segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MI QUERIDA (URUGUAI)


Dias 18, 19 e 20, às 18h – Teatro Carlos Carvalho
Mi querida é baseada em um conto de Anton Tchekhov. Uma mulher de idade madura recebe os espectadores em sua casa, oportunidade que aproveita para contar aspectos de sua vida, seus amores e desamores. Entre solidão e ternura, o personagem transita permanentemente entre o humor e a desolação, passando por todos os estados de ânimo, representante exemplar dos personagens que o célebre autor construiu ao longo de sua dramaturgia e que a autora Griselda Gambaro retoma com uma dose adicional de perplexidade e lirismo. Com essa montagem, Isabel Schipani, uma das atrizes mais reconhecidas do teatro uruguaio, recebeu em 2011 seu terceiro prêmio de Melhor Atriz. Alfredo Goldstein era um dos mais respeitados críticos teatrais do Uruguai, profissão que exerceu durante vinte e cinco anos, até decidir que a atividade de diretor de teatro – função que exerce desde 1983 - era prioritária. Como crítico, foi contemplado com Prêmio Florêncio da Crítica Uruguaia. Uma das mais festejadas obras uruguaias desta edição do Porto Alegre em Cena, a mostrar a excelência de uma atriz em pleno domínio de sua arte e talento.

Ficha técnica:
Direção: Alfredo Goldstein / Texto: Griselda Gambarro / Elenco: Isabel Schipani / Trilha sonora: Fernando Ulivi / Cenário e Figurino: Hugo Millán / Iluminação: Andrés Gonzáles / Duração: 55min / Recomendação etária: Livre

ESTAMIRA - BEIRA DO MUNDO (RJ)


Dias 18, 19 e 20, às 22h - Teatro de Câmara Túlio Piva
Estamira – beira do mundo conta história de uma catadora de lixo, doente mental crônica, com uma percepção do mundo surpreendente e devastadora. A peça não é só um documentário sobre Estamira, mas também um depoimento pessoal e artístico de Dani Barros, que reconheceu na história da personagem da vida real retratada no filme de Marcos Prado parte de sua experiência pessoal. O pano de fundo da história é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá são encontradas cartas, memórias, histórias que não conseguimos jogar fora. Dani Barros e Beatriz Sayad assinam a dramaturgia. Além de ganhar o Prêmio Shell 2011, Prêmio APTR e Prêmio Questão de Crítica na categoria Melhor Atriz, o espetáculo recebeu indicações ao Prêmio APTR (Melhor Espetáculo, Melhor Autor e Melhor Produção), Prêmio Questão de Crítica (Melhor Espetáculo) e Prêmio Qualidade Brasil (Melhor Atriz Drama). 
Ficha técnica:
Direção: Beatriz Sayad / Texto: Beatriz Sayad e Dani Barros / Elenco: Dani Barros / Iluminação: Tomas Ribas / Direção musical: Lucas Macier e Fabiano Krieger / Figurino: Juliana Nicolay / Operação de luz: Sandro Lima / Técnico e Operador de som: Tiago da Silveira / Direção de produção: Dani Barros / Produção executiva: Gabriela Rocha / Produção: Ana Kutner / Realização: Momoenddas Produções Artísticas / Duração: 70min / Recomendação etária: 14 anos

MADRES AL LÍMITE (URUGUAI)


Dias 18 e 19, às 21h – Teatro CIEE

Para a montagem teatral de Madres al límite criada a partir de reportagens publicadas por Mónica Bottero em seu livro Mujeres al límite, o diretor uruguaio Omar Varela buscou a cena essencial: cinco atrizes, cinco cadeiras e um cenário vazio. Atrizes excepcionais, das mais relevantes da história do teatro uruguaio foram selecionadas para esta montagem. Solitárias, preenchem o palco com carisma e emoção incomuns ao emprestarem seu talento aos depoimentos sobre distintas experiências da maternidade. Em relatos intensos e comoventes, as histórias se sucedem em interpretações surpreendentes, o que pode ser atestado pelo título do comentário de Jorge Arias (crítico teatral e padrinho da 18ª edição do festival) sobre o espetáculo: “Quando brota sangue do teatro”. As histórias verídicas dessas mulheres brindam o público com uma experiência teatral repleta de humanidade. Oportunidade única para o público gaúcho reencontrar algumas das atrizes que, durante esses anos todos do “Em Cena”, têm brindado o festival com momentos inesquecíveis, Madres al límite se impõe como escolha teatral obrigatória.

Ficha técnica:
Texto: Mônica Bottero / Adaptação e Direção: Omar Varela / Assistência de direção: Gustavo Casco / Elenco: Nidia Telles, Gabriela Iribarren, Jenny Galván, Marisa Bentancur e Estela Medina / Figurino: Nelson Mancebo / Iluminação: Carlos Torres / Trilha sonora: Alberto Magnone / Duração: 100min / Recomendação etária: 15 anos

domingo, 16 de setembro de 2012

TOCAIA (RS)


Dia 17 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Ernesto Pasqualini - Restinga
Dia 18 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Afonso Guerreiro Lima – Lomba do Pinheiro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
Inspirado no universo regionalista, especialmente nos contadores de causos do interior do Brasil, Tocaia simula uma “contação” na qual três atores representam um crime de sangue. O espetáculo valoriza a corporalidade e o caráter tragicômico da atuação, revelando uma visão, ao mesmo tempo, irônica e amarga sobre a fatuidade do destino humano. Tocaia faz parte do projeto Teatro como veículo de diálogo sócio-cultural, em que, através do Teatro de Rua, os atores do Terceira Margem Grupo de Teatro buscam construir conhecimentos artísticos sobre brasilidade. O espetáculo realizou 15 apresentações em bairros como Restinga, Mário Quintana, Bom Jesus, Vila Cruzeiro, Ilha da Pintada, dentre outros, com o financiamento do Fumproarte da Secretaria Municipal da Cultura e participou do 4º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre.
Ficha técnica:
Direção: Xico de Assis / Texto: Terceira Margem Grupo de Teatro / Elenco: Marcelo Fantin, Rodrigo Ruiz e Xico de Assis / Músicos: Fernando Ávila e Gabriel Görski / Cenários, Figurino e Adereços cênicos: Marco Fronckowiak / Direção musical: Luciana Prass / Produção: Eliza Pierim / Realização: Terceira Margem Grupo de Teatro / Duração: 70 min / Recomendação etária: 16 anos

EL REY SE MUERE (URUGUAI)


Dias 17, 18 e 19, às 19h – Teatro do SESC
Texto assinado pelo célebre dramaturgo Eugène Ionesco, a obra converte a morte em tema absurdo e surpreendente. Humor e delírio estão entrelaçados nessa que é considerada a comédia mais prolixa do autor. O rei Berenguer, um cidadão comum e casado pela segunda vez, deve encarar os excessos que cometeu ao longo de sua vida como monarca e que, atualmente, se recusa a morrer. Nesse enfrentamento conhecerá o medo, a negação e a angústia comum a todos os mortais. O texto alcança camadas profundas ligadas à sociedade do século XXI e, por isso mesmo, tem sido aclamado como um clássico contemporâneo. O espetáculo, rara oportunidade de ver encenado um texto de Ionesco, é um grande desafio teatral, onde o foco está colocado na interpretação, repleta de ritmo e de humor. Do mesmo grupo da montagem Los padres terribles, de Jean Cocteau.

Ficha técnica:
Direção: Alberto Zimberg / Iluminação: Martín Blanchet / Texto: Eugène Ionesco / Tradução: Carla Mosctatelli, Leonor Svarcas e Alberto Zimberg / Adaptação: Carla Mosctatelli, Leonor Svarcas e Alberto Zimberg / Elenco: Roberto Bornes, Noelia Campo, Carla Moscatelli, Sergio Muñoz, Sebastián Serantes e Leonor Svarcas / Trilha sonora: Ojos del cielo / Produção musical: Marcelo Fernández, Gustavo Antuña e Ignacio Gutiérrez / Figurinos: Paula Villalba / Cenografia: Claudia Schiaffino e Beatriz Martinez / Produção executiva: Diego Acosta / Duração: 70min /  Recomendação etária: Livre

POEMÚSICA (RJ)


Dias 17 e 18 de setembro, às 21h - Theatro São Pedro
Ver e ouvir Augusto de Campos, ao lado de seu filho Cid Campos e da gaúcha Adriana Calcanhotto, é um presente à plateia do Em Cena. Na apresentação intermidiática meio inclassificável (seria uma fala-show, show-fala ou showversa, entreouvista?, como anuncia o release original), o grande poeta brasileiro rememora passos de sua trajetória poética ligada à música, utilizando-se de vídeos, fotos e manuscritos inéditos entremeados de canções e recordações. Os inícios da poesia concreta, música para ser “ouvista”. A presença de Adriana Calcanhotto, que tem interpretado o trabalho de ambos em seus discos e performances, magnetiza a cena com brilho e inteligência. Poemúsica propõe interpretações musicais e oralizações ao vivo, com os três artistas abrindo espaço para um encontro poético-musical com Caetano (de Viva Vaia a Pulsar), as performances de Poesia é risco (já apresentadas no festival) e a presença de Provença no trabalho de Adriana. Para deleitar olhos e ouvidos e celebrar a reunião de três grandes artistas brasileiros.
Ficha técnica:
Direção, produção musical, voz, violão Synth e laptop: Cid Campos / Voz, guitarra e cello: Adriana Calcanhotto / Voz: Augusto de Campos / Iluminação: César Ramires / Duração: 80min / Recomendação etária: Livre

CICLO - OS DESTERRADOS (RS)



O espetáculo Ciclos – Os Desterrados retorna aos palcos neste domingo, 16 de setembro, às 21h, no Teatro CIEE, com entrada gratuita, dentro da programação do 19º Porto Alegre em Cena. Ao final da apresentação, o festival homenageia a diretora e coreógrafa da montagem, Morgada Cunha, vencedora do Prêmio Joaquim Felizardo de 2007, pela sua contribuição para a dança no Rio Grande do Sul.
Ciclos celebra as influências dos negros na cultura brasileira, com destaque para herança introduzida no país durante o ciclo da cana. O espetáculo marca o reencontro de integrantes do Grupo de Dança da UFRGS, que encerrou suas atividades em 1983. A ideia da volta aos palcos surgiu no ano passado, no aniversário de 77 anos de Morgada, uma das professoras de dança mais renomadas de Porto Alegre. Em seguida, o grupo iniciou os ensaios, mesclando preparação corporal, pesquisa de referências da dança contemporânea e estudos sobre a história do ciclo da cana-de-açúcar.
A montagem apresenta a chegada dos negros no país e o trabalho pesado na lavoura, lançando um olhar para as festas na senzala, os cantos, as dan­ças e a religiosidade dos escravos. Outros aspectos da vida no Brasil colonial, como a Lei do Ventre Livre, a exportação da cana, a alfor­ria e o carnaval também estão presentes nas cenas de Ciclos – Os Desterrados. A discriminação, principal temática do espetáculo, é abordada através da interação dos bailarinos com os tecidos que compõem a cenografia.
Imagens de artistas como Jean-Baptiste Debret, Cândido Portinari e Pierre Verger, que retrataram os negros em momentos históricos distintos, inspiraram a montagem. Outro elemento fundamental é a trilha sonora, com a presença de sons de tambores de Burundi e instrumentos africanos tribais gravados pelo Olodum. Canções como Xangô, com arranjo de Heitor Villa-Lobos e cantada por um coral, e Acalanto da Rosa, de Claudio Santoro e Vinícius de Moraes, integram o espetáculo, que ainda apresenta a trilha percussiva de Claudio Calcanhoto.

Ficha Técnica
Direção e coreografia: Morgada Cunha
Assistente de coreografia: Raul Voges
Direção de palco: Adans Marroquín / Raul Voges
Preparação corporal: Adans Marroquín e Margareth Leyser
Aderecista: Maria do Carmo Farias Duarte
Confecção de indumentárias: Dinorá Correa da Silva
Iluminação e sonorização: Taylor Araújo
Gravação da trilha sonora: D’Acapo
Fotografia: Antônio Carlos Cardoso
Trilha Sonora: Claudio Calcanhoto

Elenco:
Angélica Martins
Carlos Rudnei A. Dos Santos
Denise Kundzin
Gilson Nunes
Kerima Coda
Leci Ranzi
Margareth Leyser
Margô Taube
Rafael Machado
Simone Aguiar
Thyago Cunha

Apoio: Clínica Arthemysa


Ciclos Os Desterrados com o Grupo de Dança Morgada Cunha
Dia: 16 de setembro de 2012, domingo
Horário: 21h
Local: Teatro CIEE (Rua Dom Pedro II, 861)
Entrada gratuita – (bilheteria aberta a partir das 20h)
Estacionamento térreo

DO IT (RS)


Retorna em temporada, as segundas e terças de Setembro, o espetáculo

DO IT, no Bar Ocidente.

O Grupo Teatro de Ensaio apresenta de 10 a 25 de Setembro o espetáculo DO IT. As apresentações serão no Bar Ocidente, tradicional casa noturna da Capital, localizada no Bairro Bom Fim, que está com seu espaço cultural, chamado “OX”, reformulado para receber atrações culturais. As sessões começam a meia noite em ambos os dias, sendo uma temporada Off-Festival Porto Alegre em Cena.

Com a chegada de um aluno estrangeiro, cinco colegiais descobrem o teatro e aprendem a lidar com as diferenças. Através da encenação das lembranças dos atores, de momentos importantes de suas vidas no contexto familiar e escolar, da descoberta da arte como forma de expressão, os jovens aprendem, com os textos de Shakespeare, Molière e Tchekhov, o ofício teatral. Ao mesmo tempo, o confronto com as diferenças culturais, as opções sexuais e as perdas demonstram que o teatro só acontece e se mantém vivo através do trabalho em grupo, unido pela aceitação do outro, e produtivo pela diversidade.

A peça, que teve excelente temporada de estréia na Sala Álvaro Moreyra em Junho, com casa lotada. Com produção da Palco Aberto Produtora, o espetáculo tem atuações de Andrei Dornelles, Iassanã Martins, Kayzee Fashola, Maillin Rezende, Marco Sório e Rodrigo Scalari, figurinos de Rosangela Cortinhas, iluminação de Luiz Acosta e ambientação cênica de Fiapo Barth.
Do it

de 10 a 25 de Setembro

Bar Ocidente (Av.Osvaldo Aranha, 960)

Segundas e Terças à MEIA-NOITE

Ingressos: R$ 30, 00

Meia entrada para maiores de 60 anos, estudantes e classe artística

sábado, 15 de setembro de 2012

MOSTRA DE CINEMA 50 ANOS L.C. BARRETO

Mostra reúne clássicos do cinema brasileiro em Montenegro. 


O Sesc Montenegro realiza no mês de setembro a mostra “50 Anos da Produtora LC Barreto”. Haverá a exibição de vários clássicos do cinema brasileiro. As sessões acontecerão de 17 a 22 de setembro sempre às 9h, 14h e 20h, com entrada gratuita. 

A mostra 50 anos da LC Barreto – que engloba 11 títulos fundamentais de nossa recente história cinematográfica. Em atividade desde os anos 1960, a produtora foi responsável pela produção de clássicos como Vidas Secas (1963), Garrincha, a alegria do povo (1965), Bye bye Brasil (1980), Lição de amor (1975) e o filme Dona Flor e seus dois maridos (1978), que por mais de 30 anos foi a maior bilheteria do cinema brasileiro, sendo batido somente por de Tropa de Elite 2 (2010).  Além desses títulos também podemos lembrar que a produtora LC Barreto representou duas vezes o Brasil na cerimônia do Oscar, com os filmes O quatrilho (1995) e O que é isso companheiro? (1996), ambos indicados ao prêmio de melhor filme estrangeiro. Nesses 50 anos a produtora LC Barreto investiu em filmes tanto do gênero documentário – Isto é Pelé (1975) e Garrincha, alegria de um povo (1965) – quanto da ficção. No ficcional criou filmes com características estéticas diversas, como Inocência (1985) Beijo no asfalto (1984) e Lição de amor (1975). Todos esses títulos estão na mostra que o Arte SESC – Cultura por toda parte programaram para o mês de setembro no Espaço Vida Unimed de Montenegro.

Maiores informações sobre datas e horários dos filmes contate: 
SESC Montenegro
R. Capitão Porfírio, 2205 - Fone: (51) 3649.3403




GRUPO CORPO em BENGUELÊ/SEM MIM (MG)


GRUPO CORPO

em Benguelê e Sem Mim

Dias 22 e 23 de setembro de 2012, sáb às 21h e dom às 19h no Teatro do Sesi


Grupo Corpo retorna a Porto Alegre com um espetáculo que reúne dois grandes balés da companhia:Benguelê (1998) e Sem Mim (2011), com sessões dias 22 e 23 de setembro, sábado, às 21h e domingo, às 19h, no Teatro do SesiBenguelê é uma exaltação ao passado africano e às suas marcantes e profundas raízes na cultura brasileira. Ora festivos, ora ritualísticos, os movimentos sugerem danças tribais, em que a representação de figuras humanas, vergadas pelo tempo, ou animalizadas, pontuam a apresentação. A diversidade rítmica ganha vida ao som da música inspirada do compositor, cantor e violonista João Bosco. EmSem Mim – que após um ano de sua estreia poderá ser visto pela primeira vez na Capital – o grupo é embalado pela trilha urdida a quatro mãos pelo viguês Carlos Núñez e pelo brasileiro José Miguel Wisnik a partir do conjunto de peças de Martín Codax. Nas sete canções, datadas do século XIII, o poeta se pronuncia sempre em nome da mulher; mais especificamente de jovens apaixonadas que pranteiam a ausência ou festejam a iminência do regresso do amado-amigo. Rodrigo Pederneiras assina a coreografia de ambos os balés, evocando, em Benguelê, ritmos como o maracatu, o candomblé e o congado, e trazendo, em Sem Mim,uma partitura de movimentos na alternância entre calmaria e fúria e no vaivém próprio das ondas do mar. O Grupo Corpo tem o patrocínio da Petrobras, FURNAS e SESI através da Lei Federal de Incentivo à cultura.

DESPEDIDA DE PALHAÇOS (RS)


Dia 16 às 16h – Praça Inácio Antônio da Silva – Belém Novo
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Cansados da condição de vida do artista brasileiro, dois palhaços, PiróCa e Karvalho, realizam sua última apresentação antes de partirem em busca de uma vida menos ordinária. Nessa apresentação, são surpreendidos por um garoto órfão, cheio de esperanças, que sonha ser artista de circo e embarcar nessa aventura com eles. Na bagagem, as frustrações e trapalhadas dessa trajetória, enquanto compartilham o sonho de encontrar um mundo onde a arte seja reconhecida. Uma comédia debochada que brinca com as mazelas de ser artista no Brasil e nos revela a fantástica busca por um pouco de esperança. Financiado pelo FUMPROARTE, Despedida de palhaços é o mais novo espetáculo do grupo Falos & Stercus, que este ano completa 21 anos de trajetória. Com essa peça o Falos volta às origens ao utilizar o teatro de rua como ferramenta de jogo direto com o público, surpreendendo-o em seus trajetos cotidianos e interagindo com a paisagem urbana. O cenário do espetáculo é também o meio de transporte dos palhaços: uma espécie de triciclo gigante carinhosamente apelidado de “Traquingonça”. Com mais de 4 metros de altura, o triciclo é obra do artista plástico e cenógrafo do grupo Luis Marasca, vencedor das edições 2008 e 2010 do Prêmio Açorianos, como Melhor Cenografia. 
Ficha técnica:
Direção: Marcelo Restori / Dramaturgia: Fábio Cunha, Fábio Rangel e Marcelo Restori / Elenco: Fábio Cunha, Fábio Rangel e Fredericco Restori / Iniciativa, Projeto e Produção geral: Fábio Rangel / Cenografia: Luis Marasca / Assistente de cenografia: Lia Rodrigues / Figurinos: Daniel Lion / Trilha Sonora: Fabrício Licks / Fotografias: Antonio Ternura, Tuane Engels e Fernando Pires / Assistente de produção: Cristina Kessler / Realização: Falos & Stercus / Duração: 40 min/ Recomendação etária: Livre

UM VERDADEIRO COWBOY (RS)


Dia 17 às 22h – Teatro de Câmara Túlio Piva
Um verdadeiro cowboy traz ao palco um velho que acaba de perder sua esposa e antevê a sua própria solidão e abandono.  Sua filha aparece algumas vezes para cuidá-lo, evidenciando uma relação altamente conflituosa e problemática, refletindo a rede das relações humanas. Quando o velho se encontra no ápice da sua solidão e lhe parece sobre-humana a dificuldade de continuar vivendo, aparece na sua frente uma figura fantástica: o cowboy John Wayne. Esta possibilidade de escapar pela via da fantasia, traz vida ao velho, e enche a montagem de leveza e comicidade. A peça aborda, de forma tocante e agradável, temas tão difíceis como a velhice e a morte. Roberto Oliveira completou 35 anos de teatro e foi premiado em várias de suas atuações no cinema (Festival de Lima-Peru; Prêmio José Lewgoy do Cinema Gaúcho) e no teatro (Decameron, de Luiz Henrique Palese, Cia. Stravaganza; O estranho Sr. Paulo, de Camilo de Lélis, Face & Carretos). 
Ficha técnica:
Direção: Liane Venturella / Elenco: Roberto Oliveira, Elisa Heidrich, Marcelo Johann / Figurinos: Liane Venturella / Cenário: Modesto Fortuna / Iluminação: Cláudia de Bem / Produção executiva: Francine Kliemann / Produção geral: Associação Cultural Depósito do Teatro / Duração:60 min / Recomendação etária: 14 anos

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

ILHADOS - ENCONTRANDO AS PONTES (PE)


Dias 15, 16 e 17, às 23h – Sala Álvaro Moreyra

Dois corpos, dois momentos e muitas pontes. O lugar desenhado nos corpos, a dança carregando o lugar para todo e qualquer lugar. Dança que espelha vida que espelha dança. Como chegar ao passado com as pontes do presente? Como é que se faz para se chegar à ilha? Ou para sair dela? Essas e outras perguntas afetivas e biográficas estão presentes no delicado trabalho coreográfico do “Ilhado Grupo Experimental”, de Pernambuco. A coreógrafa Mônica Lira, um dos principais nomes da dança contemporânea de Recife, recria nesse trabalho suas memórias infantis da ilha de Fernando de Noronha, onde nasceu e viveu parte de sua vida, num trabalho cativante, dividido com sua filha Rafaella Trindade, com a impactante trilha sonora executada ao vivo pelo excepcional percussionista Tarcísio Resende. Uma oportunidade única para o público do Rio Grande do Sul encontrar a dança produzida no Nordeste brasileiro, de inegável traço contemporâneo e original, com uma das mais importantes e criativas coreógrafas do nosso país.
Ficha técnica:
Concepção e direção geral: Mônica Lira / Direção artística: Helijane Rocha / Intérpretes criadoras: Mônica Lira e Rafaella Trindade / Direção musical e Trilha original gravada: Adriana Milet / Trilha original ao vivo: Tarcísio Resende / Projeto de iluminação: Alberto Trindade / Figurino: Eric Valença / Colaboração cenográfica: Henrique Celibi / Duração: 50min / Recomendação etária: Livre

MARINA, A SEREIAZINHA (RJ)


Dias 15, 16 e 17, às 20h – Teatro Renascença
Depois de um longo período sem encenar peças para crianças, a companhia carioca PeQuod surpreendeu o público infantil com Marina, a sereiazinha, espetáculo inspirado no clássico do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, A sereiazinha. A montagem nasceu da união da secular técnica do Teatro Aquático de Bonecos do Vietnã com as composições de Dorival Caymmi. As canções praieiras do compositor baiano embalam os bonecos para contar a comovente história de Andersen, interpretadas ao vivo durante a encenação, com direção e arranjos originais de Fabiano Krieger. Apaixonada por um mortal, uma jovem sereia recorre aos feitiços de uma bruxa para assumir uma forma humana e assim se aproximar do seu amado. Em troca, abre mão de sua bela voz. Para tornar o encantamento permanente, a pequena sereia deve conquistar o amor do rapaz. Na montagem da PeQuod as crianças vão redescobrir a história secular acompanhando as cenas realizadas dentro de quatro enormes aquários que compõem o cenário. É a primeira vez que uma companhia brasileira se aventura num espetáculo inspirado na técnica vietnamita, existente desde o século XI, revitalizada na França, a partir da década de 1980. Marina, a sereiazinha, ganhou os prêmios Zilka Salaberry de Teatro Infantil nas principais categorias: Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Cenografia, Melhor Iluminação e Prêmio Especial pelo projeto. A Companhia Pequod é patrocinada pela Petrobras.
Ficha técnica:
Direção e Adaptação: Miguel Vellinho / Texto: Hans Christian Andersen / Assessoria Teórica: Karl Erik Schollhammer / Elenco: Liliane Xavier, Mariana Fausto, Mona Vilardo, Leandro Muniz, Márcio Nascimento e Miguel Araújo / Cenografia: Carlos Alberto Nunes /  Direção musical: Fabiano Krieger / Produção musical: Eduardo Manso, Estevão Casé e Fabiano Krieger / Preparação vocal: Doriana Mendes / Projeto de sonorização: Andréa Zeni / Operação de som: Arthur Ferreira / Iluminação: Renato Machado / Operação de luz: Diego Diener e Renato Machado / Figurinos: Daniele Geammal / Duração: 65min / Recomendação etária: Livre

CORSÁRIOS INVERSOS (RS)


Dia 15 às 10h30 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Anísio Teixeira – Sul
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

Piratas em busca de novos tripulantes, os Corsários Inversos navegam pelas praças, ruas e mares dividindo os seus maiores tesouros. Segredos escondidos no silêncio dos versos e das palavras. Três autênticos heróis fora da lei criam um ponto de encontro entre a música, o poema e o teatro de animação num sutil e engraçado jogo entre os personagens e a plateia, onde o olhar é o porto seguro para um precioso escambo de sentimentos. O público, sem restrição de idade, é convidado a mergulhar no lúdico oceano da imaginação, embarcando em estórias que despertam a emoção dos tripulantes desta incrível nau. Premiados profissionais do meio cultural sul-brasileiro, no ano de 2009 em Porto Alegre criaram o Grupo Mosaico Cultural. Com forte atuação na área do teatro de animação, o grupo no seu curto tempo de existência já integrou a programação oficial de festivais internacionais de teatro pelo Brasil além de contar com sede própria com sala de ensaio, oficina de construção e estúdio de gravação na sua cidade de origem. 
Ficha técnica:
Direção: Larissa Sanguiné / Elenco: Nando Cambará, Juliano Cambará e Rafa Cambará / Cenário: Juliano Cambará / Figurinos: Margarida Rache / Produção: Dida Ortiz / Duração: 45 min / Recomendação Etária: Livre

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

FUERZA BRUTA (ARGENTINA)


Dias 15 e 16, 18, 19, 20 e 21, às 22h – Pepsi on Stage
Dia 22 às 18h e às 22h – Pepsi on Stage
Tudo o que acontece aqui é real. Não há cenário. Não há convenções teatrais. Cada um tem um papel nessa ação. A linguagem é abstrata e deixa o espectador livre para interpretar o que quiser. O espaço se modifica durante o trabalho e o público fica em pé ao redor da área de representação de onde deve acompanhar o show, pois é fundamental que nada seja previsível. Nada será avisado com antecedência. O trabalho é cheio de surpresas – e surpresas não são efeitos – que são uma constante e um estado necessário dos efeitos desse trabalho, modificando profundamente a realidade do público presente. O espectador não está emocionalmente salvo em nenhum momento desse espetáculo. Se libertando dos confins da língua falada e convenções teatrais, Fuerza bruta é um evento em que os mundos se colidem e a realidade fica para trás. Durante a performance os artistas  estão imersos em 360º de efeitos visuais arrebatadores, a poucas polegadas de distância de seu público: um homem corre sobre uma plataforma atravessando paredes móveis, performers suspensos no ar, rodeados de um vasto mar e mulheres exuberantes se mexendo etereamente em uma piscina de acrílico acima dos espectadores. Um dos grandes criadores argentinos Digui James é responsável por essa encenação personalizada.
Ficha técnica:
Direção: Fabio Dáquila / Direção técnica: Alejandro García / Produção: Diego Weinschelbaum / Produção executiva: Analia Turuzzi e Liz Hood / Elenco: flutuante / Duração: 75min / Recomendação etária: 16 anos

CARTAS DE MARIA JULIETA E CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (RJ)


Dias 14 e 15, às 21h – Teatro CIEE
A montagem carioca traz a correspondência de uma vida inteira trocada entre um dos maiores poetas brasileiros, Carlos Drummond de Andrade, e sua única filha. Desde que Maria Julieta tinha cinco anos de idade, pai e filha iniciam uma profunda e intensa cumplicidade, expressada através de desenhos, cartas, bilhetes, veículo maior da demonstração de amor entre os dois. Dos assuntos mais triviais até instigantes comentários sobre arte em geral, o público acompanha o crescimento pessoal e profissional do célebre poeta e de sua filha que, já adulta e casada, vai morar em Buenos Aires, onde atua intensamente no Centro de Estudos Brasileiros. Na década de 80, com três filhos adolescentes e vítima de câncer, resolve voltar ao Brasil, onde pai e filha cuidam-se mutuamente. O monólogo tem em Sura Berditchevsky uma artista a altura da empreitada. A cenografia do espetáculo é complementada por imagens de rico material iconográfico. Imagens da infância, objetos e recordações formam o fio condutor para entrar na intimidade das cartas trocadas ao longo da vida, expurgando a dor da doença e do silêncio que Maria Julieta carregou consigo durante anos.
Ficha técnica:
Direção: Sura Berditchevsky / Co-direção: Luis Fernando Philbert / Texto: Maria Julieta Drummond de Andrade e Carlos Drummond de Andrade / Dramaturgia e atuação: Sura Berditchevsky / Idealização: Pedro Drummond / Trilha sonora: Alexandre Elias / Animação gráfica e Vídeo: Renato Vilarouca e Ricardo Vilarouca / Figurino: Wagner Marquette / Cenário e Direção de arte: Bia Junqueira / Iluminação: Paulo Cesar Medeiros / Pesquisa iconográfica: Lucia Cerrone / Preparação vocal: Rose Gonçalves / Preparação corporal: Jean Marie Dubrul / Programação visual: PVDI - Claudia Cohen e Nair de Paula Soares / Produção executiva: Lílian Bertin / Direção de produção: Celso Lemos / Realização: Menescal Produções Artísticas e Sura Berditchevsky / Duração: 60min / Recomendação etária: 14 anos

PREFERIRIA NÃO? (SP)


Dia 14 e 15 às 21h e dia 16 às 18h – Theatro São Pedro
O espetáculo é baseado no texto de Herman Melville, Bartleby, o escriturário, de 1853. A estrutura dramatúrgica da montagem mescla o texto de Melville com a biografia da protagonista, a grande artista Denise Stoklos, gerando capa e contracapa para sua performance. Segundo Denise, não há nunca intenção de “interpretar” os papéis, mas de fazê-los desaparecer, já que historicamente estão em interação social e afetiva, sob a perspectiva do olhar de hoje sobre o ontem e sobre o amanhã. O espetáculo abre e fecha com a representação de um simples “movimento do mundo” que pulsa independente de tudo. O caráter “duplo contínuo” está permanentemente em cena: o performer e o personagem e o personagem e o performer, sempre a fazerem-se ecos ou sombras entre si. Um jogo intrincado que se replica e triplica ao longo da encenação. Denise Stoklos tem, desde o “Manifesto do Teatro Essencial”, a premissa básica de estar “à procura de um teatro onde eu não faça nada, não mexa nada, não fale nada e ainda seja teatro”.
Ficha técnica:
Direção, Dramaturgia, Interpretação solo e Trilha sonora: Denise Stoklos / Iluminação: Francisco Alves da Silva / Figurino: Uma / Supervisão e Assistência de direção: Dayse Stoklos Malucelli / Fotografia: Thais Stoklos / Cabelo: Blend por Eloy Araújo / Duração: 85min / Recomendação etária: 14 anos

BAÚ DE HISTÓRIAS (RS)


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

THE EMPTY ROOM, MOONLIGHT SONATA, AND MR NETTA (ISRAEL)


Dias 13 e 14, às 19h – Instituto Goethe
Premiado nos quatro cantos do planeta, o bailarino Ido Tadmor vem pela primeira vez a Porto Alegre, trazendo o espetáculo The empty room, Moonlight sonata, And Mr e Netta. São quatro coreografias com músicas de Puccini, Mozart, Beethoven e Alberto Schwartz. The empty room conta histórias da vida cômico-dramática de um casal que lida com suas dificuldades: o amor e o medo que envolvem as relações afetivas. Moonlight sonata é um canto feito para música e dança que levou o bailarino a um mundo onde a criação deixa o espectador interpretar suas próprias imagens. And Mr é um solo intenso que trata de solidão e controle. Em cena está  um homem solitário que vive num quarto escuro e tem que lidar com aspectos de sua identidade e com o fato de que está envelhecendo. Essa criação mostra ao público as memórias de uma busca por amor e amizade a partir da condição essencial do homem: a solidão.  Netta é uma criação abstrata que lida com extremos,  na tentativa de chegar aos limites físicos e expandir as limitações do corpo. A coreografia é dedicada à mãe de Ido, Netta Tadmor.
Ficha técnica:
THE EMPTY ROOM – Coreografia: Ido Tadmor / Elenco: Ido Tadmor e Shany Katzman / Música: Mozart e Puccini/ Duração: 26min // MOONLIGHT SONATA – Coreografia e Elenco: Ido Tadmor / Música: Beethoven / Duração: 6min // AND MR - Coreografia: Rachel Erdos / Elenco: Ido Tadmor / Música: Alberto Shwartz / Duração: 26min // NETTA - Coreografia: Ido Tadmor / Elenco: Ido Tadmor / Duração: 11min / Recomendação etária: Livre

SARGENTO GETÚLIO (BA)


Dias 13, 14 e 15, às 19h – Teatro do SESC
Diz o autor da obra, João Ubaldo Ribeiro, que Sargento Getúlio está ligado, no personagem-título, ao conceito grego de “Arete”, ou seja, cumprir seu destino, realizar sua incumbência, o sentimento de que era melhor viver uma vida curta e honrada do que uma longa vida medíocre. O sargento Getúlio tem a missão de levar um prisioneiro político de Paulo Afonso, na Bahia, até Aracaju. No meio do caminho a ordem é desfeita, mas o sargento se recusa a cumprir tal determinação, querendo cumprir sua missão até o fim. A obra fala sobre honra, a palavra dada, o destino humano sempre mudando. A opção pelo monólogo veio logo após a primeira leitura, pois ao grupo baiano interessou imaginar esse homem, sozinho, contra a História, contra a plateia, defendendo sua honra e sua missão. Um dos mais famosos textos de João Ubaldo Ribeiro, o espetáculo recebeu elogios unânimes em sua temporada em Salvador. Oportunidade de conhecer mais do tão pouco conhecido teatro baiano, Sargento Getúlio promete magnetizar a plateia gaúcha. Espetáculo vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2011 nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Ator.

Ficha técnica:
Direção e Adaptação: Gil Vicente Tavares / Texto: João Ubaldo Ribeiro / Produção: Fernanda Bezerra / Elenco: Carlos Betão / Iluminação: Eduardo Tudella / Trilha sonora e Produção musical: Ivan Bastos / Figurinos: Rodrigo Frota / Assistência de produção: Julia Salgado / Operação de luz: Bruno Freitas / Operação de som: Lucas Rebouças / Contra Regra: Anderson Alan / Duração: 60min / Recomendação etária: 14 anos

LAS PRIMAS - A VOZ DE YUNA (ARGENTINA)


Dias 13 e 14, às 23h – Sala Álvaro Moreyra
A famosa pintora Yuna Riglos é uma mulher que se salva através da arte, mas cujo temor às quedas se transforma em obsessão recorrente. Quando recebe um prêmio por sua trajetória artística, se vê envolvida por suas recordações em um devir incessante de fatos e personagens que marcaram sua vida. Para Yuna, o tão desejado reconhecimento não significa alcançar a paz, porque ela é e sempre será a descendente de uma família degenerada e mal constituída. A obra não quer ser uma adaptação linear ou literal da novela na qual se baseia. A base da encenação é a memória de sua personagem, que funciona como o relâmpago ao iluminar apenas uma fração do que alcança com sua luz. A memória-relâmpago irrompe e revela situações do personagem, ao mesmo tempo em que convida a plateia a intuir o que não foi devidamente iluminado, ou seja, a obra se debruça sobre a “parte” para falar do “todo” do personagem central. A protagonista é a noite atravessada pelos relâmpagos de sua história. Uma oportunidade única para conhecer essa obra nunca encenada no Brasil, vinda diretamente de Buenos Aires para o festival.

Ficha técnica:
Direção: Román Podolsky / Texto: Marcela Ferradás e Román Podolsky / Elenco: Marcela Ferradás, Laura Ortigoza, Jorge Varas e Federico Marrale / Iluminação: Eli Sirlin / Trilha sonora: Federico Marrale / Figurino: Luciana Gutman / Cenografia: Jorge Ferrari / Produção da turnê: Rebeca Checa / Produção geral: Marcela Ferradas / Duração: 60min / Recomendação etária: 18 anos

A AMANTE DA MINHA ESPOSA (RS)


CARA A TAPA (RS)

Dia 15 às 22h – Teatro de Câmara Túlio Piva
Com o mar projetado ao fundo, elenco em trajes de banho, esportes praianos e plataformas de areia, Cara a tapa tem como ponto de partida um casal em crise tentando reconstituir fatos do passado. Em cena, outros atores ora representam o alter-ego do casal, ora representam policiais, amantes, personagens de filme noir e de musicais dos anos 50. A dificuldade de relacionamento entre as pessoas é um tema já abordado pela vai!ciadeteatro nas peças anteriores. "O desafio desse processo é fazer o espectador entrar no teatro e se sentir em outro lugar, brincar com as suas percepções", observa o diretor João Pedro Madureira. A narrativa não-linear e não conectada abre possibilidades de experimentações imagéticas – um dos alicerces na pesquisa da vai!. Assim, novos elementos foram agregados ao texto, ampliando significados e multiplicando efeitos na dramaturgia. Os problemas que se estabelecem durante o espetáculo, expostos em narrações e em ações, revelam que o casal está envolvido em um crime e conduzem o público na tentativa de desvendar esse mistério.

Ficha técnica:
Direção: João Pedro Madureira / Concepção: João Pedro Madureira, Vinícius Meneguzzi e Taidje Gut / Texto: Tarcisio Lara Puiati / Elenco: Cassiano Ranzolin, Frederico Vasques, Laura Leão, Patrícia Soso, Sofia Ferreira e Vinícius Meneguzzi / Iluminação: Carlos Azevedo e Casemiro Azevedo / Cenário: Leonardo Fanzelau / Criação de figurinos: Carmela Moraes / Execução de figurinos: Atelier Margo Valim / Pesquisa de trilha sonora: João Pedro Madureira / Sonoplastia: Marcos Chaves / Vídeos: Luciana Mazeto e Vinícius Lopes / Contra-regra: Leo Maciel / Coordenação de produção: Laura Leão / Produção executiva: Patrícia Machado / Cabelos: Elison Couto / Maquiagem: Taidje Gut / Arte gráfica: Dídi Jucá / Duração: 70min / Recomendação etária: 12 anos

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A PEÇA DO CASAMENTO (RJ)


Dias 12 e 13 às 22h – Teatro de Câmara
Jack e Gillian são casados há 30 anos. Em certa tarde, Jack chega mais cedo do trabalho e surpreende Gillian com a notícia de que vai deixá-la. Inicia-se ali um duelo ferino que se mantém até o inesperado final. Escrita em 1987, pelo mais célebre dramaturgo norte-americano vivo, Edward Albee, A peça do casamento é montada pela primeira vez no Brasil com direção de Pedro Bricio. Guida Vianna e Dudu Sandroni interpretam Gillian e Jack. O que se apresenta em cena é um duelo conjugal, em que velhas feridas são reabertas, infidelidades são ressuscitadas, chegando à luta física entre o casal, embora a disputa seja, sobretudo, intelectual, com muito humor e ironia.  Albee sugere que o casamento é uma zona de guerra em que não há vencedores, mas combatentes mutuamente esgotados. Um magnífico texto para atores dispostos a se entregarem ao jogo teatral, como Guida Vianna e Dudu Sandroni.
Ficha técnica:
Direção: Pedro / Texto: Edward Albee / Tradução: Marcos Ribas de Faria / Elenco: Guida Vianna e Dudu Sandroni / Direção de produção: Maria Siman / Trilha sonora: Lucas Marcier e Fabiano Krieger / Figurinos: Rita Murtinho / Iluminação: Tomás Ribas / Cenário: Aurora dos Campos / Produção executiva: Gabriela Mendonça, Luciano Marcelo e Bruna Ayres / Realização: Primeira Página Produções Culturais / Duração: 70min / Recomendação etária: 12 anos

DIVINAS (PE)


Dia 12 às 19h30 – Escola Municipal de Ensino Médio Emílio Meyer
Dia 13 às 19h30 – Instituto Estadual Dom Diogo de Souza
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca
O espetáculo é uma celebração teatral que, em clima de brincadeira e poesia, apresenta três figuras contadoras de histórias: as palhaças Uruba, Bandeira e Zanoia, atravessam tempos e geografias diversas numa caminhada sobre a delicadeza e a força feminina na busca dos sonhos. Tudo em diálogo com a música, a poesia popular e a arte do palhaço. Divinas reforça a amizade, as diferenças e a graça de poder caminhar e sonhar juntos, levando ao público a trajetória da vida de forma simples e poética. A montagem demandou mais de um ano de preparação antes de sua estreia, e tem música ao vivo comandada pelo percussionista Luca Teixeira. O trio de intérpretes se destaca na nova cena teatral pernambucana pela vitalidade de suas criações. Para todas as idades, Divinas é uma das mais populares e cativantes atrações do Em Cena 2012.
Ficha técnica:
Direção: Coletiva – Adelvane Néia & Duas Companhias / Texto: Marcelo Pelizzoli, Samarone Lima e Sílvia Góes / Elenco: Fabiana Pirro, Lívia Falcão e Odília Nunes / Trilha sonora: Beto Lemos / Produção musical: Beto Lemos e Leandro Lobo / Figurinos: Fabiana Pirro, Lívia Falcão e Odília Nunes / Iluminação: Luciana Raposo / Duração: 53min / Recomendação etária: 8 anos

XAXADOS E PERDIDOS (RS)


Dia 13 às 21h – Theatro São Pedro
Simone Rasslan é uma das cantoras mais conhecidas de Porto Alegre por ter criado, ao lado de Adriana Marques e Hique Gomez, o espetáculo Rádio Esmeralda. Também é referência por apresentar espetáculos que resgatam a história da música brasileira e do rádio e ainda pelo competente trabalho de preparação musical para atores. Xaxados e perdidos passeia entre o tradicional e o novo, apresentando músicas de domínio público de compositores reconhecidos da MPB. É o Brasil mapeado de norte a sul, na obra de personalidades da música, vindos da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco e Rio Grande do Sul. 
Ficha técnica:
Direção: Álvaro RosaCosta / Concepção: Simone Rasslan / Elenco: Simone Rasslan, Álvaro RosaCosta e Beto Chedid / Convidados especiais: Aninha Freire, Jorge Matte, Matheus Kleber, Mimmo Ferreira, Ronald Augusto, Roberta Alfaya, Álvaro VilaVerde, Marcelo Delacroix e Coral CantaVentos / Produção musical: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta / Produção executiva: Liane Venturella / Iluminação: Bathista Freire / Figurinos: Régis Duarte e Liane Venturella / Duração: 80min / Recomendação etária: Livre

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

MÚSICA DE IMAGINAR (RS)


Dia 11 às 15h30 – CESMAR Centro Social Marista - Nordeste
Dia 14 às 15h – Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva – Cruzeiro
DESCENTRALIZAÇÃO- Entrada franca

O espetáculo, realizado pelo Grupo Aquarela, com direção de Daniel Colin, conta a história de Alice, uma menina esperta e feliz que vive a infância intensamente. Certo dia, ao entrar em seu quarto, se depara com Lábaros, um personagem muito rabugento que veio de um mundo sem cor, onde não existe imaginação. Com ajuda de seus brinquedos e através de belas canções, Alice vai tentar mostrar a Lábaros a importância de imaginar e de viver a vida com o encanto típico das crianças. Durante a peça, o espectador adulto é convidado a reviver sensações e situações típicas da infância e o público infantil encontra nas canções estímulo à imaginação e à valorização de conceitos como amizade, amor, respeito às diferenças e lealdade.
Ficha técnica:
Direção: Daniel Colin / Texto: Totonho Lisboa/ Música: Fredi Bessa / Elenco: Totonho Lisboa e Fernanda Petit / Músicos: Fredi Bessa (violão / guitarra / voz), Vanderlei Fontanella (saxofone), Tiago “Teimoso” Ritter (baixo) e Luciano Rodhen (percuteria) / Figurinos: Leopoldo Schneider / Iluminação: Carol Zimmer / Cenário: Tchakaruga de Paranaguá / Maquiagem: Aline Rodrigues / Técnico de som e vídeo: André Brasil / Duração: 60min / Recomendação etária: 4 anos