quarta-feira, 8 de setembro de 2010

KLEINTON & KLEDIR em MONTENEGRO!


SESC Montenegro Convida:
Kleiton & Kleidir

12/09- domingo as 20h
Teatro Roberto Atayde Cardona

Dizem que fazer canções é uma maneira de abrir o coração e contar histórias. É o que Kleiton & Kledir fazem nesse novo trabalho, marcado pelo símbolo da amizade e do prazer de compartilhar com os outros o que se tem de melhor. A dupla sobe ao palco em formato mais acústico em duo, K&K com seus violões e violino, para relembrar antigos sucessos como Deu pra Ti, Vira Virou, Nem Pensar, Paixão...  mas principalmente para mostrar as novidades do repertório de “Autoretrato”, CD/DVD de inéditas, que vem recebendo elogios da crítica de todo Brasil. A canção título é uma conversa entre dois amigos, onde cada um fala de si e revela seus segredos. Autoretrato acaba de ganhar o premio Açorianos de melhor DVD MPB.



ingressos a venda no SESC Montenegro ou na bilheteria do teatro das 19h do dia 12/9
R$.  5,00  comerciários
R$. 15,00 empresários, estudantes, artistas e acima de 60 anos
R$. 30,00 público em geral

MAIORES INFORMAÇÕES:
Lucimaura Rodrigues
Agente de Cultura e Lazer
SESC Montenegro
51-3649 3403

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por Você! Espetáculo da Troupe Xipô de Montenegro.


Volto a falar aqui no blog sobre a Trope Xipô e seu "POR VOCÊ" espetáculo apresentado na sexta-feira dia 3 de setembro no Teatro Terezinha Petry Cardona. Está foi a 3ª vez que assisti o espetáculo e aproveitei para levar junto comigo alguns amigos que não tinham assistido ainda. Chegando no teatro, que já estava praticamente lotado já se percebia que o público já esperava afoito a mais uma apresentação da Troupe, que já é um xodó da cidade, pelo carisma, mas principalmente pela qualidade do trabalho e pelo profissionalismo de toda equipe técnica, prata da casa. O espetáculo é resultado da união dos trabalhos de conclusão do curso de dança da Uergs de Suzana Schoelkoff e Márcio Barreto e se trata de um espetáculo onde as artes se manifestam de maneira hibrida, e na minha opinião aí que reside a grande força do espetáculo. Posso listar aqui as manifestações artísticas que estão inseridas em "Por Você": música executada ao vivo, materializada através da guitarra de Alex, da bateria de Márcio e do acordeon também de Marcio. Também temos a presença de Suzana Schoelkoff cantando a música tema do espetáculo. Temos a dança que está presente em todo o espetáculo. Temos a inserção do vídeo (aliás belos vídeos, muito bem produzidos!). Temos o palhaço. Temos a perna de pau. Temos o tecido ( Daniel Barcelos arrasa neste número!). Temos as artes plásticas através dos figurinos belos! Temos o ilusionismo, através da luz negra! Temos o lirismo, o sonho, a fantasia e enxergamos a alegria e felicidade daqueles artistas em realizarem este espetáculo, e isso reflete no público, em mim e em você, pois este espetáculo e pra você, é POR VOCÊ. 
Se este comentário fosse uma crítica, seria dificil falar dos pontos negativos, pois são tantos momentos maravilhosos que esquecemos os pontos negativos, se é que existem. Mas vamos lá, vamos tentar entender um pouco isso. 
Adoro o inicio do espetáculo, com a Suzana enlouquecida cantando a música "Por Você", e ao mesmo tempo a projeção do vídeo super bem bolado, em seguida aparecem dançarinos onde enxergamos apenas as suas silhuetas e partes dos seus movimentos, pois temos a presença da luz negra, mais um ponto na criatividade, principalmente quando eles baixam as calças e só enxergamos a palavra VOCÊ nos bumbuns dos dançarinos, excelente!!! Seguimos com a entrada de artistas com pernas de pau e outros ao chão executando uma coreografia, mas vou comentar aqui os momentos que eu mais me emociono, por exemplo, aquela cena em que uma dançarina entra com um pano amarelo e quando vemos o Márcio está atrás com o acordeon e começa a tocar, de repente entra o Marcos fazendo malabares atrás, é simples, mas é lindo, lirico, poético, de cortar o coração. Outro ponto alto é a cena logo após o vídeo, com o balanço, linda mesmo! Os figurinos são destaque a parte. Daniel Barcelos no tecido é tenso mas maravilhoso e os Marcucos no nº do tecido também arrassam! O único ponto negativo talvez esteja na resolução de uma melhor aproveitação das trocas, das ligações de algumas cenas, preenchendo melhor, ao invés de nós apenas ficarmos vendo os artistas amarrarem o tecido ou abrir ou prender a cortina, algo poderia estar acontecendo enquanto isso acontece, a não ser que seja propositalmente, o que não chega a atrapalhar em nada o brilhantismo do espetáculo, parabéns a todos os integrantes e que este espetáculo tenha vida longa, e muita estrada pela frente. Destaco o todo do elenco, a contribuição de cada um, mas não poderia deixar de    parabenizar Suzana, Márcio, Daniel e Gilbran pela energia e vigor demostrados no palco, não que os demais não tenham, mas nestes pelo menos eu percebo no olho a vontade de estar ali, dançando, presente!!!

“Por Você” é um espetáculo que transita pelas linguagens da dança, teatro, circo, música ao vivo e recursos de multimídia. Este “trânsito” é protagonizado por atores, bailarinos, músicos e artistas circenses. Todos, experimentando a versatilidade do artista enquanto criador e, o desenvolvimento da personagem, como o elemento que instiga e necessita destas descobertas para existir.Tem como fundamental significado a liberdade de expressão que ultrapassa o domínio técnico do corpo, abrangendo uma extensão mais expressiva da individualidade e especificidade de cada componente do grupo. O tema gira em torno da “diversão” propriamente dita. A brincadeira com as redundâncias, com a cor e a energia do palhaço e com a forma lúdica de amar. É uma obra atemporal, que, transporta o espectador a um mundo lírico, resgatando a ingenuidade da infância e a beleza da vida. No palco, os artistas, representam em 60 minutos, este universo, divertido e eclético, repleto de som.


A Troupe Xipô é formada por Daniel Barcellos, Gilbran Menna Barreto, Marcos Guarani, Marcio Barreto, Maria Leonor Ritter, Silvia da Silva Lopes, Suzana Schoellkopf.

domingo, 5 de setembro de 2010

ENSAIO ABERTO


No dia 25 de Agosto foi realizado o 1ª ensaio aberto do Grupo Válvula de Escape, dentro do Projeto CENA EM CONSTRUÇÃO, no subsolo da Estação da Cultura. Foi muito positivo o resultado, pois a idéia era permitir a abertura do processo criativo do grupo ao público e este respondeu muito bem a nossa proposta. Lembro que dois meses atrás quando fiz a proposta para o grupo fui rechaçado, tendo como resposta que não era necessário uma ação como esta, que não teríamos nada para compartilhar, mas depois de transcorrido o ensaio percebo o quanto ele nos foi norteador, pois como estamos trabalhando partindo de variados fatores que foge um pouco do teatro comum, estas ações servem para nos dar uma direção. Primeiro pelo fato de estarmos trabalhando com um texto literário, um romance da autora Clarice Lispector, "A hora da estrela", enfrentando todas as diversidades e dificuldades que emergem quando temos que adaptar um gênero literário para o dramático e este realmente esta sendo um grande desafio, segundo pelo fato de o espetáculo ser apresentado em um espaço alternativo, fora do palco italiano, o que também gera outros desafios, pelo fato de antes ainda não termos trabalhado com este tipo de teatro, mas o espaço tem sido ao mesmo tempo um desafio e um estímulo, pois ele tem muito a nos oferecer enquanto elemento fundamental da nossa construção, e ensaiar todos os dias neste espaço tem se mostrado fundamental.
Clarice é um mistério, desvendá-la ou melhor, tentar desvendá-la e transformar o seu texto em ação tem possibilitado ao Válvula de Escape um grande avanço enquanto artistas e enquanto humano, pois antes de qualquer coisa, posso dizer que somente o fato de estarmos reunidos diante de sua obra, debatendo, rabiscando, traçando paralelos com outros autores, dialogando com outras formas artísticas, tem sido revelador para cada integrante e quando somado a isso a preocupação de compreender e transformar estas informações em teatro para levar ao outro, já vale cada minuto que temos dispensado a este projeto.
Voltando ao ensaio aberto que contou com a participação de 30 espectadores, confesso que foi surpreendente para nós, pois percebemos o que está funcionando e o que não está, cortamos algumas cenas e testamos o espaço, a relação ator-espectador, ator-espaço e espaço-espectador e chegamos a conclusão que o espetáculo poderá comportar no máximo 25 espectadores por apresentação, pelo fato que a ação da peça ocorre em múltiplos espaços, onde o espectador é um voyer da ação, espiando e participando de todo o itinerário traçado pela narradora. Outra questão foi o teste da trilha sonora executada ao vivo pelo novo integrante do grupo, o músico Elton Ambrozi, que aliás, funcionou e muito bem, inclusive ao debate final foi muito elogiado pelo público, e por isso ganhará mais espaço em nossa encenação. Pontos negativos foi a questão da narradora, que terá que guiar mais o público, sendo que este as vezes se sentiu deslocado, perdido, não sabendo ao certo para onde ir (o que na minha opinião não seria negativo), mas que temos que encontrar a medida certa. Como era um ensaio, avisei que poderíamos a qualquer momento parar uma cena e recomeçar tudo de novo, mas não foi necessário, pois transcorreu tudo muito bem! Saliento que a participação dos atores foi muito comprometida e profissional, cada um dando o melhor de si para que tudo ocorresse da melhor forma possível.
Depois desta experiência e segundo o relato de algumas pessoas penso que estamos no caminho certo, apesar de termos diante de nós muito trabalho ainda até a nossa estreia dia 27 de novembro, mas o Válvula de Escape provou que frente aos desafios temos que baixar a cabeça e trabalhar para tentar sempre o melhor. O próximo cena em construção será realizado no dia 5 de outubro.

LAVOURA ARCAICA! Ausência de diálogos e presença de imagens brilhantes!

LAVOURA ARCAICA

Gostaria de compartilhar aqui a minha grande experiência em assistir o filme Lavoura Arcaica. Digo experiência, pois o filme te permite exatamente isso: experimentar através da lente da câmera, adentrar no espaço de uma família que honra as suas tradições, e quando estas entram em desarmonia, muitas coisas podem acontecer. Filme belíssimo, que eu adiei e muito em assisti-lo, mas que não me arrependo de nenhuma de suas longas duas horas e 40 minutos de pura beleza cênica, plástica, visual, auditiva, enfim, uma verdadeira ode visual.
Lavoura Arcaica é um filme brasileiro de 2001, dirigido por Luiz Fernando Carvalho. O roteiro é baseado no romance homônimo de Raduan Nassar, publicado em 1975.

Lavoura Arcaica narra em primeira pessoa a história de André, que se rebela contra as tradições agrárias e patriarcais impostas por seu pai e foge para a cidade, onde espera encontrar uma vida diferente da que vivia na fazenda de sua família. Quando é encontrado em uma pensão suja em um vilarejo por seu irmão Pedro, passa a contar-lhe, de forma amarga, as razões de sua fuga e do conflito contra os valores paternos.
Sem ordem cronológica, André faz uma jornada sensível a sua infância, contrapondo os carinhos maternos e os ensinamentos quase punitivos do pai. Este valoriza acima de tudo o tempo, a paciência, a família e a terra, fiado na doutrina cristã. Mas André não aceita esses valores. Ele tem pressa, quer ser o profeta de sua própria história e viver com intensidade incompatível com a lentidão do crescimento das plantas. Nesse trajeto, a paixão incestuosa por sua irmã Ana, e sua rejeição, exercem papel fundamental na decisão de fugir da casa da família. A mãe desesperada manda o primogênito Pedro buscá-lo para tentar reconstruir a paz familiar. Trazido de volta para a fazenda, André é recebido por seu pai em uma longa conversa e uma festa que, ao invés de resolverem o conflito, evidenciam a distância intransponível entre as gerações. Por essa razão, a história é muitas vezes descrita como uma versão invertida da parábola do filho pródigo.Realizado sem um roteiro prévio, Carvalho fez questão de utilizar o livro como fonte primária de todas as falas do filme.A trilha sonora foi realizada de maneira semelhante, com a presença do compositor Marco Antônio Guimarães, líder do grupo instrumental mineiro Uakti, durante as leituras. A música de Guimarães utiliza temas típicos da música árabe e faz uma citação d'A paixão segundo São Mateus de Bach. Muitas cenas não têm diálogos, apenas a música, que toca às vezes por vários minutos. A direção de fotografia é de Walter Carvalho, que utilizou muitos contrastes de luz e sombra e em alguns momentos deixa a imagem fora de foco, construindo uma estética quase abstrata. 
O filme foi sucesso de crítica no Brasil e no exterior, tendo recebido mais de 25 prêmios em diversas categorias de festivais e mostras nacionais e internacionais. As características mais elogiadas foram a fidelidade ao texto original, a fotografia, a direção, a música e as interpretações de Selton Mello, Raul Cortez e Juliana Carneiro da Cunha, atriz que faz carreira teatral bem sucedida na Europa mas que até esse filme era praticamente desconhecida no Brasil. O filme foi considerado por muitos como um trabalho brilhante e um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos.
O filme não se tornou um sucesso do grande público e esteve em exibição em poucas salas de cinema no ano de sua estréia. Muitos atribuem isso à longa duração, à lentidão ocasionada pelas muitas cenas com ausência de diálogos ( o que eu achei ótimo), à fotografia quase abstrata em alguns momentos (linda a fotografia do filmo todo!) e à interpretação teatral (interpretação brilhante). Luiz Fernando Carvalho utiliza o perfeccionismo com grande ferramenta, sua fidelidade ao texto original (que também foi definida como subserviência ao livro), pelo uso da narração, o que torna a obra dificil para o grande público, jamais ruim, pelo contrário, extraordinária!
Lavoura arcaica foi o primeiro filme de Luiz Fernando Carvalho, que também realizou diversos trabalhos para a televisão, como as telenovelas Renascer (1993), O Rei do Gado (1996) e Esperança (2002) e as minisséries Os Maias (2001), Hoje é dia de Maria (2005), A Pedra do Reino (2007) e Capitu (2008). O filme foi realizado inteiramente em uma locação, em uma fazenda do interior de Minas Gerais. Nela, os atores e a equipe técnica passaram nove semanas, durante as quais aprenderam a trabalhar a terra, ordenhar, fazer pão, bordar e dançar como uma família de origem libanesa. O próprio autor do texto original, Raduan Nassar, esteve presente durante esta etapa.A atriz Simone Spoladore não tem nenhuma fala no filme, mas teve uma preparação mais longa que a dos demais atores, pois teve que aprender a dançar para as duas festas que aparecem no filme. O personagem "André" é vivido por Selton Mello, mas a sua voz enquanto narra em off suas memórias é do diretor Luiz Fernando Carvalho. 

Prêmios
   Grande Prêmio BR de Cinema (2002)
"Melhor Atriz" (Juliana Carneiro da Cunha) e "Melhor Fotografia".
Festival de Montréal (2001)
§  Prêmio de "Melhor Contribuição Artística".
Festival de Brasília (2001)
§     "Melhor Filme", "Melhor Ator" (Selton Mello), "Melhor Atriz Coadjuvante" (Juliana Carneiro da Cunha) e "Melhor Ator Coadjuvante" (Leonardo Medeiros).
Mostra de Cinema de São Paulo (2001)
§  Prêmio do Público.
Festival de Cartagena
§  "Melhor Filme", "Melhor Diretor", "Melhor Fotografia" e "Melhor Trilha Sonora".
§  Festival de Havana (2001): "Prêmio Especial do Júri", "Melhor Ator" (Selton Mello), "Melhor Fotografia" e "Melhor Trilha Sonora".
ABC Trophy (2002)
§  "Melhor Fotografia de Longa Metragem".
Festival de Buenos Aires do Cinema Independente (2002):
§  Prêmio ADF de Fotografia, Prêmio do Público, Prêmio Kodak e Menção Especial para Luiz Fernando Carvalho.
Festival de Guadalajara (México - 2002)
§  "Melhor Filme", pelo juri internacional.

sábado, 28 de agosto de 2010

IMAGENS DO ENSAIO ABERTO

DENTROFORA em São Paulo



Depois de realizar várias temporadas de sucesso em Porto Alegre, chega a São Paulo mais esse sucesso gaúcho e que destacamos por aqui.
Em setembro, a Inconformada Companhia de Moda, Design e Teatro (In.Co.Mo.De-Te) apresenta a peça DentroFora. Inspirada em Hide and Seek, texto do escritor americano Paul Auster, e influenciada por obras como Esperando Godot, de Samuel Beckett, DentroFora é uma metáfora sobre o homem contemporâneo e sua imobilidade frente ao cotidiano. A peça será encenada do dia 2 ao 5 e de 9 a 12, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo.
Dirigido por Carlos Ramiro Fensterseifer, o espetáculo traz duas personagens - chamados homem e mulher - que estão presos cada um em uma caixa. Interpretados por Nelson Diniz e Liane Venturella, eles discutem sua condição, suas memórias e o sentido de situações, palavras e vontades.
DentroFora estreou em 2009 e é a mais recente montagem do In.Co.Mo.De-Te. Foi indicada ao Prêmio Açorianos de Teatro 2009 em oito categorias (melhor espetáculo, direção, melhor ator, melhor atriz, iluminação, trilha sonora, figurino, cenário), e foi selecionada para o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto.
DentroFora quinta a domingo 5 setembro
quinta 
a domingo 12 setembro
sempre às 
20h
entrada franca - ingresso distribuído com meia hora de antecedência não recomendado para menores de 14 anos
Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô] | informações 11 2168 1777 | www.itaucultural.org.br
imagem:Nelson Diniz | foto: Alex Ramirez/divulgação

terça-feira, 24 de agosto de 2010

NAUFRÁGOS, espetáculo do RJ em Montenegro!

 Na 5ª feira tem o espetáculo "NAUFRÁGOS" diretamente do Rj, com a presença de um velho conhecido do público gaúcho, o ator Marcelo Aquino, atualmente radicado no Rio, Marcelo Aquino faz parte de uma geração de atores gaúchos que participou de diversos grupos e espetáculos de muito sucesso em nossos palcos. Vou citar apenas alguns que eu pude assistir como: " A HISTÓRIA DO PRÍNCIPE QUE NASCEU AZUL", espetáculo infantil encantador e lindo, "O AUTO DA COMPADECIDA" e o "PAGADOR DE PROMESSAS", ambos pelo Depósito de Teatro no auge do Grupo. Enfim, apenas para citar alguns. Então vale a pena conferir mais uma promoção do SESC Montenegro. 

SERVIÇO
26/08- quinta-feira
as 20h
no Teatro Therezinha Petry Cardona
Ingressos:
 R$. 5,00 comerciários, estudantes, artistas e acima de 60 anos
                R$. 10,00 empresários
                R$. 15,00 público em geral

Cia. ESPAÇO EM BRANCO apresenta sua AGENDA para 2º Semestre!

Cartaz_ALICE_ilustração Talita Hoffmann.jpgAmigos, a agenda da Cia. Espaço em BRANCO está cheia nesse segundo semestre de 2010!

A Cia. vai estrear dois novos espetáculos: Anatomia da Boneca  e  A Fome ! 

Voltará a apresentar Em Trânsito com entrada franca, Homem que não vive da glória do passado no Porto Alegre em Cena. 

ALICE faz curta temporada na Galeria La Photo, se apresenta no Caxias em Cena e no Teat(r)o Oficina em São Paulo. Vejam a programação abaixo e no link


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Cia. Espaço em BRANCO

AGENDA 2º SEMESTRE 2010

Anatomia da Boneca
Caxias do Sul/RS:
ESTRÉIA: 1 de setembro (qua) às 20h
Caxias em Cena
Teatro do Sesc


ALICE
Porto Alegre/RS:
2, 3, 4 de setembro (qui, sex e sáb) às 20h
13 de setembro  (seg) às  19h30.
Galeria La Photo
(Travessa  da Paz, 44, Bairro Bom Fim. 51-32216730)
Caxias do Sul/RS:
18 de setembro (sáb) às 20h
Caxias em Cena
São Paulo/SP:
6, 13, 20, 27 de outubro (qua) às 21h
Teat(r)o Oficina
(Rua Jaceguay, 520, Bixiga. 11-31062818)


Em Trânsito
Porto Alegre/RS:
8, 15, 22, 29 de setembro (qua) às 12h30 e 19h30
ENTRADA FRANCA
Sala Alziro Azevedo
(Av. Salgado Filho, 340. 51-33084372/74)


 Homem que não vive da glória do passado
Porto Alegre/RS:
                23 de setembro (qui) às 22h
                Porto Alegre em Cena
                Teatro de Câmara Túlio Piva
                (Rua da República, 575. 51- 32898093/94)


A Fome
Porto Alegre/RS:
                ESTRÉIA: 3, 10, 17, 24 de novembro (qua) às 22h
                Espaço OX
                (Rua João Telles esquina Av. Osvaldo Aranha. 51- 33121347)

  

OS ESPETÁCULOS

Anatomia da Boneca

O espetáculo/performance multimídia Anatomia da Boneca é um processo  investigativo em torno do universo feminino e da performance-arte como território de amplificação das fronteiras do teatro e dos artistas do corpo. O projeto utiliza o hibridismo de linguagens para a criação e execução do trabalho: intervenções performáticas em lugares inusitados, fotografia como performance e vídeos editados em tempo real na cena. Anatomia da Boneca é a construção do feminino via o inorgânico, ou seja, do ponto de vista da boneca. Nossa surpresa ao começar o processo de dissecação do corpo feminino foi não encontrarmos vísceras e sangue, mas outras mulheres, imagens e comportamentos. Aqui o feminino não é ser geneticamente mulher, com o sexo, mas é uma construção de comportamento, definida pelo cenário de cada cultura social e estética. O feminino se dá por ação, ou seja, uma construção, em última análise, performática. Anatomia da Boneca é a viagem através destes comportamentos-fantasmas que achamos em nossa cirurgia sensível, uma devolução pública da matéria pública que nos forma. Judith Butler, no livro Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity, estabelece interlocuções com diferentes autoras, entre as quais destaca-se Simone de Beauvoir. No debate com a escritora, Butler indica os limites dessas análises de gênero que, segundo ela, pressupõem e definem por antecipação as possibilidades das configurações imagináveis e realizáveis de gênero na cultura. Partindo da emblemática afirmação "A gente não nasce mulher, torna-se mulher", Butler aponta para o fato de que "não há nada em sua explicação [de Beauvoir] que garanta que o 'ser' que se torna mulher seja necessariamente fêmea".

Criação: Andressa Cantergiani e João de Ricardo
Performance e dramaturgia: Andressa Cantergiani
Direção, vídeo ao vivo e dramaturgia: João de Ricardo
Criação de videos: Fernanda FerrettiLívia MasseiAndressa Cantergiani e João de Ricardo
Criação de luz: Carina Sehn
Figurino: Andressa dos Anjos
Próteses corporais: Cisco Vasquez
Preparação e Orientação de Movimento: Evandro Pedroni
Espaço e adereços: Andressa Cantergiani e João de Ricardo
Trilha Sonora: Barracuda Project
Produção: Sheila Zago
Fotos: Carlo Vidor e Geraldine Moojen
Assessoria de comunicação: sujeito_coletivo

 anatomiadaboneca.jpg




ALICE

Espetáculo livremente inspirado nos livros de Lewis Carroll. Convidados de um banquete de Desaniversário, a Hora do Chá, o público é parte do jogo de cartas, do jogo da peça.  Aborda o universo nonsense das obras originais através da performance art, propondo o diálogo entre tecnologias, a autonomia do performer e a liquefação das barreiras entre arte e vida, bem como entre palco e platéia. ALICE é um convite a vivenciar o País das Coincidências, o encontro entre obra e público quer celebrar-se, depende de todos construir a jornada.

Direção e Atuação: Sissi Venturin
Orientação: Tatiana Cardoso


Iluminação: João de Ricardo
Operação de video e áudio: Leonardo Remor
Direção e Arte dos vídeos: Sissi Venturin e Leonardo Remor
Fotografia e Montagem dos vídeos: Tiago Coelho
Finalização de vídeo e áudio: Marcos Lopes

Ilustração e Design Gráfico: Talita Hoffmann
Colaboração criativa, afetiva e intuitiva:
Marina MendoLeonardo Machado e João de Ricardo
Apoio: Grupo Falus & Stercus



 Cartaz_ALICE_ilustração Talita Hoffmann.jpg




Em Trânsito

Peça escrita durante o processo de construção de Teresa e o Aquário pelo diretor João de Ricardo, com inspiração nos trabalhos de improvisação e relatos do ator Lisandro Bellotto. O Homem de Em Trânsito é solteiro, sem filhos, cultiva relações superficiais e passageiras com parceiros diversos sem nomes, muitas vezes sem rostos; sente-se perdido e está altamente violentado pela sociedade que o cerca. Há amargura em seu cotidiano, suas memórias de infância se tornam uma fuga prazerosa. Ele está dentro de seu carro, preso num congestionamento, lá fora cai uma chuva torrencial, é inverno. Seu celular toca insistentemente, o Homem sem atender a ligação, enfurecido, devaneia sobre sua vida, seus desejos e sua infância.



Direção e Produção:  Sissi Venturin
Atuação:  Lisandro Bellotto
Dramaturgia e videos:  João de Ricardo
Sonoplastia e Figurino:  Sissi Venturin
Foto:  Bruno Gularte Barreto


 Em Trânsito_foto Bruno Gularte Barreto_3.jpg



Homem que Não Vive da Glória do Passado

Performance coletiva que questiona a solidão e o bizarro desejo de sucesso que acompanham o homem contemporâneo. Irônica e surreal história de um cara comum, mais um desses ilhados no fundo de seus apartamentos, só tendo contato com a vida através das telas de computador e da televisão. Um João que se vê desafiado por uma situação limite: certo dia, sem nenhuma explicação, todas as mulheres do mundo morrem.  João terá que tomar decisões drásticas para continuar vivo. Decisões que o colocarão frente a frente com os limites da sua "civilização", mas poderão torná-lo um homem de sucesso.



Direção e Dramaturgia:  Bruno Gularte Barreto e João de Ricardo


Performer:  João de Ricardo
Iluminação:  Carina Sehn
Sonoplastia:  Douglas Dickel
Vídeos:  Bruno Gularte Barreto e João de Ricardo
Câmera, Assistência geral e de multimídia:  Pedro Karam
Assistência e finalização de multimídia: Caroline Barrueco
Produção e Assistência de Direção:  Sissi Venturin
Foto:  Bruno Gularte Barreto


 Homemquenãovivedaglóriadopassado_ foto Bruno Gularte Barreto.jpg


A Fome

A Fome é o segundo monólogo da Trilogia da Morte, precedido da peça Parque de Diversões. Em cena, a atriz vive uma mulher em mais uma sessão de análise, os espectadores cumprem o papel de cúmplices, os ouvintes a quem a personagem irá contar o motivo de ser aquela uma sessão especial. Num diálogo pessoal, a relação traçada entre palco e platéia é mais que confidencial. A personagem atravessa como numa balsa os pontos de vista sobre uma trajetória, uma ponte na memória... Durante o desenrolar da situação, o relato, cheio de ironia, é um gole seco de veneno no ouvido. A cena beira o absurdo, seu drama foge ao realismo e entra num clima fantástico e delirante. O amor é, claro, guia desse percurso, embriagado, armado, machucado. Não se trata de uma abordagem superficial do tema, mas epidérmica com certeza.

Dramaturgia: Marcos Contreras e Sissi Venturin
Direção e atuação: Sissi Venturin
Iluminação: Carina Sehn

CONTATOS