sábado, 24 de abril de 2010

Teatro:MEDIDA POR MEDIDA de Shakespeare em Montenegro





"MEDIDA POR MEDIDA" (RJ) Comédia de William Shakespeare (tradução de Barbara Heliodora)

SINOPSE: Sentindo-se culpado pela corrupção moral dos seus cidadãos, o duque de Viena passa o governo para Ângelo, que rescucita a pena de morte por fornicação. A primeira vítima é Cláudio, irmão de Isabel. Sexualidade, erotismo, hipocrisia no exercício do poder, incoerências e fraquezas do ser humano são os temas que conduzem esta comédia, que se passa em Viena, Áustria. Na peça, escrita originalmente em 1604 e publicada em 1623, 13 atores - todos homens, por decisão do diretor Gilberto Gawronski, encarnam oito personagens masculinos e três femininos. A ausência de mulheres é mais um elemento cômico na produção e faz uma alusão à época em que não havia atrizes em cena. O espetáculo tem ares ousados e até sadomasoquistas, com visual pop, figurinos atrevidos e trilha sonora recheada de hits de Madonna e Cindy Lauper.
O espetáculo é uma transposição da obra homônima de Willian Shakespeare, com tradução de Barbara Heliodora. Vale conferir a plasticidade do espetáculo. A encenação atualiza o texto de Shakespeare trazendo elementos da cultura gay para o palco. Referências aos Gogo Boys, as Drag Queens estão presentes no figurino. O visual underground das boates GLS pontuava o cenário e a luz. A trilha era basicamente composta por hits de Madonna, Cyndi Lauper e outros “Drags hits”.
O figurino, apesar de trazer sempre a impressão do déjà vu, era bacana. A textura era a sua principal característica. Uma mistura de materiais, formas e sobreposições marcavam as confecções.

FICHA TÉCNICA

Texto: Willian Shakespeare – Tradução: Bárbara Heliodora – Direção: Gilberto Gawronski – Direção de produção: Wagner Uchoa – Direção de Movimento: Renata Versiane e Jaime Bernardes – Supervisão de Direção de movimento: Deborah Colker – Maquiagem e programação visual: Fabrizo Sá – Diretor assistente: Fernando Philbert – Cenografia: Maria Sarmento e Beanka Mariz – Figurino: Antonio Medeiros e Cão Albuquerque – Iliminação: Paulo Cesar Medeiros – Trilha sonora: Estúdio Arpx – Assesoria de imprensa: Meise Halabi – Produção executiva: Luana Cabral – Fotos: Paulo Severo – Direção de Palco: Marcos Lesquezes – Animação gráfica: Rico e Renatovilarouca

Elenco: Luis Salem, Nildo Parente, Alex Nader, Rodolfo Bottino, Alcemar Vieira, Gustavo Wabner, Tatsu Carvalho, Sergio Maciel, Rafael Leal, Gilberto Gawronski, Silvio Kaviski, Murilo Fontes e Wallace Lina
Classificação: 14 anos

SERVIÇO
Data: 09/05/2010
Horário: 20h
Local: Teatro Roberto Atayde Cardona
Ingressos à venda no SESC Montenegro(Rua Capitão Porfírio, 2205) a partir do dia 29/04
R$ 5,00 comerciários
R$ 10,00 empresários, estudantes e idosos
R$ 20,00 usuários e público em geral
(descontos mediante documento que comprove a categoria)

Realização: SESC RS
Apoio: Prefeitura Municipal de Montenegro





domingo, 18 de abril de 2010

EUGÊNIO BARBA EM PORTO ALEGRE!

Atenção teatreiros de plantão, noticia maravilhosa para o povo do teatro. Eugênio Barba estará em Porto Alegre participando do 5º Festival Palco Giratório, no dia 1º de Maio as 19 hs no Teatro do Sesc em POA.
O Palco Giratório segue como mecanismo transformador e ampliador dos efeitos que o teatro possibilita na sociedade, faz com que os artistas encontrem suas consciências artísticas através da descobertas de novos caminhos, da descoberta da diversidade existente e ainda, possibilita que o público descubra a rica produção cênica desse Brasil. E abrindo o Festival, a importante presença de Eugenio Barba.
 Diretor de teatro e figura central no teatro mundial, fundador e diretor do Odin Teatret em 1964, companhia fundada em Oslo, na Noruega que se muda para Holstebro, em 1966, Dinamarca. Amigo e companheiro de trabalho de Jerzy Grotowski, trabalhando com ele diretamente durante cerca de três anos, é responsável pela divulgação de seu trabalho no ocidente. Em 1979 funda a International School of Theatre Anthropology - (ISTA), parte das atividades do Odin, o que o torna figura principal na antropologia teatral. O Odin viaja a América Latina pela primeira vez em 1976, visita o Brasil pela primeira vez em 1986, graças ao diretor Luis Octavio Burnier, que o introduz no conhecimento das manifestações culturais brasileiras. A sua vinda a Porto Alegre ainda reserva uma demostração de trabalho com a atriz Julia Varley do Odin Teatret, intitulada El Hermano Muerto. Demonstração de trabalho onde se apresenta, durante uma hora, fragmentos de textos que pertencem aos espetáculos que a atriz Julia Varley interpreta no Odin Teatret nesses longos 30 anos. Poucas e essenciais explicações acompanham o trabalho vocal que exemplifica as palavras escritas no espaço, da liberdade da interpretação. A demostração será realizada no Teatro Sesc Centro, as 19 h, no dia 02 de maio. clik aqui e confira toda a programação do Palco Giratório que este ano está maravilhosa, trazendo nomes como Armazem Cia de teatro, Barracã Teatro, Gilberto Grawronski, Leona Cavali, Grupo Galpão, Cia Stravaganza, Antunes Filho e CPT, Cia Livre entre outros.
Aproveitem este caldeirão de cultura e diversidade.
Postado por Diego Ferreira, Escape Teatro.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

MACABÉA: Una Furtiva Lacrima

Estamos mergulhados no processo de criação do nosso espetáculo provisóriamente intitulado de "Una Furtiva Lacrima" baseado no texto de Clarice Lispector "A hora da estrela". Nossos ensaios estão acontecendo no Teatro Roberto Athayde Cardona e na Estação da Cultura, nossos parceiros.
Nossas fontes teóricas são as seguintes:
* A Hora da estrela, de Clarice Lispector
*Frankestein, de Mary Shelley
* Escrever estrelas, artigo sobre a obra de Clarice Fukelman. PUC-RJ
* Teatralidade em "A hora da estrela" de Amanda Melo. UFMG.
* A Teatralidade, de Josette Féral.
* O ator compositor de Matteo Bonfitto.
* Una Furtiva Lacrima, de Caruso.

Atualmente o ESCAPE Teatro é formado por Diego Ferreira (Diretor), Lucimaura Rodrigues, Ana Denise Ulrich, Martina Nichel, Gabriela Tain Bessi, Leonardo Nunes, Adriana Korndorfer, Giuliano Primaz e Fabrizio Rodrigues ( Figurinos).
Em breve outras informações.

segunda-feira, 15 de março de 2010

FITO - Festival Internacional de Teatro de Objetos


Uma dica muito bacana, de 25 a 28 de março, vai acontecer o FITO - Festival Internacional de Teatro de Objetos - em Porto Alegre, no Cais do Porto. Serão companhias teatrais da França, Itália, Espanha, Bélgica, Argentina e do Brasil. Haverão performance, exposição, mostras vivas, shows com Uakti (MG) e Paulinho Pires (RS). TUDO COM ENTRADA FRANCA!!!!

VENHA VER OBJETOS VIRAREM PERSONAGENS.
O Festival é uma realização FIERGS SESI.

segunda-feira, 8 de março de 2010

AQUELAS DUAS em Montenegro!




Acabou-se o carnaval e Montenegro volta a receber os grandes espetáculos, através do Projeto Arte Sesc - Cultura por toda a parte. Nesta primeira etapa será apresentado na próxima sexta-feira, dia 12 de março, ás 20 hs, o espetáculo AQUELAS DUAS do Grupo Depósito de Teatro de Porto Alegre. A peça será encenada no Teatro Roberto Athayde Cardona e os ingressos antecipados estão à venda no SESC Montenegro (Rua Capitão Porfírio, 2205) ou, no dia 12/03, 1h antes do espetáculo, na bilheteria do teatro:
R$ 5,00 comerciários, estudantes e idosos
R$ 7,00 empresários
R$ 10,00 usuários e público em geral
(desconto por categoria mediante apresentação de documento comprovante)
AGENDAMENTO GRATUITO DE TURMAS PARA ESCOLAS DA REDE PÚBLICA PELO E-MAIL: lrodrigues@sesc-rs.com.br

A narrativa da peça gira em torno de duas ex-prostitutas que vivem na mesma casa, sozinhas e excluídas. A proprietária, Firmina aluga uma cama para Dolores. Com idades avançadas, elas completam-se para se manterem vivas dia-após-dia. Duas mulheres que preservam manias e neuroses; que oscilam entre o lírico e o cômico; que podem ser uma só. “O jogo de poder e submissão se estabelece. O sentimento e a prática, o pensamento e a ação, o afeto e a ausência”. Trazendo mais um ponto de vista para a feminilidade, a reflexão proposta brinca com a existência, com o tempo e com o sentimento de cada mulher de ser várias: menina, jovem, idosa...
O espetáculo Aquelas Duas é dirigido por Nelson Diniz. No elenco de Aquelas Duas, só mesmo duas ótimas atrizes: Liane Venturella e Sandra Possani.

Classificação etária: 14 anos
Duração: 70min

Eu já assisti este espetáculo anos atrás em Porto Alegre e assistirei mais uma vez, pois é um espetáculo que diverte e encanta pela beleza que ele emana. Um espetáculo que utiliza a técnica das atrizes a serviço de um espetáculo muito vigoroso, construíndo um jogo de espelhos onde um reflete o outro, e este espelho se volta a platéia pois o que estamos presenciando ali nos diverte e nos choca ao mesmo tempo. este espetáculo foi muito inspirador para a construção do nosso Wilma e Elza, quem for assistir verá que temos muitas coisas em comum. Então fica o convite para todos. É uma ótima pedida para o final de semana.











 

sexta-feira, 5 de março de 2010

II PARADA DE TEATRO

No dia 28 de março, domingo, será realizada a II Parada de Teatro na Redenção em Porto Alegre. Nós do ESCAPE TEATRO estamos nos preparando para estarmos representando o teatro de Montenegro lá na parada. Quem quiser se juntar a nós, entre em contato através do e-mail escapeteatro@bol.com.br para nos organizarmos. Tem uma espécie de samba enredo que será cantado lá no dia, abaixo tem a letra, confiram e decorem para chegar lá e se divertir. A parada de teatro é uma manifestação alusiva ao Dia Mundial do Teatro, comemorado no dia 27 de março. Um espaço democrático para que as pessoas brinquem a magia do teatro. E o bacana é ir com um figurino, maquiagem e toda a parafernália que puder. Apareçam!


Samba-Enredo 1


(4x) Ponha mais teatro no seu cardápio

Teatro de rua
Teatro de sala
Teatro no palco
Teatro na praça
São vários sabores é só escolher

Teatro daqui feito pra você
Teatro de luxo é teatro gaúcho
Vem pro teatro ver pra crer!
Vem pro teatro esperamos você!

DIALOGANDO COM BETH - Comentário Crítico!

Assisti ontem pela segunda vez "Dialogando com Beth", espetáculo resultado da mais nova safra de graduados da UERGS/FUNDARTE, sendo que as atrizes Amanda Novinski e Fabiana Franzozi encabeçam esta produção.
A primeira vez a que assisti a peça, tinha todo um clima de tensão, pois estava sendo avaliado pela banca, o que era muito compreensivo, mas não deixou de ser ótimo. Aqui neste texto pretendo colocar o meu ponto de vista acerca do que assisti, pensando que poderei estar auxiliando e assim divulgando este trabalho.
A narrativa central da peça se passa num programa de TV, o "Dialogando com Beth", onde temos a presença de uma produtora, a Abismolina e uma assistente, personagem de Lis Machado, que pela  manifestação da platéia percebe-se que ela rouba a cena em todas as suas aparições, mesmo quando esta não está no centro da ação, o nosso olhar se volta a ela pela construção que ela consegue dar a sua personagem, simples e sem grandiloquências, mas completamente contundente e verossímel. Parabéns a Lis, pois sua presença é  fundamental nesta peça. Voltamos a narrativa, pois bem, se passa na gravação de um programa de TV ao vivo, contando com todos os problemas que acercam a gravação de um programa deste tipo, como a apresentadora não estar lá no horário em que se está entrando no ar, assim como outras surpresas que surgem durante a gravação. Outro destaque é a personagem de Fabiana Franzosi, a Beth do tal título, pois a construção desta personagem é bastante caricata, e este termo é utilizado aqui nun sentido positivo, sendo que a atriz consegue sustentar esta caricatura das apresentadoras carismáticas televisivas (mesmo com o sapato apertado), louras e gostosas e em contra-ponto a isso mostra a outra faceta desta mesma personagem quando não está frente as câmeras, que já não é tão carismática assim. Fabi capta isto muito bem. Penso que o grande momento de Fabiana é na sessão de regressão, onde pode mostrar todo o seu potencial, mesmo em momentos pequenos como a hora em que ela tira o sapato, quando perguntada se algo lhe encomodava. A dramaturgia repleta de segredos e revelações é maravilhosa, muito bem construída, ágil e engraçada, mas o que poderia apenas se resumir em apenas uma sucessão de entradas e saídas de personagens cômicos ou tipificados, se torna uma história que vai se revelando aos poucos, com pitadas melodramáticas como a cena em que a Beth revela que deixou uma correntinha no pescoço de sua filha e que mais tarde, quando elas se reencontam, dá-se o reconhecimento por este objeto, recurso bem melodramático e muito bem resolvido. 
Tenho que falar de Amanda, lógico, só não posso dizer que é a grande estrela do espetáculo porque suas colegas estão muito bem em suas personagens, mas Amanda se  mostra muito competente em todos os seus tipos construídos através de suas imitações. A produtora, o estilista, o astro rockeiro, a pscicanalista, a loura estrangeira,enfim uma galeria de tipos muito bem criados. Meu destaque fica para o estilista e para a loura com seu aparelho de tradução simultânea, hilariante.
E por fim, a chegada surpreendente da filha de Beth, sendo interpretada por Grazi Borguetto, que mais uma vez arrasa na criação de suas personagens e sempre entra por último em cena, assim como aconteceu na peça, Casinha Pequenina, em que ela fazia uma espécie de garoto dançarino, que entrava no final e mantinha a mesma linha de criação.
Um dos pontos negativos é quando a ersonagem da Lis passa com as placas de APLAUSOS, RISOS ou OHHHH, este argumento é ótimo, porém em alguns momento as atrizes atropelam suas falas não dando tempo para a devida participação da platéia, o que ocasiona certa perda do texto. Uma dica: dêem um tempo maior nestas participações que são muito boas. Parabéns ao orientador deste trabalho, o nosso mestre Carlos Mödinger.
Destaque também para a produção que foi muito caprichada com camisetas, cartões da apresentadora e a produção de um vídeo para o espetáculo, o que demostra a preocupação da produção.
desejo que este espetáculo não pare por aqui, que alcance e trilhe por outros caminhos, pois merece ser visto por muitas pessoas.
Parabéns a todos os envolvidos.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

OFICINA DE MONTAGEM TEATRAL - 1º MÓDULO




OFICINA DE MONTAGEM TEATRAL – 1º MÓDULO

• PÚBLICO-ALVO:

Todos os interessados a partir dos 15 anos (iniciantes)

• QUANDO: de 13 de Março a 03 de Julho de 2010.

Sábados das 14 hs as 17:30 hs

• CARGA- HORÁRIA: 17 encontros. 40 horas/aulas.

• METODOLOGIA:

O curso é composto de um semestre de aulas práticas, seminários teóricos e uma Mostra Teatral aberta a público.

• CONTEÚDOS:

Uma oficina de introdução que, através de jogos e improvisações, permite exercitar as regras da teatralidade. Jogos Teatrais (tempo/espaço, foco e contracenação), interpretação (improvisação e performance do ator). Apostando que o exercício teatral pode desenvolver a sensibilidade e a vivência de grupo sendo facilitadora das relações humanas, esta oficina se propõe a descobrir as potencialidades criativas dos participantes, utilizando como base para o trabalho o jogo cênico e a improvisação. Assim, utilizando o corpo como veículo de comunicação, o aluno é conduzido ao estado seu criativo. Ao final será realizada a montagem do espetáculo A VER ESTRELAS de João Falcão.

• MINISTRANTE:

Diego Ferreira. Diretor do ESCAPE Teatro.

(Ator e Diretor, Licenciado em Teatro pela UERGS/FUNDARTE, que em 2009 dirigiu o espetáculo WILMA e ELZA.)



• INVESTIMENTO:

R$ 100,00 à vista até 16 de março de 2010.

1 + 3 x de R$ 30,00 (16/03, 05/04, 05/05, 05/06)

(R$ 30,00 de matrícula + 3 parcelas de R$ 30,00).



• COMO SE INSCREVER:

Inscrições e informações através do e-mail:

escapeteatro@bol.com.br ou diegoferreira1@bol.com.br

Fone (51) 8177.4446.

Ou através do blog: http://escapeteatro.blogspot.com

ATORES SELECIONADOS AO ESCAPE TEATRO!

Ontem foi o último dia do Workshop de Teatro, realizado no Teatro Roberto A. Cardona e na Estação da Cultura. Foi uma semana muito agradável para todos, saindo com a certeza de que pudemos nos conhecer um pouco melhor e o mais importante é que com essas ações além de nos divertimos muito, aprendemos muito.
Os selecionados são:

ADRIANA KORDORFER
GABRIELA TAIM BESSI
GIULIANO PRIMAZ
LEONARDO NUNES
MARIA EDUARDA DA SILVEIRA

Parabéns aos selecionados e agora é levantar as mangas e começar a trabalhar já na segunda feira.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO E DANÇA 2010!

Dentrofora indicado como melhor espetáculo

Saiu a lista dos indicados ao Prêmio Açorianos de Teatro e Dança e ao Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil de Porto Alegre referente a temporada de 2009.
Neste ano ao conferir a lista tive muitas surpresas, pois entre os indicados existem muitos amigos, colegas de faculdade ou professores que fazem parte de minha trajetória. Vamos a eles então:
Na categoria TEATRO ADULTO temos:
MARCO FRONCHETTI concorrendo com melhor espetáculo e melhor direção por O BAIRRO, espetáculo belissímo que eu assisti ano passado. Marco é o meu mestre na arte teatral pois aprendi muito com esta pessoa iluminada do teatro, que fazia tempo que não dirigia nenhum espetáculo.  SISSI VENTURIN minha colega de faculdade, indicada na categoria melhor atriz pelo seu trabalho em TERESA E O AQUARIO, da Cia Espaço em Branco. TÂNIA FARIAS também como melhor atriz por seu trabalho em O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO  da Terreira da Tribo Ói nóis aqui traveiz. Tânia foi minha professora em uma oficina na Terreira da Tribo e que eu me identifico muiot com o trabalho dela e de toda a tribo, o que foi uma surpresa muito grande ver o trabalho de rua da Terreira sendo indicado em várias categorias do Açorianos, demostrando o tamanho da qualidade do trabalho desenvolvido por este grupo gaúcho. Outro destaque é a indicação póstuma do ator Zé Mário Storino, falecido ano passado e que merece ser lembrado pelo seu trabalho prestado as artes cênicas do estado. Umas das indicações mais comemoradas por mim certamente é a de FABRÍZIO RODRIGUES, pelo seu trabalho realizado como figurinista do espetáculo "ELEFANTILT" da Cia Babel de Teatro. Fabrizio é um artista nato, com formação em Artes Visuais pela UERGS , que também é artista plástico, maquiador e aderecista. Vou fazer de tudo para ele trabalhar conosco em nosso próximo projeto do ESCAPE TEATRO.
Já na Dança tivemos a indicação do espetáculo TRÊS MARES, que tem no elenco os amigos Márcio Barreto e Marcos Guarani, que está indicado na categoria melhor espetáculo e melhor coreografia, já o meu colega e amigo LINDON SHIMIZU está indicado na categoria melhor bailarino pelo espetáculo Ato ao acaso. E no Prêmio Tibicuera temos a indicação de Simone de Dordi pela peça Herlói, o herói, aos que já conhecem o talento da Simone sabem do que ela é capaz.
Então estes foram os amigos indicados aos prêmios concedidos pela prefeitura de Porto Alegre, que terá sua cerimonia realizada no dia 30 de março no teatro Renascença.
Parabéns a todos os indicados e que vençam os melhores.  
LINK INDICADOS TIBICUERA LINK INDICADOS AO AÇORIANOS TEATRO LINK INDICADOS AO AÇORIANOS DANÇA

domingo, 14 de fevereiro de 2010

DIALOGANDO COM BETH em Montenegro!

No dia 04 de março acontecerá no Teatro Therezinha P. Cardona o espetáculo "Dialogando com Beth". A apresentação é uma promoção da Fundarte para receber os novos alunos da graduação da UERGS. Este trabalho foi apresentado no final do ano passado como trabalho de conclusão do curso de teatro da Uergs das atrizes Amanda Novinski e Fabiana Franzosi e conta com a participação especialissima das atrizes Lis Machado e Grazi Borguetto. Vale a pena conferir, pois eu já assisti e recomendo, pois o espetáculo é leve e recomendado a todas as idades, mostrando a maturidade destas artistas-criadoras que além de atuarem criaram a dramaturgia da peça com a orientação do Carlos Mödinger. Destaque para as intervenções de Lis Machado que com sua presença rouba a cena em alguns momentos, mesmo sem se expressar através da palavra. Então fica o convite a todos os amigos para prestigiarem este trabalho maravilhoso.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

WILMA & ELZA em imagens!

Algumas imagens do espetáculo Wilma e Elza, de 2009, com Tuti Kerber e Rosmeri Lorenzon, minha primeira empreitada como diretor. O crédito das fotos é de Maria Paula Correa. Wilma e Elza, saudades de vocês!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

WORKSHOP DE SELEÇÃO PARA O ESCAPE TEATRO

O ESCAPE Teatro dentro de seu projeto de compartilhamento oferece uma oficina de teatro aberta a todos os interessados. Ao final do curso serão escolhidos três atores para fazer parte do ESCAPE Teatro. Os interessados devem enviar um e-mail solicitando o envio da ficha de inscrição.

WORKSHOP DE TEATRO – SELEÇÃO PARA ELENCO


• PÚBLICO-ALVO:

Todos os interessados a partir dos 15 anos (Possuir experiência anterior em teatro)

• QUANDO: 22, 24, e 26 de Fevereiro de 2010 das 19 as 22 h.

• ONDE: No Teatro Roberto Athayde Cardona (dias 22 e 24) e Estação da Cultura (dia 26).

• CARGA- HORÁRIA: 3 encontros - 9 horas/aulas.

• METODOLOGIA:

O Workshop é um curso intensivo aberto para todos aqueles que já tenham alguma experiência em teatro, onde serão trabalhos exercícios e jogos com o propósito de selecionar alguns integrantes para fazerem parte do próximo projeto do grupo, a encenação do espetáculo “A hora da estrela” de Clarice Lispector.

• CONTEÚDOS:

Um curso intensivo que através de jogos e improvisações, permita exercitar as regras da teatralidade dentro do coletivo. Jogos Teatrais que permitem a integração do grupo, assim como o trabalho focado na idéia do coro, do coletivo, do grande grupo.

• MINISTRANTE:

Diego Ferreira. Diretor do ESCAPE Teatro.

(Ator e Diretor, Licenciado em Teatro pela UERGS/FUNDARTE, que em 2009 dirigiu o espetáculo WILMA e ELZA.)

• INVESTIMENTO:

O Workshop será oferecido de forma GRATUITA. Não será cobrada nenhuma taxa departicipação.

• COMO SE INSCREVER:

Inscrições e informações através do e-mail: escapeteatro@bol.com.br ou diegoferreira1@bol.com.br
Fone (51) 8177.4446.

Esta oficina tem como apoiadores:
Prefeitura Municipal de Montenegro - SMEC.
Teatro Roberto Athayde Cardona.
Estação da Cultura.
SESC-Rs.

NASCE O NÚCLEO ESCAPE TEATRO

No dia 13 de Janeiro em reunião na Estação da Cultura em Montenegro refletimos sobre um anseio antigo da criação de um grupo de pesquisa teatral voltado não somente voltado para a criação de espetáculos, mas com uma preocupação de ser um espaço aberto que discuta e reflita o teatro feito na cidade, após a formação dos integrantes no curso de teatro da UERGS. Seria um espaço para continuar desenvolvendo as nossas pesquisas e possibilitando o compartilhamento com outros atores interessados na pesquisa artística.
O grupo pretende ser um pólo constante de discussão e produção de teatro. Pretendemos ser um núcleo artístico, aberto a trocas e intercâmbios, focando seu trabalho na pesquisa de idéias necessárias ao fazer teatral, num processo interno de diálogo entre seus componentes. O propósito é fazer um teatro focado no trabalho do ator. Observando a realidade teatral em Montenegro, constatamos a carência de oportunidades de reciclagem para atores e técnicos já formados nos espaços culturais existentes na cidade. Os grupos existentes encontram, em raras oficinas, e na Fundarte, um espaço para o aprendizado. Para os atores sem grupos, é ainda mais difícil se desenvolver. Por isso, é importante a abertura de um novo canal para o desenvolvimento e a troca de experiências e idéias, contribuindo para que a região se torne cada vez mais um pólo de artes cênicas do estado.

OBJETIVOS

 Realizar um trabalho continuado apostando na criação compartilhada.

 Possibilitar um novo cenário criativo em Montenegro e na região.

 Formação teatral com a preocupação na reciclagem dos integrantes do grupo, para uma experiência de criação em grupo e tudo o que ela implica.

 “Fazer”, “transmitir”, “compartilhar”.

 Pesquisa, criação e compartilhamento de experiências.

 Perspectiva de continuidade, de sistematização e experimentação da linguagem cênica.

 Espaço de confronto de idéias e de criação.

 Criar um ambiente de cumplicidade, responsabilidade e autonomia.

 Corpo, voz, improvisação, produção cultural, ética, história do teatro, filosofia, procedimentos que tem a proposta de integrar e formar o grupo.

 Organização de ciclos, palestras, debates, seminários, festivais, mostras de cinema e oferecimento de oficinas e workshops.

INTEGRANTES DO ESCAPE TEATRO:

Ana Denise Ulrich - Atriz Lic. em Teatro pela UERGS; e professora Lic. em Letras - Hab. Lingua Alemã pela Unisinos.
Diego Ferreira - Ator e Diretor Lic. em Teatro pela UERGS.
Lucimaura Rodrigues - Atriz e Técnica de Cultura do SESC/Rs, Lic. em Teatro pela UERGS.
Martina Nichel - Atriz com formação em Teatro pela FUNDARTE.

Nos meses de janeiro e fevereiro o ESCAPE Teatro têm se encontrado quinzenalmente para debater questões sobre o trabalho do ator e sobre a TEATRALIDADE, campo de pesquisa do grupo neste ano de 2010, focada principalmente em desvelar a teatralidade existente na obra literária de Clarice Lispector, "A hora da Estrela, nosso projeto cênico para este primeiro ano de existencia. A partir do inicio de março nossos encontros passaram a ser três vezes por semana para efetivar a pesquisa teatral que originara o nosso primeiro trabalho que tem previsão de estreia para outubro. 
A pesquisa do grupo está embasada nos seguintes teóricos:

* A hora da estrela de Clarice Lispector.
* Do texto ao contexto de Matteo Bonfitto.
* A arte do ator: princípios comuns para metodologias diversas de Sérgio Lulkin.
* A Teatralidade em "A hora da estrela" de Amanda de Souza Melo.
* A Teatralidade: Pesquisa  sobre a especificidade da linguagem teatral de Josette Féral.
*Teatralidade, material didático de Marta Isaacsson.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tempos de Paz. O texto é a alma do negócio (cinema)!


Tempos de Paz é um filme que merece ser visto. Um drama cuja força está no texto. E é fácil entender porque. O texto original, "Novas Diretrizes para Tempos de Paz", nasceu como teatro quando seu autor Bosco Brasil participa do Projeto de Dramaturgia do Teatro Ágora em novembro de 2001. Era um momento de experimentar linguagens e o texto experimentou emoções e conflitos. O texto é curto de apenas uma hora. Assisti ao espetáculo quando este ocupou o Theatro São Pedro em 2004, em Porto Alegre, com Tony Ramos e Dan Stulbach. E agora tive a oportunidade de assistir ao filme. Tudo se passa em 18 abril de 1945 no Rio de Janeiro quando o polonês Clausewitz desembarga fugindo da europa em guerra ao lado de outros que também fugiam. O Brasil era o local escolhido por Clausewitz por que sua lingua, o português do Brasil é sonora, cheia de balanço e portanto bonita. Um povo que fale essa lingua tem de ser um povo especial com o qual queria contribuir com seus braços como agricultor. Nesse dia o Brasil era um caos. Os aliados tinham vencido a guerra mas o armistício ainda não havia sido assinado. Com a derrota do nazifascismo Getulio Vargas anistia os presos políticos e ninguém da polícia politica sabe como agir. Foram anos caçando e torturando os opositores do regime que ao solta-los a burocracia repressiva está perplexa a espera de novas diretrizes para tempos de paz. Ao passar pela alfândega e demonstrando seu entusiasmo, esperança com a terra escolhida e exibindo seu português auto didata Clausewitz chama atenção da polícia portuária e o levam o entusiasmado polonês ao comissário do porto Segismundo. E a partir daí é um duelo de diálogos e emoções pouco visto no cinema que sempre careceu de bons diálogos. Frente a frente os dois personagens buscam construir sua identidade em uma nova situação. Segismundo um torturador que por sua ocupação se vê sozinho num novo mundo de liberdade onde ele não tem lugar e o pouco que resta de autoritarismo exerce naquele pobre Clausewitz. Este desacreditado com o velho mundo vem ao novo construir sua nova vida e identidade. Do velho mundo ele não quer nada e por isso troca de profissão, deixa de ator para ser agricultor. O Brasil precisa de braços para a agricultura repete Clausewitz várias vezes diante de Segismundo. O Filme é um adereço, uma moldura para que Toni Ramos (Segismundo) e Dan Stulbach (Clausewitz) defendam seus personagens. Um Tour de Force, uma queda de braço de interpretação. Os dois atuam juntos desde 2002 quando estrearam na Casa de Cultura Laura Alvim e percorreram o Brasil com o espetáculo. Dan está há mais tempo. Foi ele quem em novembro 2002 estreou no Ágora e no papel de Segismundo teve primeiro Jairo Mattos e depois Paschoal da Conceição. Só no ano seguinte é o texto volta a ser montado quando Toni Ramos busca um novo texto para montar e encontra Dan Stulbach e Novas Diretrizes em Tempos de Paz. Com o sucesso do espetáculo no teatro estimula Daniel Filho a transforma-lo em filme. Com câmera mais próxima dos atores do que os olhos de uma platéia de teatro pode-se perceber que depois de tantas apresentações Toni e Dan refinaram seus personagens onde qualquer gesto ou expressão facial pertencem aos personagens e não aos atores. O impasse dos dois personagens só se resolve quando Clausewitz declama o texto “ A Vida é um Sonho” de Calderon de La Barca para Segismundo que nunca tinha ido ao teatro. E nesse momento teatro redime os dois personagens e é a prova de amor ao teatro do autor Bosco Brasil. Ou seja, o filme é uma manifestação de amor ao teatro, mas pela via indireta, utiliza como pano de fundo os destrosos do final da 2ª Guerra Mundial para no final deleitar o espectador com um verdadeiro teatro. Todos somos atores com suas lembranças, memórias e histórias. Belo filme, belo elenco e bela transposição para o teatro!

PENSE NO HAITI, REZE PELO HAITI


Haiti


Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos (E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos

E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil, que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

TRABALHO DE FIGURAÇÃO EM MINI-SÉRIE


Repasso a todos a proposta de trabalhar com figuração em uma mini-série da casa de Cinema de Porto Alegre, com treze capítulos. Neste momento está acontecendo o cadastramento, e as gravações começam entre janeiro e fevereiro e vão até o final de abril. Estão precisando de vários perfis. As participações são de uma diária normalmente. tem um cachê básico que varia de acordo com o tempo de gravação, de R$ 30,00 até R$ 100,00. Quem tiver interessado mandar foto ( no título deve constar nome completo e telefone) para o seguinte e-mail: figuracaomdf@gmail.com
Maiores informações com:
Vika Schabbach
8187. 4873

Quem puder aproveite!

A ascenção de Maria Gadú!

Tenho que falar sobre esta pequena notável que vem causando furor por onde passa, por onde canta ou por onde encanta. Um dos nomes mais (bem) falados ultimamente no mercado fonográfico nacional é o de Maria Gadú. Com um álbum recém-lançado pelo selo SLAP (da Som Livre, que se esmerou no bonito projeto gráfico do disco). Meu Deus, há quanto tempo que uma música, ou melhor, uma cantora e todas as suas músicas. A primeira vez que eu escutei foi num comercial de TV, era a divulgação do CD da trilha sonora de uma novela da Globo. A música era Shimbalaiê, uma música com um arranjo simples e uma letra poética, mas que grudou no meu ouvido (e no coração!) e não quis sair mais. Desde Vanessa da Mata que eu não me identificava tanto com uma cantora. Depois assisti a sua performance no programa do Serginho Groissman, o "Altas Horas", simplesmente brilhante ouvi-lá cantar uma regravação de "Ne me quitte pas" de Jacques Brel. Uau, que arraso! Fui para a internet e ouvi todo o seu CD, e ele é fantástico do inicio ao fim, incluindo mais uma regravação de uma música do saudoso "O Grande Circo Místico" de Edu Lobo e Chico Buarque, e a música é "A história de Lily Brown". Babei! Ah, e por falar em babar, Maria Gadú fez uma leitura super particular da "canção" "Baba", aquela mesma de Kelly Key. Maria Gadú prova que sempre é possível reinventar um clássico de forma original, que ganhou uma minimalista versão voz e violão. Não estou brincando não, e não é que a letra da música é poética ao extremo. Gadú consegue extrair de músicas como esta poesia e encantamento, Baba Baby ficou linda!!!   (Lembro da versão que o Zeca Baleiro fez para "Proibida pra mim", do Charlie Brown Jr). Tem uma outra que ela canta também que é "Lanterna dos Afogados", linda!
A paulistana Maria Gadú foi introduzida à prática musical ainda na infância. Aos 7 anos de idade, já gravava músicas em fitas cassetes. Fez poucos meses de aulas de violão, longe do suficiente para ler partituras, mas o possível para compor através da prática. Fez desde os 13 anos shows em bares e festas de família em sua cidade de São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2008, quando começou a tocar em bares da Barra da Tijuca e da Zona Sul. Sua carreira passou a ter ascenção ao despertar atenção de famosos ligados ao meio musical, como Caetano Veloso, Milton Nascimento, João Donato, dentre outros. Maria Gadú ganhou destaque ao interpretar "Ne me quitte pas", de Jacques Brel, para o diretor Jayme Monjardim, que estava em fase de pré-produção da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração. A versão de Gadú, logo, foi incluída na trilha sonora da minissérie que estreara em janeiro 2009, na qual a cantora, ainda, fez uma participação especial como atriz. No início de 2009, aos 22 anos de idade, Maria Gadú preparava seu primeiro álbum, homônimo, lançado pelo selo SLAP, da gravadora Som Livre, e produzido por Rodrigo Vidal.
Suas influências são: Ana Carolina, Maria Bethânia, Adoniran Barbosa, Marisa Monte Kelly Key e Sandy e Junior.
E a melhor notícia é que ela vai estar no Rio Grande do Sul, dia 14 de Janeiro (depois de amanhã) no Bar Opinião as 23 hs, em Porto Alegre, e dia 15 de janeiro no Scooba, as 22 hs em Imbé! Quem puder ir aproveite, pois eu digo que não irão se arrepender!
Dá-lhe Gadú! Sucesso!

Ciclo de Leituras Dramáticas: Verão Tchecov no Santander Cultural!

Estava dando uma olhada na programação de verão do Santander Cultural e vi que este ano terá continuidade do projeto Leituras Dramáticas, cuja primeira edição ocorreu em 2009. Este ano o foco do projeto será nos textos de Tchecov. Confira programação abaixo que conta com os melhores diretores e atores do atual teatro gaúcho.


CICLO DE LEITURAS > Verão Tchecov

Dias 12, 19, 26 de janeiro e 02 e 09 de fevereiro, às 18h

Venha conferir as interpretações de cinco diretores gaúchos das obras do dramaturgo russo Anton Tchecov. Luciano Alabarse, Luciana Éboli, Adriane Mottola, Vika Schabbach e Margarida Leoni Peixoto fazem a leitura dramática de textos de Tchecov, todas as terças-feiras, às 19h. Com coordenação de Luciano Alabarse. Não perca!

12 jan – O Canto do Cisne, Luciano Alabarse: diretor teatral, formado em Artes Cênicas pela UFRGS. Criador e atual coordenador do Porto Alegre em Cena, festival internacional de teatro de Porto Alegre, atualmente em sua 17ª edição. Produtor e realizador de mais de 10 espetáculos teatrais, com premiações nacionais e internacionais.

19 jan – A Gaivota, Luciana Éboli: diretora e atriz formada em Artes Cênicas pela UFRGS, mestre e doutoranda em Letras pela PUCRS. Participou em mais de 30 montagens teatrais gaúchas nas áreas de direção, atuação, sonoplastia, produção, cenografia, figurinos e dramaturgia. Últimos trabalhos em teatro: Medéia, Locomoc e Millipilli e Bonequinha de Pano.

26 jan – Tio Vânia, Adriane Mottola: diretora da Cia. Teatro di Stravaganza, grupo teatral gaúcho com 21 anos de existência sediado em Porto Alegre. Mestre em Artes Cênicas pela UFRGS e pós-graduada em Teoria do Teatro Contemporâneo, Adriana já atuou em mais de 20 espetáculos teatrais.

02 fev – As Três Irmãs, Vika Schabbach: atriz, professora e produtora. Graduada em Interpretação e Artes Cênicas pela UFRGS. Espetáculos recentes: Édipo, Ouvindo Coisas e Medéia. Com este último recebeu o Prêmio Açorianos 2007 de Melhor Atriz Coadjuvante.

09 fev – Os Males do Tabaco, Margarida Leoni Peixoto:vencedora do Prêmio Tibicuera de Melhor Atriz Coadjuvante em 2005 por Locomoc e Millipilli, um quebra-cabeças cheio de aventuras; e vencedora do Prêmio Açorianos de Melhor Atriz Coadjuvante em 2006 por Hamlet. Tem vários trabalhos em teledramaturgia na RBS TV e participações em comerciais de TV veiculados em todo o Brasil.










quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Projetos para 2010!



Bom, o ano mal começou e minha cabeça já se volta para os projetos nos quais eu pretendo me envolver neste ano. São três projetos para este primeiro semestre:
1º. Realizar a montagem do espetáculo " A HORA DA ESTRELA" de Clarice Lispector. Impossível negar, mas minhas atenções estão totalmente voltadas para este projeto, em que eu sou responsável pela direção e dramaturgia. Desde o final de 2009, venho pesquisando, lendo, rabiscando, desenhando, enfim, desvelando as possibilidades teatrais existentes na obra de Clarice Lispector. Me acompanha nesta empreitada Lucimaura Rodrigues, técnica em cultura do Sesc, que depois de um tempo afastada dos palcos retorna nesta montagem. Nosso objetivo é descobrir ( ou potencializar) a teatralidade na obra referida. Este projeto é uma das ações para comemorar a passagem dos meus 15 anos initerruptos dedicados aos palcos.   Então aguardem a estreia para o segundo semestre de 2010.
2º Fui selecionado para o Ateliê de Artes Plásticas da FUNDARTE em Montenegro, com inicio das aulas no dia 8 de março. Estou bastante ancioso para iniciar mais uma fase em minha vida artistica. Durante a faculdade de teatro na Uergs, tive a oportunidade de fazer uma disciplina de Experimentação e Análise de materiais, com o professor Marco de Araújo, que foi revelador, e me mostrou que eu tenho sim, assim como todos, a capacidade de produzir um trabalho artístico. Desta disciplina nasceram quatro telas que eu guardo com muito carinho. Então resolvi me inscrever e descobrir quais são estas possibilidades. Sendo que nas artes visuais posso descobrir técnicas que poderão me auxiliar no teatro.  Ah, meu filho também foi selecionado para fazer musicalização infantil e artes para crianças, fiquei bastante feliz, pois é interessante que ele possa ter acesso desde já a arte e cultura, um instrumento para auxiliar na formação pedagógica e social dele. Depois quando ele crescer ele opta pelo que deseja seguir, o importante é possibilitar o acesso a arte.
3º Auxilio na direção para a colega Ana Denise Ulrich, para a remontagem do seu trabalho de conclusão de curso que ela quer seguir apresentando. O texto é de Rafael Solana, "Que não se culpe ninguém". Confesso que tentarei convence-lá a adiar este projeto e se juntar  a nós, na "A hora da estrela", pois minhas atenções já não conseguem ser divididas com outros projetos. Ana junte-se a nós, por favor!!!!
Não posso esquecer de citar Daiane e Matheus meus projetos de hoje e sempre, para todas as horas! 
Que Dionisio nos acompanhe!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Poeminha do baú!


Minha primeira postagem do ano será de um poeminha que eu escrevi em uma oficina de criação literária em 1998, há exatamente doze anos atrás! Estava eu fazendo algumas faxinas aqui em casa e achei no meio de alguns papéis. Gente, não sou nenhum escritor, poeta ou seja lá o que for, mas eu guardei o meu primeiro escrito e compartilho agora com vocês! Pode parecer tosco, mas era o que eu tinha a necessidade de colocar no papel naquele momento, em determinada situação e num determinado contexto!

VENDE-SE

Vende-se arroz, feijão e pão.
Vende-se a fome, miséria.
Vende-se a vida
Que é uma coisa séria.
Vende-se o amor, substituindo a dor.
Vende-se a paz, que aqui jaz.
Vende-se a união, após a separação.
Vende-se a moradia, os mendigos estão por aí.
Vende-se a droga,
a droga da vida,
a vida da morte.
Vende-se a morte para quem quiser compra-lá.
Diego Ferreira/1998.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Porto Verão Alegre 2010!


Fim de ano se aproxima e com isso mais um Festival Porto Verão Alegre vem junto. Segue abaixo a programação com os espetáculos. Nos próximos dias destacarei alguns, mas uma olhada rápida na grade de programação percebo que há poucas novidades. Bom apetite aos teatreiros!
CLICK AQUI NO LINK: PROGRAMAÇÃO PORTO VERÃO ALEGRE 2010

sábado, 26 de dezembro de 2009

JODOROWSKY: Sonho, magia e desrazão.




Alejandro Jodorowsky é uma entidade metafísica cujo nome está em toda parte e cujos filmes não se veem em lugar algum. Maldito e endeusado na indústria cinematográfica, ele tem uma presença no teatro, nos quadrinhos, na literatura e em dezenas de outros canais por onde jorra sem cessar sua torrente de sincretismo criativo entre diferentes linguagens e diferentes culturas. Através de uma amiga que me emprestou um box contendo quatro Dvd's deste mestre pude conhecer e de imediato me curvar a este que sem dúvida nenhuma é um dos mestres do cinema mundial, mas que não é reconhecido como. O primeiro filme a que assisti foi "La Cravate".

Este filme é de 1957, filmado em Paris, onde Jodorowsky fazia as suas primeiras experimentações no mundo das imagens em movimento. Este filme é uma versão muda para um conto de Thomas Mann. O filme é ingênuo, belo, completamente absurdo e surral, marca registrada deste diretor. Logo em seguida, assisti ao próximo filme: The Holy Mountain - A montanha sagrada, de 1973. Esta foi a grande obra ovacionada no Festival de Cannes de 1973. Eu nunca tinha visto algo como este filme. Absurdo, visionário, uma viagem alucinógena que trabalha os sentidos do espectador. Fiquei impressionado diante da cascata de imagens que pareciam inesgotáveis de invenção. Senti uma rede de vasos comunicantes, que se passam pela semelhança entre formas diversas. Isso se confirma em todas as suas obras. A mim, vem a idéia de que seu elemento mais crucial é o espetáculo, o grande espetáculo, prodigioso, que fascina e enfeitiça; mas um espetáculo que põe em cena um universo subversivo. Teatral!

Cineasta, dramaturgo, literato, ensaísta, quadrinista, tarólogo e especialista em psicomagia, Jodorowsky é fundador do Teatro Pânico, com os surrealistas espanhóis Fernando Arrabal e Torpor. Baseado em uma performance-art escrita por Arrabal, Fando & Lis é outro filme de Jodo sendo um mostruário de personagens perdidos que transitam por labirintos caminhos da imcomunicabilidade. Enfim, Jodorowsky é um inventivo diretor e pode sim, influenciar toda uma nova geração de cineastas e porque não atores e diretores teatrais, pois suas obras exalam criatividade, sonho, magia e desrazão, pois foge da linearidade da fábula criando um cinema surreal e pós-dramático, termo utilizado por Thomas Lemann para o teatro que pode ser utilizado aqui, pelo menos o vejo como um pós-algo-alguma-coisa-dramática-enfim, sei-lá.... Urgentemente precisa ser visto, divulgado e degustado como um clássico cinematrográfico. E o SESC brilhantemente está cumprindo o seu papel, e este ano de 2009 propos a Mostra Jodorowsky, tentando com isso, potencializar a qualidade revolucionária deste visionário. Viva ao SESC! Viva ao Jodorowsky!!!!

Pixação: Arte ou Barbárie!




Pixação: De acordo com a lei, é crime. Pela visão contemporânea, posso dizer que é arte. Enfim, o que posso afirmar é que é um assunto polêmico e que causa um grande conflito entre sociedade, cidadão e vândalos (barbáros!). Pixação é o ato de escrever ou rabiscar sobre muros, fachadas de edificações, asfalto de ruas ou monumentos, usando tinta em spray aerosol, dificilmente removível. No geral, são escritas frases ou insultos, assinaturas pessoais ou declarações de amor, embora a pixação seja tambpem utilizada como demarcação de território.


Bem, eu resido em Montenegro, interior do Rio Grande do Sul, e no feriado do Natal, eu fui visitar minha mãe que mora em Porto Alegre. Retornar a capital é sempre bom, pelo que a cidade tem a oferecer, mas como toda cidade grande tem seus prós e contras. Adoro Porto Alegre, fui morar no interior para concluir a minha faculdade, e assim que terminasse a faculdade eu voltaria a minha terra. Mas eu e minha esposa repensamos e resolvemos ficar por mais um tempo em Montenegro, pela tranqüilidade, segurança (ainda existe isso) e comodidade. Enfim, mas o propósito deste texto é para refletir sobre um dos contras que Porto Alegre oferece: a pixação (ou pichação, pois os dois termos podem ser aceitos). Enquanto você circula pela cidade, só se vê residências, prédios e comércio, pixados, marcados, sujos. Com isso vem a questão: Essa manifestação é Arte ou Barbárie? Entendo por barbárie algo muito simples, ou seja, que, estando na civilização do mais alto desenvolvimento tecnológico, as pessoas se encontram atrasadas de um modo peculiarmente disforme em relação a sua própria civilização, e não apenas por não terem em sua arrasadora maioria experimentado a formação nos termos correspondentes ao conceito de civilização, mas também por se encontrarem por uma agressividade primitiva, um ódio primitivo ou impulso de destruição, que contribui ainda mais o perigo que toda a civilização venha a explodir, aliás uma tendência que caracteriza esse movimento. Na minha opinião, pixação não é arte, é barbárie sim! E não venha me dizer que as pessoas precisam se expressar! Meu Deus, se para se expressar você precisa invadir o espaço dos outros, essa expressão já se torna um crime, uma agressão, e é isso que eu acho que a pixação é: uma agressão! Agressão aos olhos, a cidade, ao patrimônio público e privado. Grafite sim é arte, e arte das boas, pois os grafiteiros estão inseridos em um movimento, sendo que é um dos elementos do hip-hop. Esta maifestação tomou grandes proporções que saiu das ruas e foi parar dentro dos grandes centros de arte, nos museus de arte contemporânea e na academia. Mas pixação!!! O que estes barbáros tem em suas cabeças, quais serão os impulsos que os movem? Fico pensando: a pessoas sai de casa, vai a uma loja, abre a carteira, pega o dinheiro(?) e pede um spray para pixar, seguindo: espera chegar a calada da noite e inicia a sua arte (!), o seu modo de expressar, escalando prédios, monumentos e residências. E parece que quanto mais difíceis os acessos, mais status ganha o pixador.
Francamente, Porto Alegre, assim como os grandes centros urbanos, está horrível. Todas as direções que o meu olhar foca há uma pixação, uma escrita grosseira que tinge a cidade como um todo. Mas o que fazer? Punir, prender ou educar? Penso que sim, tem que haver uma punição, mas a educação é ainda a melhor forma de combater este mal que assola as metropóles. Educar para combater, tentando inverter a lógica, transformando um pichador em um artista, por exemplo, mas falar é fácil, não é? Claro que sim, mas ficar na inércia também é fácil, então, temos que pensar em táticas eficientes para transformar o pixador em um cidadão que respeite a sociedade. Isso é um desabafo, pois fiquei chocado com a visão que me deparei, já basta a visão triste que temos na entrada de Porto Alegre, com aqueles vilarejos instalados na beira da estrada, dando as boas vindas para os visitantes. Pô, vamos por o dedo na consciência e zelar pelo patrimônio que é nosso, do nosso olhar. Não a pichação!!! Sim a expressão!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dança na Estação da Cultura.


Acabo de retornar do complexo da Estação da Cultura, em Montenegro, onde assisti a um espetáculo muito bacana. Foi a realização do 3º Natal na Estação, e este ano a Prefeitura e a Secretaria da Cultura resolveram inovar. Ao invés do tradicional presépio de Natal, resolveu convidar as diversas companhias de dança da cidade, para juntas apresentarem trechos de seus repertórios. Dentre as Cias. estavam a sempre presente Troupe Xipô, o Studio Balancé, Nonô Jazz, Pliê e Cia, Ginga Brasil, Karima Dança do Ventre entre outras. Parabéns a organização pela mobilização e pela iniciativa, com certeza um belissimo espetáculo. É sempre bom ver que a Estação da Cultura está sendo bem utilizada, pois tem uma infra estrutura muito bacana. Cabe ressaltar que a Troupe Xipô está cada vez mais abrilhantando os nossos palcos. Quem diria que o Trabalho de conclusão dos bailarinos Susana Shoelkoff e Márcio Barreto, dariam frutos tão emocionantes. Cada vez que assisto ao trabalho da Troupe percebo que ali impera o profissionalismo e dedicação de artistas que realmente se intregam ao oficio do palco. E todos estão ali com um sorriso no rosto que transpassa para a platéia que fica boquiaberto com suas piruetas e coreografias. Vocês vão ouvir falar muito deste grupo de Montenegro. Sucesso ao Xipô e a todas as cias de dança da cidade das artes. Parabéns a SMEC e a todos os envolvidos!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009!


Rever, retornar, relembrar, rememorar! O que passou, passou e não torna a voltar! Certo, mas se pudermos pelo menos olhar para trás e rever os erros e acertos para quem sabe no próximo ano tentar reverter ou melhor fazer de outro modo aquili que não tenha saído de acordo com o que você esperava. Então cabe a mim aqui neste momento rever o ano que passou e repartir com outros. Bom, 2009 começou com enormes expectativas, ano de formatura na faculdade e a minha prioridade era esta, não queria me envolver com outros projetos. Mas como fugir das oportunidades. E foi pensando nisso que eu encarei um projeto de minhas colegas de faculdade Rosmeri Lorenzon e Tuti Kerber, que queriam montar um espetáculo sobre a velhice, e me convidaram para assumir a direção do espetáculo do grupo NEC. Não deu outra. Sem cogitar, aceitei o convite e me aventurei a assinar a minha primeira direção profissional. Iniciamos os ensaios em novembro e estreiamos em março, o espetáculo chamado WILMA E ELZA. Trabalhamos durante todo janeiro e fevereiro, em condições precárias, numa garagem minuscula, as vezes sem água e sem luz, na periferia de Montenegro. Ensaiavamos e eu retornava para casa para terminar de escrever o roteiro, além de assumir a direção, coube a mim fazer a dramaturgia da peça, nossa que responsabilidade. Foi uma correria só: ensaios, oficinas de maquiagem, reuniões de produção, corre atrás de marcenaria e ferreiros para a execução de cenários, corre atrás da figurinista, viaja para Porto Alegre para comprar tecidos e perucas, sessão de fotos aqui, pega empréstimo acolá e o escambau! Enfim, uma semana antes da estreia fizemos um ensaio aberto para a produtora e alguns amigos! E vem uma ducha de água fria, pois todos caem em cima do espetáculo, do diretor, do dramaturgo (principalmente), da concepção, enfim! Respiramos juntos, e trabalhamos a semana inteira para tentarmos fazer algumas alterações. Estreiamos na cidade de Brochier com casa lotada, mas a produtora ainda não estava gostando do espetáculo. Depois disso, percorremos as cidades de Feliz, Bom Príncipio, Harmonia, São Vendelino e Tupandi, sempre com boa receptividade do público, mas a produtora ainda não estava satisfeita. Então, paramos no final de março e resolvemos mexer no espetáculo, principalmente na dramaturgia, ensaiamos muito, nos preocupamos, ensaiamos e marcamos uma nova data em agosto na cidade de São Sebastião do Caí, dentro do projeto Arte Sesc, e depois de tanto trabalho, a produtora se rendeu e gostou do nosso trabalho, mas convenhamos que eles tinham razão em alguns pontos. O espetáculo criou um novo folego e seguiu em sua tragetória pelas seguintes cidades: Montenegro, Vale Real, retorna a Montenegro, Presidente Lucena, Morro Reuter e Maratá. Desta experiencia o que resta é o grande aprendizado que eu obtive para iniciar esta caminhada pela direção. No meio deste processo, muita água rolou, no 1º semestre tive que dirigir uma cena para o componente de Pratica de Encenação Teatral sob orientação de Jezebel de Carli. Depois de muitos problemas enfrentados em função de elenco, escolhi trabalhar com o texto "Una Dona Sola" de Dario Fo e Franca Ramme, com a minha colega Amanda Noviski que deu um show de interpretação, dedicada e exigente como só ela sabe ser. No segundo semestre iniciaram os ensaios do TCC, com as orientações, as entregas de relatórios, as cobranças, a pressão. Uau! Que furacão passou pela minha vida, mas que eu consegui segurar em um galho de árvore, e me reerguer. Mas olhando para trás penso que faria tudo novamente porque os ganhos de conhecimento e experiencia de vida não tem preço! Aproveito para agradecer a todos que de algum modo fizeram parte destes momentos. Ah, e por falar em retrospectiva não poderia deixar de lembrar dele: Michael Jackson!

Final de uma etapa!


Ontem, mais uma etapa chega ao fim em minha vida, pois entreguei a minha monografia na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul -UERGS. Batalha! É a definição que eu encontrei para intitular a minha trajetória acadêmica. Ao longo de cinco anos, muita água passou por debaixo da minha ponte, foram demasiados obstáculos para que eu alcançasse o meu objetivo de me formar num curso superior, ou melhor, para me formar num curso de artes, ou melhor, para me formar em um curso de Teatro! O que isso significa? No Brasil, alguém que resolve se dedicar a estudar e trabalhar com arte é bastante complicado, e as razões a gente já sabe: falta de incentivo, falta de crédito e interesse entre outros. Mas enfim, queria compartilhar a minha alegria neste espaço. Minha pesquisa foi sobre " Corpo e palavra: Criando sentido na cena a partir do texto teatral", que se utilizava de textos do dramaturgo francês Bernard Marié Koltès para criação cenica, que originou a cena "Travessias", em que eu coloquei a ação da cena em um porão de um navio, para falar de temas que me são caros como a negritude, a violência, o encarceiramento, dentre outros. Mas agora estou um pouco mais tranqüilo, ao lado das pessoas que me apoiaram nesta trajetória e que eu amo muito, e só tenho a agradecer, Daiane e Matheus, obrigado por tudo! E agora estou pronto para realizar novas travessias.

Válvula de Escape!

Crédito da Foto: JB Cardoso. Cais de Montenegro
Começo hoje a compartilhar neste espaço idéias, pensamentos, desabafos, devaneios, palavras, sentimentos sobre teatro, arte e cultura e sobre a minha vida.