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quinta-feira, 21 de junho de 2012

ESPERANDO BERLINER ENSEMBLE

Sobre o evento
A presença do Berliner Ensemble entre nós, o mítico grupo fundado por Bertolt Brecht, que apresentará Mãe Coragem e seus filhos, encenação dirigida por Claus Peymann, será um momento histórico para as artes do Rio Grande do Sul. Para preparar o público e a classe local, o Porto Alegre em Cena preparou um seminário com atividades que dizem respeito a Brecht, ao grupo, ao teatro épico, com a intenção de que, classe teatral e interessados em geral, desfrutem com plenitude desse momento único.
Luciano Alabarse

PAINEL: Brecht – A Revolução no Teatro do Século XX
25 de junho às 19h
Com Luiz Paulo Vasconcellos
Sobre o Painel:
O teatro, até Brecht, sempre foi dominado pelo sentimento, pelo que o espectador sente ou sentiu diante desta ou daquela situação dramática. Assim foi com o Romantismo, com o Realismo, com o Naturalismo, com o Expressionismo, com o Dadaísmo e outros tantos “ismos” que foram se sucedendo século XX adentro. Mesmo que desses “ismos” tenham resultado nomes como Ibsen, Tchekov, Artaud, Ionesco e tantos outros grandes do teatro mundial, foram com Brecht que o ator aprendeu a pensar. E com o ator, o público. Por isso é que me permito afirmar que Brecht representa a maior revolução do teatro do século XX.
Brecht foi revolucionário porque levou atores e público a pensar. A pensar sobre política. A pensar sobre a condição e o valor do poder numa sociedade injusta e preconceituosa. A pensar sobre a legitimidade do poder. Antes dele, que eu me lembre, só Shakespeare havia explorado o tema com profundidade. No século XX, só Brecht.
Luiz Paulo Vasconcellos

Mesa Redonda: Um Olhar Feminino Sobre A Interpretação
28 de junho às 19h
Com Sandra DaniMirna Spritzer e Ida Celina
Sobre a Mesa: A ótica de três mulheres sobre a interpretação de personagens de Brecht. Três artistas que fazem parte da história do teatro gaúcho e que se relacionaram com este universo em momentos e conduções distintas.

Oficina: Brecht e o seu teatro do futuro
09, 10, 11 e 12 de julho das 13h30 às 17h30
Com Celso Frateschi
Sinopse:
Já no leito do hospital, Brecht foi perguntado por Manfred Wekwert como ele imaginava o teatro no futuro. Brecht respondeu que seria o teatro de aprendizagem. Trabalharemos na oficina algumas de suas propostas relativas a esse teatro. O teatro de aprendizagem surge na Alemanha no final dos anos 20, num momento de extrema radicalização política e aí Brecht formula um teatro onde a base de suas ideias se apresenta com todo o vigor. Trabalharemos a partir de alguns textos base teatralizando-os criticamente a partir das sugestões do autor.

Inscrições para oficina
25 de junho a 02 de julho pelo inscricoesemcena@gmail.com. É necessária experiência mínima em teatro e informação básica sobre Bertolt Brecht, além de carta de intenção e currículo.

Todas as atividades serão realizadas na Sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo com entrada gratuita.


Fonte: PORTO ALEGRA EM CENA

sábado, 7 de abril de 2012

SEMINÁRIO: Teatro de Rua “Processos Contemporâneos IV”



O Teatro de Rua nos processos contemporâneos e a fisionomia da cena de rua em Porto Alegre. A dramaturgia do teatro de rua e o conceito de “Arte Pública”.
Será solicitado 1kg de alimento não perecível para assistir ao seminário, esses serão doados à Casa dos Artistas Riograndense
1º dia terça-feira, 10 de abril das 19h às 21hTeatro do SESC (Av. Alberto Bins, 665)
PALESTRA: “Cultura popular: a provocação de novos olhares na dramaturgia de rua”Com Luiz Alberto de Abreu (SP), dramaturgo.
A palestra “Cultura popular: a provocação de novos olhares na dramaturgia de rua”  proferida pelo dramaturgo Luís Alberto de Abreu expõe a sua prática dramaturgica e a necessidade de resignificar o olhar para as culturas populares.
Luis Alberto de Abreu começou a carreira como dramaturgo e, depois, passou a escrever roteiros para cinema e TV. A partir dos anos 80, destacou-se como autor ligado ao grupo Mambembe, com as peças Foi Bom, Meu Bem? e Cala a Boca já morreu. Em seus 28 anos de carreira, já conta com mais de 40 peças teatrais – escritas e adaptadas – em seu repertório, com destaque para a antológica Bella Ciao, as premiadas Borandá e Auto da paixão e da alegria, ambas encenadas pela Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes; e O Livro de Jó, montada pelo Teatro da Vertigem. Como roteirista se destacou no cinema com os filmes Maria (1985); Lila Rapper (1997), juntamente com Jean Claude-Bernardet; e os premiados Kenoma (1998) e Narradores do Vale de Javé (2000); além de Andar às Vozes (2005), juntamente com Eliane Caffé. Já para TV, escreveu os roteiros de duas minisséries globais recentemente: Hoje é Dia de Maria (2005) e A Pedra do Reino (2006). Foi, ainda, professor de dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André por oito anos e dramaturgo residente no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), sendo o autor de peças levadas à cena por Antunes Filho. O autor recebeu prêmios, como quatro prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA – 1980, 1982, 1985, 1996), Prêmio Mambembe do Instituto Nacional de Artes Cênicas (1982), Prêmio Molière da Companhia Air France (1982), Prêmio Estímulo de dramaturgia para desenvolver o projeto de pesquisa sobre Comédia Popular Brasileira (1994), Prêmio Mambembe (1995), Prêmio Apetesp (1995), Prêmio Panamco (2002) e Prêmio Shell (2004).
 2º dia sabádo, 14 de abril às 12hTeatro RENASCENÇA (Av. Érico Veríssimo, 307)
REUNIÃO ALMOÇO: “Lançamento do Caderno de Trabalho”
Com Buraco d`Oráculo.
Expõe a prática de trabalho do grupo paulista Buraco d`Oráculo. Fruto de um projeto de mesmo nome, está dividido em três seções: Teatro: do tema à prática; polissemia e; criações. A primeira seção apresenta diversos textos de pensadores e professores com objetivo de tornar mais claro o universo pesquisado. A segunda seção apresenta textos dos envolvidos diretamente ao longo do processo, são os atores e atrizes do Grupo, professores, convidados e lideranças comunitárias. A terceira e última seção é dedicada à apresentação de uma pequena parte do processo criativo, no qual vem à luz músicas, pequenas cenas e roteiros de intervenção.
Distribuição: Gratuita.
3º dia segunda-feira, 16 de abril às 18hTeatro RENASCENÇA (Av. Érico Veríssimo, 307)
HomenagemPara “José Carlos Peixoto”
José Carlos Peixoto, Zézão ou Zé da Terreira, personalidade do meio cultural de Porto Alegre, cantor e ator, nasceu em Rio Grande, em 1945. Chegou à cidade de navio, quando tinha 17 anos. Em 1969, estudou no Departamento de Artes Dramáticas da UFRGS (DAD). Foi para o Rio de Janeiro em 1970, conviveu com o grupo Tá na Rua. Participou como cantor no Festival Universitário de Música Brasileira. Recebeu prêmios e um convite para integrar o elenco da primeira montagem brasileira da ópera-rock Hair. Em 1984, de volta a Porto Alegre, trabalhou no Ói Nóis Aqui Traveiz e no grupo teatral Oficina Perna de Pau. Em 2000, recebeu da Câmara Municipal de Porto Alegre o Prêmio Qorpo Santo pelos inúmeros serviços prestados à cultura local. E em 2009 o prêmio do Iphan, Personagens do Centro de POA. Em 2002, lança o CD “Quem Tem Boca é Pra Cantar”. Montou os shows Césio 137, na Terreira da Tribo, Tiro ao Álvaro, com músicas de Adoniran Barbosa, e África-Brasil, com apresentações ao ar-livre. Participou, como cantor/ator nas peças “Jacobina, Balada para um Cristo Mulher” e “A Exceção e a Regra”, de Bertold Brecht – nesta, encenada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz, onde participou também como compositor, ao lado de Johann Alex de Souza e Mário Falcão, musicando as letras do dramaturgo alemão. Atualmente Zé colabora com participações e como referência para vários grupos de teatro de rua que vêem nele uma síntese destes vários aspectos da constituição do Teatro de Rua.
Das 19h às 21h
PALESTRA: “Arte Pública”Com Amir Haddad
As políticas públicas todas são feitas para as Artes Privadas. No entanto existe um sentimento publico de produção artística, que é anterior ao conceito de arte privada conforme nós a conhecemos. A este movimento podemos chamar de “Arte Pública”, um conceito ainda muito novo e ao mesmo tempo muito antigo. Uma arte que se faz e se produz para todos, sem distinção de classe ou nenhuma outra forma de discriminação, podendo ocupar todo e qualquer espaço, e com plena função social. O livre exercício da atividade artística como Arte Pública, tem seus reflexos e conseqüências imediatas na vida pública, independente de teatros fechados, galeria, exposições e mesmo museus, que são espaços públicos para a contemplação e fruição de obras de artes. Seu lugar é o espaço aberto, as ruas e as praças. Se dirige a todos, não escolhe nem seleciona seu público e traz benefícios imediatos para a vida social e o convívio urbano.
Amir Haddad com José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi e outros criou em 1958 o Teatro Oficina — ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, Amir dirigiu Candida, de George Bernard Shaw; atuou em A Ponte, de Carlos Queiróz Telles, e em Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa (1958). Em 1959, dirigiu A Incubadeira e ganhou prêmio de melhor direção. Deixou o Oficina em 1960. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro para assumir a direção do Teatro da Universidade Católica do Rio. Fundou, em 1980, os grupos “A Comunidade” (vencedor do Prêmio Molière pelo espetáculo A Construção) e o “Tá na Rua”. Amir não deixou de realizar projetos mais convencionais como O Mercador de Veneza, de Shakespeare (com Maria Padilha e Pedro Paulo Rangel) e os shows de Ney Matogrosso e Beto Guedes. Com microfone na mão, Amir coordena uma trupe de atores pelas ruas e praças.
4º dia terça-feira, 17 de abril às 18hTeatro RENASCENÇA (Av. Érico Veríssimo, 307)
“A Fisionomia da Cena de Rua em Porto Alegre e as Marcas de Tais Relações”
O lugar e o significado da experiência do teatro de rua em Porto Alegre na produção contemporânea Brasileira, por Valmir Santos.
Valmir Santos, Jornalista cultural desde 1992. Edita o site Teatrojornal – Leituras de Cena (www.teatrojornal.com.br) e publica reportagens e críticas na revista Bravo! E no jornal Valor Econômico. Escreveu para a Folha de São Paulo de 1998 a 2008. Autor de histórias dos núcleos Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), Armazém Companhia de Teatro (RJ), Parlapatões (SP) e Grupo XIX de Teatro (SP). Cofundador da Companhia Pombas Urbanas em sua fase amadora, em 1989. Mestre pelo Programa de Artes Cênicas da USP, em 2009.
Mediação de Renato Mendonça, jornalista e crítico teatral.
Maiores informações no site do FESTIVAL DE TEATRO DE RUA DE POA.

terça-feira, 20 de março de 2012

Seminário: A ENCENAÇÃO CONTEMPORÂNEA




Nos dias 23 e 26desse mês, a Coordenação de Artes Cênicas da Prefeitura de Porto Alegre, promove em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas do IA/UFRGS e Grupo de Pesquisa Inter-Texto do Programa de Pós-Graduação em Teatro da UDESC o Seminário ''A Encenação Contemporânea'' com a pesquisadora e professora francesa Dra. Béatrice Picon-Vallin, que busca discutir o teatro atual. O evento acontece na Sala Álvaro Moreyra e a entrada é franca.
Na sexta feira, dia 23, às 19h30 acontecerá a abertura do evento e a conferência Reexaminando o Papel do Encenador Hoje, conduzido pela francesa. Béatrice vem acompanhando de perto os processos de criação do Théâtre du Soleil e é autora de várias publicações sobre o grupo, algumas delas traduzidas em português. O evento terá a participação dos diretores gaúchos Adriane Mottola, Daniela Carmona, Daniel Colin, Inês Marocco.
No dia 26, segunda feira, o encontro com a convidada acontece mais cedo, às 10h. A palestra As Intervenções das Tecnologias de Imagem na Encenação: uma nova via para o teatro? contará também com a participação das encendoras Patrícia Fagundes, Jacqueline Pinzon, Jezebel De Carli.

BÉATRICE PICON-VALLIN 
Professora em Estudos Teatrais na Université Paris III – Sorbonne Nouvelle, professora de História do Teatro no Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique de Paris (CNSAD), diretora do Laboratório de Investigação das Artes do Espetáculo do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS - ARIAS). Diretora das coleções Arts du Spectacle (CNRS Éditions, Paris), thXX (L'Age d'Homme, Lausanne/ France), Mettre en Scène (Actes Sud-Papiers, Arles, France). Especialista em teatro do século XX, suas pesquisas abrangem o teatro russo, as questões relativas à encenação, ao trabalho do ator e às relações da cena com as imagens (cinema, vídeo, novas tecnologias).

Livros da autora disponíveis em edição brasileira: 
A arte do teatro: entre tradição e vanguarda – Meyerhold e a cena contemporânea. Rio de Janeiro: Teatro do Pequeno Gesto: Letra e Imagem, 2006.
A cena em ensaios. São Paulo: Perspectiva, 2008.
Ariane Mnouchkine : introdução, escolha e apresentação dos textos por Béatrice Picon-Vallin. São Paulo: Riocorrente. (Lançamento)

PROGRAMAÇÃO:

23/03, sexta-feira, 19h30 
19h30 - Abertura
19h40 - Conferência: Reexaminando o Papel do Encenador Hoje
Palestrante: Prof. Dra. Béatrice Picon-Vallin (CNRS/França)
Encenadores gaúchos convidados: Adriane Mottola, Daniela Carmona, Daniel Colin, Inês Marocco

26/03, segunda-feira, 10h 
Palestra: As Intervenções das Tecnologias de Imagem na Encenação: uma nova via para o teatro?
Palestrante: Prof. Dra. Béatrice Picon-Vallin (CNRS/França)
Mediação: Prof. Dra. Marta Isaacsson (PPGAC/UFRGS)
Encenadores gaúchos convidados: Patrícia Fagundes, Jacqueline Pinzon, Jezebel De Carli
Local: Sala Álvaro Moreira (Av. Erico Verissimo, 307 - Centro Municipal de Cultura.
Entrada franca com retirada de senhas 1 h antes dos eventos.

INFORMAÇÕES: 

Coordenação de Artes Cênicas 
(51)3289-8062 / 3289-8064
cac@smc.prefpoa.com.br
www.maisteatro.blogspot.com

Secretaria de Pós-Graduação em Artes Cênicas do IA/UFRGS
(51) 3308.4379
www.ppgac.ufrgs.br 

Maiores informações no blog MAIS TEATRO