segunda-feira, 21 de abril de 2014

SERENATA GEOGRÁFICA (RS)


25 abril 19h30 – Escadarias do Viaduto Otávio Rocha (Av. Borges de Medeiros
e Rua Duque de Caxias) | Centro

Sinopse: Revisitando o universo das antigas serenatas os atores percorrem uma rua da cidade com um carrinho de mão iluminado e balões de coração, dedicando serenatas performáticas para as sacadas e janelas dos prédios, bem como ao público passante. Ao longo da semana, que antecede o dia da apresentação, colocam nas caixas de correios dos moradores e comerciantes da rua escolhida, cartas anônimas de amor, com a data e horário que os “apaixonados” irão aparecer para suas janelas e sacadas. A performance do grupo busca uma diferente forma de apreensão do espaço urbano e novas maneiras de vivenciar a cidade e o rompimento subjetivo das fronteiras entre “público e privado”, o dentro e fora das sacadas e janelas através de uma intervenção poética na rua. Desde o ano passado foram duas Senatas Geográficas na cidade de Porto Alegre. Em cada uma das performances o grupo estudou as possibilidades cênicas da rua escolhida: poesia arquitetônica, acústica, contexto histórico e social que serviram de molas propulsoras ou pontos de partida para o processo artístico.

FICHA TÉCNICA
Direção geral: Teatro Geográfico
Direção artística: Tatiana Vinhais e Diego Mac
Produção: Luisa Barros
Assessoria de figurinos: Greta Assis
Iluminação: Luis Acosta
Audiovisual: Bagual Filmes
Elenco: Teatro Geográfico e atores, bailarinos e músicos a ser selecionados
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

CIRCO DE HORRORES E MARAVILHA (RS)


25 abril 17h30 – Rua dos Andradas | Esquina com a Uruguai, Centro
26 abril 16h – Vila Maria da Conceição | Campo Vermelhão
27 abril 11h – Brique da Redenção | José Bonifácio | Cancha de Bocha

Sinopse: Farsa baseada nos tradicionais circos dos horrores do início do século passado, que exibiam pessoas ‘diferentes’ como objetos de diversão, o espetáculo reflete sobre a exclusão de uma forma divertida e poética. A mulher barbada, a gigante, as siamesas, são algumas das atrações internacionais que descortinam suas histórias. Mulheres que evidenciam a superação de dificuldades frequentemente vividas por aqueles que não se enquadram nos padrões de normalidade impostos pela sociedade. O texto foi inspirado em casos verídicos e mostra as ‘grandes diferenças’ como metáforas da intolerância, cada vez mais corriqueira na humanidade.

A Oigalê surgiu em 1999 e desde então mantém um trabalho contínuo e de pesquisa em teatro de rua, teatro de sombras, execução da trilha sonora ao vivo pelos atores, linguagem gauchesca para o teatro, dramaturgia para o teatro de rua e adaptação de contos e lendas. Nestes anos já fez mais de 1.300 apresentações de seus espetáculos em mais de 100 cidades do RS, 18 estados brasileiros e exterior, atingindo um total de 350.000 pessoas.
FICHA TÉCNICA
Texto: Fernando Kike Barbosa e Vera Parenza
Direção: Cláudia Sachs e Vera Parenza
Atuação: Carla Costa e Vera Parenza
Trilha sonora: Fernando Kike Barbosa e Vera Parenza
Arranjos: Beto Chedid
Preparação e Direção Musical: Simone Rasslan
Figurinos e adereços: Alexandre Magalhães e Silva
Cenografia: Luís Marasca
Assistente de Cenografia: Lia Rodrigues
Fotos: Hamilton Leite
Arte Gráfica: Vera Parenza
Produção: Giancarlo Carlomagno, Hamilton Leite, Ilson Fonseca e Vera Parenza
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre

OS DEZ MANDAMENTOS DO CAPITAL (RS)


25 abril 17h – Rua dos Andradas | Praça da Alfândega, Centro
26 abril - Lomba do Pinheiro
27 abril 15h – Brique da Redenção | José Bonifácio

Sinopse: ‘Os Dez Mandamentos da Capital’ retrata a saga de um bando insatisfeito com o modelo de cidade que aprisiona, angustia e “coisifica” sentimentos e afetos. Descontente e movido por uma utopia, o grupo decide partir em busca da Terra Prometida, e lá, construir uma cidade ideal. No entanto, as coisas não saem como o planejado. As brigas pelo poder e a burocratização são os maiores obstáculos para a realização do sonho.
FICHA TÉCNICA
Criação Coletiva do Povo da Rua – teatrodegrupo
Elenco: Alessandra Carvalho, Denis Cruz, Evelise Mendes, Felipe Fiorenza, Rochelle Luiza, Tiago Demétrio
Direção Cênica: Evelise Mendes
Co-Direção: Vitor Hugo Varella
Preparação Corporal: Alessandra Carvalho
Direção Musical: Tiago Demétrio
Criação da Trilha Sonora: Tiago Demétrio, Evelise Mendes e o grupo
Orientação Teórica: Vitor Hugo Varella
Dramaturgia: o grupo, a partir de improvisações e textos de diversos autores
Cenografia e Adereços: Luís Marasca
Assistência de Cenografia: Lia Rodrigues
Figurinos e Maquiagem: Antonio Rabadan
Direção de Produção: Alessandra Carvalho
Assistência de Produção: Aramis Freire Model
Projeto Gráfico: Tharcus Aguilar
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre


domingo, 20 de abril de 2014

CIDADE DAS DONZELAS (RJ)


25 abril 17h10 – Rua dos Andradas | Praça da Alfândega
26 abril 16h – Av. João Antonio da Silveira esquina com Nilo Wullf | Esplanada da Restinga | Restinga
27 abril 11h50 – Parque Farroupilha | Brique da José Bonifácio

Sinopse: O espetáculo “Cidade das donzelas” retrata com humor um sertão cheio de mistério e poesia, com tipos bem brasileiros e burlescos. Baseado na CommédiaDell’Arte italiana e no Teatro de Mamulengo, a obra traz à tona um movimento que abandona os meios convencionais de representar uma realidade tangível e evidencia uma proposta de interpretação e direção expressionistas. A trama traça uma espécie de ligação entre a tradição mediterrânea e o povo brasileiro, linguagem essa capaz de aproximar povos aparentemente diferentes, contribuindo ainda para que se entenda a arte brasileira e o próprio Brasil.
A TrouppPas D’argent é uma jovem e premiada Companhia de Teatro do Rio de Janeiro que nutre uma trajetória artística de seis anos de existência. Cidade das donzelas, seu primeiro espetáculo estreou no Festival Internacional de Teatro de Curitiba em 2008, recebeu a indicação ao Prêmio SHELL neste mesmo ano na categoria especial do júri pela pesquisa de movimento. Em 2010 recebeu o Prêmio Europeu Compasso Di Argento Italiano, em Nápoles e ganhou mais de cinquenta prêmios pelo país.
FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Marcela Rodrigues
Elenco: Carolina Garcês, Lílian Meireles, Marcela Rodrigues, Natalíe Rodrigues e Orlando Caldeira
Figurino: Lílian Meireles e Orlando Caldeira
Cenografia: Natalíe Rodrigues e Carolina Garcês
Pesquisa de Movimento: Troupp Pas D’argent
Letras e Músicas: Marcela Rodrigues
Iluminação: Luiz Paulo Nenen
Preparação Musical: Rafael Juliani, Flavio Monteiro e Kátia Jórgensen
Direção de Produção: TrouppPas D’argent
Realização: Midixculpa Produções Artísticas
Duração: 50 minutos
Classsificação: 12 anos

SERPENTES QUE FUMAM (DF)


24 abril 16h – Largo Glênio Peres
(Manifesto 22)
25 abril 12h – Dentro do Metro | Estação Rodoviária
(Pout-Pourri)
18h – Dentro da Linha de ônibus da Restinga
(Pout-Pourri)

Sinopse: Uma gentileza entregue ao passante. Uma janela. Pequenas ações realizadas em locais públicos. Real e fictício. Não há personagens, há pessoas. Serpentes que Fumam é um coletivo de ações, intervenções, performances que são realizadas em ruas, praças, shopping centers, cartórios, ônibus, metrô, piscinas, marquises e paredes. Para realizar esse trabalho o grupo saiu da caixa preta do teatro atraído pelo barulho e pela fumaça da cidade, com suas possibilidades, pluralidades de lugares, de pessoas e de regras em um cotidiano cada vez mais virtual. A ideia é interagir com as ruas, espalhar cenicamente o seu manifesto, surpreender o público e entregar gentilezas para desconhecidos íntimos. O projeto foi elaborado com base no Manifesto Futurista, movimento que busca deslocar o foco do objeto cênico para a ação. Os moldes de interpretação, dramaturgia e encenação do grupo estão ancorados nos conceitos do Teatro Sintético e no Teatro Pós Dramático.

Manifesto 22
Um protesto, um grito. Para que vamos às ruas? O que estamos reivindicando?
Para que serve um microfone aberto no centro da cidade?
Pout porri
Um conjunto de performances curtas, sintéticas. Um jogo, uma peça, um show e um avião. Uma linha de ônibus. Uma linha de metrô.

FICHA TÉCNICA
Orientação: Marcio Menezes
Performers: Ana Luiza Bellacosta, Julia Ferrari, Kamala Ramers, Lucas Ferrari,
Márcio Menezes, Patrícia Del Rey, Roustang Carrilho e Tatiana Bittar
Figurinos: Roustang Carrilho
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

BONECOS DE PAU (RS)


22 abril 11h – Rua Jaime Rollemberg Lima, nr. 108 | Lomba do Pinheiro | Vila Mapa

Sinopse: Construído com material reciclado, 14 personagens esculpidos em diferentes tipos de madeira revezam-se em esquetes de aproximadamente três minutos cada, vivendo aventuras, dramas e comédias. O espetáculo trabalha com a temática ambiental e pode ser visto por qualquer tipo de público, uma vez que não utiliza a linguagem e sim o gesto.
Criada em 1996 e especializada em miniaturas, a companhia gaúcha A Divina Comédia se destaca por não depender de espaços convencionais e ser de fácil deslocamento. O grupo já participou de festivais como Puppet in myPocket da Hungria, Festival Neápolis na Tunísia, entre outros.
FICHA TÉCNICA
Direção, ator | manipulador, trilha sonora, criação dos bonecos, adereços, cenários
e figurinos: Marcelo Tcheli e Ivania Kunzler
Produção: Ivania Kunzler
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

SONHOS (IM) POSSÍVEIS (RS)

O espetáculo Sonhos [Im]possíveis inicia temporada no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana no mês de abril. O segundo trabalho do grupo Teatro dos Sonhos estará em cartaz durante dois finais de semana, nos dias 25, 26 e 27 de abril e 2, 3 e 4 de maio (de sextas a domingos, às 20h).

A montagem teve sua estreia em 2013 no Projeto Novas Caras, da Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre (CAC/SMC-POA), e, desde então, vem participando de diversos festivais nos quais foi premiada nas categorias de melhor espetáculo, melhor dramaturgia, melhor trilha sonora, melhor direção e melhor atriz (2.º Montenegro em Cena e 2.º Festival de Teatro de Gravataí), além de ter sido indicada em três categorias do Prêmio Mais Teatro Revelação no Troféu Açorianos de Teatro 2013 (Peça, Diretor e Atriz).

“Qual é o seu sonho?”, o grupo perguntou nas ruas do centro de Porto Alegre, e pesquisou junto à população sobre os seus sonhos e desejos, algo que pode parecer banal. Mas, no decorrer do processo, revelou-se uma descoberta, pois desejos, sonhos e utopias foram compartilhados. A partir das respostas dos passantes e as percepções do grupo, foi elaborada a dramaturgia da peça. 

Essa é a história de três pessoas que procuram um lugar para viver, encontram uma casa abandonada e a invadem. Aos poucos, elas começam a descobrir que a casa guarda sonhos e que para habitá-la é preciso que eles sejam vividos pelos seus novos moradores. Mais tarde, eles começam a perceber que além dos sonhos a casa guarda outro segredo.

Através de uma linguagem cênica estilizada, o espetáculo explora a fronteira entre a comunicação da fala e do corpo. Os gestos e os movimentos físicos entram em relação com o texto verbal e a trilha sonora, exclusivamente criada para o trabalho, e desafiam para uma experiência de construção de sentidos. Ora em acordo, ora em conflito entre o corpo e a linguagem. Assim, a peça convida o espectador a criar sua própria experiência imagética. Com sutileza, em um cenário minimalista e, ao mesmo tempo, onírico, é do conflito entre o dito e o mostrado, entre as banalidades da fala cotidiana e a expressão do corpo, que a peça vai sendo construída e a narrativa contada. A história de sonhadores que precisam de uma casa para viver e ter um futuro, e precisam de um espaço para os seus sonhos poderem habitar. Utopia, revolução e sentimento em uma dramaturgia pensada para um corpo que dança, ainda que isso seja impossível. 
Será?
Descubra e sonhe os Sonhos [Im]possíveis.

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos

DURAÇÃO: 60 minutos

QUANDO: 25, 26 e 27 de abril, 2, 3 e 4 de maio (de sextas a
domingos)
Horário: 20h
ONDE: Teatro Bruno Kiefer - Casa de Cultura Mario Quintana (6.º andar
– CCMQ: Rua dos Andradas, 736. Fone: 3226 1181).
QUANTO:
Inteira: R$ 20,00
Idosos, estudantes e classe artística: R$ 10,00
Abertura da bilheteria 1 hora antes da apresentação.

Ingressos antecipados com preço único de R$ 10,00 à venda na Palavraria Livros e Café (Rua Vasco da Gama, 165. Fone: 3268 4260).

FICHA TÉCNICA:
Direção e Dramaturgia: Patrícia Silveira
Elenco: Anderson Moreira Sales, Fernanda Moreno e Franciele Aguiar
Trilha Sonora: Daniel Soares Duarte
Colaboração Dramatúrgica: Natasha Centenaro
Iluminação: Fabiana Santos
Cenografia e Figurino: Teatro dos Sonhos
Fotos: Ana Vianna e Rodrigo Conte
Arte gráfica: Daniel Soares Duarte
Apoio: Cômica Cultural, Casa de Cultura Mario Quinta, Palavraria Livros e Café, FM Cultura e TVE
Promoção: Clube do Assintante Zero Hora
Produção e Realização: Teatro dos Sonhos

ONDE? AÇÃO Nº2 (RS)


25 abril 17h – Esquina Democrática, Centro
26 abril 17h – Parque dos Maias | Praça Jorge dos Santos Rosa
27 abril 16h – Brique da Redenção | Próximo ao Chafariz

Sinopse: “Onde? Ação nº2” provoca de forma poética reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. Trazer à tona esta reflexão e debate e rememorar os 50 anos do Golpe Militar no Brasil (1964-2014) a partir do teatro como um ato de resistência é a proposta do Ói Nóis nesta performance.

A Tribo tem uma história sólida em Porto Alegre e é referência para muitos grupos brasileiros. Estreou o seu primeiro espetáculo em 31 de março de 1978, data em que os militares comemoravam o golpe de 1964. Nestes 34 anos o Ói Nóis Aqui Traveiz vem instigando o público com o seu teatro marcado pela ousadia e liberdade criativa, utilizando as vertentes do teatro de rua, teatro de vivência e o trabalho artístico pedagógico, desenvolvido junto a comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço.
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Música: Johann Alex de Souza
Atuadores: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Leticia Virtuoso, Mayura de Matos, Paola Mallmann, Keter Velho, Luana da Rocha, Leila Carvalho, Paulo Flores,
Clélio Cardoso, Eugênio Barbosa, Roberto Corbo, Pascal Berten, Alex Pantera,
Jorge Gil e Geison Burgedurf.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre


A INAUGURAÇÃO (RS)


24 abril 17h30 – Largo Glênio | Centro

Sinopse: A Secretaria Adjunta Especial do Instituto Extraordinário da Subsecretaria de Eventos e Inaugurações da cidade de Porto Alegre tem a honra de convidar a todos para a solenidade de inauguração de uma das mais importantes obras de nossa cidade nos últimos tempos, a qual certamente será um marco na vida dos cidadãos. A solenidade será procedida de um delicioso coquetel. O experimento de teatro de rua fez parte da pesquisa intitulada “A poética e o político na Cena Teatral de Rua Contemporânea” realizada por Evelise Mendes no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFRGS), com a orientação da professora Marta Isaacsson. Sem a pretensão de normatizar, mas sim de discutir o tema, o principal objetivo era reconhecer as bases sobre as quais a cena teatral de rua contemporânea poderia potencializar o seu caráter de contestação política, dentro de um contexto em que o replanejamento urbano das principais metrópoles, somado à especulação imobiliária, tem alterado a paisagem visual, social e “afetiva” destes lugares.

O experimento de teatro de rua fez parte da pesquisa intitulada “A poética e o político na Cena Teatral de Rua Contemporânea” realizada por Evelise Mendes no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFRGS), com a orientação da professora Marta Isaacsson. Sem a pretensão de normatizar, mas sim de discutir o tema, o principal objetivo era reconhecer as bases sobre as quais a cena teatral de rua contemporânea poderia potencializar o seu caráter de contestação política, dentro de um contexto em que o replanejamento urbano das principais metrópoles, somado à especulação imobiliária, têm alterado a paisagem visual, social e “afetiva” destes lugares.
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção Cênica: Evelise Mendes
Preparação de Elenco: Francisco de los Santos
Orientação Cênica: Marta Isaacsson
Orientação de Atuação: Celina Alcântara
Elenco: Amanda Gatti, André Macedo, Fabiana Santos, Francisco de los Santos, Hamilton Leite, Joice Rossato, Lorenzo Lopes, Mariana Horlle, Morgana Baldissera, Nara Piccoli, Talyta da Rosa, e mais 10 atores convidados
Cenógrafo responsável pela Obra: Luiz Marasca
Produção: Francisco de los Santos e Evelise Mendes
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

sábado, 19 de abril de 2014

CAZUZA PRO DIA NASCER FELIZ (SP)

CAZUZA PRO O DIA NASCER FELIZ

Não quero que me imitem. Não quero ninguém atrás de mim. Tenho muito medo de ser porta-voz de qualquer coisa”. Nesta declaração de 1988, Cazuza já profetizava o inevitável. O talento instintivo e avassalador, o temperamento explosivo, a linguagem única e libertária fizeram dele um ícone sem precedentes na cultura contemporânea produzida no Brasil. Muito mais do que isso: ainda que à revelia, foi, mesmo sem pretender sê-lo, o grande cronista da juventude brasileira dos anos 80. Morto em 1990, aos 32 anos, no auge da carreira, foi alçado a precoce e definitivo mito no imaginário brasileiro. E que pela primeira vez tem sua breve e trepidante trajetória contada nos palcos, através de Cazuza Pro Dia Nascer Feliz, o Musical, de Aloísio de Abreu, com direção de João Fonseca. A montagem terá curta temporada em Porto Alegre, de 24 a 27 de abril no Teatro do Bourbon Country, com sessões às 21h, de quinta a sábado; e às 18h, no domingo.

O elenco é encabeçado pelo músico e ator Emílio Dantas, de 30 anos, que faz sua segunda incursão em musicais. Susana Ribeiro, Marcelo Várzea, André Dias, Fabiano Medeiros, Yasmin Gomlevsky, Thiago Machado, Bruno Fraga, Bruno Narch, Diego Montez, Saulo Segreto, Dezo Mota, Sheila Matos, Juliane Bodini, Oscar Fabião e Osmar Silveira completam a escalação. Dando vida a nomes como Lucinha e João Araújo, Ney Matogrosso, Bebel Gilberto, Frejat, Caetano Veloso, Dé Palmeira, entre vários outros personagens que gravitaram no universo de Cazuza.

OLHARES IMIGRANTES: ENTREVISTA COM EDGAR BENITEZ (SP)

José Renato e Edgar Benitez em Inflexíveis Ligações
Olhares Imigrantes é uma série de entrevistas com profissionais do teatro que imigraram para outras cidades do país ou fora dele para continuar seus trabalhos e estudos. Iniciamos com Edgar Benitez que está residindo em São Paulo desde 2010 e nos conta através desta entrevista como tem guiado seu trabalho. 


1. Edgar, conte-nos como iniciou sua trajetória no teatro e o que te motivou a buscar essa arte? 
Antes, de mais nada obrigado pelo convite de poder tecer alguns comentários sobre minha trajetória. Obrigado de coração!!! Bem, desde muito cedo quis atuar; na escola mesmo muito tímido, fazia espetáculos na disciplina de “religião”, e ficava encantado, assim também permanecia, quando assistia a novelas maravilhosas como “Que Rei sou eu?”, “Carrossel”,  “Tieta”, “Vamp” entre outras. Logo, meu maior sonho era ser ator, mas como não tinha condições de pagar por um curso de teatro/televisão protelei meus sonhos, até que um belo dia uma colega do colégio, me informou que havia uma oficina de teatro gratuita, perto de minha casa. Sem perder tempo me inscrevi, era o ano de 1998, e nela permaneci até ser desativada em 2000. 

2. Como se deu sua formação em teatro em Porto Alegre? Como mencionado, inicie minha trajetória teatral, nesta oficina, perto de minha casa, localizada na periferia da capital gaúcha. Ela foi desativada em 2000, pois a prefeitura(era um projeto chamado “Descentralização da Cultura”, financiado pelo município) acreditou que os integrantes dessa se tornaram profissionais, e poderiam seguir uma trajetória independente. E assim nasceu o Grupo Teatral Bacantes, fundado em 2000, no qual fui ator, diretor e produtor, durante 10 anos. Paralelo a isso, comecei a ministrar oficinas teatrais, também na periferia de Porto Alegre, bem como ingressei na faculdade de teatro( UERGS - Universidade Estadual do Rio Grande do Sul).
Marcos Rangel e Edgar Benitez em Perversus
3. Conte-nos sobre o Grupo Bacantes, sua história e suas ações? 
O grupo foi oriundo da oficina teatral Parque dos Mayas, dentro do projeto já citado, e nasceu em 2000. Já neste ano, fomos convidados a participar do Festival de Teatro de Curitiba, com os espetáculos “A Guerra” e “Noites de Sexo & Violência”, ambos dirigidos por Marcelo Restori(diretor do Grupo Falos & Stercus), ainda quando oficineiro do projeto. Paralelo, a isso fomos convidados a reabrir um projeto denominado “Caras Novas”, o qual apresentamos “Noites de Sexo & Violência”. Infelizmente, ambas montagens não tiveram carreira longa, visto que boa parte do elenco, não quis seguir investindo na carreira artística. Assim, em 2001, totalmente independentes, seis ex-oficinandos “correram atrás” de Marcelo Restori, para dirigir o espetáculo “A Taverna”, baseado no texto “Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo. Esse trabalhos nos apresentamos algumas vezes, e era calcado numa estética firmemente corporal(quase uma mescla de teatro/dança) , advinda dos treinos e estudiosos que Restori nos apresentava. Alias, toda a trajetória do grupo, foi focada em uma estética de teatro/dança, bastante inclinada a performance. Então, no final de 2003, precisávamos de um diretor mais presente e queríamos prosseguir com nossas pesquisas( corporais e estéticas), assim, na época eu, mais dois atores (José Renato Lopes e Marcos Rangel), atuamos e dirigimos em coletivo a peça “Perversus”, com texto assinado por Wagner Ragide(na verdade meu texto... rsrs... mas como não queria ser julgado, assinei com um pseudônimo... rsrs). A peça fez poucas apresentações, mas foi bem recebida pelo público. Já em 2004, o grupo recebe seu primeiro financiamento para montagem do espetáculo “Romeu e Julieta Invertido”, com direção de Marcelo Restori. Nesse ano, eu me afastei do grupo por um tempo, embora sempre em contato(afinal eu era o proponente da peça financiada e assinava todos os cheques para elenco e equipe técnica, além de grande amigo de José Renato Lopes, último integrante originário da formação do grupo, que me deixava a par de como andavam as coisas) e só retomei em 2005 como diretor e ator. E assim, dirigi e atuei em alguns trabalhos como: “O Retorno da Deusa”; “Mario Quintana - Homem pássaro”; “Cópula”; “O Gato Preto”; “Sou a criatura do que vejo – Identidade Anônima” e “Inflexíveis Ligações”. Além, de ministrar oficina demonstrando ao público o processo de criação dos espetáculos, bem como de nosso treinamento. Lógico sabemos, que “nem tudo são flores”, mas durante esse tempo ao qual permaneci no Bacantes, aprendi muitas coisas com meus colegas, assim como devo ter trocado algo com eles. Era triste nos sentirmos sempre marginalizados por advirmos de um projeto de periferia, e buscar o centro da cidade para espaço de ensaios e apresentações de espetáculos, e sermos sempre colocados como os “últimos da fila”. Assim, fomos aprendendo a recorrer a autoridades políticas, para solicitar parcerias, pois sem espaço e verba é praticamente impossível se fazer qualquer tipo de arte. Mas, a dificuldade foi aumentando, as limitações eram recorrentes, os interesses de cada um dos integrantes começou a se desencontrar... e assim, cada um de nós tomou um rumo, e o Grupo Teatral Bacantes por enquanto hiberna... mas ainda há de despertar!!!

4. Você diz que assinou um texto com um pseudo por medo de julgamentos, certo? Como você se sente hoje em relação a isso? O que pensa sobre isso e o que acha da crítica teatral?
Assinei o texto "Perversus" com um pseudônimo, pois era um primeiro texto meu que levava a público. E o novo sempre é mais julgado, os espectadores, especialmente a critica vai "armada" e jamais aberta. Alias, esse foi outro aspecto que aprendi nos trabalho que vejo em São Paulo/SP, a estar desarmado.... mas sim, nós artistas sempre usamos o olhar critico, mesmo assim precisamos estar a par do contexto e da situação. Outro dia fui numa mostra de teatro internacional aqui em sampa, e assisti um espetáculo muito instigante da Palestina,( o qual não vou citar nome) mas por exemplo achei muitas das ações "quase amadoras" ao meu ver. No entanto, ao ler o programa  da peça vi que se tratava de um grupo de atores que faziam em meio a todo caos de guerra que o país sofre, e inclusive integrantes do grupo haviam sido assassinados. Lógico, essa é uma situação limítrofe, mas afinal o que é arte, esse grupo como muitos outros artistas tem seus limites. Um artista que nasceu em uma família com dinheiro, pode fazer na infância, juventude, etc... aulas de bale, piano e canto... e então? será que esse artista, não vai se diferenciar de outro? Temos que ser maleáveis e a critica teatral também.
Edgar e Antônio Petrin
5. Qual foi o momento que você decidiu sair de Porto Alegre rumo a São Paulo? E porque São Paulo? 
Sempre quis sair, sempre.. pois sempre quis atuar na televisão... e sabia que a televisão acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além das limitações sofridas pelo teatro em outras cidades brasileiras que não essas duas. Sejam a ausência de público, espaços e incentivos financeiros... e eu não agüentava mais passar por isso no sul. Não, que em São Paulo e Rio de Janeiro, seja o paraíso da cultura, pois não é... mas sim... se tem mais público, mais espaços e mais incentivos financeiros. E o desejo de atuar na televisão, sempre me agradou pela possibilidade de um público conhecer-me de algum modo e se interessar em ver os espetáculos que atuo e dirijo, com uma mente mais aberta. Não sei, se ainda acredito piamente nisso, mas de todo modo, meu maior sonho é atuar em televisão. E o engraçado e que me recordo de uma aula teórica durante meu período na faculdade de teatro,  onde eu defendia que todo ator sonha em atuar na televisão(ainda acredito nisso, pois afinal televisão, teatro e cinema, são veículos de atuação... ora e todos tem suas vantagens e desvantagens, porque um é celebrado e outro marginalizado?),  nisso gerou-se um longo debate, e um de meus colegas (daqueles que tudo precisa um porque, para que, etc? ) foi totalmente radical em seus argumentos, renegando a televisão. Logo entramos de férias, e minha colega me pede para ligar a televisão e ver quem estava no elenco da “Malhação” da Rede Globo... para minha surpresa era o tal colega. Para finalizar escolhi São Paulo, porque acho que o Rio de Janeiro, é muito banalizado para essa questão de “quero atuar na tv”(assim todo mundo vai morar lá, com isso na cabeça), e eu não tenho “cacife” para concorrer com tanta gente esteticamente linda, prefiro mostrar trabalho e ser convidado. 

6. Como foi a sua chegada a São Paulo? Foi o que você esperava? Como tem acontecido a vida por aí? 
Já tinha vindo de passagem em 2009, e fui conquistado pela cidade. Acabei a faculdade e me mudei em janeiro de 2010. Bem, sabe aquela frase “São Paulo é uma selva de pedras”? Então, ela é... e o que se encontra numa selva? Novidades, medo, belezas... Costumo dizer que essa cidade é uma mãe, uma mãe “dura” que ensina na marra, mas tem carinho por você. A chegada e a vida aqui, se mantém, como em muitas outras cidades.. porém aqui os horizontes de trabalho se abrem nitidamente, e tudo muda muito rápido. Há muita possibilidade de crescimento, de trocas... a cidade possui muito dinheiro e isso a torna mais rica logicamente, facilitando muitas coisas. Bem, meu único arrependimento, nesses meus 31 anos, é não ter vindo para cá antes... pois sinto que aqui tive que começar do zero, mesmo com toda bagagem que experimentei no sul. Pois, vim sem conhecer absolutamente ninguém, nenhum grupo teatral, ator ou atriz, diretor, autor... nada.. sem indicação nenhuma (premissa básica do meio cultural)... vim na “cara e na coragem”. E quem me conhece sabe que não sou de “puxar saco” de ninguém, nem fazer aquela politicagem de interesse.. sou muito humilde e verdadeiro com todo mundo. E assim, tenho sido... e com isso, naturalmente, sem forçar, fui conhecendo pessoas maravilhosas, que abriram portas para mim; como o produtor e diretor Eduardo Figueiredo, ao qual sou eternamente grato. Quanto ao que esperava... bem, vim atrás de meus sonhos e neles mantenho meu foco. E acho que tenho me surpreendido bastante com a ética que empenho em direção aos meus objetivos.

7. Como os paulistas enxergam o Teatro Gaúcho? E como o Edgar, vê hoje o Teatro Gaúcho, com este olhar distanciado?
O pessoal respeita e admira muito os artistas do sul, se tem muita abertura aqui para receber trabalhos advindos de outros locais. Quando falo do teatro que se faz em Porto Alegre/RS, sempre falo com orgulho que somos muito críticos e tremendamente profissionais... e que acredito que o teatro no sul se faz assim, pois apresentamos muito para colegas da classe artística. Logo, nos empenhamos com muita garra para sermos aceitos e mostrar o quanto temos potencial e somos bons. 

8. O que mais tem saudades tratando-se da vida cultural aqui dos pampas? 
Sem duvida do meu trabalho em grupo, do treinamento que fazíamos e da dedicação e seriedade com que montávamos nossos espetáculos.

9. Edgar, o que tem feito por aí? Quais são teus projetos? Renasci aqui em 2010... portanto nesse ano, completo 04 anos, e já começo a andar!!! Sinto-me feliz demais! Como já citei Eduardo Figueredo, produtor e diretor( hoje também meu amigo), me abriu as portas do mercado cultural em 2011. Assim, fiz alguns trabalhos para ele como assistente de direção, como produtor cultural, e como produtor de eventos. Esse ano ele vai me dirigir  no espetáculo chamado “O Escrevinhador e a Guardadora de Livros”, ao qual fomos aprovados para captação pelo Proac-ICMS(programa de captação de recursos em São Paulo) , vale lembrar que ainda estamos captando. Paralelo a isso, estou com dois projetos bacanas como diretor, um solo e outro espetáculo de entretenimento com a atriz Ellen Rocche no elenco. 

10. Quais são tuas referencias teatrais que ficaram por aqui e as tuas referencias de SP? 
Acho que a maior mudança foi deixar de ser tão critico, e ser mais disponível a outros tipos de fazer teatral. Como por exemplo tinha muito preconceito com o teatro de entretenimento, mas hoje não tenho nenhum, pois aqui em São Paulo, se faz esse tipo de trabalho com um empenho e profissionalismo tão grande, que o resultado sai fenomenal. No sul também, mas como a classe artística é muito acadêmica, fica pressa a estéticas e nomes de estudiosos. Sempre aprendi que para se fazer teatro, não se pode ter preconceito, e aqui em São Paulo, não tenho nenhum, vejo tudo com grande disponibilidade.   
11. São Paulo em relação a políticas públicas? Como se dá esse processo por aí? O que tu destacaria positivamente e negativamente? 
A cidade tem mais espaços, mais incentivo e mais público... mas também tem mais profissionais no mercado. Há muito o que se melhorar, percebo que grupos antigos sempre são prioridade para serem contemplados em editais e leis de incentivo, como no sul também. O custo de vida é alto na cidade, e para isso os artistas tem que trabalhar muito. Uma grande possibilidade de sustento,  aqui é ministrar oficinas e cursos de teatro, pois existem muitas ofertas de vagas em projetos sócio culturais. Acho negativo,  termos que captar recursos através de ICMS no estado de São Paulo, pois o governo poderia administrar essa verba e abrir editais, ofertar bolsas, etc... pois captar recursos é terrível, as empresas  só querem fazer publicidade gratuita com essa dedução, e se o seu projeto não der grande visibilidade a ela, não interessa. É o que muitos artistas dizem, essa pode ser uma das maiores censuras de todos os tempos. 

12. Indique alguns espetáculos e grupos que são referencias hoje em São Paulo? 
Como trabalhei muitos anos e comecei minha trajetória em grupo, em São Paulo, não acompanho o trabalho de muitos grupos, mas destaco o “Pessoal do Farroeste”, já assisti três trabalhos deles, e não faço ressalva nenhuma, só aplaudo. E, cito o atores e diretores independentes “Elias Andreato”e “Otávio Martins”, por todos trabalhos que assisti deles, e sempre saio em estado de alegria profunda. Quanto aos espetáculos, não sei citar nenhum, pois há tantos bons trabalhos, e ao mesmo tempo é tudo tão transitório que não me vem nomes em mente.

13. Pretendes retornar a Porto Alegre? 
Somente para algum trabalho fechado, e datado. Morar não. 

14. Indique outro profissional de teatro que também foi morar por aí para realizar uma entrevista. 
Sissi venturin

15. Grato e abraços! 
Eu quem agradeço, de coração. Obrigado por registrar as palavras de teus colegas. Parabéns pela iniciativa!!!

PLURAL (GO)

Foto: Layza Vasconcelos
Quarta-feira (23/4), às 20h e quinta-feira (24/4), às 15h e às 20h
Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo
Entrada Franca


PLURAL é a trama tecida pelas histórias de uma menina chamada Maria. Suas primeiras recordações remetem aos seus sete anos, onde se distraia brincando com uma boneca de milho no terreiro de sua casa, enquanto sua avó cozinhava no fogão a lenha e lhe falava pela janela. A narrativa segue costurando memória em memória, fiando do universo rural ao urbano, bordando histórias vividas e sentidas, com seus encantos, medos, violências, coragens, lamentos e alegrias. Uma trama sempre tensionada entre o drama e a poesia, o trágico e o humor.
Contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. 

A Cia de Teatro Nu Escuro comemora os 16 anos de trajetória e abre um baú de recordações a partir de relatos de seus familiares, criando um diálogo entre o factual e a ficção, para falar de uma parcela de mulheres que migraram principalmente de Minas para Goiás na promessa de melhoria de vida. A peça fala sobre mulheres rurais que têm suas identidades forjadas em seu sangue: o negro, o índio, o branco. A dramaturgia foi concebida através de histórias e lembranças de mulheres que vivenciaram estas questões: Dona Lia, Dona Joaquina e Dona Vanilda, mães, respectivamente, de Izabela Nascente, Abilio Carrascal e Lázaro Tuim. E por meio destas três mulheres com vidas tão parecidas e, ao mesmo tempo, tão distintas, foi que construímos artesanalmente uma história PLURAL, a história da nossa protagonista Maria.
Para o espetáculo foram confeccionados bonecos forrados de tricô e de crochê, assim como os figurinos e cenários, com a intenção de criar um universo lúdico e poético que retrate o ambiente rural. A linguagem do vídeo aparece como um contraponto ao universo popular, as projeções de imagens (video mapping) sobrepostas ao cenário, aos bonecos e aos atores/manipuladores, criam texturas e efeitos que dialogam com a cena. Outro ponto importante do espetáculo foi a rica pesquisa corporal desenvolvida, que teve o objetivo de aprofundar a interação entre o boneco e o manipulador, em que o ator explora seu corpo a serviço da animação do inanimado. Atores e atrizes que também cantam, dançam e tocam cantigas populares junto com os bonecos, como em uma brincadeira em que as linguagens cênicas do teatro de animação, músicas ao vivo e projeções de vídeos se cruzam em um calidoscópio infantil.

A brincadeira é o ponto de ligação, brincar de boneca é uma das diversões mais prazerosas para meninas do mundo inteiro, onde é possível atravessar universos e histórias, remontar comportamentos familiares ou simplesmente se distrair. Este universo é o tema que a Cia de Teatro Nu Escuro se propõe a investigar.


FICHA TECNICA
Direção Geral – Izabela Nascente 
Assistente de direção – Lázaro Tuim
Pesquisa visual – Rô Cerqueira
Dramaturgia – Hélio Fróes, Abilio Carrascal e Izabela Nascente.
Atores/ Manipuladores – Abilio Carrascal, Adriana Brito e Eliana Santos.

Trilha sonora e preparação musical - Abilio Carrascal
Música original “Bananas em Chamas”: Hélio Fróes e Cristiane Perné.
Iluminação – Rodrigo Assis
Direção de vídeo – Rô Cerqueira e Lázaro Tuim
Produção de vídeo – Rô Cerqueira, Rodrigo Assis, Lázaro Tuim, Layza Vasconcelos e Gabriel Lotufo.
Edição de vídeo – Rodrigo Assis e Michael Valim.
Projeção Mapeada – Lina Lopes
Equipe técnica: Rodrigo Assis, Hélio Fróes, Lázaro Tuim e Bruno Garajau.

Concepção de bonecos, figurinos e cenário – Izabela Nascente
Confecção de Bonecos - Izabela Nascente, Marcos Lotufo, Marcos Marrom, Rô Cerqueira e Cia Nu Escuro
Confecção de Cenário – Marcos Lotufo e Lázaro Tuim, Izabela Nascente, Cláudio Livas, Mara Nunes e Cia Nu Escuro

Identidade Visual – Marcos Lotufo
Fotografias do espetáculo – Layza Vasconcelos
Documentário – Sérgio Valério e Andréia Mikos (Fora da Lei)
Assessoria de Imprensa - Larrisa Mundim (zeroum comunicação)
Direção de Produção – Lázaro Tuim
Produção – Bruno Garajau e Luana Oto (Balaio Produções)

Seminário (sociologia, feminismo e gênero) – Joana Plaza (Transas do Corpo)
Oficina de manipulação de bonecos – Paulo Fontes 
Workshop de teatro de animação – Marcos Marrom.


Parcerias:
Espaço Cultural Geppetto, Oxxo Acumuladores, Teatro Inacabado.

Agradecimentos Especiais as mulheres que nos emprestaram suas histórias: Dona Lia (Maria Jascinta Nascente), Dona Joaquina Cândida e Dona Vanilda Silva Gomes;

Agradecemos à Oficina Cultural Geppetto que nos deu pouso para construção, ensaio, elaboração e também para beber cerveja. Ao Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Goiás que nós carinhosamente chamamos de Escola. À toda equipe e aos queridos agregados da Cia de Teatro Nu Escuro, Milena Jezenka, Marcos Amaral Lotufo e família, Allysson Garcia, Pedro Plaza, Lia Ono, Letícia Guelfi, Aline Fratari, Hamilton Amorim, Júlio Van, Felipe Valoz, Joana Plaza, Sérgio Pato, Dênio de Paula, Paulo Fontes e Cia Gente Falante, Teatro do Maleiro, Cia Lumbra, Cia Caixa de Elefante, Layza Vasconcelos, Carlos Cipriano, Reginaldo Saddi, Sandro di Lima, Secretaria Municipal de Cultura de Anápolis, SESC Goiás, e as crianças: Caio Nascente, Ian Lotufo, Yasmim Otto (e às avos que olham estas crianças enquanto ensaiamos!).

Dedicamos o espetáculo a nossas mães e in memorian de Patrícia Lucia Nascente e Washington o “Seu menino”.
Contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

AVENTURAS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (MG)

Credito Foto_Andre Carvalho 11

02 de maio 19:30 hs
03 de maio 15:00 hs
04 de maio 15:00 hs
Teatro do Bourboun Country

Alice no País das Maravilhas, espetáculo do grupo mineiro Giramundo – um dos mais antigos do Brasil dedicado ao teatro de bonecos – usa a técnica para levar a história de Lewis Carroll além de suas fronteiras através de animação, música ao vivo, dança, tipografia e cinema.  A montagem chega ao Rio Grande do Sul em maio para apresentação única em Novo Hamburgo, dia 1º, no Teatro Feevale, e para curta temporada em Porto Alegre, de 02 a 04, no Teatro do Bourbon Country.

Pioneiro pela iniciativa de criação dos bonecos digitais de manipulação em tempo real por motion capture – tecnologia já utilizada internacionalmente no cinema, TV e artes plásticas, mas só agora empregada no teatro de bonecos brasileiro – Alice leva o expectador a um mundo hipnótico e sintético de imagens e sons, gerando uma sensação de encantamento e sonho, superando a condição de campo infantil para ganhar formas e temas adultos, dialogando com questões formais, estéticas e políticas complexas, que irão encantar pais e filhos.

Esta versão ao vivo do clássico fundamental da literatura infantil traz como novidade a forte relação com a música pop, expressa no trabalho de John Ulhoa, o produtor musical, e na trilha sonora na voz deFernanda Takai, no papel de Alice, e Arnaldo Batista, como o Chapeleiro Louco, numa união inusitada e explosiva. As músicas têm letras extraídas do texto do autor, interpretado através do rock, muitas vezes cantadas em inglês, no original.

A montagem mostra a relação entre os músicos da banda, na execução da trilha sonora, os marionetistas e o ator, atuando também ao vivo, e o vídeo e sonoplastia, todos lincados à música. Nessa harmonia entre setores e mídias tão diversos e em tempo real reside a força desta versão.

O espetáculo foi originalmente produzido para adultos, mas teve suas plateias invadidas por crianças, que demonstraram grande interesse pelas cenas, talvez por sua proximidade visual com o cinema, animação e computação gráfica. O tom surrealista e fantástico das cenas e uma indefinição entre objetos reais e projetados, causados pela ilusão de ótica, aliados à riqueza de imagens, a força do texto e a presença musical maciça fazem de Alice um espetáculo ímpar para toda a família.

PANDORGA DA LUA (RS)


Dias 22 e 23 de Abril 
Local: Teatro Sesc
Horários:
22/04 – 15h
23/04 – 10h e 15h
Natural de Santa Maria (RS), o Pandorga da Lua é um projeto musical criado em 2004. Aproxima as crianças dos ritmos gaúchos, como milonga, chamamé e chimarrita, a fim de incentivar o conhecimento e a preservação da cultura gaúcha. Em 2007, lançou o CD-livro homônimo, que ganhou o Prêmio Açorianos de Música na Categoria Infantil. Escrito por Jaime Vaz Brasil, musicado por Ricardo Freire e ilustrado por Paula Mastroberti, o trabalho conta com a participação de vários músicos e foi um dos selecionados pelo Rumos na Categoria Infantil 2010-2012.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CIDADE PROIBIDA (RS)


20 abril 11h – Av. Jaime Vignole s/nr | Bairro Anchieta
23 abril 17h – Presídio Central | Vila João Pessoa, Av. Rocio 1100
27 abril 20h – Brique da Redenção | Próximo ao Chafariz
e
02 de Maio - 20h - Praça do Aeromóvel
FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO

Sinopse: A cidade não se faz só de ruas, anúncios, sinais, esquinas e muros. É também um espaço de memória, relação e convívio, onde existe uma arquitetura sentimental, uma cartografia urbana subjetiva marcada no concreto e oculta na velocidade. A cidade é um espaço compartilhado com o outro. Cidade Proibida propõe a invenção de microterritórios de convívio em lugares que à noite passam a ser de ninguém, subvertendo a lógica do medo e do isolamento que atravessa a paisagem urbana. Em uma composição afetiva com a cidade, propõe o resgate poético-social desses espaços através de ações artísticas: um encontro cênico ao redor de uma longa plataforma, incluindo música, circo, dança, teatro, comida; a partir da temática da cidade como lugar de experiência sensível e rede de relações.

A Cia Rústica surgiu em 2004 em Porto Alegre com o objetivo de criar uma zona autônoma de trabalho entre artistas plurais. É um dos núcleos teatrais mais significativos da cidade, desenvolvendo projetos relevantes e tendo seus espetáculos premiados e reconhecidos pelo público. Combina diferentes recursos na composição cênica – música, vídeo, dança, palavra, fisicalidade, real, ficção – em uma celebração antropofágica que alimenta a cena contemporânea e investiga o pensamento não dissociado do corpo, numa crítica atravessada de poesia e humor.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Di Nardi, Gabriela Chultz, Heinz Limaverde, Karine Paz, Lisandro Bellotto, Marina Mendo, Mirah Laline, Mirna Spritzer, Priscilla Colombi, Roberta Alfaya, Rodrigo Shalako, Rossendo Rodrigues e Susy Weber
Concepção e direção: Patrícia Fagundes
Figurinos: Os atores
Cenografia e adereços: Rodrigo Shalako
Iluminação: Batista Freire
Direção de Produção: Patrícia Fagundes
Produção Executiva: Rodrigo Shalako
Blog: Marina Mendo
Assessoria de Imprensa: Leo Sant’anna
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre

quarta-feira, 16 de abril de 2014

BRASIL PEQUENO ITINERANTE (RS)


20 abril 11h – Av. Jaime Vignole s/nr | Bairro Anchieta
21 abril 17h – Esquina da Rua Dr. Murtinho com São Felipe | Bairro Bom Jesus
22 abril 17h – Vila Mário Quintana | Bairro Navegantes
23 abril 17h – Alameda 10 | Bairro Cristal
24 abril 15h – Rua Cel. Neves, 555 | Bairro Glória
25 abril 15h – Rua Mestre Macedinho | Bairro Nonoai
26 abril 17h – Rua Garça Moura | Bairro Marcílio Dias
27 abril domingo, Brique da Redenção na Praça da Av. José Bonifácio às 16h

Sinopse: Em uma estética intimista, delicada e artesanal, com bonecos articulados em miniatura, “Brasil Pequeno Itinerante” reúne histórias recolhidas pela palhaça e bonequeira GeniferGerhardt durante andanças pelo Brasil. Ao reconhecer grandezas no minúsculo, a encenação promove o diálogo entre teatro de bonecos, miniaturização, circo e teatro de rua. A sonoplastia é criada com a participação do público e o um figurino é também cenário. Formam-se pequenas rodas, contam-se histórias pequeninas e logo a andança segue, a sanfona canta e outros contos surgem saídos de bolsos e bonecos miúdos.

GeniferGerhardt é palhaça e bonequeira e em 2005 decidiu levar seus bonecos minúsculos em apresentações individuais para rua em o “Mundo Miúdo”, seu primeiro espetáculo, seguido de “Gringa Errante”, um solo de palhaça e bonecos. Em 2013 lançou o “Brasil Pequeno”, apresentando-se em residências de Porto Alegre/RS e recebendo premiações. Participou de festivais no Brasil, Argentina, França, Espanha, Holanda e Grécia.

FICHA TÉCNICA
Direção geral, atuação e confecção dos bonecos em miniatura: Genifer Gerhardt
Roteiro (adaptação de histórias reais): Genifer Gerhardt
Preparação musical (acordeon): Renato Müller
Trilha sonora: Laura Franco e Renato Müller
Figurino/ Cenário: Margarida Rache
Máscara: Viviana Schames
Iluminação: Luís Cocolichio
Registro fotográfico: Fábio Zambom
Registro audiovisual: Tiago Pinho Santos
Duração: 60 min
Classificação: Livre

OS MENSAGEIROS (RS)


20 abril 16h – Praça Capitão Coelho | Ilha da Pintada
21 abril 11h – Av. Ipiranga, Acesso 3, Rua A | Bairro Partenon
24 abril 17h – Brique da Redenção

Gênero: Teatro de Animação na Rua

Sinopse: Os Mensageiros é o resultado da pesquisa realizada pelos atores Rodrigo Shalako e Rudinei Morales sobre o metateatro e sua utilização na rua. É uma comédia sensível e tocante, permeada pela poesia e pela dança. Em cena, dois atores saltimbancos que já foram de Paris a Berlim, de Moscou a Pequim e da Cidade Baixa ao Bom Fim montam uma arena ao ar livre e têm a divertida tarefa de dar vida a Poetiza Aurora e ao Poeta Benjamin. São personagens que habitam nossos sonhos e contam suas histórias sobre amizade, repletas de significados. O espetáculo é o encontro destes inocentes personagens com seu público.

FICHA TÉCNICA
Direção: Xica Campagna
Coreografia: Letícia Paranhos
Maquiagem: Heinz Limaverde
Figurino: Margarida Rache
Trilha Sonora: Rodrigo Apolinário
Fotografia: Kiran Federico Leon
Atuadores: Rodrigo Shalako e Rudinei Morales
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PEEP CLÁSSICO ÉSQUILO (SP)


Dias 16,17 e 18 de Abril - 20h
Teatro do Museu do Trabalho
ENTRADA FRANCA (Senhas 1h antes)
Pela primeira vez na história uma companhia encena todas as peças do mais antigo autor de teatro: Ésquilo. Dentro de um cubo formado por linhas metálicas, sem qualquer trilha sonora, os atores dão vida de forma surpreendente aos textos criados na Grécia antiga. Peep Classic Ésquilo é mais do que um espetáculo, é um evento criativo e desafiador que teve amplo sucesso de público e crítica, sendo eleita a melhor estreia nacional de 2012. São seis obras em três dias – As Suplicantes e Os Persas, no primeiro; Sete Contra Tebas e Prometeu, no segundo; e Orestéia I e II, no último –, o que possibilita ao público uma experiência rara e de imenso alcance artístico e filosófico, através de uma estética imprevisível que dialoga com obras de arte atemporais e que desencadeia diversas reações nos espectadores.
 
Ficha técnica

Direção, tradução e adaptação: Roberto Alvim / Texto: Ésquilo / Elenco: Juliana Galdino, Paula Spinelli, Gabriela Ramos, Martina Gallarza, Bruno Ribeiro, Fernando Gimenes, Marcelo Rorato, Renato Forner e Ricardo Grasson / Figurino: Juliana Galdino / Iluminação: Roberto Alvim / Produção Executiva: Marcelo Rorato / Recomendação etária: 16 anos / Duração: 50 minutos (cada dia)

sábado, 12 de abril de 2014

O RINOCERONTE - Comentário Crítico

O esfacelamento das aparências

Ao assistir “O Rinoceronte” na Usina do Gasômetro, me veio à mente outro espetáculo que eu assisti este ano, "Medida Provisória", pelo fato que este trabalho trazia à tona a questão das políticas públicas sobre o projeto Usina das Artes, e sobre a questão precária do espaço público destinado a cultura. E a questão do espaço em “O Rinoceronte” é muito latente, principalmente em dois aspectos. O primeiro é relacionado à questão do espaço físico, do espaço destinado à representação, o espaço da Sala 309, que por questões de infiltrações e de segurança não pode contar com iluminação teatral, sendo que a produção teve que improvisar uma iluminação parca e precária para dar conta da peça, sendo que os profissionais tiveram que trabalhar com mínimas condições para não cancelar o espetáculo, como aconteceu com outros trabalhos no inicio do ano em vários teatros da cidade. 
O outro aspecto é relacionado ao ... Confira a íntegra do texto no blog OLHARES DA CENA

quinta-feira, 10 de abril de 2014

TEBAS, OU A TRILOGIA TEBANA (RS)


Dia 12 de Abril - 21h
Píer da Usina do Gasometro
O espetáculo narra a historia dos Labdácidas, desde a chegada da peste em Tebas, passando pelo coroamento de Édipo apos a morte de Laio, sua decadência em Édipo em Colono e a continuação do miasma da família com sua filha Antígona. Com esta adaptação dos textos clássicos de Sófocles: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona, o Levanta Favela propõe uma discussão a respeito das relações de poder, da verdade e da justiça tendo como cenário o Rio Guaiba e o céu estrelado dos fundos da Usina do Gasômetro, com sonoplastia ao vivo. Trazendo elementos arcaicos mesclados com elementos da contemporaneidade, a peça atualiza as tragédias da Grécia antiga para refletir a respeito da história recente do Brasil, as formas de governo e seus governantes na busca pelo poder.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

RICARDO (RS)


Dias 12 e 13 de abril, às 18h
Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro Bruno Kiefer
Ingressos: R$ 20,00 (meia entrada para estudantes, idosos e artistas)

E os alunos da Turma "Um Estudo sobre Shakespeare" estreiam Ricardo, uma adaptação da tragédia Ricardo III, na qual o grande dramaturgo inglês encerra um conto tenebrosamente sedutor.

“Deformado, inacabado, enviado antes do meu tempo/ P'ra este mundo que respira ainda mal feito p'la metade/E assim tão lamentável e horrendo/ Que até os cães me ladram quando manco ao passar por eles” - Ricardo, Duque de Gloucester

terça-feira, 8 de abril de 2014

O LANÇADOR DE FOGUETES (RS)


Dia 10 de Abril as 17:30hs
Largo Glênio Peres

O lançador de foguetes está a procura do lugar ideal que converge o espaço físico e a energia do público, elementos essenciais para a excelência de sua experiência cientifica. Deslocando-se com destreza pela rua, através de seu triciclo recheado de elementos cênicos, calcula os fenômenos físicos que podem interferir nesta jornada, utilizando os malabares circenses e as engenhocas astrológicas para medir as distâncias, calcular o vento e sentir as energias. 
Personagem instigante, busca parceiros para esta jornada, computa todas as informações e, através de uma trilha sonora empolgante e curiosa, lança seus foguetes-ideias ao ar. 

Com 25 anos de trabalho continuado, o Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar vem construindo uma linguagem própria, que mescla as fronteiras da arte, fazendo uma compilação entre teatro de animação, circo e música, num processo que se caracterizou pela forma simples, simbólica e poética de se comunicar. O Grupo também é responsável pela construção das suas cenografias funcionais, figurinos excêntricos e bonecos com mecanismos de manipulação únicos, sempre buscando experimentos em favor de novas propostas de linguagens para o teatro de rua. 
Ator/Diretor/Cenógrafo: Luciano Wieser. 

Produção/Figurinos/Maquiagem/assistência de direção: Raquel Durigon 

Contra regra: Arthur Cortes

Música/execução: Jackson Zambelli e Sergio Olivé

Duração: 1h

OS GRINGOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS (RS)

domingo, 6 de abril de 2014

LAR DOCE LAR (RS)

No mês de aniversário de 6 anos do Levanta Favela, teremos muitas atividades gratuitas!!
E dando o pontapé inicial teremos a apresentação do grupo de Guaíba "Comparsaria das Façanhas", com a peça "Lar doce lar" dia 7 de abril, ás 17: 30 hs na Praça da Alfândega!!!

"LAR DOCE LAR" é uma pequena peça que aborda as relações familiares e a incomunicabilidade entre pais e filhos, a geração do consumismo desenfreado que é utilizado como escapatória para aliviar as tensões do condicionamento humano.
Através da linguagem da paródia e utilizando elementos da farsa, os atores brincam com as situações do cotidiano, onde os personagens buscam soluções para seus problemas.

* Em caso de chuva a apresentação será cancelada!

FICHA TÉCNICA:
Pai – Araxane Jardim;
Mãe- Déia Alencar;
Bebê – Wirá Jardim (participação especial).
Dramaturgia, criação de cenário, desenho, trilha sonora: Araxane Jardim
Sonoplastia: Wirá jardim
Figurinos, maquiagem confecção de adereços e cenário: Déia Alencar
Orientação de atores: Caroline Falero
Produção e direção coletiva
Realização: Grupo de Teatro Popular Comparsaria das Façanhas

DURAÇÃO: 20 MINUTOS
Grátis

sábado, 5 de abril de 2014

Adeus a JOSÉ WILKER - 2014

Wilker em "O arquiteto e o imperador de Assíria"

E faleceu hoje pela manhã (5 de abril) o ator José Wilker, homem de Tv, cinema e teatro. 
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.
Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.
Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de "Bandeira 2" (1971), sua primeira novela.
Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo Mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do Destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de Baixo" (1996) e as novelas "Louco Amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e Caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo Santo" (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye Bye, Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende.
Wilker também se destacou em minisséries como "Anos Rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A Muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.