sábado, 18 de junho de 2011

FESTIVAL DO TEATRO BRASILEIRO - CENA MINEIRA - Etapa RS - Programação

Confira a programação Completa do FTB - Cena Mineira - 30/06 à 17/07 - Etapa RS

Liga Produção Cultural





O Negro, a Flor e o Rosário (musical)
Atividade formativa para escolas
A história de vitórias e resistência do negro, que trouxe da África para o Brasil crenças e costumes, é o tema central do musical. Um espetáculo do multiartista Maurício Tizumba que leva para os palcos de forma divertida contos da cultura afro-brasileira: Orixas, Zumbi dos Palmares, Dandara, Saci Pererê, Cosme e Damião e Nossa Senhora do Rosário. O espetáculo musical mostra a cultura afro-brasileira surgida com essa mistura de costumes. A peça tem direção de Paula Manata, preparação vocal de Marina Machado e traz no elenco nove atrizes negras, além de Maurício Tizumba. Os seis contos de O Negro a Flor e o Rosário induzem a platéia a uma viagem pela cultura africana.
Ficha técnica: Concepção, roteiro e direção musical: Maurício Tizumba Direção Cênica: Paula Manatta Elenco: Maurício Tizumba; Júlia Dias; Eneida Baraúna; Débora Guimarães; Danielle Anatólio; Simone Meireles; Tásia de Sousa; Eliza de Sena; Josi Lopes; e Maíra Baldaia
Apresentação: 07 de junho Local: Salão de Atos da Puc Horário: 9h30min e 15h30minDuração: 60 min. Espetáculo fechado para escolas e imprensa

Baby Dolls – uma exposição de bonecas (intervenção urbana)
Baby Dools é uma performance de bonecas, uma intervenção urbana para três atrizes e uma dramaturga. A partir de referências da arte contemporânea, procedimentos de corpo-instalação e a obra do artista plástico Artur Barrio, Baby Dools discute a invenção do feminino. Monumentos animados das mulheres objetos convidam os transeuntes a brincar. Mulheres princesas, mulheres noivas, mulheres dóceis, mulheres mudas. Logo, essas bonecas serão mulheres mortas, marcadas a giz no chão. A intervenção vem provocando interrupções no cotidiano dos transeuntes que, desavisados, se deparam com ela. A ação visa destruir os estereótipos que se reproduzem e desorganizar as imagens dadas, permitindo que uma fenda se reproduza nos sentidos.
Apresentação: 30 de junho, 01 e 02 de julho Local: não será divulgado (a idéia do grupo é surpreender o publico) Horário: 15h Ingressos: Gratuito Duração: de 50 a 70 minutosClassificação indicativa: Livre para todos os públicos.

Tio Vânia
Peça escrita entre 1896 e 1897 por Anton Tchekhov, Tio Vânia tem como um de seus temas centrais a perda inevitável das ilusões e a conseqüente obrigação do homem de enfrentar o futuro. O protagonista Ivan Petrovitch Voinítski, também chamado Vânia, tem quase cinqüenta anos e descobre que até então desempenhou um papel secundário na vida. Essa tomada de consciência acontece quando seu cunhado e dono das terras onde vive e trabalha, o professor aposentado Serebriácov, volta a morar no campo e traz consigo sua nova esposa, a linda e jovem Helena, que desperta a paixão do fazendeiro e de seu amigo Ástrov, um médico com idéias originais e progressistas. Para Vânia, toda a sua vida foi dissipada na dedicação cega e braçal a um mestre que nada tinha para ensinar. Esse sentimento demasiado humano do próprio fracasso está presente não só no tio, mas em todas as personagens que habitam ou visitam a fazenda. Sônia sua jovem sobrinha, filha de Serebriácov, talvez seja a única que ainda é capaz de acreditar e pregar novas utopias.
Ficha técnica: Direção: Júlio Maciel Texto: Luís Alberto de Abreu Elenco: Antonio Edson; Arildo de Barros; Eduardo Moreira; Fernanda Vianna; Paulo André; Teuda Bara. Atriz convidada: Mariana Lima Muniz.
Apresentação: 30 de junho e 01 de julho Local: Teatro São Pedro Horário: 21h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Workshop do Grupo Galpão Dia 1º/07: Bate-papo com o público das 14h às 16h Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos.

Coreografia de Cordel - Dança contemporânea
Projeto concebido pela Fundação Clóvis Salgado em 2004, Coreografia de Cordel é resultado de uma pesquisa realizada pelos integrantes da Cia. de Dança Palácio das Artes em Medina, cidade do interior de Minas Gerais, onde o grupo pesquisou e vivenciou os hábitos e a cultura local. Elaborado a partir do aprofundamento do grupo no método Bailarino-Pesquisador-Intéprete (BPI), de Graziela Rodrigues, Coreografia de Cordel foi dirigido por Cristina Machado e contou com a colaboração de pesquisadores da área de dança, teatro, artes visuais, literatura, antropologia e gestão cultural.
Ficha técnica: Direção Coreográfica: Tuca Pinheiro
Apresentação: 02 e 03 de julho Local: Teatro São Pedro Horário: Dia 02 de julho – 21h e 03 de julho – 18h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos Duração: 75 minutos.

Cortiços - Teatro de grupo
O texto “O Cortiço”, do autor brasileiro Aluísio Azevedo, foi o princípio de investigação para revelar as idéias que são discutidas no espetáculo Cortiços. Através da sintonia entre os intérpretes e personagens, as ações e relações contidas no texto tornam-se prioridades. O romance fornece pistas e são feitas escolhas que permitem detectar as tensões nas vidas das personagens como habitantes de um sistema. Poder, ascensão social, disputa, exploração, desgosto, submissão, perda de identidade, desengano, sedução, erotismo, alegria, musicalidade, loucura, ritual de passagem, saudades, inocência violada, perdição, vida e morte, céu e inferno. Escolhas são feitas a cada instante.
Ficha técnica: Concepção: Cia. Luna Lunera e Tuca Pinheiro Direção e Coordenação Dramatúrgica: Tuca Pinheiro Intérpretes Criadores: Cláudio Dias, Débora Vieira, Isabela Paes, Marcelo Souza e Silva e Fernando de Oliveira Pinto Coelho.
Apresentação: 05 e 06 de julho Local: Teatro Renascença Horário: Dia 05 de julho – 20h e 06 de julho – 20h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos Duração: 70 minutos.

Nesta data Querida
A proposta de criação do espetáculo privilegiou a temática urbana belorizontina e sua realidade, passando por uma investigação de arquétipos cuja a universalidade serviu de contraponto a um possível e indesejado bairrismo. Os atores entrevistaram cidadãos anônimos e também buscaram inspiração para a construção de suas personagens através de fotos, imagens, poemas, fragmentos literários, músicas e notícias contemporâneas de jornais mineiros. Material base para traduzir conflitos existenciais não necessariamente regionalizados: a incomunicabilidade, a solidão em meio à massa urbana, as buscas de laços sociais, a tentativa de solidariedade, o choque das diferenças e o anseio amoroso.Indicado ao 1º Prêmio Usiminas-Sinparc - Melhor Ator (Cláudio Dias) e Melhor Atriz Coadjuvante (Cláudia Corrêa).
Ficha técnica: Concepção: Cia. Luna Lunera, Guilherme Lessa e Rita Clemente Direção: Rita Clemente Em cena: Ana Flávia Rennó, Cláudia Corrêa e Cláudio Dias.
Apresentação: 08, 09 e 10 de julho Local: Teatro de Câmara Horário e Dias 08 e 09/07 – 20h e 10/07 – 18h Dia 09/07: Bate-papo com o público após a apresentação Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Classificação indicativa: 16 anos Duração: 55 minutos.

Próxima Edição - Espreme Que Sai Sangue - Teatro de rua
O espetáculo narra com música e dinamismo três crimes passionais que se tornam notícias de jornal. Situações trágicas e absurdas que permeiam nosso dia-a-dia. Histórias que passariam em branco se não fosse o apelo sensacionalista de seus desfechos e a curiosidade e o gosto humano pela tragédia: Briga de amigos mata mulher! Conta a saga de dois amigos de infância que vêem seus destinos transformados por uma mulher, a Rainha da Primavera do Bairro. A presença dos narradores, representando os leitores de jornal, amplia o universo da manchete trazendo estatísticas reais e absurdas sobre os temas propostos em cena. Granfino mata filho adotivo! Melodrama latino que narra a trajetória de um excêntrico casal e do seu motorista e filho adotivo. A narração é feita pelos redatores de um jornal que compõe a notícia simultaneamente com a cena. Menina Veneno! Drama familiar de uma paixão entre uma adolescente e seu cunhado. Tudo já previa o triste fim. Com uma banca como pano de fundo e um menino berrando manchetes metafóricas à cena, a tragédia é consumada.
Ficha técnica: Direção: Eduardo Moreira Elenco: Gabriel da Luz, Glauco Mattos, Leila Verçosa, Marcelo Oliveira, Mariana Jacques, Polyana Horta e Ronaldo Al­ves.
Apresentações: 07 de julho – Novo Hamburgo / 08 de julho – Caxias do Sul / 09 e 10 de julho – Porto Alegre Locais e horários: Dia 9 na Usina do Gasômetro, às 11h e dia 10 no Parque Farroupilha, às 11h e 15h Ingressos: Gratuito Duração: 60 minutos.

Barbazul
O espetáculo tem como base a história O Barba Azul, de Charles Perrault. O mito de um homem que se casava com as mulheres e depois as matava. Esse mito fala das relações de dominação, das relações de submissão não só entre homens e mulheres, mas também entre mulheres e entre homens, e entre hierarquias sociais diversas. O espetáculo se utiliza de diversas técnicas cênicas, como dança, musica tocada ao vivo e narração de historias para contar de maneira lúdica e divertida, mas ao mesmo tempo poética e lírica, uma história mítica que fala de nossa vida cotidiana e atual.
Ficha técnica: Concepção e Direção: Ângela Mourão. Atuação: Ângela Mourão e Beto Militani. Produção Geral: Marcelo Bones.
Apresentação: 13 e 14 de julho Local: Teatro Bruno Kiefer Horário: 20h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Duração: 60 minutos Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos.

Concessa – Tecendo prosa
Comédia sobre o cotidiano de uma dona-de-casa simples e contestadora, que leva o público a refletir com humor sobre a simplicidade da vida, mesmo num mundo globalizado. Concessa diverte e resgata os valores mais íntimos do espectador ao envolvê-lo nas emoções, sentimentos e aspirações tão comuns a milhares de mulheres brasileiras. Livre de preconceitos e agressões, a peça é um entretenimento para todas as idades, raças, religiões e culturas, alternando momentos de densidade dramática e situações cômicas. A crítica especializada considera que a emoção é um dos principais motivos para o sucesso absoluto de Concessa, que completa em 2008 dez anos de circulação por diversas capitais e cidades do interior do Brasil.
Ficha técnica: Texto: Cida Mendes Direção: Iolene de Stéfano.
Apresentações:
Dia 13 e 14 de julho Local: Teatro do Sesc (Porto Alegre) Horários: 20h,
Dia: 15 de julho Local: Teatro Paschoal Carlos Magno (Novo Hamburgo) Horário: 20h
Dia: 16 de julho Local: Teatro São Carlos (Caxias do Sul) Horário: 20h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Classificação indicativa: Livre para todos os públicosDuração: 70 minutos.

Concessa – Pendura e cai
O público da Concessa costuma dizer que a personagem é tão carismática e divertida que sempre deixa um ‘gostinho de quero mais’. Foi por isso que surgiu ‘Pendura e Cai’, uma nova montagem que tem por cenário o terreiro da casa de Concessa. As roupas da casa, o varal, o tanquinho, as galinhas e o galo tornam a composição harmoniosa e divertida. Gravidez precoce, trabalho, desemprego, estudos, amigos e namoro são pontos de partida para Concessa desfiar suas histórias, na ótica de mulher forte que, apesar da ignorância, dribla a vida com bom humor e sabedoria.
Ficha técnica - Atriz: Cida Mendes Direção: Iolene de Stéfano.
Apresentações: 17 de julho Local: Teatro do Sesc (Porto Alegre) Horários: 18h Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia) Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos Duração: 60 minutos.

Pedro e o Lobo
Baseada na peça musical do compositor russo Sergei Prokofiev (1891-1953), a versão para bonecos de Pedro e o Lobo reforça com imagens a ideia central da versão original: apresentar às crianças a estrutura elementar de uma orquestra, seus principais grupos de instrumentos e timbres sonoros. Sintético e comunicativo, o espetáculo tem como cenário um desenho em um quadro negro. As vozes dos personagens surgem ao vivo e o plano do palco passa a ser o do chão, ao mesmo nível dos pequenos espectadores.
Ficha técnica: Direção geral e marionetes: Álvaro Apocalypse Atores marionetistas: Beatriz Apocalypse, Raimundo Neto, Ulisses Tavares.
ApresentaçãoDia 16 e17 de julho Local: Teatro de Câmara Horário: 15h Dia 16/07: Bate papo com o público após a apresentação Ingressos: R$ 10,00 (inteira), e R$ 5,00 (meia-entrada) Classificação indicativa: Livre para todos os públicos Duração: 40 minutos.

Informações gerais
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 Meia-entrada para estudantes, professores, pessoas com mais de 60 anos e Clube do Assinante. Meia-entrada também para a compra de até dois ingressos, por sessão, para Força de Trabalho do sistema Petrobras, devidamente identificada com crachá funcional, e para Titulares do Cartão Petrobras, mediante apresentação do mesmo.

Assessoria de imprensa etapa RS: BD Divulgação/ Bebê Baumgarten, Kellen Hoehr e Gabriela Almeida(51)3028.4201/8111.8703

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SOBRE TOMATES, TAMANCOS E TESOURAS em Montenegro

"SOBRE TOMATES, TAMANCOS E TESOURAS" é o solo de Andrea Macera, inspirado nos clichês do cinema noir dos filmes policiais da década de quarenta. Mafalda Mafalda em um suspense de arrepiar, às vezes chega a ser tenebrosa, tornando-se uma espécie de Diva malvada do cinema. O espetáculo retrata um crime que envolve o uso de tomates, uma tesoura, um tamanco e a apresentação de uma artista de cabaré. Por meio de flashbacks, o espectador conhece uma realidade deturpada dos fatos.
O solo é criado por artistas de dois importantes núcleos de pesquisa da arte clownesca. Preste atenção em como no espetáculo, inspirado em clichês de filmes noir, a plateia é obrigada a tirar as próprias conclusões sobre o que de fato aconteceu.
Ficha técnica

Argumento, Roteiro e Dramaturgia: Andrea Macera e Rhena de Faria
Elenco: Andrea Macera – palhaça Mafalda MafaldaDireção e Sonoplastia: Rhena de FariaCenário, Adereços e Assessoria em Manipulação de Objetos: Abel SaavedraFigurinos: Daniel InfantiniIluminação: Melissa GuimarãesAssistência de Iluminação: Lígia ChaimVozes em OFF: Silvia Leblon, Danilo Dal Farra Ribeiro, Marco Gonçalves, Caio Juliano, André PetryProdução: Barracão Teatro



GRUPO GALPÃO abre o 11º Festival de Teatro Brasileiro - Cena Mineira em PORTO ALEGRE


Nos dias 30 de junho, e 1º de agosto as 21h no Theatro São Pedro, o Grupo Galpão de Minas Gerais traz a Porto Alegre o seu recente trabalho "Tio Vânia - Aos que vierem depois de nós", abrindo a programação do 11º Festival de Teatro Brasileiro - Cena Mineira - Etapa RS. No Rio Grande do Sul, as datas do Festival de Teatro Brasileiro serão do dia 30/6 a 17/7.

O “Festival de Teatro Brasileiro” tem o objetivo de difundir em todo o país o produto cultural de diferentes estados brasileiros. “Cena Mineira” é o tema da 11ª edição do evento, que fará ações nas cidades de Campinas (SP), Paulínia (SP), Sorocaba (SP), Curitiba (PR), Araucária (PR), Ponta Grossa (PR), Porto Alegre (RS), Caxias do Sul (RS) e Novo Hamburgo (RS).
Ao longo dos 54 dias de realização, o Festival apresentará 84 sessões de 17 espetáculos, com destaque para as produções belo-horizontinas do centro cultural Galpão Cine Horto, criado pelo Grupo Galpão, e das Companhias de Teatro Espanca! e Luna Lunera. Destacam-se, também, o espetáculo “BarbAzul.”, do Grupo Teatro Andante, caracterizado pelo forte discurso político e estético, e a intervenção de rua formada por um coletivo de mulheres chamado “Baby Dolls”.
Distribuídas entre os três estados, também serão realizadas 12 oficinas gratuitas de qualificação profissional. Nelas, profissionais de dança e de teatro e produtores culturais abordarão temas como preparação corporal, técnicas de apresentação e criação de cenas. Esta edição do Festival ainda traz um programa de formação de plateia para estudantes da rede pública de ensino. Estruturado em três etapas, os alunos participam de atividades lúdicas capazes de instigar a sensibilidade para as artes cênicas, assistem a um espetáculo e são estimulados a refletir sobre a experiência vivenciada.
Durante o evento, as companhias de teatro mineiras entrarão em contato com grupos dos outros estados com o propósito de estreitar elos e trocar conhecimentos. Nessa experiência de intercâmbio entre os artistas, os integrantes serão convidados a participar da montagem, dos ensaios e do processo de criação das companhias de Minas Gerais.


Sinopse “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”
Peça escrita em 1897 por Anton Tchékhov, "Tio Vânia" tem como tema central a perda inevitável das ilusões e a consequente necessidade do homem de se reinventar e de enfrentar o futuro.
Vivendo numa propriedade rural, Vânia, o protagonista, descobre, com quase cinquenta anos, que até então desempenhou um papel secundário e irrelevante na vida. Essa constatação ocorre quando o Professor Serebriákov, viúvo de sua irmã, deixa a cidade para viver na fazenda com sua nova esposa, a jovem e atraente Helena. O novo morador, até então um mito, não só para Vânia, mas para toda a família, acaba revelando, com a proximidade, seu verdadeiro caráter: um homem arrogante e um intelectual medíocre.
A chegada do casal altera completamente a rotina da casa. Não só pela prepotência do Professor, mas também pela perturbadora presença de Helena, que incendeia a imaginação de Vânia e atrai irresistivelmente o Dr. Ástrov, um médico amigo da família, com ideias originais com relação ao futuro da terra, e objeto da paixão de Sônia, sobrinha de Vânia e filha de Serebriákov. Atormentada entre o desejo e o sentimento de culpa, Helena acaba seduzida por Ástrov sem, contudo, se permitir realizar sua paixão.
Obra prima da dramaturgia de todos os tempos, fonte inesgotável de remontagens e novas leituras, “Tio Vânia” privilegia, sobre uma paisagem de frustração e tédio, a investigação sobre a coragem e a esperança.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ANJOS DO PORTO ALEGRE EM CENA - Inscrições abertas!


Estão abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições para anjos!
Não, não é nenhum chamamento místico: anjo é a denominação dada àqueles que, durante todo o período do festival (que neste ano será realizado de 6 a 26 de setembro) tem por missão acompanhar os grupos que visitam a nossa cidade, nos traslados necessários. O anjo também tem que ter um bom jogo de cintura e "ligadeira" para conseguir resolver eventuais questões/problemas que se apresentem no trato com os integrantes dos grupos. Enfim, ser um anjo para os que vêm de fora, acolhê-los e fazê-los sentirem-se em casa, na medida do possível.
Se você se considera apto a cumprir essa missão divina, envie seu currículo, até 30 de junho, para marceloemcena@gmail.comBlog do EM CENA

TRIOLOGIA MEMÓRIAS E OFICINAS GRATUITAS


De 21 a 26 de maio, a Cia Estupor de Teatro estará em Porto Alegre para apresentar os espetáculos que compõe aTriologia MEMORIAS... dentro da programação do 2º Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem

Dentro da programação do projeto, a companhia trará a cidade três oficinas gratuitas:Os interessados devem retornar esse email com a ficha de inscrição (em anexo) preenchida. Os inscritos serão avisados por e-mail.OFICINA DE VOZ PARA O TEATRODia 20 e 21 de JunhoNa Terreira da tribo  (Av. Santos Dummont, 1186)Das 09h às 13hO curso pretende oferecer noções gerais acerca do trabalho vocal para o teatro. Pretendendo ao final realizar uma pequena mostra, com exercícios e cenas. Permitindo a platéia ter uma visão geral do que foi trabalhado individual e coletivamente. O tema, escolhido pelo grupo será aquele que norteará toda a preparação da oficina e da mostra e sua abordagem será resultante daquilo que o grupo pensa ou sente com relação a ele.PÚBLICO ALVO: A partir dos 15 anosVAGAS: 25 pessoas 
DRAMATURGIA TEORIA E PRÁTICA com Dinah PereiraDia 20 e 21 de JunhoNa Terreira da tribo  (Av. Santos Dummont, 1186)Das 9h às 13hIntrodução às Teorias do Drama e ao Estudo de textos dramáticos representativos de convenções dramáticas diversas e variadas, com ênfase nos procedimentos particulares da sua elaboração. Observação laboratorial das estruturas dramáticas que preponderam nos textos estudados. A oficina pretende, ainda, abordar noções básicas de dramaturgia, acompanhadas de exercícios de criação dramatúrgica (construções de situações dramáticas).PÚBLICO ALVO: A partir dos 18 anosVAGAS: 20 pessoas 
ORGANIZAÇÕES DE GRUPOS TEATRAIS EM COOPERATIVADia 20 e 21 de Junho Na Terreira da tribo  (Av. Santos Dummont, 1186)Das 14h às 17hO curso pretende oferecer noções gerais de organização coletiva na área artística. Sugerindo o modelo de cooperativas como uma alternativa para fortalecer a prática teatral continuada (que favorece a pesquisa de linguagem) e a profissionalização no trato com o produto artístico-teatral. Integrar uma cooperativa significa sair da informalidade do mercado artístico e assumir a necessidade de gerar maior volume de trabalho e renda para os profissionais da arte.PÚBLICO ALVO: A partir dos 18 anosVAGAS: 25 pessoas

terça-feira, 14 de junho de 2011

VALE CULTURA



O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, afirmou ontem (07) que o Vale-Cultura (PL 5798/09) deverá ser votado pelo Plenário da Casa antes do recesso de julho. ” A  nossa intenção é de votar o PL antes do recesso”, assegurou ele. A promessa foi feita à ministra de Cultura, Ana de Hollanda, que esteve hoje no gabinete do deputado para tratar do andamento dos projetos relacionados à Cultura .Maia prometeu ainda, a Ana de Hollanda, a instalação de uma Comissão Especial para tratar do tema cultura como direito social dentro do PEC 49/07. O Projeto de Emenda tem como objetivo incluir na Constituição Federal a cultura como um direito social.O Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05) e a destinação de recursos à Cultura dentro da PEC 150/03, também foram destacados como temas prioritários pela ministra da Cultura durante o encontro com o presidente da Câmara dos Deputados. “Queremos continuar e avançar no processo construtivo para que a gente possa incrementar, o mais rápido possível, e incluir, cada vez mais, a cultura na cesta do trabalhador e da trabalhadora. Cesta que não deve ser apenas “básica”, mas básica e essencial para a vida de todos”, disse Ana de Hollanda.O secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz, o coordenador de Assuntos Parlamentares do MinC, José Ivo Vannuchi, e a assessora especial, Morgana Eneile, também estiveram presentes no encontro com Marco Maia.O que é PEC 150/03 – Determina que a União aplicará anualmente nunca menos de dois por cento, os Estados e o Distrito Federal, um e meio por cento, e os Municípios, um por cento, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na preservação do patrimônio cultural brasileiro e na produção e difusão da cultura nacional. 
PEC 416/06 - Cria o Sistema Nacional de Cultura. De acordo com a PEC, o sistema será formado pelo Ministério da Cultura, pelo Conselho Nacional de Cultura; pelos sistemas de cultura de estados e municípios; e por instituições públicas e privadas ligadas à promoção de atividades culturais.PL – 5798/09- Cria o Vale-Cultura para trabalhadores com salários de até cinco mínimos. O vale mensal de R$ 50 será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado na compra de serviços ou produtos culturais, como livros e ingressos para cinemas, teatros e museus.
(Texto: Heli Espíndola, Ascom/MinC)

domingo, 12 de junho de 2011

ANO MÁGICO DO CINEMA FRANCÊS em MONTENEGRO

Arte Sesc promove “Mostra 1959 – O ano mágico do cinema francês” 


A partir de amanhã, entre os dias 13 e 17 de junho, ocorrerá na cidade de Montenegro a “Mostra 1959 – O ano mágico do cinema francês”. Promovido pelo Arte Sesc – Cultura por toda parte, o projeto prevê exibições gratuitas de cinco filmes diferentes, facilitando o acesso das comunidades ao cinema. A atividade será no Espaço Vida Unimed (Rua Osvaldo Aranha,1719) as 20h. A entrada é franca. 
Durante a Mostra serão exibidas as películas: “Acossado”, “Os incompreendidos”, “Quem matou Leda”, “Pickpocket” e “Hiroshima meu amor”. Inspirado em Nouvelle Vague francesa, a Mostra busca incentivar o público a assistir desafiadores artistas, e também, convida-o a participar de um franco debate sobre a incrível capacidade da arte de inventar e/ou reconstruir o mundo. Veja abaixo a programação completa.
Mais informações sobre a entidade pelo www.sesc-rs.com.br.
Confirma a programação abaixo:
13/06Filme “Acossado” – Direção de Jean-Luc Godard
Classificação: 12 anos
Comentado pela Psicóloga Adriana Bandeira
14/06“Os incompreendidos” – Direção de François Truffaut
Classificação: 14 anos
Comentado pelo Prof. Dr. Eduardo Pacheco (Sociologia)
15/06“Quem matou Leda” - Direção de Claude Chabrol
Classificação: livre

16/06“Pickpocket” – Direção de Robert Bresson
Classificação: livre
Comentado pelo Prof. Mestre Marcelo Adams (Teatro)

17/06“Hiroshima meu amor” – Direção de Alain Resnais
Classificação: 14 anos

Vale a pena conferir!!!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CRÍTICA TEATRAL CONTEMPORÂNEA por Guilherme Udo

Cena de montagem da peça Pterodátilos, com Marco Nanini
no elenco e direção de Felipe Hirsch.


Como atingir o público com as análises de peças teatrais? Esse eterno dilema dos críticos foi tema de debate no Sesc Vila Mariana, em São Paulo

O diretor de teatro Felipe Hirsch crê que os únicos que têm interesse em ler as críticas são os próprios artistas, criando um círculo vicioso no qual o jornalista escreve para o ator ler. O pensamento sintetiza a relação entre críticos, artistas e leitores e foi proferida durante o no 3º Congresso de Jornalismo Cultural, em debate com o colega de profissão Marco Antonio Rodrigues e o crítico teatral Jefferson Del Rios, com mediação do jornalista e ator Oswaldo Mendes. O evento ocorreu no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e a afirmação leva a uma análise da produção textual atual sobre teatro no país.


A era dos grandes escribas conhecidos pelo público e que analisavam a arte da interpretação já está distante. Hoje, poucos críticos são conhecidos, como é o caso de Barbara Heliodora, que escreve para O Globo. Com a proliferação de blogs na internet, todos podem dar sua opinião sobre montagens em cartaz no país. Assim, os textos publicados nas editorias de cultura dos jornais parecem ser somente para que o próprio artista leia, como coloca Hirsch. 
Poucos realmente se interessam por ler aqueles textos longos apresentados por nomes, muitas vezes desconhecidos, sobre uma peça em cartaz. Cada vez mais, para o público - e não só para a parcela jovem dele -, o interessante é procurar alguém que tenha um perfil parecido com o seu na rede mundial de computadores e ler opiniões desta pessoa sobre produções teatrais.

Em textos escritos em um tom mais informal, a pessoa pode descobrir detalhes da montagem, a qualidade do texto e da interpretação e até se vale realmente a pena sair de casa para conferir aquele espetáculo. E nem por isso o leitor leva em conta em sua decisão um texto sem argumentos. O que mudou foi a linguagem e a forma como ele se relaciona com os produtos culturais.
É claro que ainda há espaço para textos mais complexos - e a internet também está repleta deles. O interessante é pensar em como reinventá-los para que fiquem atraentes para um número maior de pessoas. Falar sobre o trabalho corporal de um determinado ator para atingir um nível de excelência em uma interpretação é interessante, mas pode ser mais saboroso se tratado como curiosidades a respeito da montagem.
Confira a íntegra do debate em vídeo clicando AQUI






quinta-feira, 9 de junho de 2011

ÓPERA MONSTRA - Comentário Crítico


Ontem fui conferir "Ópera Monstra" da Cia. Stravaganza de Porto Alegre. E como esta montagem é dirigida aos pequenos levei comigo o meu filhote Matheus, que ficou vidrado com o espetáculo. 
O musical da Cia. Staravaganza é um espetáculo repleto de acertos, pois tratando-se de um melodrama consegue criar um enredo simples, repleto de reviravoltas cheias de ritmo e interpretações calcadas na grandiloquência e no exagero, natural ao melodrama. São muitos os méritos da produção, pois além de ser um musical dirigido as crianças, além de ser um melodrama (que quando bem feito não é fácil de ser executado), ainda se utiliza de uma série de recursos tecnológicos como projeções impecáveis e precisas.  No melodrama as personagens recebem um tratamento moralista e maniqueísta - existe o grupo dos bons e dos maus, dos heróis e dos vilões – e o senso de justiça é exacerbado – o vício será punido e a virtude recompensada. E aqui não é diferente, existem os personagens bons e os maus, neste caso o mau é representado pela múmia Dom Skelector, que ao final será punido, mas também recompensado com o casamento com a Mama Lupina. Mesmo acontecendo este embate entre o bom e o mau, a figura do mau é representada de modo exagerado que acaba se tornando uma figura simpática que não chega a causar MEDO (ahhhhh!). A idéia era justamente a de desmitificar o medo, e conseguem e vão um pouco além, pois apresentam uma trama divertidíssima, cheia de idas e vindas, reviravoltas e revelações de mistérios. Parabéns ao Ricardo Severo, autor e diretor musical do espetáculo. 
A encenação prima pela qualidade em todos os aspectos, desde a concepção do cenário, aparentemente simples, uma espécie de um palco dentro do palco separado por uma tela de filó, onde são projetadas as animações, contando ainda com a entrada de uma mesa para a cena do banquete (linda a cena!) e de outros adereços, tudo muito bem utilizado e empregado a serviço da cena. Os figurinos são belíssimos, além de serem muito funcionais e auxiliar na imersão dos espectadores ao mundo cheio de ilusão e terror, juntando a caracterização principalmente dos personagens "Frank", com seus mega-sapatos mirabolantes e seu aspecto monstruoso, e a composição de "Kastorf", que é excelente. A caracterização da múmia é outro destaque, pois dava a impressão de que realmente estava em decomposição, num figurino com efeitos belos. 
Os atores formam um elenco coeso e brilhante, mas tenho que destacar o ator Rodrigo Mello (Franky), pelo virtuosismo (característica melodramática), e disponibilidade corporal empregada ao personagem, sua figura chama muito a atenção não somente pela a altura, mas pela desenvoltura empregada em cena. Outro destaque é o criado mudo (Kastorf), interpretado pelo ator Duda Cardoso, que ofusca nossos olhares com sua presença, (para que texto se temos "presença"?), uma presença recheada de intenções que ecoam através dos olhos e do corpo expressivo do ator, adorei a forma como o personagem transita em cena, tarefa difícil quando vivemos numa tradição da oralidade e verbalização. Cito estes dois, mas é lógico que não posso desmerecer os demais atores que estão ótimos em cena como o Lauro Ramalho que constrói uma múmia vilã extremamente engraçada e que por isso cativa aos espectadores, a cena em que a múmia dança interagindo com suas próprias imagens projetadas e um dos pontos altos da peça, adoro o trabalho do ator Lauro Ramalho, que consegue sempre trazer as suas criações boas doses de humor sem cair nos clichês, sinônimo de um profissional inteligente como é. E a presença das atrizes não desaponta em nenhum momento, Janaína Pelizon com sua potência grandiosa é fundamental para o sucesso deste trabalho, além de ser muito carismática e competente. Sofia Salvatori como "Condessa Valéria Dracul" é a que mais consegue presentificar o tom melodramático em cena, até pelo fato de ser a mocinha da trama, mas seus gestos são grandes e exagerados, assim como toda a sua performance, destacando sua linda e afinada voz. 
Por falar em voz, destaque para toda a trilha sonora que trabalha com bases  de guitarras, tornando as canções com uma levada pop, com melodias alegres e envolventes e dançantes. Saí do espetáculo com a música "A dança da Skelectite" na cabeça e na ponta da língua que minha esposa que adorou as músicas e adquiriu o CD com a trilha do espetáculo que é maravilhosa. Uma única ressalva ao espetáculo é a utilização de microfones e trilha sonora com os atores dublando as cantigas, lógico que entendo que é necessário pela amplitude vocal e adaptação ao grande espaço, mas no inicio me incomodou, mas ao final vi o quão necessário foi, e a participação da platéia durante a peça, que se fosse feita por um elenco despreparado poderia ser prejudicial, o que não é este caso.  
Adriane Mottola é quem dirigi este trabalho e a CIA STRAVAGANZA, com sucesso e dedicação incrível,  e que empregou nesta encenação uma linguagem inovadora, repleta de criatividade e tecnologia que sustenta o trabalho. Mottola demostra que é preciso inovar sempre, não se acomodar a estabilidade de uma cia. conhecida e propor sempre novidades, que é o que acontece com os trabalhos que já acompanhei do Stravaganza.
Parabéns a toda a ficha técnica que contribuiu para o sucesso do trabalho. E parabéns a Fundarte que ao comemorar seus 38 anos dando a população mais este presente.  
Agora fico aqui curtindo a deliciosa trilha sonora de "Ópera Monstra".

domingo, 5 de junho de 2011

A MEGERA DOMADA - Comentário Crítico


A Megera Domada - Elenco de primeira em espetáculo de primeira

Na 3ª feira dia 7 de Junho a FUNDARTE – Fundação Municipal de Artes de Montenegro comemora 38 anos de intensa e dedicada jornada dedicada à formação e produção de arte e cultura em Montenegro e região. E para comemorar o seu aniversário presenteia a população com uma séria de espetáculos. Neste domingo trouxe a cidade “A Megera Domada” um espetáculo de teatro de rua, baseado na obra de Willian Shakespeare mesclando o jogo de máscaras fazendo uma referencia a Comédia Dell’Arte. O espetáculo é uma realização da UEBA e Produtos Notáveis de Caxias do Sul.
Se a Fundarte quis presentear os espectadores com este espetáculo, posso afirmar que conseguiu atingir o seu objetivo em cheio, oferecendo ao grande numero de espectadores um belo espetáculo.
Catarina é uma mulher bela e irascível, que não admite ser subjugada. Com sua língua ferina, ela afasta todos os pretendentes. O problema é que a doce Bianca - sua irmã - só poderá casar depois de Catarina. E agora? Quem conseguirá domar aquela megera? Só um louco, diriam os personagens desta deliciosa comédia de Shakespeare. E o nome dele é Petruccio, homem tão temperamental quanto a nossa destemida Catarina. Neste impagável duelo de forças, o bardo inglês nos brinda com uma história onde todos fazem tudo por amor. Mentem, trapaceiam, dominam e são dominados. A Megera Domada, uma de suas primeiras comédias, logo se tornou muito popular. Afinal, com muito humor e picardia, o mestre da dramaturgia defende os direitos da mulher e critica o machismo.  
A peça dirigida por Jessé Oliveira é uma união de duas linguagens: o jogo de máscaras, o jogo improvisacional da Comédia Dell’Arte, aliado a fusão dos textos de Shakespeare e Goldoni. O resultado foi um espetáculo diferenciado, afinadíssimo e criativo. Primeiramente gostaria de falar do espaço onde a peça é realizada, utiliza um espaço retangular demarcado por cordas, onde em cada ponta tem uma espécie de portais com degraus, que serve para demarcar as entradas e saídas dos personagens em cena. O espaço demarcado desta forma permite uma limpeza em cena, além de facilitar a marcação dos atores, pois em muitos espetáculos dirigidos a rua, acontece que os personagens surgem ou saem no meio do público, às vezes de modo violento, ou até mesmo deixando o espectador desconfortável, o que não ocorre em nenhum momento neste espetáculo. Os figurinos de Raquel Cappellettto é outro destaque desta montagem. Além de serem belos e ricos em detalhes são funcionais, caracterizando os personagens de “A megera domada” sem perder de vista as referencias a Comédia Dell’Arte, juntamente com a utilização das máscaras. A trilha sonora é pontual e muito bem executada, e um dos pontos altos da peça, se tratando da música é no encontro de Petrucchio e Catarina, quando é executada a canção “Se essa rua fosse minha”, num arranjo muito original que dá uma sustenção a cena apresentada, além de ser muito engraçada. Penso que como os atores estão muito afinados, talvez pudesse ser feito uma melhor utilização de músicas em cena, seria muito bem vinda à adesão de mais  canções do cancioneiro popular.       
Jessé conduz muito bem o elenco coeso deste espetáculo, adotando uma séria de convenções apropriadas à rua, além de utilizar muitas soluções teatrais que o espectador consegue ler e se divertir ao mesmo tempo, um dos exemplos é a utilização das cinco bonecas representando a personagem Bianca, boneca que ao passar do tempo vai crescendo de tamanho e trocando as suas características, ganhando personalidade e vivacidade em cena, de acordo com o seu manipulador, a utilização desta boneca diverte e ao mesmo tempo nos apresenta uma série de significados como a infância, a pureza, a feminilidade, a inocência, assim como nas últimas aparições como um mero objeto sexual. Outra solução adotada e que funciona muito bem é a caracterização dos dotes dos pretendentes de Bianca, que brinca com tamanhos de sacos de dinheiro relacionando ao tamanho de um falo, ou seja, um signo que tem um significado dúbio, que dá uma funcionalidade a peça sem ser vulgar, assim como muitas situações, como a utilização da campainha relacionada com um passarinho, ou seja, o falo do pai das meninas.
O elenco da apresentação em Montenegro marcou a estréia e substutição de dois dos atores da peça. Entra em cena Aline Zilli, Jonas Piccoli, Bruno Zilli, Fernando Gomes, Joe Guidini e na substituição a Juliana Demori e Márcio Ramos. Difícil destacar algum ator ou apontar os atores em substituição, pois todo elenco está muito bem em cena, entregue e disponível que não saberia destacar algum. Elenco de primeira em espetáculo de primeira, parabéns a todos e até mesmo a alguns imprevistos ocorridos durante a apresentação que só ajudou a visualizar o que faz um ator apaixonado se manter em cena mesmo com imprevistos. Por exemplo, em uma cena acontece um pequeno acidente que não chega a ser observado pelo público, mas como aconteceu em minha frente pude visualizar e acompanhar o seu desenrolar, em uma cena, um ator atinge seu colega com um violão acertando em sua testa, ao chegar à coxia, o ator percebe que está sangrando, rapidamente estanca o ferimento com papel higiênico e segue firme e forte em cena. Este fato demonstra que fazer teatro já é um desafio por si só, e fazer teatro na rua, não é para qualquer ator, pois lida com uma séria de intempéries, de transeuntes, do espaço aberto, do tempo de imprevistos, e o UEBA está de parabéns pela proposta apresentada neste espetáculo delicioso e leve de assistir. Conhecendo um pouco a trajetória de Jessé Oliveira, diria que esta união com o grupo de Caxias é um casamento perfeito, pois tem a sua frente uma equipe unida e de primeira. Parabéns a todos os envolvidos e vida longa a esta Megera Domada. Este trabalho comprova mais uma vez o profissionalismo e a excelência dos grupos do interior do estado que estão se desenvolvendo muito bem em suas produções assim como o pessoal do Timbre de Galo de Passo Fundo que vem trilhando uma trajetória super bonita. Espero logo, logo poder assisti-los novamente.
Conheça mais o trabalho do Grupo em:

Diego Ferreira é diretor do Grupo Válvula de Escape de Montenegro.

ÓPERA MONSTRA em Montenegro


No dia 8 de Junho as 20 hs no Teatro Roberto Atayde Cardona será apresentado o espetáculo teatral infantl "Ópera Monstra" da Cia Stravaganza de Porto Alegre. 

A peça é tem como personagens cinco monstros, adoráveis criaturas do imaginário popular. Para salvar o castelo de sua família, a condessa-vampira Valéria Dracul (Sofia Salvatori) terá que aceitar casar-se com o detestável Dom Skelector (Lauro Ramalho), uma ex-múmia em avançado estado de decomposição, que tem uma fortuna e vem visitá-la acompanhado de seu criado-criatura, o jovem Franky (Rodrigo Mello), de quem cuida desde pequeno. Mas a preceptora licantropa de Valéria, Mama Lupina (Janaína Pelizzon), guarda um terrível segredo que pode destruir a tudo e a todos. A ação transcorre em uma noite tempestuosa nas dependências do castelo da condessa, que ainda conta com um criado mudo Kastorf (Duda Cardoso).
O projeto pretende desmitificar o horror, sem desvelar o seu saudável caráter misterioso. Assim, o texto trabalha, em suas variadas nuances e contrapontos, o medo e a desmitificação de tabus e lendas que aterrorizam crianças de todas as idades. As situações revelam extrema ironia e lançam mão de um humor inteligente que não subestima a capacidade de compreensão e interação das crianças de hoje.
Ópera Monstra” tem cenário de Zoé Degani, figurinos de Cássio Brasil, iluminação de João Acir, preparação corporal e coreografias de Carlota Albuquerque, preparação vocal de Simone Rasslan, preparação de melodrama de Daniela Carmona e animações em vídeo e programação visual de Rodrigo Mello.

INGRESSOS: R$ 10,00-geral; R$ 8,00- assinantes do Jornal Ibiá e estudantes em geral; R$ 6,00- alunos da FUNDARTE e sócios da Associação Amigos da FUNDARTE; R$ 5,00- pessoas acima de 60 anos e doadores de sangue com carteira.

Local: Teatro Roberto Atayde Cardona
Horário: 20 horas
Venha vestido de Monstro e participe de um sorteio de brindes!

sábado, 4 de junho de 2011

II FESTIVAL DE TEATRO POPULAR - JOGOS DE APRENDIZAGEM

Foto: Ópera dos Vivos, de Sérgio Carvalho.


De 22 de junho a 2 de julho acontecerá em Porto Alegre o II Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem com espetáculos, mostra de processos de criação, oficinas e debates. O Festival tem como eixo principal focar a atividade teatral que vem sendo desenvolvida nas principais escolas de teatro da cidade e contribuir para a discussão sobre a formação do ator nos seus princípios estéticos e éticos. O Festival será realizado em diversos espaços da cidade – Teatro do SESC, Teatro de Câmara Túlio Piva, Terreira da Tribo, Centro Cultural Esportivo Ferroviário/Ferrinho no bairro Humaitá, Associação de Moradores Núcleo Esperança I no bairro Restinga, Parque da Redenção e Sanatório Partenon. Toda programação é gratuita e aberta ao público em geral. O Festivalde Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e do SESC/RS.
Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem é fruto do trabalho que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve em diferentes bairros de Porto Alegre. Desde 2004 acontece a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem resultado do processo pedagógico colocado em prática pela Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. O batismo Jogos de Aprendizagem do Festival provém de um conceito da teoria da Peça Didática de Brecht. Ao traduzir o termo Lehrstück para o inglês, Brecht usou a denominação learning play, ou seja, jogo de aprendizagem. O acento na atitude ativa do aprendiz é acentuado, em detrimento do ensinamento catequético, ou da lição a ser aprendida. Podemos aproximar a teoria da Peça Didática aos preceitos pedagógicos mais radicais como aqueles de Paulo Freire e Vygotski.
Para o Festival de Teatro Popular deste ano a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz a Porto Alegre dois grupos que são referências latino-americanas na formação do ator e no Teatro Político – o Grupo Malayerba, o coletivo teatral mais importante do Equador e a Companhia do Latão de São Paulo com sua pesquisa sobre o teatro dialético. Estão na programação do Festival os espetáculos “El Agitado Paseo Del Señor Lucas”apresentando a proposta de teatro popular do Malayerba, “Ópera dos Vivos” o novo espetáculo da Companhia do Latão, “A Morte nos Olhos”“A Memória Ferida” “Na Outra Margem” trilogia da Companhia Estupor de Teatro da Bahia, ´O Amargo Santo da Purificação´ do Ói Nóis Aqui Traveiz, além dos processos de criação das principais escolas de formação de atores da cidade: Curso de Graduação em Teatro do DAD/UFRGS, Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA), Centro de Pesquisa Teatral do Ator (CPTA), Depósito de Teatro e Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. Também serão realizados o painel “A Formação do Ator”, o lançamento da edição número dez da ´Cavalo Louco´ Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveize as oficinas “Interpretação com Máscaras Teatrais”“Voz para o Teatro” “Organizações de Grupos Teatrais em Cooperativa” com Cia Estupor de Teatro, “Dramaturgia Teoria e Prática” com a dramaturga baiana Dinah Pereira e workshop com Sérgio de Carvalho, diretor da Companhia do Latão.
ABERTURA DO FESTIVAL DE TEATRO POPULAR
COM O GRUPO MALAYERBA DO EQUADOR
O espetáculo “El Agitado Paseo del Señor Lucas” do Grupo Malayerba do Equador realizará a abertura do II Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem no dia 22 de junho, às 20 horas, no Teatro do SESC (Av. Alberto Bins, 665). O espetáculo tem entrada franca com retirada de senha às 19:30 horas. Após o espetáculo acontecerá o lançamento da edição número dez daCavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. O Festival com espetáculos, mostra de processos de criação, oficinas e debates se estenderá até o dia 2 de julho, com todas as atividades gratuitas. O II Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e do SESC/RS.
El agitado Paseo del Señor Lucas é a reunião de uma série de ações cotidianas de um homem, da saída de sua casa pela manhã até o seu retorno à noite. Não há surpresas em um cotidiano sempre igual, até que em um belo dia as coisas começam a dar erradas, e os atos mais triviais se transformam num inferno. A partir desse momento a personagem começa a duvidar da harmonia que nos vendem a cada dia, e começa a sentir um medo elementar porque não compreende o mecanismo que move um carrinho a controle remoto e menos ainda o mecanismo que move os homens no seu dia-a-dia: pequenos joguetes de plástico manejados por um Deus de plástico. Com direção de Aristides Vargas e Gerson Guerra e texto de Fabián Patinho, El agitado Paseo del Señor Lucas tem no seu elenco os atores Gerson Guerra e Glauber Guerra e os músicos Francisco Porras e Mario Porras.
Chamado assim em homenagem aos livres-pensadores e artistas arrancados de sua terra natal nos duros anos de governos militares na América Latina, o grupo teatralMalayerba foi fundado em Quito, Equador, em 1980. Com uma equipe de atores de distintas origens, culturas e procedências, com caráter absolutamente independente e sem apoio do Estado, dedicou-se à produção de um teatro latino-americano que expressasse sua realidade numa linguagem própria. O grupo defende que essa mistura pode constituir uma identidade, uma unidade enriquecida pelas diferenças.
Malayerba é liderado pelo autor e diretor Aristides Vargas, que baseia suas montagens na criação coletiva e explora temas como a memória e o exílio. Seu repertório é integrado por encenações de Robinson Crusoe (1981), El señor Puntila y su criado Matti, de Bertolt Brecht (1986), Jardín de Pulpos (1992), El desejo más canalla (1999) e La razón blindada (2005), entre outras.
O grupo mantém um laboratório de teatro permanente, que facilita aos jovens instrumentos técnicos e éticos que transformem a imagem social do novo ator equatoriano. Com a comunidade, são realizadas oficinas de teatro dirigidas às mulheres, jovens e organizações várias e, além disso, são desenvolvidas oficinas de capacitação de ator para o público em geral.
A edição número dez da Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz artigos sobre o encenador polonês Tadeusz Kantor, a dramaturgia do uruguaio Florencio Sánchez e do paulista Jorge Andrade e comentários críticos sobre Viúvas Performance sobre a Ausência, entre outros.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A MEGERA DOMADA em Montenegro



A Megera Domada


A Fundarte trás a Montenegro o espetáculo de rua "A Megera Domada", no domingo dia 5 de Junho as 15 horas na Estação da Cultura.
A Ueba e Grupo Produtos Notáveis apresentam o espetáculo de teatro de rua, a livre adaptação da peça A Megera Domada, baseado na obra do dramaturgo inglês Willian Shakespeare. A peça segue a narrativa do texto original e emprega o jogo de máscaras que faz referência à Comédia Dell’Arte - forma de teatro popular de improviso que começou no século XV na Itália. 
A direção da peça cabe ao porto alegrense Jessé Oliveira, que tem em seu currículo inúmeros trabalhos de direção de espetáculos de palco e rua, sendo premiado nacional e internacionalmente em seus trabalhos. No momento também está envolvido com a produção do livro Memória do Teatro de Rua em Porto Alegre. 
A trama principal é uma comédia que diz respeito a um pai, de nome Batista, que estabelece como condição para ceder a mão de sua filha mais jovem - a bela e doce Bianca, aos possíveis pretendentes - que sua filha mais velha, a megera Catarina, consiga antes um esposo. Bianca tem não menos que três pretendentes – Grêmio, Hortêncio e Lucêncio. Este último, um jovem forasteiro que chega a cidade de Pádua e enamora-se de imediato por Bianca, para poder ficar próximo a jovem e lhe fazer a corte, combina com seu fiel escudeiro, Trânio, de trocarem de roupas e com isso ele assume a postura de um professor, para poder ficar com Bianca. 
Os dois primeiros, rivais nas pretensões de casar-se com Bianca, fazem um acordo para conseguir um marido para Catarina e, assim, deixar livre o caminho para seguirem em sua disputa amorosa pela jovem.
Entra em cena Petrúcchio, um fanfarrão que chega a cidade em busca de um bom dote, e vê em Catarina a oportunidade de consegui-lo, proposta feita a ele por seu amigo Hortêncio.
Aparentemente contra a vontade da moça, o casamento de Catarina e Petrúcchio é realizado e ambos vão para a casa dele, na qual o esposo, impõe algumas privações e um tanto de mau humor à nova esposa para tentar amansá-la.
Após diversas peripécias, dentre as quais o disfarce dos rivais em professores de música e retórica para que pudessem fazer a corte a jovem, Lucêncio e Bianca unem-se, em segredo. Batista termina por aceitar o casamento dos jovens e, ao final, Petrúcchio prova a todos que Catarina já não é mais a mesma, porém não quer dizer que acabe por domá-la. Em paralelo a história, surgem as atrapalhadas de Grúmio, que se passa também por Biondello, para poder servir dois amos ao mesmo tempo, achando que ganharia em dobro.
Enfim, é uma comédia para todos os gostos!

Ficha Técnica:

Título: A Megera Domada
Autor: William Shakespeare
Dramaturgia: Jonas Piccoli
Diretor: Jessé Oliveira
Diretor Musical: Gutto Basso
Figurinos: Raquel Cappelletto
Duração: 50 minutos
Elenco:
Aline Zilli
Bruno Zilli
Raquel Cappelletto
Fernando Gomes
Jonas Piccoli
Joe Guidini
Rodrigo Guidini

Montagem realizada através do Prêmio Anual de Incentivo a Montagem Teatral de Caxias do Sul – 2008