auto da camisinha
Luciano Gabbi - O amor é uma falácia
Odair Weisheit - Receitas da Tia Herta


MELHOR ATRIZ COADJANTE - 
Anna Júlia Amaral - Zuccos
Aline Jones - Zuccos
Raquel Guerra - O amor é uma falácia


MELHOR DIREÇÃO - 
Júlio Conte - Vendetta Corsa
Rodrigo Azevedo - A Lenda da cobra grande
Sabrina Schwan - O auto da camisinha
Laédio Martins - O amor é uma falácia


MELHOR FIGURINO - 
Sabrina Schwan - O auto da camisinha
Marli Munari e Rodrigo Azevedo - A lenda da cobra grande
Cômica Cultural - Vendetta Corsa


MELHOR MAQUIAGEM - 
Catharina Conte - Vendetta Corsa
Grupo Arena da Arte - Veleiro das estrelas
Curto Arte - As receitas da Tia Herta


MELHOR CENOGRAFIA - 
As Receitas da Tia Herta
A lenda da cobra grande
Vendetta Corsa - 


MELHOR ILUMINAÇÃO -
Rodrigo Azevedo - A lenda da cobra grande  
Cristiano Adeli - Vendetta Corsa
  
MELHOR TEXTO INÉDITO - 
Júlio Conte - Vendetta Corsa
Carlos A. Klein - As receitas da Tia Herta


MELHOR TRILHA SONORA - 
Flavio Aquino - Zuccos
Cheiro de Chuva - O auto da camisinha
Grupo Só Deus sabe - A lenda da cobra grande


PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI - 
Elenco de "A história da cobra grande" 


MELHOR ESPETÁCULO JURI POPULAR - 
As receitas da Tia Herta
O amor é uma falácia
A lenda da cobra grande

EU TE AMO! Comentário Crítico.

"Eu te amo!" é uma adaptação do texto "Quando as máquinas param" de Plínio Marcos realizada pelo Grupo Balança mas não cai. Confesso que textualmente a proposta decepciona e muito, pela ousadia de  Allan Klaus negar o texto de um dos melhores dramaturgos brasileiros ao lado de Nelson Rodrigues. Se eu retiro o que o Plínio me dá de melhor, qual o sentido de montar um texto seu? Nenhum! 
Quando as máquinas parar tem um discurso que projeta uma realidade social, onde a poética de sua dramaturgia está associada a marginalização e a denúncia da degradação e miséria humana e o Grupo Balança mas não cai ignora isso e constrói um espetáculo correto, porém injusto com o propósito de levar Plínio para o palco. Adaptações e experimentações acercas de obras conhecidas e consagradas são sempre bem vindas desde que o cerne seja mantido, desde que eu, enquanto artista queira se utilizar da voz de determinados autores para estar colocando a minha visão acerca daquela obra, daquele contexto, mas ora pegar um texto como este e dar uma conotação romântica dos anos 40? Realmente não consigo entender o que levou Allan a fazer isso. É até aceitável que a história seja interessante, mas para mim o mais importante são os conflitos existentes na obra e isso passa quase batido. 
Enquanto encenação a direção que também é do Allan consegue construir um espaço interessante, naturalista, assim como a construção das personagens, um figurino equilibrado, com exceção da touca de dormir utilizada por Lola que provoca o riso da platéia numa cena que eu considero não ser engraçada, justamente por estar fora de contexto. A trilha sonora além de ser mal operada, não auxilia na construção de climas, e as vezes é de extremo mau gosto, como no caso da trilha incidental do filme "O mágico de Óz" , que deixa a cena piegas e a extensão é demasiada e acaba na cena em que Lola está rezando, tornando-a desinteressante e a música acaba não criando a densidade necessária a cena. Outra questão é que a trilha não precisa servir de referencia para entrada e saídas dos personagens, pois quando ocorre um erro como aconteceu hoje o ator não estará preso a está marca. 
E por falar em densidade, creio que falta uma profundidade na construção do personagem Lola, está muito boazinha, limpinha nos gestos e fala, creio que precisaria sujar mais o comportamento desta personagem, criar uma personagem mais humana e menos heroína e atentar para as mãos crispadas e sem ação. Já a construção de Antônio é forte e mais intensa, acredito bastante na figura de Allan que acaba deslizando apenas no final com a consumação da tragédia, mas está inteiro e verdadeiro e também não sabendo muito onde colocar as mãos, sendo que as vezes quer colocar no bolso e não acha os bolsos ficando no meio do caminho
O grupo precisa repensar os buracos criados na cena, vários momentos o palco fica sozinho, sem nada acontecendo, talvez nem precisasse sair de cena para solucionar esses vácuos. O biombo preto serve como uma coxia para troca de figurinos, mas fiquem atentos pois tem uma cena acontecendo com Allan no foco, mas o meu olhar desvia para atrás deste biombo pois se consegue enxergar a atriz trocando de roupas e não é nem a personagem quem troca e sim a atriz, detalhes que podem ser repensados para melhor apresentar o espetáculo. 
Em suma, se tem um espetáculo interessante, que tem uma força, se sustenta, mas o problema maior é a traição ao Plínio Marcos, inaceitável pela forma como foi executada, pois se fosse me dito, este espetáculo foi escrito por fulano e ponto, eu não teria a referencia do Plínio entende? Eu não estaria comparando e querendo saber o que aconteceu com o texto original, mas partiria do zero, o que não posso ignorar aqui. Outros detalhes que se forem trabalhados de forma consciente podem render bons frutos ao grupo. 

Grupo: Cia de Artes Cênicas Balança mais não cai
Peça: Eu te amo
Cidade: Campo Bom
Direção: Allan Klaus

Este espetáculo integra a programação do: 


ZUCCOS - Comentário Crítico



"Zuccos" é um espetáculo que veio de Porto Alegre e trata-se de uma adaptação do texto Roberto Zucco de Bernard-Marie Koltès. Pautado na fragmentação, o espetáculo constrói um grande painel repleto de signos que muitas vezes acabam não auxiliando na comunicação com o espetador. O texto do Koltès já é pautado pela fragmentação, mas cada fragmento vai se estruturando e compondo uma rede que traça o perfil do serial killer Zucco. O mesmo não acontece neste experimento de "Zuccos", pois existem micro-cenas que isoladas, acabam não comunicando nada e dentro da grande estrutura aparecem soltas e deslocadas.
São muitos os elementos presente na cena e é preciso ter o cuidado de que cada um esteja ali presente pela necessidade e não para preencher a cena de imagens esteticamente belas. Porque os méritos da peça são justamente essas imagens criadas pelo elenco, que tem disponibilidade e precisão, imagens poéticas como a cena dos balões vermelho, ou até mesmo a cena em que a atriz utiliza a farinha como elemento. São cenas belas, bonitas que funcionam muito bem enquanto plástica, mas que perdem dentro do contexto da dramaturgia, atrapalhando o entendimento da peça. Entendo que a proposta é experimental, mas mesmo trabalhos com este caráter, querem se comunicar com a platéia, com seu interlocutor e por isso sugiro este cuidado em selecionar o que realmente é necessário para se contar a história de Zucco e o que não é. 
Por exemplo, no proscênio do palco a diversas partes de bonecas, assim como nas laterais da platéia existe a presença de painéis cheio de recortes de jornais que não significam nada, estão ali por estar, os restos de bonecas são ótimos, porém não são utilizados em nenhum momento. Outro demérito é a projeção de vídeo, que é bacana, moderna, mas o elenco não pode se tornar refém disso, pois quando não funciona o equipamento a cena tem que funcionar sem este recurso. 
Algumas vezes a ação acaba não se desenrolando, com por exemplo, na cena dos balões vermelhos, que esteticamente é linda, mas acaba caindo na obviedade sem o fator surpresa, pois sabemos de antemão que todos passaram pela experiencia de compartilhar os seus depoimentos. 
A cena do assalto do carro foi reconstruída e consegue alcançar um resultado ótimo. Assim como a cena dos balões. 
Um dos pontos altos foi a inserção de vídeos sobre assassinos da história e me chama a atenção um trecho sobre o Nardoni, pois ali eu achei o que não consegui visualizar durante a peça, ali encontrei o cerne que é a violência e a alteridade humana, e para o jovem elenco falta isso, a potencialidade da violência, a gana, o frágil, humano e animal irracional de Zucco, essas diversas facetas que compõe o perfil deste personagem que pode render e muito dentro do espetáculo. 
Que bom que tem um elenco que consegue sustentar a proposta, mas ainda creio que o caminho seria buscar uma profundidade maior na construção dos personagens e na sua relação com os demais personagens.  No elenco coeso destacam-se as presenças de Catharina Conte e Anna Júlia Amaral, pela presença e força empregada na construção das personagens, conseguindo um pouco melhor que os demais, sair das marcas da cena e agir de modo mais natural.
A trilha sonora executada ao vivo é boa e pontual, auxilia muito na construção da peça, mas a proposta se contradiz quando é utilizada uma trilha mecânica e o músico ali no palco sem fazer nada. A sonoridade provocada pelas facas, que eu chamei de violino de facas, não funciona, pois não significa nada e o som acaba não chegando no público nem tão pouco reverberando na cena.   
Gostaria de parabenizar o coletivo pelas escolhas e soluções e sei o quão difícil é querer explicar Koltès e sua obra, e talvez o mérito da montagem seja este, de fugir dos clichês e tentar buscar vários significados as intenções do autor, e a busca de novas soluções pode ser uma alternativa, mas atentando apenas para não se perder num emaranhado de simbologias que utilizadas de modo demasiado pode significar nada. 

Diretor: O grupo
Autor: O grupo
Contra-regra: 
Sonoplasta: Thiago Tavares, Flavio Aquino e Pingo Alabarce
Criador da trilha sonora: Flavio Aquino
Iluminador: Thiago Tavares
Criador da iluminação: Aline Jones
Maquiador: O grupo
Criador da maquiagem: O grupo
Figurinista: O grupo
Cenógrafo: O grupo
Elenco: 
Anna Júlia Amaral
Paulo Roberto Farias
Isadora Pillar
Aline Jones
Catharina Conte


Diego Ferreira - Comentador Crítico do Montenegro em Cena

sábado, 4 de agosto de 2012

O AMOR É UMA FALÁCIA - Comentário Crítico




"O amor é uma falácia" do Ateliê do Comediante de Santa Maria trouxe ao Montenegro em Cena um arrojado espetáculo baseado na obra de Max Shulman. Arrojado porque consegue construir um trabalho que coloca o ator no centro da cena, e os atores conscientes disso, aproveitam cada segundo que estão no palco, seguros e plenos, corretos em todos os sentidos, respeitando os tempos, as pausas a respiração. O espetáculo é uma ode ao trabalho do ator, um exercício que abomina todo e qualquer tipo de recursos, demostrando que é possível construir um espetáculo interessante apenas com uma luz básica, a utilização de lanternas, a ausência de trilha sonora, e o fundamental: a presença do ator.  André Assmann, Luciano Gabbi e Raquel Guerra que juntamente com Laédio José Martins fazem do despojamento o seu grande triunfo, conseguindo através disso construir uma cena limpa, sendo possível ao espectador acompanhar a trama de forma tranquila, assim como os atores a contam, de um modo tranquilo e isto possibilita a compreensão das ações dramatúrgicas do inicio ao fim. 
Além de todas essas escolhas certas, a peça acaba ganhando um tom didático, no bom sentido, pois explicita o conceito de falácia, além de nos dar vários exemplos, que dão a tônica cômica ao trabalho. 
A direção foi muito feliz em todas as escolhas, o trio de atores é ótimo, mas vou ter que destacar e parabenizar a magistral atuação de André Assmann que confere a sua segura interpretação um minimalismo impressionante, correto no texto e dicção e disponibilidade corporal que Luciano também demostra. Já a personagem de Raquel é carismática e é o eixo da trama e ganha o público principalmente pelo bordão "bacana".
  
FICHA TÉCNICA
Atuação:
André Assmann (Max)
Luciano Gabbi (Petey Bellows)
Raquel Guerra (Polly Espy)

Direção e Técnica: Laédio José Martins

Diego Ferreira - Comentador Crítico do Montenegro em Cena


O AUTO DA CAMISINHA - Comentário Crítico



"O auto da camisinha" é mais uma grata surpresa dentro do Montenegro em Cena. Um espetáculo que se estrutura a partir do texto de José Mupurunga, um dramaturgo cearense, autor também de "Farsa do Panelada" que foi o texto premiado no 2º Prêmio Carlos Carvalho de Porto Alegre. 
A dramaturgia coloca em evidência a ação desenvolvida em dois planos, o celestial e o terreno, onde desfilam figuras como o diabo e o anjo, personagens que sempre aparecem nos folguedos e dramaturgia popular brasileira, tendo como um bom exemplo Ariano Suassuna e seu Auto da Compadecida.
A peça começa com uma música do Cordel do Fogo Encantado  e logo em seguida é dito um texto que também é do Cordel, demostrando a abertura da direção em agregar outros fragmentos que possam ajudar a contar a história. E na minha opinião o grupo consegue um ótimo resultado na construção do seu espetáculo, dentro de um espaço equilibrado, com a utilização de poucos recursos de cenários. 
O texto, apesar de conter uma métrica, que é uma característica do autor, precisa ser um pouco mais trabalhado, buscando um ritmo mais apropriado, mas mesmo assim percebo que está bem internalizado pelo elenco que é bastante coeso. O sotaque nordestino não chega a atrapalhar a apreciação da peça, penso que o grupo consegue até extrapolar um pouco a caricatura nordestina. 
A trilha sonora executada ao vivo pela bandinha dá um colorido todo especial a cena, pontuando determinadas ações e em alguns momentos são cantadas algumas canções que fazem parte do cancioneiro popular e penso que conseguem alcançar bons resultados com isso. 
Preciso destacar primeiramente a direção de Sabrina Schwan, pela criatividade e coragem em construir um espetáculo belo e poético, repleto de soluções bacanas e inteligentes, concebendo uma montagem que dá valor a visualidade, com uma boa maquiagem, uma paleta interessante de cores dos figurinos e iluminação. Destaco também todo o elenco, alertando apenas para cuidar a respiração em determinados momentos da execução das ações e canções, e deste elenco destaco a atriz Barbara Marmor, que possui um olho que brilha e tem um bom trabalho de interpretação e  também a Bruna Descovi que consegue segurar muito bem a sua personagem. 
O grande barato da montagem é que este tipo de peça poderia cair num pieguismo didático facilmente, mas conseguem ir muito além disso, construindo um espetáculo divertido, correto e repleto de acertos. 

Diretor: Sabrina Schwan
Autor: José Mapurunga
Contra-regra: X
Sonoplasta: O grupo
Criador da trilha sonora: O grupo
Iluminador: Sabrina Schwan e Iago Muller
Criador da iluminação: Sabrina Schwan
Maquiador: Sabrina Schwan
Criador da maquiagem: Sabrina Schwan
Figurinista: Sabrina Schwan
Cenógrafo: O grupo
Elenco: Bárbara Marmor
Andrei Krummenauer
Bruna Descovi
Bruna Sampaio
Sandro Lima Schwan
Pâmela Fogaça

 Diego Ferreira - Comentador Crítico do Montenegro em Cena