quarta-feira, 10 de abril de 2013

BLOCO DA LAJE (Porto_Alegre/RS)


Valendo-se do conceito da antropofagia para constituir sua linguagem, o grupo resulta em um bloco teatralizado – já que é composto por artistas e simpatizantes do carnaval de rua – inspirado na cultura popular na composição de seus jogos e canções. Tal estrutura permite a formulação de um produto cultural híbrido, que transita em diferentes segmentos da cultura. O conceito “Laje” considera mais a criatividade do que o luxo, mais a beleza do artesanal do que a beleza pré-fabricada e padronizada. Assim, os próprios participantes do Bloco são autores de seus figurinos: o grupo recicla tecidos, objetos, doações de grupos de teatro e adereços levados pelos próprios integrantes.

Gênero: Parada Cênica-musical

12 abril – 18h – Rua dos Andradas/Esquina Democrática/Viaduto da Borges de Medeiros

terça-feira, 9 de abril de 2013

JOÃO PÉ DE CHINELO (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: O universo de João Pé-de-chinelo, um papeleiro que vive nas ruas, praças e parques com seu carrinho catando materiais recicláveis na busca de sobrevivência e sustento da família é o fio condutor da peça . João é mais um trabalhador fruto do êxodo rural que procura reagir com dignidade diante das mazelas dos grandes centros urbanos.

Gênero: Teatro de Rua/Comédia

13 abril – 16h – Lomba do Pinheiro/Vila Panorama

Com treinamentos calcados no trabalho do ator e na encenação, o grupo Manjericão, de 1998, vivencia as diferentes técnicas e linguagens do teatro: teatro de máscaras, o clown e a Commedia Dell’arte.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Assistência de Direção: Anelise Camargo Garcia
Atuação e Direção: Márcio Silveira
Cenário, figurinos, adereços e maquiagem: Anelise Camargo e Márcio Silveira
Sonoplastia: Márcio Silveira
Duração: 45 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

A SERPENTINA OU MEU AMIGO NELSON (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: Inspirado na última peça de Nelson Rodrigues, “A Serpente”, a peça ganhou tom farsesco e tem como referência o universo do Carnaval. Conta a história das irmãs Guida e Lígia: enquanto Guida é feliz com seu esposo, Lígia vive a decepção de um casamento infeliz. A fim de ajudar a irmã que pensa em morrer, Guida lhe oferece seu próprio marido para que passem uma noite juntos. Depois desse fato, que acontece numa noite de Carnaval, nada será como antes.

Gênero: Teatro de Rua

12 abril – 17h – Rua da Praia/Gêneral Câmara
13 abril – 11h – Assunção/Praça Assunção
14 abril – 12h – Brique da Redenção/José Bonofácio

O grupo Pindaibanos nasceu em Porto Alegre, no ano de 2008, como acadêmicos do curso de Teatro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O grupo focou-se na pesquisa sobre o trabalho do ator, na ocupação de espaços alternativos para encenação e na elaboração de dramaturgia própria.

FICHA TÉCNICA
Direção: Evelise Mendes
Elenco: Alexandre Borin, Evelise Mendes, Fabiana Santos, Gyan Celah, Létz Pinheiro, Marcelo Pinheiro, Tefa Polidoro
Orientação Musical: Pâmela Amaro e Rafael Salib
Produção: Evelise Mendes, Fabiana Santos e Tefa Polidoro
Realização: Grupo Pindaibanos
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Recomendada: 16 anos

segunda-feira, 8 de abril de 2013

GEOCOREOGRAFIA: CIDADE NÃO VISTA (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: As escadarias são espaços de visibilidade privilegiada pela sua estrutura arquitetônica e muitas vezes tornam-se esquecidas pela comunidade, consideradas “lugares invisíveis”. Ao “invadir” esse espaço e torná-lo visivelmente produtivo, o olhar do artista e do espectador é direcionado para a possibilidade do fazer artístico dentro do seu cotidiano, aproximando a arte, a região e a comunidade, ampliando o que pode ser “espaço cênico” dando outro significado ao palco.

Parceria do Teatro Geográfico com o coreógrafo Diego Mac, incluindo grupos teatrais convidados, agrega mais de quarenta atores para realizar o espetáculo GEOCOREOGRAFIA: Cidade não vista.

Gênero: Performance

12 abril – 18h30 – Viaduto da Borges de Medeiros

FICHA TÉCNICA

Direção: Diego Mac e Tatiana Vinhais
Elenco: Teatro Geográfico – Carolina Kern, Danuta Zaghetto, Diego Bittencourt, Fabrizio Gorziza, Francine Kliemann, Frederico Vasques, Lucas Sampaio, Pablo Damian e Yuri Niederauer. Grupos Convidados – Barraquatro, Depósito de Teatro,  GRUPOJOGO, Teatro Sarcáustico, Santa Estação, Teatro Porcos com Asas, Vai! e outros
Participações Especiais: Jezebel De Carli e Roberto Oliveira
Produção: Luísa Barros
Assistente de Produção: Diego Bittencourt
Duração: 60 minutos
Faixa etária recomendada: Livre

MANHÃ (DF)



11,12 e 13 de Abril - 20h
Teatro do Sesc - Porto Alegre

O espetáculo “Manhã”, através de uma linguagem poética e intimista, fala das relações humanas, o modo como lidamos com o mundo à nossa volta e como convivemos e encaramos as nossas transformações, conquistas pessoais e a nossa postura em relação a temas antigos como o amor e a felicidade. Estas questões remetem àquele outro tema ainda maior, o de se ser humano, que o Grupo Domo sempre retoma em suas montagens sob os mais diversos prismas e óticas.

“Manha” trata da constante tensão entre o nosso mundo interior e o mundo exterior, entre o “eu” e “o outro”, entre a vida como aspiramos e o mundo como se apresenta. Esse circuito interior-exterior tem como ponte de ligação um homem comum e suas relações (incluindo visões contemporâneas sobre relações homo afetivas), uma pessoa com sua rotina de todo-dia, que trabalha, que tem amigos, que tem desafetos, que tem salário, que se vê frente às supostas evoluções de moral e tecnologia de nossa sociedade, e de repente, em um momento de epifania, observa a si mesmo em busca de um sentido para sua própria vida. 
A peça se passa em um pequeno apartamento, onde o protagonista vive um relacionamento que há muito tempo está em conflito. A comunicação entre os dois, saturada pelo cotidiano, pouco ocorre na forma verbal, mas ambos expressam de forma física e gestual todo o complicado processo emotivo que vivenciam.
Todo o movimento da peça se passa durante um período de doze horas (a peça terá cerca de duas horas), o fim de um dia, até o começo de outro (numa simbologia de renovação constante, de mudanças que, querendo ou não, estamos todos expostos), até o amanhecer, que traz a Luz renovada, a claridade e a possibilidade de fazer e ser o novo.

O espetáculo “Manhã” representa uma iniciativa do Grupo Domo de levar ao palco os frutos de suas pesquisas e ao mesmo tempo vem dar continuidade a linha de produção de espetáculos autorais e reflexivos, pela montagem de textos inéditos, escritos por integrantes do Grupo Domo.

Ficha Técnica

Direção/ Texto: André Garcia
Elenco: André Garcia; João Gabriel Ferreira; Leudo Lima; Guilherme Victor
Assistente de Direção: Leudo Lima
Preparação Corporal/ Coreografia “Meteoros”: Márcia Almeida
Cineasta: José de Campos
Diretor de Fotografia (vídeos): Rafael Morbeck
Animação Digital: Fernando Nisio
Direção de Produção: Leudo Lima
Iluminação: Lina Borba
Cenários/ Figurinos: André Garcia



ZUCCOS (RS)

Foto: Gabriel Ditelles


02, 09, 16, 23 e 30 de abril
Sala Álvaro Moreyra
Terças às 20h
Entrada Franca


Inspirado na peça Roberto Zucco, de Bernard-Marie Koltès, o espetáculo reflete sobre um dos comportamentos mais arraigados à natureza humana: a violência. Através de uma linguagem contemporânea – que se utiliza de um enredo fragmentado, da inserção da performance art, de projeção de vídeos – o espetáculo pretende levar ao palco uma abordagem provocativa acerca de como as sociedades humanas estão absolutamente calcadas sobre princípios violentos.
Elenco Aline Jones, Anna Júlia Amaral, Catharina Cecato Conte, Frederico Vittola e Isadora Pillar
Direção coletiva
Orientação Adriane Motolla
Trilha Sonora executada ao vivo Flavio Aquino
Operação de luz Silvana Rodrigues
Iluminação Aline Jones
Produção Catharina Cecato Conte


FALA COMIGO DOCE COMO A CHUVA (RS)

Um jovem casal, encerrado em um quarto no auge do verão, ouve o som da chuva. O desejo de bebida para amenizar o calor só é menor do que a intensidade de ambos em falar, mas não necessariamente um com o outro. A comunicação entre eles não aproxima, ao contrário, distancia. A peça nos aproxima de um universo humano, demasiado humano.
Tennessee Williams (1911-1983) foi um dramaturgo norte-americano, vencedor de vários prêmios e considerado um dos maiores escritores do século XX. Entre suas obras mais conhecidas destaca-se Um Bonde Chamado Desejo. As principais características do seu texto são apresentar personagens em constante conflito entre a realidade e a fantasia, tons autobiográficos e criticar a sociedade de sua época, que, segundo ele, seria dominada pela hipocrisia e por uma falsa moral.

Data - Horário:
03/04/2013 - 12:30 e 19:30
10/04/2013 - 12:30 e 19:30
17/04/2013 - 12:30 e 19:30
24/04/2013 - 12:30 e 19:30
Local: Sala Alziro Azevedo (Av. Salgado Filho, 340)



FICHA TÉCNICA:

Texto: TENNESSEE WILLIAMS
Direção: MATHEUS MELCHIONNA
Atuação: FERNANDA PETIT e ANDER BELOTTO
Orientação: INÊS MAROCCO
Fotos: JÉSSICA LUSIA
Agradecimentos: ELISA HEIDRICH, DI NARDI e ANNA JÚLIA AMARAL
Espetáculo originado na disciplina de COMPOSIÇÃO CÊNICA

Maiores informações no BLOG do TPE.


domingo, 7 de abril de 2013

FUTEBOL NOSSA PAIXÃO (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: A peça aborda a vida de personagens populares, moradores de uma favela. Apaixonados por futebol, têm suas vidas mudadas a partir da vinda da Copa do Mundo de Futebol em 2014, tanto pela expectativa de ver o jogo com seus próprios olhos quanto pelas mudanças que vão ocorrendo no país e na cidade.

Gênero: Teatro de Rua

12 abril – 17h – Rua da Praia/Esquina com Marechal Floriano
13 abril – 15h – Santa Tereza/Rua Xavier da Cunha
14 abril – 10h – Brique da Redenção

A Cambada de Teatro, que se autodenomina anarquista, surge em 2008 com uma intervenção cênica e segue a linha do teatro de Agitação e Propaganda.

FICHA TÉCNICA
Atuação: Ana Eberhardt, Danielle Rosa, Elisa Carbonel, Gil Santos, Kacau Soares, Pacha Carbo Junqueira, Robson Reinoso e Sandro Marques
Equipe Técnica e Contrarregagem: Felipe Fleischer, Rodrigo Brizolla e Roger Ribeiro
Texto: Livre adaptação de “Corinthians, meu amor” de César Vieira 
Máscaras, Músicas, Figurinos, Adereços, Direção, Produção e Criação: Criação Coletiva da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela
Confecção de Figurinos: Eloisa Cônsul
Confecção da Favela: Muralha Rubro Negra
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

TUDO PODE DAR CERTO - Comentário Crítico


Tudo Pode Dar Certo dirigido por Catharina Conte, abriu a programação do projeto Novas Caras da Coordenação de Artes Cênicas. Baseado no filme Whatever Works, de Woody Allen a peça traz a história de Boris, um intelectual amargurado com o mundo em que vive, sem esperança nos seres humanos e na sociedade, que tem sua rotina alterada com a visita de uma jovem vinda do interior, fugindo da clausura retrógrada de seus pais, católicos fervorosos. Percebendo sua fragilidade, Boris permite que ela fique no apartamento por alguns dias. Ela se instala e, com o passar do tempo, não aparenta ter planos de deixar o local. Até que um dia lhe diz que está interessada nele.  A partir desta premissa, muitas histórias vêm à tona, dentro deste espetáculo que é resultado de uma oficina de iniciação ministrada pela diretora, na escola da Cômica Cultural, escola responsável pela formação de uma geração de atores na cidade. Enquanto primeira experiência, o espetáculo alcança um resultado satisfatório, demostrando que a maioria destes alunos/atores iniciou suas atividades na arte teatral com o pé direito. 
E estar participando de um projeto como este, dá visibilidade ao trabalho, o que possibilita receber uma critica já no primeiro trabalho, e isto pode ser ruim, dependendo de cada ator, mesmo a crítica sendo positiva ou negativa. No caso positivo, pode levar ao ator a acomodar-se e achar que é um grande ator, se inflamando e deixando de buscar formação, e no caso de uma crítica negativa, de desestimular o aluno em sua busca teatral, o que não é o caso aqui, que vem apenas para comentar e através disto trocar ideias sobre o espetáculo apresentado. 
O trabalho em sua essência é simples, sem grandes cenários e figurinos, e se estrutura através da presença dos atores, que se esforçam para seguir as marcas da cena, que são limpas e claras. A proposta abusa dos clichês, mas que dentro da proposta é bem aproveitado. 
A encenação divide o número de atores em aproximadamente cinco personagens: Boris, a jovem e seus pais e mais alguns personagens que se colocam na ação em forma de revezamento, permitindo que cada ator tenha a oportunidade de experimentar as personas centrais, evidenciando mais de uma faceta do mesmo personagem. Por outro lado, isso atrapalha por não permitir aos atores iniciantes, uma busca mais aprofundada, já que o sistema de revezamento exige uma troca rápida, apesar de algumas soluções encontradas serem bastante eficientes. Neste caso a sugestão seria de cada aluno/ator pudesse construir apenas um personagem, mesmo que tenha uma participação pequena, porém mais consistente. 
Destacar algum ator é até injusto, pois estão todos no mesmo estágio, dedicados e entregues ao ato teatral, e o que eu mais admiro nos espetáculos de finalização de oficinas é o frescor e a vontade de estar no palco dos jovens atores, e isso é muito gostoso de ver. Mas dentro deste elenco, destaco o elenco masculino, e entre eles a presença do ator que faz o terceiro e último Bóris, pois conseguiu captar a essência do personagem, o jeito rabugento e falastrão, potencializando detalhes que os outros atores não atingiram, e também a presença de Anelise Ferreira, que tem vivacidade nas suas construções, uma firmeza e segurança em estar no palco. 
Outro destaque da peça é a quebra da quarta parede, onde o protagonista provoca tanto aos espectadores quanto aos atores, afirmando que tem gente acompanhando a ação da peça, sendo que ao final essa quebra é provocada pelos demais atores, subvertendo o jogo e o discurso do Bóris. 
“Tudo pode dar certo” é um espetáculo leve, divertido e que deve ser incentivado por revelar novos atores, e o trabalho de formação é muito importante por mostrar novos talentos a cidade. 
Direção: Catharina Conte Cecato
Elenco Andressa GH, Anelise Ferreira, Anelise Fruett, Carolina Azambuja, Clarice Cerentini, Diego Pessoa, Ismael Goulart, Jade Knorre, Juliana Minho, Márcia Rapetto, Maurício Schames, Nina Moreira e Roberta Roche e participação especial de Emilio Farias.

Este texto foi publicado originalmente no blog Olhar(es) da Cena

PADOX DANS LA CITÉ (França)


Sinopse: O que é Padox? O outro e o eu. O velho e o bebê. O estranho e o íntimo. Padox é uma personagem que abandona o palco e foge para as ruas, onde passa a atuar sob a luz do sol. Durante a intervenção urbana que é a essência do espetáculo da Compagnie Houdart-Heuclin, serão vinte Padox, todos iguais, espalhados pela cidade e dirigidos por Dominique Houdart. Eles habitarão a rua, provocando uma atenção diferente ao espaço urbano. Padox é, portanto, um olhar que observa a cidade, a sociedade, o indivíduo. Um ser “naif” que vem de fora, sem referências, que tem a ternura, o afeto e o humor como diálogo. Os Padox falam do indivíduo e do coletivo. Remetem-nos a nós mesmos e ao outro. São a imagem do homem universal.

Gênero: Performance

12 abril – 17h – Rua dos Andradas/Esquina Democrática
13 abril – 16h – Bairro Bom Jesus
14 abril – 17h – Brique da Redenção

A Compagnie Houdart-Heuclin foi criada em 1964 e rapidamente especializou-se no uso do objeto como símbolo da forma animada – que se torna extensão do ator -, e do sujeito servindo o texto, instrumento da celebração teatral. A companhia experimenta diferentes técnicas de manipulação, de acordo com a necessidade de cada espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Criação: Gerard Lepinois, Alain Roussel, Jeanne Heuclin e Dominique Houdart
Duração: 40 minutos
Faixa Etária Indicativa: Livre


sábado, 6 de abril de 2013

O BAILE DOS ANASTÁCIO (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: Riograndino Anastácio e sua esposa Minuana querem casar a filha Maria Pampiana a todo o custo e não economizam esforços na busca do pretendente. Mas para isto, o escolhido precisa, com seus dotes, impulsionar os negócios da família.

Gênero: Teatro de Rua

12 abril – 17h – Rua da Praia/Praça da Alfândega
14 abril – 11h – Brique da Redenção

A Oigalê vem desenvolvendo, desde 1999, um trabalho específico para o teatro de rua, em busca de uma dramaturgia própria para a rua, resgatando um pouco de nossa cultura através da música, das vestimentas e dos próprios autores.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu
Direção: Cláudia Sachs
Atuação: Frederico Vasques, Hamilton Leite, Karine Paz, Mariana Horlle, Paulo Brasil e Paulo Roberto Farias
Trilha Sonora: Diego Silveira, Mateus Mapa e Simone Rasslan
Figurinos e Adereços: Alexandre Magalhães e Silva
Cenografia: Luis Marasca
Auxiliar de Dramaturgia: Lia Rodrigues
Arte Gráfica: Vera Parenza
Coordenação de Produção: Giancarlo Carlomagno
Produção: Hamilton Leite, Ilson Fonseca e Vera Parenza
Patrocínio: PETROBRAS
Duração: 55 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

DOMÍNIO PÚBLICO (BARCELONA)


Sinopse: Domínio Público é como um jogo de tabuleiro em tamanho real, onde os espectadores são os protagonistas. O criador teatral Roger Bernat reúne um grupo de pessoas numa praça, e ali, naquele cenário, os “protagonistas” caminham enquanto escutam várias perguntas e instruções através dos fones distribuídos pela equipe de produção. A partir dos simples movimentos dos participantes, formam-se pequenos grupos. Estas micro comunidades refletem padrões sociais e contam uma história que Bernat orquestra com cuidado durante a apresentação, tornando-a uma ficção bizarra, divertida e imprevisível.

Gênero: Performance coletiva

14 abril – 11h – Brique da Redenção
14 abril – 14h – Brique da Redenção
14 abril – 17h30 – Brique da Redenção

Roger Bernat inicia a sua formação em arquitetura, a partir da qual se interessa por teatro. Estuda direção e dramaturgia no Instituto de Teatro de Barcelona, onde se gradua com distinção recebendo o Prêmio Extraordinário 1996, ano em que viaja até Palermo para colaborar com Thierry Salmon. Em 1997 funda General Elèctrica com Tomàs Aragay, um centro de criação de Teatro e Dança que se encerra em 2001. Bernat dirigiu as peças 10.000kg (Prêmio Especial da Crítica 1996), Confort Domèstic (Prêmio da Crítica do Texto Dramático 1997), Álbum, Triologia 70, que inclui os títulos Juventut, EUROPEA, Flors (Jordi Vilches: Prémio da Crítica ator revelação 1990) e Que algú em tapi la boca. Durante o ano de 2003 realiza Bones Intencions, Bona Gent, seis espetáculos em seis espaços autogeridos de Barcelona.

FICHA TÉCNICA
Criação, Direção e Locução: Roger Bernat/FFF
Estudantes que colaboraram com a criação: Adriana Bertran, Aleix Fauró, Anna Roca,Sonia Espinosa, Tonina Ferrer y María Salguero
Música: W.A.Mozart, A.P.Borodin, G.Mahler, A.Dvorak, B.Smetana, J.Sibelius, J.Williams y E.Grieg.
Seleção musical, edição e versões: Juan Cristóbal Saavedra Vial
Fotografia: Txalo Toloza, Cristina Fontsaré
Direção Técnica: Txalo Toloza
Grafismo: Marie-Klara González
Agradecimento: Víctor Molina e Mia Esteve
Coordenação: Helena Febrés
Uma produção de La Mekánica / APAP (Advancing Performing Arts Projects), Teatre Lliure, Centro Párraga y Elèctrica Produccions com o apoio do CONCA-Consell Nacional de la Cultura i les Arts y la Unión Europea – Dirección General de Educación y Cultura / Programa Cultura 2007-2013 y el INAEMMinisterio de Cultura de España.
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Indicativa: 16 anos

* As instruções dadas através dos headphones têm a opção de tradução em português.

** Limite de participantes: 135 pessoas
http://ftrpa.com.br/

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O OLHAR DO OUTRO (PELOTAS - RS)


Sinopse: Olhar do Outro é inspirado em “A Gaivota” de Anton Tchekhov. É uma investigação de caráter interdisciplinar que busca uma possível abordagem para a relação cena, cidade, vídeo e internet. O grupo navega nas profundezas de Nina e Trepliov – figuras foco desta composição – o que conduz os atores a uma inevitável reflexão sobre a condição do artista e seu duplo.

Gênero: Performance

12 abril – 18h30 – Praça XV
13 abril – 18h – Belém Novo/Praça Antônio Inácio da Silva

FICHA TÉCNICA
Direção e Cenário: Alexandra Dias
Atores e pesquisadores: Ana Laura Barros Paiva, Lumilan Noda, Tai Fernandes e Tatiana Duarte
Dramaturgia: O grupo a partir de “A Gaivota” de Anton Tchekhov, de Rubens Figueiredo e de “Os Filhos de Kennedy” de Robert Patrick
Figurino: O grupo e Larissa Martins
Trilha sonora original, Vídeos e Coordenação Técnica: Thiago Rodeghiero
Iluminação: Juliano Bonh Gass
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Indicativa: livre

O ENCONTRO DE SHAKESPEARE COM A CULTURA POPULAR: ROMEU E JULIETA (Maracanaú/CE)


Sinopse: A história de amor juvenil de Romeu por Julieta é transposta para um terreiro de reisado, onde são agregadas as figuras de Mateus, Catirina e Jaraguá, além de príncipes, guerreiros e um frei a mediar o embate dos Montecchio e dos Capuleto. As duas famílias não se bicam e conspiram para o trágico desfecho. A expressão corporal é apoiada em lutas de espadas, danças e brincadeiras como pau de fita e roda de coco. Ou seja, dois clássicos na gangorra: o bardo e o folguedo. Os artistas jogam com esses elementos e ainda tocam e cantam, catalisando a roda de espectadores de todas as idades, do início ao fim.

Gênero: Teatro de Rua/Tragédia

12 abril – 16h30 – Rua da Praia / Praça da Alfândega
13 abril – 16h – Ilha da Pintada/Praça Capitão Coelho
14 abril – 15h – Brique da Redenção/Próximo ao Monumento do Expedicionário

O núcleo de Maracanaú, cidade a 35 km de Fortaleza, vê seu oitavo espetáculo coroar o trabalho de formação de jovens e a pesquisa com base na cultura popular da qual não arreda pé desde o nascimento, em 2003. Teatro de rua, boneco, máscara e circo, sobretudo na figura do palhaço, são as principais referências dos nove atores. Eles têm entre 19 e 24 anos e apresentam no FTRPA uma versão daquela que é talvez a peça mais conhecida do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616).

FICHA TÉCNICA
Autor: William Shakespeare
Adaptação: Victor Augusto
Direção: Diego Mesquita e Mario Jorge Maninho
Elenco: Aldebaran Faustino, Assis Lima, Henrique Rosa, Lu Nunes, Mario Jorge Maninho, Paula Albuquerque, Rafael Melo, Rayane Mendes e Sudailson Kennedy
Músico: Rafael Marquito
Figurinos: Dielan Viana e Lu Nunes
Realização: Grupo de Teatro Garajal e Instituto Garajal de Arte e Cultura Popular 
Duração: 80 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

A VIDA SEXUAL DOS MACACOS (RS)


Agora em abril, o público porto-alegrense terá nova oportunidade de gozar o premiado espetáculo do Teatro Sarcáustico, A Vida Sexual dos Macacos, cujo texto original (Prêmio Açorianos de Teatro 2008 de Melhor Dramaturgia), chupa ideias de escritores contemporâneos como Ernest Cline, Nicky Silver, David Foster Wallace, Phillip Roth, Sergí Belbel dentre outros, e transpira criatividade e ousadia. 

Daniel Colin (Prêmio Braskem em Cena 2009 de Melhor Ator) interpreta Felipe, um personagem desorientado, tanto moral quanto sexualmente, que vem desnudar seus segredos na frente do público, expondo-se de maneira engraçada, mordaz e surpreendente. Utilizando objetos exóticos, como um mp3 player, Daniel Colin leva a plateia ao êxtase, encenando situações comuns - porém marcantes! - a todos nós, como o primeiro beijo, as mudanças corporais, a primeira transa, o primeiro amor etc. 

Com um clímax surpreendente, A Vida Sexual dos Macacos é uma comédia engraçadíssima, que relembra à platéia a importância de pararmos nossa correria diária, para podermos escutar os outros. Escutem a história de Felipe e guardem seus segredos! 

SERVIÇO: 

TEATRO SARCÁUSTICO apresenta 

A VIDA SEXUAL DOS MACACOS 
Direção: Felipe Vieira de Galisteo 
Dramaturgia original: Daniel Colin e Felipe Vieira de Galisteo (Prêmio Açorianos de Teatro 2008 de Melhor Dramaturgia) 
Referências Bibliográficas: Ernest Cline, Nicky Silver, David Foster Wallace, Sergí Belbel, Phillip Roth dentre outros. 

Elenco: 
Daniel Colin (Prêmio Braskem em Cena 2009 de Melhor Ator) 
e participação especial de Douglas Dias 

ÚNICAS APRESENTAÇÕES: 
06 e 07 DE ABRIL (Sábado e Domingo, às 20h) 
Na Sala 309 da Usina do Gasômetro
Ingressos: R$20,00 
 (Desconto de 50% para idosos, estudantes e classe artística) 

*O espetáculo não é recomendado a menores de 16 anos!

QUANDO EU TINHA - Comentário Crítico


“Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário (saltar) mergulhar”.

“Quando eu tinha” foi o primeiro espetáculo apresentado dentro do projeto Teatro Aberto da Coordenação de Artes Cênicas de Porto Alegre neste ano. O espaço é destinado a grupos de teatro que tenham uma proposta experimental, e é justamente esse caráter que permeia todo o trabalho do Grupo Duo em Contato, criado pelos atores André Macedo e Marcia Berselli, existente desde 2010.
A proposta do trabalho é bastante interessante em sua concepção, pois traz a tona questões que envolvem temas como o binômio morte/vida e suas memórias. O espectador tem um papel relevante dentro do espetáculo, pois contribui efetivamente com suas reminiscências sobre a morte, através de depoimentos escritos. Outro elemento que aproxima o espectador da proposta é a cachaça oferecida ao público e que além de agradar aqueles que gostem de uma cachacinha para aquecer ou iniciar uma comunhão entre atores e espectadores, tem um significado bastante singular que remete ao mote da morte, e que me leva a pensar que a cachaça é para “beber” o morto, prática utilizada em velórios ou rituais religiosos.
A encenação parte do contato entre os corpos dos atores, que pesquisam o Contato Improvisação na prática do ator, e justamente o interessante desta pesquisa é o que os atores levam para cena, que não é uma simples improvisação, mas a presença viva e potente que esta pesquisa proporciona para a dupla de artistas.
Dentre todos os elementos do espetáculo a presença e disponibilidade dos atores são admiráveis, pois a narrativa é fragmentada, privilegiando o corte e a produção de sentidos através das imagens dos corpos em ação. As metáforas presentes na cena são recheadas de signos que faz com que cada espectador elabore seus sentidos a partir de suas experiências pessoais. Textos como o do peixe que quer pular para fora do aquário ou fragmentos como a cena do cinema expõe o cerne da proposta, que é trazer à tona a questão da morte, porém de forma leve, dentro de uma proposta teatral, de um jogo onde se misturam o passado, o presente, a memória real (relato dos espectadores) versus a memória ficcional (dramaturgia e relatos dos atores).
E quanto aos atores a presença de ambos é a força motriz da peça, com grande disponibilidade corporal, além de os mesmos serem os responsáveis pela operação da iluminação e sonoplastia. Marcia Berselli consegue construir uma figura que demostra sua verdade através do olhar e de seus movimentos limpos, precisos e ajustados. André Macedo demostra ótima preparação corporal, mas percebe-se uma ansiedade que em diversos momentos atrapalha na fruição da cena. Macedo é o responsável por criar figuras que fazem parte da narrativa, como o gato, por exemplo, figuras estereotipadas, mas que funcionam dentro do contexto da obra.
A iluminação é básica e simples, mas se utiliza de momentos de penumbra, onde em algumas cenas percebemos apenas a presença dos corpos em cena, vultos que se deslocam, e dançam, detonando o espirito poético deste experimento cênico que encerra com um lindo texto.

Elenco: André Macedo e Marcia Berselli
Orientação: Professora Laura Backes
Grupo Duo em Contato: www.duoemcontato.blogspot.com.br

Este texto foi publicado originalmente no blog Olhar(es) da Cena.

UM CERTO CAPITÃO VERÍSSIMO (RS)


Sala Álvaro Moreyra
De 05 a 21 de abril
Sextas e sábados, às 21h, domingos, às 20h

Um Certo Capitão Verissimo é uma transcriação teatral do vasto universo do escritor Erico Verissimo. Lírico, cômico, dramático, musical e épico, o espetáculo traz uma composição de fragmentos de textos literários, depoimentos, poemas e discursos, personagens vindos do continente e do mundo dos mortos, que se misturam entre falas, diálogos, sombras, músicas e imagens em uma livre poética cênica.

Textos Erico Verissimo
Roteiro Paulo Mauro e Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Concepção Deborah Finocchiaro e Paulo Mauro
Direção Paulo Mauro
Atuação Deborah Finocchiaro, Elaine Regina, Leandro Roos Pires, Marcelo Adams
Musicistas Denise Fontoura e Deborah Finocchiaro
Iluminação Paulo Mauro e Leandro Roos Pires
Cenário Vicente Saldanha e Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Figurinos Arlete Cunha e Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Produção executiva Daniela Lopes
Assistência de produção Franciele Aguiar
Coordenação geral Deborah Finocchiaro

quinta-feira, 4 de abril de 2013

HELENA PEDE PERDÃO E É ESBOFETEADA (São_Paulo/SP)


Sinopse: A encenação traz na essência a sobreposição de linguagens: uma televisão instalada na rua permite um recorte de telenovela para o espetáculo, ao mesmo tempo em que a cena ocorre ao vivo na rua, estabelecendo uma relação imediata com o público. O sarcasmo e a paródia marcam o tom das personagens, inspiradas em filmes hollywoodianos e em telenovelas brasileiras.

Gênero: Teatro de Rua/Melodrama

12 abril – 17h – Rua da Praia/Esquina com a Uruguai
13 abril – 17h – Planalto/Praça 11 de dezembro Av. Engenheiro Francisco Rodolfo Simch, 60
14 abril – 13h – Brique da Redenção/José Bonifácio

O grupo Tablado de Arruar surgiu em meados de 2001 e, inicialmente, tinha o objetivo claro de trabalhar com teatro de rua, para que pudesse se aproximar do tema que mais interessava aos integrantes: a metrópole e suas contradições. Durante seis anos de trabalho intenso nas ruas, o Tablado de Arruar pesquisou, criou três espetáculos e apresentou-se em diversos espaços e cidades. A partir da primeira peça, A Farsa do Monumento, que partia de linguagens mais tradicionais do teatro de rua, investigou diversas maneiras de tratar a temática central de seu trabalho – a vida urbana e seus conflitos numa megalópole como São Paulo.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Alexandre Dal Farra
Direção Geral: João Otávio
Elenco: Alexandra Tavares, Clayton Mariano, Ligia Oliveira e Vitor Vieira
Cantora: Joana Flor
Vídeomaker: Leila Bana
Direção de Arte: Eduardo Climachauska
Maquiagem: Carolina Costa
Direção Musical: Alexandre Dal Farra
Treinamento de View Points: Amanda Lyra
Direção de Produção: Tablado de Arruar
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

quarta-feira, 3 de abril de 2013

ENFIM UM LIDER (Florianópolis/SC)


Sinopse: A intervenção urbana Enfim um líder, do Erro Grupo, de Florianópolis, é um acontecimento teatral que se desenvolve ao longo de três dias. A performance em questão explora a expectativa que se cria durante a espera de um líder e é nesse período que se constroem as ações. O grupo se inspirou em frequentes instantes de nosso cotidiano onde o ato de esperar é uma constante, focando a ideia de um ser idealizado, questionando o latente desejo presente nos humanos em encontrar um herói, uma pessoa para qual se possa dar total poder de decisão da vida.

Gênero: Intervenção Urbana

10 abril – 07 às 18h30 – Rua da Praia/Esquina Democrática
11 abril – 07 às 18h30 – Rua da Praia/Esquina Democrática
12 abril – 07 às 18h – Rua da Praia/Esquina Democrática

O ERRO nasceu no ano de 2001, em Florianópolis, a partir do objetivo de seus integrantes de experimentar a arte como intervenção no cotidiano das pessoas e sua interdisciplinaridade de conceitos e áreas de linguagem. O grupo, através da construção de situações, pesquisa a união das linguagens artísticas, o performer, a invasão do espaço público e a diluição da arte no cotidiano. Assim, o ERRO interfere nos fluxos cotidianos, na paisagem urbana e nos meios de comunicação, procurando outros modos de viver e de se inserir na cidade, seja na arquitetura, na cultura regional ou nas características urbanas de cada local.

FICHA TÉCNICA
Autores: Luana Raiter e Pedro Bennaton
Elenco: João Garcia, Luana Raiter, Luiz Henrique Martins, Sarah Ferreira, Michel Marques e Thaís Penteado
Direção de Arte e Design Gráfico: Júlia Amaral e Luana Raiter
Fotos: Júlia Amaral e Pedro Bennaton
Produção: ERRO Grupo
Direção: Pedro Bennaton
Duração: 40 hrs divididas em 03 dias (07 às 19h)
Faixa Etária Recomendada: Livre

VIDA ALHEIA (RS)


03, 10, 17 e 24 de abril
Teatro de Câmara Túlio Piva
Quartas às 20h

Entrada Franca

Flagrantes do cotidiano do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX que Artur Azevedo soube, como ninguém, transpor para os palcos, o que observava nas ruas e nas casas. Em cena, quatro atores se revezam em vários personagens, que transitam pelo palco, contando suas histórias, às vezes trágicas, outras nem tanto, mas sempre numa linguagem simples, sem faltar com uma forte pitada satírica, marca registrada de Artur Azevedo.
Elenco Ana Paula Aguiar, Gabriel Motta, Julio Lhenardi, Kariny Schoenfeldt 
Concepção e Figurinos J. Alceu             
Iluminação e Trilha Sonora Uecla Oiluj
Operação de Som e Luz Leo Nardi         
Dramaturgia e Direção Gabriel Motta
OUVIDORIA DA COORDENAÇÃO DE ARTES CÊNICAS

terça-feira, 2 de abril de 2013

CORSÁRIOS INVERSOS (Porto_Alegre/RS)


Sinopse: Em tempos de guerra e paz, sem regras e sem pertencer a reinados ou a qualquer governo, transitam os Corsários Inversos, autênticos heróis fora da lei. Desbravadores da poesia e da percepção, eles navegam pelas almas saqueando os sentimentos em busca da sensibilidade por meio da troca. Com suas épicas estórias, a nau da trupe conduz o público ao além-mar da imaginação, dando novo significado ao cotidiano que passa despercebido ao olhar. E são eles, os poetas-piratas que convidam o público de todas as idades a adentrar em um universo de imagens e sensações. Buscadores do mais valioso tesouro, os atores propõem um sutil e divertido jogo entre os personagens e a plateia, encontrando no olhar o porto seguro para um precioso escambo de sentimentos. Para isso, se utilizam de diferentes linguagens teatrais, como a música, o teatro de animação e a poesia.

Gênero: Teatro de Rua

12 abril – 17h – Rua da Praia/Esquina com a Caldas Júnior
13 abril – 15h – Vila Maria da Conceição/Campo Vermelhão
14 abril – 14h – Brique da Redenção

O Grupo Mosaico Cultural é um coletivo de artistas plásticos, cenógrafos, atores, bonequeiros e músicos que acreditam na transformação através da arte. Buscador da beleza pela diferença, o grupo investiga o universo do teatro de rua, animação, da música e da poesia, criando uma atmosfera que nos permite alcançar mundos e emoções inimagináveis.

FICHA TÉCNICA
Criação: Grupo Mosaico Cultural
Atores, manipuladores e músicos: Rafa Cambará, Ju Cambará e Nando Cambará
Produtora Cultural: Dida Ortiz
Duração: 60 minutos
Faixa Etária Recomendada: Livre

NAQUELE BAIRRO ENCANTADO (Belo_Horizonte/MG)


Sinopse: Um grupo de mascarados visita um bairro da cidade povoando o cotidiano dos moradores com imagens saudosistas do passado. No Episódio I – “Estranhos vizinhos”, o público é convidado a fazer um passeio pelo bairro, no qual os mascarados realizam ações cotidianas e estabelecem relações com os moradores e transeuntes. Já no Episódio II – “Ensaio para uma Serenata”, o grupo sai pelas ruas oferecendo canções nas residências, com um repertório constituído de canções populares de meados do século passado.

Gênero: Habitação teatral

09 abril 07h às 19h Vila Ipiranga
10 abril 07h às 19h Vila Ipiranga
11 abril 07h às 19h Vila Ipiranga

O Grupo Teatro Público nasceu em 2011, a partir da realização do projeto Residência Teatral no Bairro Lagoinha, ação desenvolvida por professores e atores formados pelo Teatro Universitário da UFMG, com a participação da atriz Portuguesa Sofia Cabrita. A partir dos princípios cênicos das manifestações populares brasileiras, como a Folia de Reis, o grupo tem experimentado novas formas de relação entre teatro e sociedade, atribuindo destaque especial ao potencial da ficção no cotidiano da cidade. Ao colocar o espaço urbano e seus habitantes como elementos centrais da cena, as ações desenvolvidas pelo grupo procuram focar e discutir as relações entre atores, público e o espaço teatral.

FICHA TÉCNICA
Direção e concepção original: Rogério Lopes
Dramaturgia: Larissa Alberti
Direção Musical e Preparação Vocal: Eberth Guimarães
Orientação Musical: Helena  Mauro
Atores criadores: Diego Poça, Larissa Alberti, Marcelo Alessio, Rafael Bottaro, Rafaela Kênia, Rogério Lopes
Participação Especial: Fernando Linares
Figurinos: Juliana Floriano
Criação e confecção de máscaras: Fernando Linares
Orientação teórica: Elisa Belém
Composição original da música “Naquele Bairro Encantado”: Raphael Sales e Larissa Alberti
Filmagem e fotografia: Naum Produtora
Designer e produção gráfica: Matheus Alberto e Pedro Veloso
Produção: Rafaela Kênia e Rafael Bottaro
Realização: Teatro Público
Duração: Episódio I, 3 dias; Episódio II, 3 dias
Faixa Etária Recomendada: Livre

ARRUMADINHO (Santos/SP)


Sinopse: Um cortejo profético e anunciador dá a largada ao espetáculo onde seis gerentes de venda e suas respectivas visões de mundo e de mercado, através de um jogo intenso com o público, provocam, criticam e questionam o homem moderno, bem como a pateticidade que o cerca em relação ao trabalho e ao sonho de prosperidade.Arrumadinho, da Trupe Olho da Rua, é uma revista épica – urbana. Uma brincadeira de pular corda ou uma ode as indústrias farmacêuticas.

Gênero: Comédia

12 abril – 17h – Rua da Praia/Esquina Democrática
13 abril – 16h – Sarandi/Praça Professor Silva Nunes / Rua Xavier de Carvalho, 274
14 abril – 16h30 – Brique da Redenção / José Bonifácio

A Trupe Olho da Rua surgiu em 2002 com o objetivo de pesquisar, exercitar e difundir o gênero, suas dimensões artísticas e cidadãs. As referências são a linguagem do palhaço, músicas de bases melódicas e percussivas, teatro épico e farsesco. O grupo montou nove peças afeitas à farsa, ao circo, ao épico e ao musical.

FICHA TÉCNICA
Criação Coletiva. Direção: Zeca Sampaio
Assistente de Direção: Caio Martinez Pacheco
Atores: Caio Martinez Pacheco, João Paulo Pires, João Luiz Pereira, Raquel Rollo e Rogério Ramos
Equipe Técnica: Danielle Coelho e Letícia Padilha
Direção Musical: Coletiva
Figurinos, Cenário e Sonoplastia: Trupe Olho da Rua
Produção: Raquel Rollo e Caio Martinez Pacheco
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

CRY BABY CRY! UM TRÍPTICO CÊNICO (São Paulo/SP)


Sinopse: Como seria ter uma conversa privada em meio ao caos urbano? Uma conversa a dois, como se as pessoas estivessem em uma bolha transparente que ameniza os sons da cidade, mas não impede a percepção de suas imagens? Um silêncio assim se instaura e o espaço torna-se uma “bolha urbana”. O Performa, dirigido por Matheo Bonfitto, aposta aqui no infantilismo e suas manifestações e propõe um tríptico cênico: três ações que revelam ao mesmo tempo a própria autonomia e uma profunda interrelação, utilizando dinâmicas que visam a criação de um espaço de reflexão e de experiência sensível, de pesquisa de linguagem e de ampliação perceptiva.

Gênero: Intervenção/Performance e Teatro de Rua

* O público interessado em participar da experiência performática deve enviar e-mail para contato@ftrpa.com.br ou entrar em contato pelo telefone 051 3289 8061.

10 abril – 11h – Largo Glênio Perez
10 abril – 15h – Largo Glênio Perez/Rua dos Andradas
10 abril – 18h – Largo Glênio Perez

11 abril – 11h – Largo Glênio Perez
11 abril – 15h – Largo Glênio Perez/Rua dos Andradas
11 abril – 18h – Largo Glênio Perez

12 abril – 11h – Largo Glênio Perez
12 abril – 15h – Largo Glênio Perez/Rua dos Andradas
12 abril – 18h – Largo Glênio Perez

O Performa é um Núcleo de Pesquisa e Criação Cênica fundado em 2000 por Matteo Bonfitto, Beth Lopes e Yedda Chaves, com o objetivo de desenvolver um trabalho de exploração artística constante, que pode agregar artistas de diversas linguagens, assim como profissionais e não-profissionais de várias áreas. Cada projeto, portanto, pode envolver diferentes colaboradores assim como pode gerar diferentes procedimentos criativos. Nesse sentido, ao invés de catalisar somente desejos e buscas semelhantes, objetiva trabalhar, em cada projeto, com diversidades sociais, culturais e até artísticas. Dentre as obras produzidas pelo Núcleo até o presente momento, algumas se destacam: Silêncio/Silence apresentado no Festival de Bayonne-Biarritz; Em Lugar Algum/Anywhere apresentado no Festival de Edimburgo; Descartes apresentado no Studio Theatre de Londres; e Nativo/Native, concebido e apresentado em Nova Iorque.

FICHA TÉCNICA
Direção: Matteo Bonfitto
Atuação e Criação: Gisela Dória e Matteo Bonfitto
Técnico de Luz, Vídeo e Som: Renato Alves
Duração: 150 minutos divididas em 03 dias de 50 minutos
Faixa Etária Recomendada:Livre

segunda-feira, 1 de abril de 2013

MEDEAMATERIAL (RS)


Dias 5,6 e 7 de abril - 21h
Mezanino da Usina do Gasometro
Ingressos no local
A partir do texto Margem Abandonada Medeamaterial Paisagem com Argonautas, de Heiner Müller, o Levanta FavelA traz a tona uma discussão a respeito da violência contra a mulher e as formas de dominação masculina nos dias de hoje. Através da história vemos até onde a submissão feminina pode chegar e quais as conseqüências de um levante cheio de ira e vingança.

Ficha Técnica:

Ana Eberhardt (Ama e Tânatos)
Danielle Rosa (Medea)
Karitha Soares (Hécate e Mãe a reboque)
Felipe Fleischer (Bilheteria e Equipe Técnica)
Gildo Santos (Iluminação)
Roger Ribeiro (Contarregragem)
Robson Reinoso (Homem do Peep Show e Sísifo)
Paula Lages (Contrarregragem)
Sandro Marques ( Jasão e Gláucia)

Imagens:
Pedro Knast e Patrícia Knast
Edição: Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA...

Apoios:
Cia de Arte
Coletivo Muralha Rubro Negra
Comunidade Autônoma Utopia e Luta

LANDELL DE MOURA - O INCRÍVEL PADRE INVENTOR (RS)



Texto de Hercules Grecco com direção de Camilo de Lélis

No início do sec. XX, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928) realizou a transmissão da voz humana sem o uso de fios, através de ondas eletro-magnéticas. Apesar de patentear seus inventos no Brasil e EUA, não obteve reconhecimento e apoio financeiro para desenvolver suas pesquisas em nosso país. Landell investigava, também, a hipnose e os fenômenos ditos parapsicológicos. Ele próprio era dotado de poderes paranormais e, muitas vezes, foi considerado praticante de bruxaria. O espetáculo narra a epopeia de Landell, desde a juventude - quando Lulu, uma prostituta de luxo, se apaixona por ele - mostrando as glórias e vicissitudes do inventor gaúcho, até o final de sua vida, quando ele tem uma revelação fantástica sobre sua missão espiritual e científica.
O espetáculo foi indicado na última edição do Prêmio Açorianos nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Renata de Lélis), Iluminação (Fernando Ochoa) levando o Prêmio de Melhor Iluminação. 


Programação:
Teatro Renascença 
De 04 a 21 abril de 2013 – Quintas, Sextas e Sábados, às 21h, domingos, às 18h30.

Teatro Renascença - Centro Municipal de Cultura - Av. Erico Veríssimo, 307 – Porto Alegre


Serviço:
Espetáculo: Landell de Moura - O Incrível Padre Inventor
Texto: Hercules Grecco
Direção: Camilo de Lélis
Elenco: Leonardo Barison, Renata de Lélis, Luis Franke, Marcos Chaves, Ariane Guerra, Rafael Franskowiak, Plinio Marcos Rodrigues, Wagner dos Santos.
Trilha Sonora: Marcelo Delacroix
Cenário, Adereços e Efeitos: Alexandre Fávero
Criação de Luz: Fernando Ochôa
Contraregragem e Luminotécnica: Flávio Silveira
Coreografia: Carlota Albuquerque
Figurino: Fabrizio Rodrigues
Fotos: Vilmar Carvalho
Produção: Silvia Abreu
Realização: Silvia Abreu Produções Artísticas e Culturais Ltda e Cia Teatral Face & Carretos
O Projeto "Landell de Moura - O Incrível Padre Inventor" foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes - FUNARTE no edital Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010”.