sábado, 8 de setembro de 2012

O FILHO ETERNO (RJ)


Dias 09 e 10, às 19h – Teatro do SESC
Lançado em 2007, tratando da complexa relação entre um jovem escritor e seu filho com Síndrome de Down, O filho eterno, de Cristovão Tezza, ganhou os principais prêmios literários no Brasil e em Portugal. O livro prende o leitor como um bom livro de suspense e, ao mesmo tempo, ilumina o espírito de quem o lê, ao tratar o tema espinhoso com leveza e sem complacência com seu protagonista, o pai/escritor. A adaptação teatral de O filho eterno preserva a qualidade literária e o espírito do romance, o que não a impede de dar ao texto um sopro de teatralidade, em reconhecimento às particularidades e exigências próprias do teatro. A dramaturgia, o ator e a direção estão a serviço da máxima fidelidade ao livro – com a sua necessária recriação para a cena. A parceria de quase duas décadas entre o diretor Daniel Herz (Prêmio Orilaxé de melhor direção por este espetáculo) e o ator Charles Ficks (Prêmio APTR e Prêmio Shell de Melhor Ator carioca de 2011), em mais uma produção da Cia. Atores de Laura é a certeza de que a obra-prima de Tezza sobe ao palco com a mesma força e poesia do original.
Ficha técnica:
Direção: Daniel Herz / Texto: Cristovão Tezza / Adaptação: Bruno Lara Resende / Elenco: Charles Fricks / Cenário: Aurora dos Campos / Figurino: Marcelo Pies / Iluminação: Aurélio de Simoni / Direção artística: Daniel Herz / Direção de movimento: Márcia Rubin / Diretora de produção: Ana Lelis / Assistente de direção: Clarissa Kahane / Consultoria psicanalítica: Evelyn Disitzer / Realização: Cia Atores de Laura / Duração: 80min / Recomendação etária: 12 anos

CAETANA (PE)


Dias 09, 10 e 11, às 22h – Teatro de Câmara Túlio Piva
Benta, uma rezadeira, depois de indicar o caminho do Além para várias almas perdidas, se vê diante de seu próprio encontro com Caetana, a Morte. Chegando ao reino do Invisível, Benta reencontra as almas que anteriormente foram encomendadas por ela e que lhe aparecem em forma de bonecos. O espetáculo tem como base a procura de novas linguagens para um teatro de identidade nordestina, de inspiração armorialista – utilizada pelo dramaturgo Ariano Suassuna em suas obras e poemas. Eros e Tanatos, o circo e a morte, os desafios do amor e da vida, as diferentes formas como a Morte se mantém viva no cotidiano do homem moderno, tudo construído para que a plateia possa se divertir com suas próprias assombrações. Espetáculo lírico, divertido e estimulante, apresenta o rico universo do Nordeste brasileiro em belíssimas interpretações da dupla que personifica Benta e Caetana. Para conhecer a riqueza da linguagem teatral nordestina e se encantar com um espetáculo lúdico e bem-humorado.

Ficha técnica:
Direção: Moncho Rodriguez / Texto: Moncho Rodriguez e Weydson Barros Leal / Elenco: Lívia Falcão e Fabiana Pirro / Trilha sonora e Produção musical: Narciso Fernandes / Figurinos: Moncho Rodriguez / Maquiagem: Fabiana Pirro e Lívia Falcão / Cenário, Bonecos e adereços: Moncho Rodriguez / Sapatos: Jaílson Marcos / Operação de som: Marcelo Sampaio / Iluminação: Luciana Raposo / Cenotécnico responsável: Mário Almeida / Produção & Realização: Duas Companhias / Duração: 62min / Recomendação etária: 12 anos

QUEREMOS UMA CICLOVIA/ QUEREMOS UN CARRIL BICI (RS/URUGUAI)


Dia 10 às 15h – Escola Estadual de Ensino Fundamental Antão de Farias
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca 
(Também se apresenta fora do projeto da Descentralização nos dias 08 e 09, às 17h – Teatro CIEE)
No ano em que o festival homenageia a produção teatral uruguaia com um expressivo número de obras do país vizinho, esse espetáculo constitui um presente ao público local. Queremos uma ciclovia é o show resultante do disco homônimo, gravado em Porto Alegre durante o ano de 2011, com quatorze canções escritas especialmente para crianças, nas vozes de Ana Prada e Queyi (versão em espanhol) e Vanessa Longoni (versão em português). A produção do álbum, gravado no Brasil, é do gaúcho Marcelo Corsetti. O trabalho musical consiste em quatorze histórias desenhadas em quebra-cabeças, bonecas de papel origami e jogos que acompanham as músicas. O show contará com a presença de um grupo muito especial de músicos gaúchos, todos com grande destaque em nosso Estado, que fazem incursão inédita no universo infantil. A linguagem metafórica foi utilizada para facilitar a compreensão do conteúdo das letras. Diferentes temas, relacionados ao cotidiano infantil, tais como o medo de dormir sozinho, não gostar de comer verduras, não querer tomar banho são ressignificados, para mostrar que é possível ultrapassar as fronteiras impostas pelo ritmo da vida moderna nas grandes cidades usando a imaginação. O espetáculo contará com a participação especial das artistas Queyi (Espanha) e Ana Prada, cantora uruguaia que já se apresentou com grande êxito no Em Cena. Um luxuoso sistema de projeções dos jogos e personagens mostrará um espetáculo cativante e encantador para crianças de todas as idades. 
Ficha técnica:
Criação e Composição: Ana Prada e Queyi / Músicos: Vanessa Longoni (vocais), Luke Faro (Bateria), Simone Rasslan (vocais e piano), Gustavo Ferreira (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra) / Produção musical: Marcelo Corsetti / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

I-MUNDO (RS)


Dia 09 - 16h Parque Mascarenhas de Moraes - Humaitá
Descentralização da Cultura - Entrada Franca
Você, exemplar i-MUndano, está vivendo sua vida tranquilamente, quando dos céus descem dois seres alienígenas para ocupar este planeta, i-MUndo. Mas algo está errado: eles encontram i-MUndanos sobreviventes por toda parte! O que farão diante de tal tragédia? De um universo de possibilidades nasce a incerteza, o desconhecido diante dos seus olhos... sim, é verdade, eles estão aqui. Não há mais segredos. Você não está mais sozinho.

Classificação etária:livre
Duração: 60 min

Concepção e Atuação: Carlos Alexandre e Fernanda Beppler
Dramaturgia: Carlos Alexandre
Direção: Juliana Kersting
Trilha Sonora e Criação de Figurinos: Fernanda Beppler

QUIÇÁ SE FOSSE (RS)


Dia 05 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Vargas – Eixo Baltazar
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Com elementos presentes na música latino-americana, Quiçá, se fosse apresenta diálogos poéticos entre música e letra. Em um repertório de músicas inéditas, a dupla André Paz e Roger Wiest apresenta um leque de possibilidades sonoras com a ajuda de uma diversificada variedade de instrumentos, interpretando as canções de forma bastante peculiar: os  músicos tocam diversos instrumentos e contam com a participação da plateia na execução de algumas músicas, apresentando arranjos vocais elaborados. O grupo Casa de Madeira pesquisa e produz arte a partir das linguagens do teatro e da música. Foi responsável pelo premiado espetáculo As bufa – Prêmio Açorianos 2008 – que circulou por 25 cidades da região Sul em 2010, graças ao Prêmio Funarte.
Ficha técnica:
Direção: André Paz e Róger Wiest / Elenco: André Paz e Róger Wiest / Duração: 60min / Recomendação etária: Livre

BALLET NACIONAL DE MARSELLE (FRANÇA)


Dias 08 e 09, às 21h, Teatro do Bourbon Country
Pela primeira vez entre nós, o Ballet National de Marseille, um dos grupos mais importantes da dança contemporânea europeia, preparou uma apresentação com duas coreografias muito especiais: a primeira, Tempo Vicino, é inspirada na obra de John Adams e assinada pela coreógrafa Lucinda Childs. O papel de cada dançarino é determinado pela estrutura da música, onde a precisão dos movimentos cria uma relação singular entre os dançarinos e o espaço. No primeiro movimento, oito bailarinos exploram todas as possibilidades ao contracenarem. No segundo movimento, a atmosfera é contida e os dançarinos se movem pelo espaço sem um senso comum. No terceiro e último movimento, há um novo ponto de partida, um novo jogo coreográfico. Uma grande oportunidade para os amantes da dança contemporânea conhecerem o trabalho de Lucinda Childs, cujas parcerias com Bob Wilson e Philip Glass lhe alçaram a categoria de celebridade mundial. Uma coreógrafa respeitada pela ousadia de sua linguagem e suas propostas coreográficas. Imperdível. O segundo espetáculo, Organizing Demons é assinado pelo coreógrafo Emanuel Gat, renovador, calmo e estimulante, num estilo conhecido tanto sensual quanto ousado. O trabalho busca demonstrar, através da dança, a tentativa incansável de organizar o movimento através do tempo e espaço, somente para concluir que a arte é incapaz de realizar essa proposta.
Ficha técnica:
Direção artística: Frédéric Flamand / Bailarinas: Catarina Christl, Malgorzata Czajowska, Noémie Ettlin, Nonoka Kato, Kety Louis-Elizabeth, Mylène Martel, Béatrice Mille e Valeria Vellei / Bailarinos: David Cahier, Vito Giotta, Angel Martinez Hernandez e Nahiamana Vandenbussche / Maitre de Ballet: Thierry Hauswald / Direção técnica: Rémi D’Apolito / Direção de palco: Frédéric Duru e Philippe Grosperrin / Figurino: Aurélie Lyon / Direção de comunicação e Gerência: Pierre Thys / Responsável pela turnê: Sophie Bequart-Guis / Duração: 70min / Intervalo: 20min / Recomendação etária: Livre

TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS (RJ)


Dias 07 e 08, às 19h30 – Teatro Bruno Kiefer 
A peça conta a história de amor entre Anton Tchekhov e Olga Knipper e é baseada na correspondência amorosa dos dois: ela, uma jovem atriz iniciante; ele, um escritor renomado mais velho e já doente de tuberculose. O casal se conhece em uma leitura de A gaivota, no Teatro de Arte de Moscou. Devido ao clima muito frio da capital russa, Tchekhov passa boa parte do ano longe da cidade e de sua amada, que precisava permanecer em Moscou por conta dos seus compromissos com o teatro. Essa situação gerou uma intensa troca de correspondência entre os dois, ao todo mais de quatrocentas cartas durante os seis anos de convivência, encerrada com a morte prematura do autor. Estrelado pelo casal de atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo, Tomo suas mãos nas minhas é um espetáculo teatral delicado e emocionante, que tem sido extremamente bem acolhido pela crítica e pelo público. A montagem – que teve sua estreia em 2010 -, também comemora os 25 anos de teatro de Roberto Bomtempo, um assíduo frequentador do festival que declara ser um privilégio personificar Tchekhov. O texto, montado em vários países, teve encenação do consagrado Peter Brook, que declarou o seguinte: “Tchekhov traça o retrato de indivíduos e de uma sociedade em constante mudança, ele é o dramaturgo do movimento da vida, simultaneamente alegre e séria, ingênua e amarga, um observador infinitamente preciso da comédia humana”. O espetáculo foi indicado em quatro categorias no Prêmio Shell (2010) e ficou entre os dez melhores espetáculos da temporada carioca de 2010, segundo o Jornal O Globo.
Ficha técnica:
Direção, Tradução e Adaptação: Leila Hipólito / Dramaturgia: Carol Rocamora / Elenco: Roberto Bomtempo e Miriam Freeland / Produção: Vittoria Zanotto Duailibi / Iluminação: Maneco Quinderé / Consultora artística: Ilka Marinho Zanotto / Cenário e Direção de arte: Fernando Mello da Costa / Figurinista: Kika Lopes / Músico e Produtor: Alexandre Pereira / Duração: 80min / Recomendação etária: 14 anos

VUELO A CAPISTRANO (URUGUAI)

Dias 07, 08 e 09, às 18h – Teatro Carlos Carvalho
Comédia dramática de tom intimista, o texto do argentino Carlos Gorostiza é construído com diálogos que transitam entre a ironia, o humor e a reflexão, entrelaçando as relações familiares e pessoais dos protagonistas - um homem obcecado com a vida dos pássaros; sua atual mulher, professora ligada ao Sindicato; e a ex-esposa, com quem teve sua única filha em um momento especial de suas vidas -, em uma encenação de linguagem essencialmente realista. Num mundo onde a frivolidade, a desesperança e a luta pelo poder estão mais presentes, a história de Vuelo a Capistrano propõe, com sutileza, uma metáfora de questionamento profundo entrelaçando a liberdade, a vida e a morte, com perguntas simples e grandiosas: Quais são os temas que mais preocupam o ser humano: sua razão, sua ética, sua liberdade, seu destino? Como reagimos diante da passagem do tempo? Questionamos a nós mesmos sobre o sentido da vida? Vuelo a Capistrano recebeu o Prêmio ACE (Associação de Críticos do Espetáculo) como a melhor obra dramática de 2011.

Ficha técnica:
Direção: Patrícia Yosi / Texto: Carlos Gorostiza / Cenografia: Osvaldo Reyno / Elenco: Walter Reyno, Maria Filippi e Maribel Garcia / Trilha sonora: Fernando Condon / Iluminação: Ruben Vieira / Duração: 70min / Recomendação etária: 12 anos

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O CASAMENTO DO GRANDE MÁGICO MAYCON ESTALLONE (RS)

Dia 10 às 20h – Teatro Renascença
O Circo Girassol, já bastante conhecido do público gaúcho, apresenta O casamento do grande mágico Maycon Estallone, espetáculo que conta a história de Frederico Frederico Décimo, artista da décima geração de uma família circense. Seu tataravô, Friederich Lichtenfeld era acrobata de circo na pequena Pressburg  e por um desafeto com o chefe da Polícia Secreta Checa, da qual era instrutor, deixou sua terra natal  e  escolheu como seu novo lar a colônia alemã do sul do Brasil, por causa do idioma e da geografia.  Frederico, como ficou conhecido, criou um pequeno circo, que tem o seu nome e que sob a direção de seus descendentes até hoje percorre as pequenas cidades desta região. É Frederico quem nos conta o curioso casamento de sua filha Pérola Frederico com o grande mágico anão Maycon Estallone, que se transformou num dos acontecimentos mais inusitados e comentados da história do circo nacional. 
Ficha técnica:
Elenco: Tuta Camargo, Hálida Maria, Débora Rodrigues, Dilmar Messias, Diego Steffani, Álvaro RosaCosta, Andréa  Farias, Vinicius Petry, Mariana Velhinho, Jéferson Rachewski / Trilha sonora: Arthur de Faria / Preparação musical: Simone Rasslan / Professores: Alex Prinz Anjinho (trompete, trombone, tuba, bombardino), Fabio Stone (clarinete, sax), Josemir Valverde (violoncelo) / Figurino: Daniel Lion / Cenário: Felipe Helfer / Iluminação: Fernando Ochôa / Adereços: Diego Steffani / Planejamento gráfico: Frederico Messias / Ilustração: Fábio Zimbres / Produção: Circo Teatro Girassol / Duração: 75min / Recomendação etária: Livre

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

PRIMEIRO AS DAMAS 2 (RS)


Estreou na última sexta-feira o espetáculo Primeiro as Damas 2, que cumpre temporada até 23 de setembro, no Teatro da Amrigs (Ipiranga, 5.311).
Unindo o formato stand-up a um show mais eclético, a montagem traz inspiração do teatro de revista.
Os atores Rafael Albuquerque e Emerson Magro estão acompanhados da atriz Mariana Del Pino. O texto é de Renato Pereira.
Os ingressos custam R$ 40, à venda na bilheteria do local e pela telentrega (51) 3231-4142 (com taxas). Desconto de 50% para titulares do Clube do Assinante e de 10% para estudantes. A montagem pode ser conferida de quinta a domingo, às 21h.

ARTIMANHAS DE SCAPINO em MONTENEGRO

ARTIMANHAS DE SCAPINO, obra-prima cômica de Molière, fará uma apresentação no Teatro Therezinha Petry Cardona em Montenegro dentro do projeto Rio Grande no Palco, promovido pelo SESC-Rs. O espetáculo, que faz parte do projeto TEATRO AO QUADRADO 10 ANOS- ARTIMANHAS DE SCAPINO, tem financiamento da Funarte, através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2011. A divertida foto é de Júlio Appel. Direção de Margarida Leoni Peixoto, com elenco formado por Marcelo Adams, Carlos Paixão, Claudia Lewis, Gustavo Susin, Luísa Herter, Marcelo Mertins, Paulo Vicente e Vinícius Meneguzzi.

Dia 13/09 as 20h
Teatro Therezinha Petry Cardna
FICHA TÉCNICA

Texto: Molière

Tradução: Carlos Drummond de Andrade

Direção: Margarida Leoni Peixoto

Elenco: Marcelo AdamsClaudia Lewis, Gustavo Susin, Luísa Herter,Marcelo Mertins e Vinícius Meneguzzi

Atores convidados: Carlos Paixão e Paulo Vicente

Cenografia: Élcio Rossini

Figurinos: Cláudio Benevenga

Trilha sonora e preparação vocal: Marcos Chaves

Letras das canções: Marcelo Adams

Coreografias e preparação corporal: Larissa Sanguiné

Iluminação: Fernando Ochôa

Fotos: Júlio Appel

Programação visual: Pingo Alabarce

Maquiagem: Margarida Leoni Peixoto

Costureiras: Naray Pereira e Eronita Schaeffer

Divulgação: Bebê Baumgarten

Bilheteria: Renata Savaris

Produção e realização: Cia. de Teatro ao Quadrado

Patrocínio: Funarte- Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2011

NOSSA VIDA NÃO VALE UM CHEVROLET (RS)


Dia 09 às 21h – Centro Cenotécnico
O espetáculo do dramaturgo paranaense Mario Bortolotto, radicado em São Paulo, faz parte do projeto Universo Bortolotto, contemplado com os prêmios FUMPROARTE e FUNARTE 2011. Este projeto trouxe a obra do Dramaturgo a Porto Alegre através de leituras encenadas, seminários, debates e, por último, a montagem do seu texto mais premiado. Idealizado e produzido pela atriz e produtora Morgana Kretzmann, realizado pela Mek Produções, o texto aborda a saga de três irmãos, ladrões de carros que tem suas vidas desestruturadas após a morte do patriarca da família. A situação se torna ainda mais peculiar com o envolvimento dos três com uma mesma mulher. Mario Bortolotto veio diversas vezes a Porto Alegre e participou dos ensaios finais. O músico Nei Lisboa interpreta a música tema do espetáculo junto com Bortolotto.  
Ficha técnica:
Texto: Mario Bortolotto / Direção: Adriane Mottola / Produção: Morgana Kretzmann / Realização: Mek Produções / Elenco: Morgana Kretzmann, Rafael Guerra, Cassiano Ranzolin, Guilherme Zanella, Carlos Azevedo, Fernanda Petit, Plinio Marcos, Eduardo Cardoso / Música tema: Nei Lisboa e Mario Bortolotto / Cenário: Zoé Degani / Trilha sonora: Marcos Chaves / Figurinos: Fabrizio Rodrigues / Duração: 60 min / Recomendação etária: 16 anos

VESTIDO COMO PARECE (RS)



Dia 08 às 23h – Sala Álvaro Moreyra
A Ânima Companhia de dança, no centenário de Nelson Rodrigues, apresenta o espetáculo Vestido como parece– a brasilidade em Nelson Rodrigues. A companhia traz para si a tarefa de traduzir em movimentos aquele que conseguiu traduzir em palavras os amores e desamores da sociedade brasileira. Em cena estão referências a obras como O beijo no asfalto, Vestido de noiva, Gêmeas, A serpente, Anjo negro, Álbum de família e Toda nudez será castigada. 
Ficha técnica:
Direção e coreografia: Eva Schul / Elenco: Eduardo Severino, Luciano Tavares, Luciana Paludo, Fernanda Santos, Viviane Lencina, Everton Nunes, Rubiane Zancan e Junior Grandi / Iluminação: Guto Greca / Figurinos: Letícia Paranhos / Trilha sonora original: Celau Moreira / Cenografia: Zoé Degani / Produção: Lucida Cultura/ Luka Ibarra / Design gráfico: Marina Fujiname / Financiamento: Fumproarte / Duração: 70 min / Recomendação etária: 14 anos

EDWARD - O RETORNO (RS)



Em setembro o mesmo casal alucinante estará de volta à cena porto alegrense cometendo mais um de seus crimes! Vem ai "Edward: O Retorno" em nova temporada na Usina do Gasômetro! Assisti a estreia deste espetáculo e escrevi um comentário sobre o mesmo. Clique aqui para conferir. 
A partir de uma ideia de crítica ao movimento consumista, aos modismos, à banalização da violência gratuita e doentia do mundo atual, apresento a vocês “Edward: O Retorno”. O texto é uma adaptação da obra “Crimes Delicados”, de José Antônio de Souza. Inspirada em filmes antigos de suspense e terror, “Edward: O Retorno” tem como eixo principal a discussão do tema da busca pelo “crime perfeito”, em evidência nas obras de grandes cineastas como Alfred Hitchcock e Tim Burton. A peça baseia-se também no teatro do absurdo de Eugène Ionesco, que aborda a temática do assassinato em textos como em “A Lição”.
A peça faz uma reflexão sobre a perda de valores, sobre o “seguir a moda”, onde a sociedade procura repetir o que a mídia divulga. Na peça, a busca pelo crime perfeito é a moda do momento. As pessoas querem estar atualizadas, mesmo que isso signifique tornar-se um assassino. Edward, o empregado resiste a todas as maquinações dos seus patrões, Hugo e Lila. Uma reflexão também sobre as delicadas relações de poder entre patrões e empregados.

SINOPSE: É uma noite chuvosa na casa dos Lugosi. Os jornais anunciam que uma onda de crimes sequenciais assombra a cidade e que a moda agora é matar.  Lila, entediada com sua vida pacata, resolve seguir a moda. Confessa ao marido que matou os animais da casa e o convence a matar um dos seus empregados. É quando surge Edward, e eles resolvem matá-lo. Mas nem tudo sai como Hugo e Lila previam. Algo terrível e misterioso acontece. Hugo e Lila enlouquecem, já não sabem mais o que é real e o que é fruto das suas imaginações. 

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Cândida Santi Bazanella.
TEXTO: Adaptação da obra “Crimes Delicados”, de José Antônio de Souza, inspirado nos filmes “Ed Wood Jr” do Tim Burton, “Psicose” do Alfred Hitchcock.
ELENCO: Morgana Rodrigues (LILA), Rodrigo Mello (EDWARD), Rodrigo Azevedo (HUGO).
ILUMINAÇÃO: Leandro Gass .
TRILHA SONORA: Cândida Bazanella , Rodrigo Mello e Paulo Arenhart.
EDIÇÃO DE VÍDEO E DUBLAGEM: Rodrigo Mello.
OPERAÇÃO DE VÍDEO E AUDIO: Simone Pinheiro
PRODUÇÃO, CENÁRIO E FIGURINOS: Cia Oníricos de Teatro.
Venda de ingressos no local, 1hora antes do espetáculo: R$ 10,00
Desconto de 50% para estudante.


Contato Produção Cia Oníricos de Teatro.
email: ciaoniricos@yahoo.com.br 
Cândida S. Bazanella
(51) 9663-8688
Rodrigo Azevedo
(51) 9929-2115
Morgana Rodrigues
(51) 9658-5752

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

AS REGRAS DA ARTE DE BEM VIVER NA SOCIEDADE MODERNA (RJ)


Dias 06, 07 e 08, às 19h – Instituto Goethe
O texto de Jean-Luc Lagarce é uma aguçada crítica aos padrões “politicamente corretos” que ganharam força a partir dos anos 1980, período que marca o início da dramaturgia do autor. Na peça, uma “senhora” passa orientações a respeito de como os indivíduos devem se comportar em situações sociais comuns, como nascimento, batismo, casamento, bodas de prata e funeral. Totalmente narrativo, sem nenhuma indicação de ação, o tom cômico da obra surge pelas absurdas afirmações da personagem. Por ser um monólogo, revela novos matizes da dramaturgia de Lagarce, permitindo ao público um entendimento ainda maior do seu trabalho. O diretor, Miguel Velllinho, é um dos fundadores e diretor da Cia Pequod, a mais destacada companhia carioca de Teatro de Bonecos. A atriz Lorena da Silva é atriz e produtora da companhia L'Acte, especialista em montagens da dramaturgia contemporânea. Sua carreira foi desenvolvida entre a França, onde divulgou autores como Nelson Rodrigues e o Brasil, em que trabalhou com Valère Novarina, entre outros. O autor, Jean-Luc Lagarce, é um dos autores franceses contemporâneos mais montados em todo o mundo. Seu teatro desperta o interesse dos grandes encenadores europeus. Esta é uma oportunidade para o público gaúcho travar conhecimento com esse texto repleto de qualidades e provocações. 
Ficha técnica:
Direção: Miguel Vellinho / Texto: Jean-Luc Lagarce / Tradução: Alexandra Moreira Da Silva / Adaptação: Miguel Vellinho e Lorena da Silva / Elenco: Lorena da Silva / Produção: José de Ipanema /  Iluminação: Renato Machado / Trilha sonora e Produção musical: Miguel Vellinho e Lorena da Silva / Figurinos: Luciana Cardoso / Assistente de direção: Claudio Serra / Visagismo: Ricardo Moreno / Direção de movimento: Joice Niskier / Cenografia: Carlos Alberto Nunes / Cenotécnico: Álvaro Souza / Assistência de figurino: Liliam Butini / Montagem e Operação de luz: Felipe Medeiros / Programação visual: Bruno Dante / Fotografias de estúdio: Ana Stewart / Fotografias de cena: Vica Nabuco / Idealização: Lorena da Silva / Realização: Lorena da Silva e Camila Pitanga / Duração: 60min / Recomendação etária: 10 anos

DUAS MULHERES EM PRETO EM BRANCO (PE)


Dias 06, 07 e 08, às 22h – Teatro de Câmara Túlio Piva
A montagem pernambucana tem estreia nacional no Porto Alegre em Cena. A decisão, pouco comum na programação do festival, levou em conta a ficha técnica do espetáculo. Sob a direção do premiado Moacir Chaves, renomado diretor carioca, o elenco reúne uma das atrizes mais populares de Recife, Paula de Renor e Sandra Possani, atriz gaúcha de excelentes serviços prestados ao teatro do Rio Grande do Sul, há alguns anos radicada em Pernambuco. Ou seja: um projeto que envolve profissionais de grandes e diferentes cidades brasileiras, reunidos em um projeto inédito e relevante. O texto é baseado em conto do livro Retratos imorais, último romance de Ronaldo Correia de Brito, mostrando os caminhos e descaminhos na vida de duas mulheres, amigas que se afastam e se completam. O ambiente poético onde se passa a história é a cidade de Recife, mas a ação poderia acontecer em qualquer cidade do mundo ao falar das experiências de uma geração que, nos anos de ditadura militar, via a vida em “preto e branco” (ou multicolorida, se examinada a época pelas lentes da contracultura). Nos dias atuais esses tempos são revisitados e ninguém escapa do passado – nem da História, pela culpa ou pela crítica.
Ficha técnica:
Direção: Moacir Chaves / Texto: Ronaldo Correia de Brito / Concepção: Moacir Chaves / Elenco: Paula de Renor e Sandra Possani / Trilha sonora: Tomás Brandão / Figurino: Walther Holmes / Cenário: Fernando Mello da Costa / Iluminação: Aurélio de Simoni / Projeto gráfico: Mauricio Grecco / Preparação corporal: Rogério Alves / Preparação vocal: Rosemary Oliveira / Realização: Remo Produções Artísticas / Assistente de produção: Elias Villar / Duração: 70min / Recomendação etária: 14 anos

JÚLIA (RJ)


Dias 06, 07 e 08, às 20h – Teatro Renascença
Adaptação da peça Senhorita Júlia, de August Strindberg, dá seguimento à pesquisa da diretora Christiane Jatahy, integrando teatro e cinema em cena. Em Júlia o teatro se faz cinema ao vivo e as estruturas cinematográficas são expostas ao público. Com cenas pré-filmadas e cenas filmadas ao vivo, o filme será construído na presença da plateia a cada dia, em fricção permanente entre as duas linguagens e também o clássico e o contemporâneo, entre o que pode ser visto e entrevisto na presença real do ator em cena e no enquadramento dos detalhes cinematográficos. A adaptação do famoso texto traz o conflito original para o aqui e agora, no dia em que o público assiste à peça e se pergunta como são os personagens no Brasil de hoje. Se Strindberg colocou uma lupa na relação de dois seres tão distintos e próximos no séc. XIX, Christiane coloca uma câmera como presença e testemunho permanente desse encontro atual e urgente dos personagens centrais. Uma das mais promissoras diretoras teatrais do Brasil, Christiane Jatahy obteve com a montagem de Júlia o prêmio Shell de Melhor Direção 2011 no Rio de Janeiro.
Ficha técnica:
Direção: Chistiane Jatahy / Texto: August Strindberg / Adaptação: Christiane Jatahy / Elenco: Julia Bernat, Rodrigo dos Santos e Tatiana Tiburcio (participação especial no filme) / Direção de arte e Cenário: Marcelo Lipiani / Iluminação: Renato Machado / Trilha sonora: Rodrigo Marçal / Figurinos: Angele Fróes / Direção de fotografia: David Pacheco / Direção de produção: Claudia Marques / Duração: 70 minutos / Recomendação etária: 18 anos

DESVIO (RS)


Dia 06 às 21h30 – Estacionamento Centro Municipal de Cultura
INGRESSOS GRATUITOS
**Em caso de chuva o espetáculo será transferido para o dia 11

Desvio é um projeto da Muovere Cia de dança e foi concebido em três bairros da cidade de Porto Alegre como o espaço-sede da criação. É resultado de três etapas: da cidade para o corpo – para a internet – e para o espetáculo. Primeiro os procedimentos coreográficos foram improvisados em espaços de retenção de semáforos (episódios); depois foram publicados na internet para que o público votasse, e, por fim, levados à etapa de montagem. O espetáculo é fruto de vários processos encadeados entre si com foco na valorização da criatividade compartilhada, operados através de dois modos: físico e virtual.  
Ficha técnica:
Direção geral e coreográfica: Jussara Miranda / Direção artística: Diego Mac / Direção de cena: Jezebel de Carli / Bailarinos: William Freitas, Denis Gosch, Letícia Paranhos, Rossendo Rodrigues e Didi Pedone / Produção: Marcinhò Zola / Luminotécnica: Mauricio Moura / Figurinos: Daniel Lion / Identidade visual: Sandro Ka / Site: Diego Leismann / Fotos: Luciane Ferreira e Cristina Lima. Duração: 30min / Recomendação etária: livre

MÃE CORAGEM E SEUS FILHOS (ALEMANHA)


Dias 06, 07 e 08, às 20h – Theatro São Pedro

Há muitos motivos para o festival se orgulhar de anunciar essa obra em sua programação: o autor, o grupo, o diretor, o texto. Vamos a eles: o texto de Bertolt Brecht transformou-se em um grande clássico do teatro mundial; é a primeira vez que o Berliner Ensemble, célebre grupo alemão, se apresenta em Porto Alegre; a montagem detalhada e fiel de Claus Peymann mostra, pela primeira vez, uma encenação sua ao público brasileiro. Vale lembrar que ao encenar as peças de Thomas Bernhard Peymann revelou ao mundo a excepcional dramaturgia do autor austríaco. A história de Mãe Coragem e seus filhos flagra Anna F., em plena guerra, tratando de salvar seus filhos entre a penúria e as atrocidades de um tempo sem paz. A guerra é a grande vilã do texto brechtniano. A personagem central perde sua propriedade, seu único e tardio amor, seus filhos e irá se mover sozinha, entre escombros e ruínas. A montagem de Peymann tem o brilhantismo dramático exigido pelo texto de Bertolt Brecht e é um dos pontos mais altos da história artística do Porto Alegre em Cena.

Ficha técnica:
Música: Paul Dessau / Elenco: Carmen-Maja Antoni (Mãe coragem), Winfried Goos (Eilif), Traute Hoess (camponesa, a esposa do camponês, menina cantora), Andy Klinger (O soldado, narrador, o jovem camponês), Anna Graenzer (Katarina), Martin Seifert (O sargento), Veit Schubert (O sargento chefe, Soldat), Martin Schneider (O recrutador, coronel, soldado, intendente), Michael Rothmann (Schweizer), Axel Werner (O general), Detlef Lutz (O camponês, soldado), Michael Kinkel (Pastor, soldado), Manfred Karge (O cozinheiro), Roman Kaminski (O camponês), Ursula Höpfner-Tabori (Yvette Pottier) / Músicos: Katja Kulesza (violino), Volker Schindel (acordeon), Silke Eberhard (saxofone, clarinete, baixo clarinete), Clemens Rynkowski (teclado e voz) / Direção: Claus Peymann / Cenário: Frank Hänig / Figurino: Maria-Elena Amos / Dramaturgia: Jutta Ferbers / Direção musical: Rainer Böhm / Produzido pelo Berliner Ensemble em colaboração com o Change Performing Arts / Duração : 180min (com intervalo de 15min) / Recomendação etária : 14 anos

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CÃO QUE LADRA NÃO MORDE (PORTUGAL)


Dias 05, 06 e 07, às 19h – Teatro do SESC
O espetáculo da Companhia do Chapitô é uma comédia de humor negro que fala de uma família com um problema bastante sério, pois tem uma maneira própria e especial quando lida com a perda de um ser amado. Uma família despedaçada e partida ao meio pela tragédia, mas finalmente reunida. Diretamente de Portugal, a Companhia do Chapitô, criada em 1996, visita o Porto Alegre em Cena com um espetáculo baseado no trabalho físico do ator e que, através de gesto e imagem, convida a participação ativa da plateia. Uma das atrações internacionais mais aguardadas do festival, esse “Cão” promete surpreender pela originalidade da encenação e das vigorosas interpretações do elenco, com sucesso por onde quer que tenha se apresentado.
Ficha técnica:
Direção: John Mowat / Criação: Coletiva / Elenco: Jorge Cruz, Marta Cerqueira e Tiago Viegas / Assistente de direção: Katrina Brown / Gravação e Edição áudio: Tiago Cerqueira / Cenografia: Kevin Plum / Produção: Tânia Melo Rodrigues / Tradução de textos: Carole Garton / Iluminação: Luís Moreira e Paulo Cunha / Duração: 60min / Recomendação etária: 12 anos

HUMORES QUE MATAM - CENTRAL PARK WEST (URUGUAI)


Dias 05, 06 e 07, às 21h – Teatro CIEE
A ação do texto de Woody Allen, escrito logo após sua ruidosa separação da atriz Mia Farrow, transcorre no coração de Manhattan em um apartamento do Central Park na cidade de Nova Iorque, onde uma bem-sucedida - mas insuportável - psiquiatra acaba de ser abandonada pelo marido devido à sua atração por outra mulher. Preservando o conhecido estilo do autor, prometendo reflexão e gargalhadas, a comédia entrelaça uma série de situações limite que revelam os mais obscuros segredos dos personagens, seres humanos imersos em aparências, mentiras, amores e traições. O texto mostra Allen num cenário dramatúrgico onde é mestre e onde prevalece sua tese de que, para serem felizes, casais e indivíduos precisam viver com ilusões e mentiras. A arte para Woody Allen é simplesmente uma mentira que nos permite descobrir a verdade – para podermos suportar sua carga e suas consequências. Com um elenco que reúne alguns dos atores mais famosos e premiados de Montevidéu, a montagem é dirigida por Mario Morgan, que sistematicamente apresenta suas criações no Em Cena.

Ficha técnica:
Direção: Mario Morgan / Texto: Central Park West, de Woody Allen / Adaptação: Fernando Masllorens e Federico González del Pino / Elenco: Laura Sanchez, Gabriela Iribarren, Franklin Rodriguez, Leonardo Lorenzo e Ana Laura Romano / Cenografia: Ivon Delprato / Assistência de direção: Juan Carlos Doldan /Duração: 90min / Recomendação etária: 12 anos


SNORKEL (URUGUAI)



Dias 05, 06 e 07, às 23h – Sala Álvaro Moreyra
A peça se debruça sobre os “deserdados da terra” e suas misérias, apresentando um leque de personagens muito variados, cujas histórias se sucedem uma após a outra em ritmo vertiginoso. Todos estão procurando algo em meio a um submundo de desesperança que os impulsionará a procurar saídas variadas. Na peça, esse universo de drogas baratas, prostituição, corrupção e violência pede a todos que coloquem um “snorkel” (o aparelho de mergulho que dá visibilidade em águas profundas, permitindo respiração em meio adverso) para garantir sua sobrevivência. As múltiplas tramas se encontram unificadas através de um programa de televisão, espécie de talk-show, que funciona como um espelho cruel de nossa sociedade. Uma montagem impressionante, que demonstra o vigor da nova cena uruguaia, borrando a fronteira entre a ficção e a realidade.

Ficha técnica:
Direção: Bernardo Trias / Texto: Federico Guerra / Elenco: Victoria González, Federico Guerra, Sarit Ben Zeev, Bernardo Trias, Ignacio Duarte, Fernardo Amaral, Daniel Cabrera, Daniel Acevedo e Soledad Frugone / Iluminação: Adrián Romero / Figurinos: Diego Aguirregaray / Duração: 80min / Recomendação etária: 16 anos

DESVIO (RS)


Dia 06 às 21h30 – Estacionamento Centro Municipal de Cultura
INGRESSOS GRATUITOS
**Em caso de chuva o espetáculo será transferido para o dia 11

Desvio é um projeto da Muovere Cia de dança e foi concebido em três bairros da cidade de Porto Alegre como o espaço-sede da criação. É resultado de três etapas: da cidade para o corpo – para a internet – e para o espetáculo. Primeiro os procedimentos coreográficos foram improvisados em espaços de retenção de semáforos (episódios); depois foram publicados na internet para que o público votasse, e, por fim, levados à etapa de montagem. O espetáculo é fruto de vários processos encadeados entre si com foco na valorização da criatividade compartilhada, operados através de dois modos: físico e virtual.  
Ficha técnica:
Direção geral e coreográfica: Jussara Miranda / Direção artística: Diego Mac / Direção de cena: Jezebel de Carli / Bailarinos: William Freitas, Denis Gosch, Letícia Paranhos, Rossendo Rodrigues e Didi Pedone / Produção: Marcinhò Zola / Luminotécnica: Mauricio Moura / Figurinos: Daniel Lion / Identidade visual: Sandro Ka / Site: Diego Leismann / Fotos: Luciane Ferreira e Cristina Lima. Duração: 30min / Recomendação etária: livre

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CINCO TEMPOS PARA A MORTE - Comentário Crítico


O Grupo U.T.A - Usina do Trabalho do Ator foi o grande homenageado do FITE - Festival Internacional de Teatro Estudantil que aconteceu em Porto Alegre. E encerrou o festival com seu mais recente espetáculo "5 tempos para a morte". 
O UTA completa neste ano 20 anos de trabalho continuado e de pesquisa. Acompanho o grupo através de seus espetáculos, dos quais já assisti: "O Marinheiro da Baviera", "Nos meses da corticeira florir", "A mulher que comeu o mundo" e agora este "5 tempos para a morte", e o que permeia estes trabalhos é a investigação  do trabalho do ator e as possibilidades da presença em cena. 
O espetáculo "5 tempos para a morte" é um trabalho sensível, que através de poesia imagética lança possibilidades sobre o tema da morte. O espetáculo já trás no seu enunciado "cinco tempos", a possibilidade  de cinco versões e variações para a abordagem do tema e até certo modo consegue sustentar isso, através de: cinco atores, cinco depoimentos, cinco armários/módulos que compõem o cenário, repetições de ações, enfim, várias possibilidades que poderiam se esgotar nisso. Mas o espetáculo vai muito além e está longe de se esgotar, principalmente por causa de sua estrutura dramatúrgica, que privilegia a poesia de imagens, onde o texto é fragmentado e não é utilizado enquanto força motriz. 
As imagens provocam o imaginário, as figuras evocam o estranhamento de um mundo onde o onírico se constrói frente aos nossos olhos. 
O tempo é dilatado, outro elemento que torna o espetáculo encantador, pois a ação da peça desencadeia-se num outro tempo, privilegiando cada ação, cada detalhe, um tempo ralentado porém recheado de intensões. 
A plasticidade da cena é de uma grande beleza, o cenário imponente é mais um corpo jogando em cena, e sua presença possibilita a criação de cenas memoráveis, através dos dispositivos, da movimentação e da sua máxima utilização. 
A trilha sonora cria um ambiente propicio para o desfile destas figuras transfiguradas, coroando a encenação e provocando o espectador através dos climas e possibilidades de jogo que se instaura através de sua inserção. 
Mas tudo isso se concretiza através do coletivo UTA, seu diretor Gilberto Icle que é um verdadeiro maestro, pois consegue me provocar através de uma rede de significados onde não é a palavra que me guia, mas sim a presença e ação dos atores. 
E por falar neles, não poderia deixar de citá-los, onde poderia cometer a injustiça de destacar a atriz Gisela Habeyche, pois a sua persona, é a que tem o dom da palavra, da verbalização, mas como eu já tinha dito anteriormente que não é a palavra que me guia neste espetáculo, não poderia me contradizer e deixar de destacar a PRESENÇA de Celina Alcântara, Dedy Ricardo, Ciça Reckziegel, Thiago Pirajira e lógico de Gisela Habeyche que preenchem a cena com suas vozes (e que vozes!), seus corpos e o compartilhamento de suas histórias, para tratar de um tema bastante recorrente, mas de modo original, criativo e tocante. E a cena final, além de surpreender comprova a beleza e poesia que permeiam todo o espetáculo e por que não dizer, que atravessa toda a trajetória do grupo UTA. 
Parabéns ao Fite pela acertada escolha, pois creio que o UTA representa bem essa questão do fazer artístico aliado ao fazer pedagógico que é comprovada através de suas ações e de sua equipe onde se evidencia esta dualidade professor-artista. Vida longa a pesquisa teatral. Vida longa ao UTA. 

Ficha técnica

Elenco: Celina Alcântara, Ciça Reckziegel, Dedy Ricardo, Gisela Habeyche e Thiago Pirajira.
Direção: Gilberto Icle
Assistência de Direção: Shirley Rosário
Iluminação: Bathista Freire
Figurinos e Cenografia: Chico Machado
Acessórios Cênicos: Marco Fronckowiak e Maura Sobrosa
Músicas: Flavio Oliveira
Produção: Anna Fuão
Fotos: Claudio Etges

Confira este e outros textos em Olhar(es) da Cena







domingo, 2 de setembro de 2012

SONHE (RS)


Muito alto pra ouvir e muito claro pra ver.
Em “?SÖÑhÊ#1” a busca pelo onírico, diegetiza fragmentos das sensibilidades humanas e sua cultura, em porções sobre carregadas de informações, transitando entre ator e projeção pelos contrapontos energéticos ocasionados entre o corpo, a mente, a fala e a razão. Em outras e poucas palavras: o amor comeu essa sinopse.
Data - Horário:
05/09/2012 - 12:30 e 19:30
12/09/2012 - 12:30 e 19:30
19/09/2012 - 12:30 e 19:30
26/09/2012 - 12:30 e 19:30

Local: Sala Alziro Azevedo (Av. Salgado Filho, 340)

MEMÓRIAS - Uma homenagem a Carlinhos Hartlieb (RS)


Dia 04, às 21h – Teatro do Bourbon Country
O espetáculo que abre a programação do 19º Porto Alegre em Cena é uma justa homenagem para celebrar a vida e a obra do compositor Carlinhos Hartlieb, considerado um dos mais importantes nomes da cena musical urbana gaúcha entre as décadas de 60/80 por seu trabalho variado - shows, disco, trilhas para espetáculos de teatro e dança – e por sua atuação como líder e aglutinador cultural. Com roteiro e direção de Marcelo Delacroix e René Goya Filho, o show apresenta um apanhado de sua obra, incluindo músicas inéditas recolhidas de gravações que ficaram guardadas em fitas rolo por quase trinta anos, desde a sua morte em janeiro de 1984. Além de projeções de imagens de época, estão no espetáculo videoclipes e depoimentos de amigos e colegas que conviveram e trabalharam com Carlinhos. Abrindo a noite, será apresentado o documentário Um risco no céu, vencedor do Troféu Histórias Curtas 2008, incluindo Melhor Música e Melhor Episódio do Ano. Com essa abertura, o Em Cena reafirma sua vocação de valorizar os grandes talentos das artes gaúchas.  
Ficha técnica:
Direção: René Goya Filho / Direcão musical: Marcelo Delacroix / Concepção e roteiro: Marcelo Delacroix e Rene Goya Filho / Músicos: Marcelo Delacroix (voz e violão), Vivian Schafer (voz), Mateus Mapa (flauta e voz), Nicola Spolidoro (violão, guitarra e vocais), Beto Chedid (charango, bandolim, harmônica e vocais), Luciano Albo (baixo) e Duda Guedes (percussão e bateria) / Iluminação: Gerry Márquez / Produção executiva: Andréa Ávila – Garota Vinil Produtora / Duração: 90min / Recomendação etária: Livre

OS PLAGIÁRIOS: UMA ADULTERAÇÃO FICCIONAL SOBRE NELSON RODRIGUES (RS)



Dias 5, 6 e 7 de setembro, às 21h - Centro Cenotécnico
Entrada Franca
O Conexão em Cena – formação, intercâmbio e montagem reuniu os quatro grupos premiados com o Prêmio Braskem 2011 - Teatro Sarcáustico, Companhia Santa Estação, Cia. Caixa do Elefante e Falos & Stercus - num projeto inédito. A ideia era que, juntos, idealizassem e encenassem um espetáculo em homenagem a Nelson Rodrigues durante o Porto Alegre em Cena. Diones Camargo foi o dramaturgo escolhido para escrever o texto e os grupos selecionaram o elenco e deram início a esta inédita direção coletiva. O resultado será conferido na 19ª edição do festival, no Centro Cenotécnico.
Os plagiários: uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues é ambientado em quatro tempos distintos: no presente imediato, um homem é atropelado; enquanto isso, um repórter vai à procura do dramaturgo Nelson Rodrigues para uma entrevista a respeito da primeira montagem de seu texto mais famoso quando é surpreendido com a notícia da morte do polêmico escritor. Num período indefinido, um grupo de teatro representa uma peça que vai mudando conforme o andamento dos ensaios. Por fim, chegamos em 1942, quando após uma inexpressiva estreia como autor teatral o jovem Nelson Rodrigues divide-se entre a redação do jornal em que trabalha e as madrugadas insones a fim de concluir a sua nova e mais ambiciosa obra – um drama psicológico sobre uma mulher que mistura fatos, memórias e alucinações, enquanto agoniza numa mesa de operação. Ao mesmo tempo, um reconhecido diretor polonês, Zbigniew Ziembinski, desembarca no Brasil, fugindo da guerra que assola a Europa. Sem conhecer nada da língua e dos costumes locais, ele agora não passa de mais um entre os muitos rostos que circulam pela então capital federal da República. Tão incógnito quanto os integrantes do grupo que se intitula “Os Comediantes”. Formado por atores amadores provenientes das mais diversas áreas e classes sociais, eles esperam o momento em que as cortinas dos teatros profissionais finalmente se abrirão frente aos seus olhos. 
Em meio a esta confusão de vozes e estilhaços de memórias, o público presenciará um desfile de personagens e acontecimentos que se embaralham na mente do atônito repórter. Valendo-se da mesma estrutura utilizada pelo genial e controverso "anjo pornográfico” para compor sua obra-prima, Vestido de noiva – a alternância entre planos temporais distintos e o entrelaçamento de ficção e realidade –, esta é uma recriação para os palcos sobre o nascimento da montagem que revolucionou o moderno teatro brasileiro, e que gravou o nome dos seus protagonistas no muro de mármore da história da arte mundial. 

Ficha técnica:
Direção: Guadalupe Casal, Jezebel De Carli, Mário de Balenti e Marcelo Restori / Texto: Diones Camargo / Coreografia: Larissa Sanguiné / Colaboração cênica: Carolina Garcia / Elenco: Alice Maria Paiva, Ana Luiza Bergmann, Anna Júlia Amaral, Bia Noy, Carla Cassapo, Cris Bocchi, Camila Vergara, Carol Martins, Elison Couto, Filippi Mazutti, Fredericco Restori, Frederico Vittola, Gabriela Greco, Jaime Ratinecas, Lívia Perrone, Manuela Albrecht, Nátali Caterina Karro, Pedro Nambuco, Roberta Alfaya, Raissa Panattieri, Rafael Becker, Thaiane Estauber, Viviana Schames e Valquiria Cardoso / Figurino: Daniel Lion / Cenografia: Daniel Lion / Trilha sonora: Arthur De Faria / Preparação de voz: Francis Padilha / Iluminação: Daniel Fetter e Fabricio Simões / Técnico de Som: Zé Derly / Fotos: Regina Peduzzi Prostskof / Produção Executiva: Luana Pasquimell / Realização: Porto Alegre em Cena / Recomendação Etária: 12 anos