quarta-feira, 31 de outubro de 2012

AMOSTRA GRÁTIS (RS)


Amostra Grátis é uma história de amor, de risos, de tristezas e de desejos encenado por Ana Fuchs. Uma solitária palhaça que busca em um catálogo de homens um companheiro para sua vida. Porém, o que chega a sua solitária residência é uma grande surpresa, com o qual ela vive todos seus sonhos românticos.

Dias 02, 03 e 04 de Novembro - 20hs
Sala 402 Usina do Gasômetro
Ingressos no local: R$10,00 e 5,00
Criação e Atuação de Ana Fuchs
Apoio: Depósito de Teatro e Cooperativa de Palhaços


terça-feira, 30 de outubro de 2012

TERROR E MISÉRIA NO TERCEIRO REICH (RS)


O BAÚ - LEMBRANÇAS E BRINCANÇAS - Comentário Crítico


"O Baú- Lembranças e Brincanças" do  Grupo Trilho de Teatro Popular de Porto Alegre se configura como uma pequena obra prima. 
O espetáculo é o primeiro encontro do Grupo Trilho com o público infantil, e esse encontro é potente e torna-se uma grande celebração, uma troca verdadeira entre palco e platéia.
"O Baú" se utiliza de uma estrutura dramatúrgica bastante simples aparentemente, mas que ao decorrer do espetáculo se revela potente e complexa, por colocar em cena a história de duas meninas que lutam para vencer o tédio. O texto é repleto de méritos, pois além de trazer a tona uma série de brincadeiras nostálgicas que remetem as crianças de hoje, as crianças que fomos, consegue nos trazer jogos e significados que me remetem aos jogos de aprendizagem, pratica de Brecht, digamos o mentor e guia do Grupo Trilho. 
Como já conheço a prática do grupo, estava ansioso para ver como que seria a inserção de uma possível estética brechtiana e de temas políticos num espetáculo infantil. Minha ansiedade transformou-se em êxtase, ao ver que a dramaturgia triunfa ao conseguir trazer a tona diversas questões que criticam o mundo atual, através da ótica de duas crianças, temas que não deixam de criticar a atual infância, mas que se utiliza de sutilezas, tornando toda a narrativa leve e engraçada. 
A encenação é simples, ágil, despojada, os cenários são poucos, mas estão a serviço da cena, destacando-se a grande janela que auxilia na ambientação do sótão. Os figurinos são simples, mas condizentes com a proposta. A iluminação de Bruna Immich é pontual, pois delimita e caracteriza o espaço da encenação e ainda atua como um alerta nas cenas de narrativa, mostrando para nós que a cena ao qual estamos assistindo é teatro, é teatral, ora entramos na história, ora retornamos para a realidade, e esse corte é essencial para um maior entendimento deste jogo. A trilha sonora de Sérgio Baiano é uma delicia e auxilia muito na ambientação da cena. 
O grande mérito da direção foi o de não desmerecer a inteligência do espectador, criando uma cena aberta, utilizando-se de elementos do teatro épico e didático que caracteriza-se pela narração e o diálogo direto com o espectador, onde as atrizes despidas de suas personagens nos apresentam suas histórias, lembranças e memórias. O espetáculo diverte e faz pensar, não se limitando a explicar o mundo, ou até mesmo transformá-lo, mas através da cena propõe uma tentativa de mudança de ótica, abandonando qualquer tipo de tom panfletário ou educativo.
As duas atrizes estão ótimas em cena, triunfam e conseguem de forma verdadeira dar vida a Dindim e Pimpolha. A cumplicidade que existe entre as duas é fundamental para o jogo proposto. Uma entrega muito grande diante do ritmo vertiginoso que o espetáculo tem. Mesmo dizendo que as duas estão ótimas, penso que em alguns momentos Caroline Falero consegue aproveitam melhor o jogo, se sobressaindo a sua colega Giovana Zottis, mas isto ocorre em alguns momentos, pois as duas atuações estão dentro de uma unidade que eleva a qualidade do trabalho. 
"O Baú" se caracteriza por ser um trabalho onde cada artista envolvido executa sua função muito bem, resultando num ótimo trabalho, demostrando o bom momento que vive este jovem grupo gaúcho, que se continuar assim, ainda colherá muitos frutos.    

Elenco: Caroline Falero e Giovanna Zottis
Texto: Fábio Castilhos
Direção: Fábio Castilhos
Trilha sonora: Sérgio Baiano
Cenário: Anderson Balhero
Iluminação: Bruna Immich




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A SERPENTINA OU MEU AMIGO NELSON (RS)


Dias 31 de Outubro, 07,14 e 21 de Novembro - 20h
NOVAS CARAS - Entrada Franca
Teatro de Câmara Túlio Piva

“A Serpentina ou Meu Amigo Nelson” é um espetáculo baseado na última peça de Nelson Rodrigues, A Serpente.
Marcado pelo tom farsesco e colorido pelo universo do Carnaval, o presente trabalho busca experimentar uma linguagem diversa da que se costuma utilizar para a encenação da famosa história das irmãs Guida e Lígia: enquanto Guida é feliz com seu esposo, Lígia vive a decepção de um casamento infeliz. A fim de ajudar a irmã que pensa em morrer, Guida oferece o seu próprio marido para passar uma noite com Lígia. Depois desse fato, nada será como antes…

FICHA TÉCNICA
Direção: Eve Mendes
Atuação: Alexandre Antunes, Letícia Pinheiro, Tefa Polidoro, Pâmela Amaro e Frederico Vasques
Direção Musical: Pâmela Amaro
Figurinos: O grupo


Grupo Pindaibanos

domingo, 28 de outubro de 2012

CANTO PARA IABÁS - CELEBRAÇÃO DO FEMININO (RS)


30 de Outubro, 6,13 e 23 de Novembro
Sala Álvaro Moreira - 20h
Teatro Aberto - Entrada Franca

O espetáculo criado a partir de composições musicais transita pelas linguagens da dança, teatro e poesia, revelando o caminho percorrido por uma mulher, que ao se relacionar com os arquétipos das orixás femininas, evoca as energias da natureza representadas pelas Iabás, cujo termo quer dizer Mãe Rainha, e que no Brasil, é utilizado pra definir todos os orixás femininos. O espetáculo é um percurso por estas diferentes forças arquetípicas, manifestadas pelas múltiplas faces do feminino, levando o público a navegar por este universo inspirado na cultura afro-brasileira. A mulher em suas múltiplas potencialidades exprimindo o poder de sua criação.

Ficha Técnica:

Direção, Concepção, poemas e músicas: Clarice Nejar
Coreografia : Mariana Konrad
Voz e atuação: Clarice Nejar
Percussão e voz: Luana Fernandes
Violão e voz: Carmen Corrêa
Orientação Cênica: Melissa Dornelles
Cenografia: Mariana Konrad e Luna Pesce
Arte Gráfica: Wagner Pinto
Figurino: Grupo Serei-As
Fotografia: Janaína Moraes Franco e Zezé Carneiro 
Produção: Itinerante Produtora e Grupo Serei-As
Apoio Cultural: Casa de Cultura Mário Quintana
Duração do Espetáculo: 50 minutos

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

OS DESCASADOS (RS)




O Renascença fará parte da programação de comemoração dos 40 anos do Colégio Dr. Paulo Ribeiro Campos - o Polivalente. 
A apresentação da troupe também marca a estréia da farsa "Os Descasados" em Montenegro, ela que estreou no Uruguai em 2011 e já conquistou segundo lugar em juri popular e indicações de melhor ator, melhor atriz, melhor trilha sonora e melhor maquiagem nos festivais de São Leopoldo e recentemente em Osório, no último fim de semana . 
A peça ocorrerá neste sábado, dia 27/10, às 09h45min, na área coberta do colégio e após será aberto 15min para debate. O espetáculo do Renascença integra seu projeto Renascença - Novos Rumos, que visa oportunizar gratuitamente apresentações descentralizadas a entidades e comunidades com difícil acesso ao produto cultural. Conta com financiamento do Fundo de Desenvolvimento da Cultura de Montenegro - FUMDESC.

Ficha Técnica:
Peça - Os Descasados
Duração - 50min
Classificação - 12 anos
Elenco - Everton Santos e Gina Samanta
Assistência Técnica - Josi Azeredo
Assessoria Geral - Andréa Lucena e Camila Santos

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ESTAÇÃO FERRINHO - 49 ANOS



O projeto Estação Ferrinho – 49 anos, realizado pelo Grupo Trilho de Teatro Popular tem sua terceira edição no ano de 2012. O projeto acontece no Grêmio Esportivo e Cultural Ferrinho (Rua Dona Teodora, 1250 – Bairro Humaitá, Porto Alegre), que é carinhosamente chamado de Ferrinho, sede do Grupo Trilho. Antigamente, este espaço era o clube que durante muitos anos representou a classe dos trabalhadores férreos na Vila dos Ferroviários, no bairro Humaitá. O projeto Estação Ferrinho foi criado em 2010 pelo Grupo Trilho para comemorar culturalmente o aniversário do Ferrinho, que neste ano, no dia 31 de outubro, completa 49 anos de atividades.
A programação da semana já está fechada e vai acontecer de 26 de outubro a 01º de novembro com os espetáculos: “Isaias in Tese” do Depósito de Teatro”, "O Baú – Lembranças & Brincanças" do Grupo Trilho de Teatro Popular, “Cabaret da Estação” com diversos grupos participantes, “Histórias de Circo sem Lona” do Grupo Tia Teatro, “O homem mais sério do mundo” da Cia Circular, "História da Tigresa" da Destemperados Teatro, contação de história “O Reizinho Mandão” com Drica Lopes, “Ao Divagar se Vai Longe e de Bicicleta Mais Ainda” da Cia. Um Pé de Dois, show da “Quiça se Fosse” e a pré-estreia do espetáculo “Folia de Reis” do Grupo Mototóti. Os espetáculos “Histórias de Circo sem Lona” e “Folia de Reis” serão apresentados no Parque Mascarenhas de Moraes, e em caso de chuva transferidos para o Ferrinho.
Toda a programação tem entrada franca.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

VESTIDO COMO PARECE - BRASILIDADE EM NELSON RODRIGUES (RS)


27 e 28 de Outubro - 20hs
R$ 15,00
Sala 209 Usina do Gasometro

A Ânima Companhia de dança, no centenário de Nelson Rodrigues, apresenta o espetáculo Vestido Como Parece – a Brasilidade em Nelson Rodrigues. A companhia traz para si a tarefa de traduzir em movimentos aquele que conseguiu traduzir em palavras os amores e desamores da sociedade brasileira. Em cena estão referências a obras como Beijo no Asfalto, Vestido de Noiva, Gêmeas, A Serpente, Anjo Negro, Álbum de Família e Toda a Nudez Será Castigada.
Ficha técnica:
Direção e coreografia: Eva Schul / Elenco: Eduardo Severino, Luciano Tavares, Luciana Paludo, Fernanda Santos, Viviane Lencina, Everton Nunes, Rubiane Zancan e Junior Grandi / Iluminação: Guto Greca / Figurinos: Letícia Paranhos / Trilha sonora original: Celau Moreira / Cenografia: Zoé Degani / Produção: Lucida Cultura/ Luka Ibarra / Design gráfico: Marina Fujiname / Financiamento: Fumproarte / Duração: 70 min / Recomendação etária: 14 anos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O LINGUICEIRO DA RUA DO ARVOREDO (RS)



Baseado em um das mais famosas lendas urbanas de Porto Alegre, o espetáculo O Linguiceiro da Rua do Arvoredo retorna aos palcos no dia 25 de outubro, no Teatro Renascença. Com dramaturgia original de Daniel Colin e Felipe Galisteo e trilha sonora de Lauro Pecktor e Bruno Westerman, a peça foi uma das contempladas no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011. No elenco estão Ursula Collischonn, no papel de Catarina, Leandro Lefa como José Ramos e Denis Gosch como Carlos Claussner. O coro é composto pelos atores Dani Dutra, Diana Manenti, Douglas Dias, Francis Padilha, Ike Zimmer, Kaya Rodrigues e Maíra Prates.

O episódio – conhecido como “Os crimes da Rua do Arvoredo” – ocorreu em 1864 e até hoje está presente no imaginário dos porto-alegrenses. O português José Ramos e sua mulher, Catarina, são acusados de vários assassinatos. O lado sombrio da história está na versão de que o casal, com o auxílio do açougueiro alemão Carlos Claussner, transformava as vítimas em linguiças que eram vendidas à população. Afinal, o fato realmente ocorreu ou tudo não passa de lenda? De acordo com o historiador Décio Freitas, autor do livro O Maior Crime da Terra, os processos criminais estão incompletos, faltam folhas, são todos manuscritos em português arcaico, de difícil leitura. E, se realmente a história é verdadeira, nunca se saberá pois somente as folhas que faltam nos autos poderiam dar algum indício sobre a veracidade dos fatos.

De 25 de outubro a 04 de Novembro
Quinta a Sábado as 21h, Domingos as 20h

EMSAIAS?! Comentário Crítico


"Emsaias?!" é mais um espetáculo que chegou a Montenegro através do Circuíto Universitário promovido pelo SESC-RS. A peça  é resultado de uma disciplina dentro do curso de artes cênicas da UFSM. 
Trata-se de uma adaptação da obra "A casa dos budas ditosos" de João Ubaldo Ribeiro, onde o autor  trata do pecado da luxúria.  É o relato escaldante das memórias de uma velha baiana libertina que reside no Rio de Janeiro. Desde a sua adolescência na Baía, passando pelos Estados Unidos, até ao Rio onde vive, esta mulher seduziu ao longo da vida amigos e familiares, casados ou solteiros, rapazes e garotas, a sós ou em grupo, para participarem nas suas imaginativas atividades sexuais. A linguagem do livro é despudoradamente crua, mordaz, corrosiva, mas pontuada por apurado sentido de humor.
O espetáculo tenta transpor para o palco toda essa sagacidade da obra. Consegue em vários aspectos, mas em outros não, como segue a análise. 
Ressalto primeiramente a ousadia do ator Leonardo Bergonci, na transposição do romance para o teatro e segundo por calcar sua pesquisa na criação do binômio macho/fêmea, feminino/masculino, e que esta premissa já é com certeza um grande momento do trabalho. 
Porém a concepção do trabalho falha ao criar uma premissa que não consegue se sustentar ao longo do espetáculo. Inicialmente temos quatro atores no palco, vestindo apenas sungas e realizando uma espécie de aquecimento. Logo em seguida, uma voz em off anuncia que trata-se de  um teste e pede para que o ator (Leonardo Bergonci) inicie o seu teste, dando-lhe várias indicações. A partir daí, Leonardo começa a personificar a figura de uma mulher devassa que divide com o espectador suas experiencias sexuais. Os demais atores a partir daí aparecem apenas para trazer ou tirar adereços na cena, ou em pequenas situações que não chegam a alterar o rumo da cena. Creio que a presença dos atores é um grande equivoco e desperdício,  pois ao tratar de um tema que, em pleno século XXI ainda é tabu, o espetáculo perde a grande chance de explorar a presença e os corpos dos atores que inicialmente se apresentam no palco. Os corpos expostos poderiam ser muito mais explorados, pois tínhamos corpos magros, gordos, esbeltos, altos, baixos, fortes, peludos, enfim, corpos que mereciam ao menos uma atenção, um olhar que poderia ser explorado dentro deste arquetípicos femininos. E toda esta imagem inicial é abandonada sendo que os atores acabam ficando apenas com a função de contra-regras. Compreendo que o trabalho recaí sobre a figura de Bergonci, mas qualquer objeto ou pessoa que está na cena merece uma atenção e justificativa, ou senão não há necessidade de sua presença. E neste caso surgem duas opções na minha opinião: Ou estes atores fazem realmente parte da cena, ganhando um sentido maior para a encenação, ou sua presença não é fundamental e se elimina sua participação, centrando o foco apenas na figura de Leonardo, o que já acontece (e é muito bom), mas pelo menos não cria no espectador uma expectativa que acaba não se concretizando. 
Compreendo a ideia do ensaio, que já está presente no trocadilho do título: "Emsaias?!", que sugere um ensaio, ou alguém que veste saias e que é bastante condizente com a proposta que assistimos, mas até mesmo essa ideia do ensaio acaba se esvaindo e não acontecendo efetivamente. 
Ressalto que o trabalho de Leonardo Bergonci é um trabalho digno de atenção, pois tem potência e competência. Consegue segurar e manter o espetáculo por mais de uma hora e tratando-se de um monologo não é tarefa fácil. Sua interpretação se dá através de relatos que demostram, descrevem ou evocam a libidinagem da personagem. Sua construção da figura feminina é na medida, pois em vários momentos se esquece que é um ator quem está dando corpo a uma mulher, isto acontece quando embarcamos na história, em outros momentos isso não acontece, principalmente quando o ator erra o texto e tenta demostrar que faz parte do ensaio, mas o espectador percebe que aquilo não é parte do jogo proposto. Por isso eu penso que o ator poderia mergulhar intensamente na construção desta figura, e esquecer de tudo o que pode atrapalhar a contar essa historia. Bergonci demostra o domínio da cena, através de um partitura de ações e de sua presença. E este é um dos grandes méritos da produção, sua presença! É um ator inteligente que age e reage muito bem as participações da platéia. 
Outra questão é quanto a fluência do texto que muitas vezes cai na linearidade, não flui, fica truncado. Em outros momentos o ritmo é vertiginoso e é nestes momentos que o ator tem a platéia em seu domínio. 
Os outros aspectos da encenação estão todos muito bem encadeados, como a neutralidade dos figurinos, o cenário minimalista, a pontual iluminação, enfim, todos a serviço da cena.  
Em suma, trata-se de um bom exercício sobre o trabalho de ator, que revela um artista em potência, preocupado em falar de temas caros a sociedade, desvelando uma poética que trás a cena um humor corrosivo e necessário, reafirmando o bom momento que vive as artes cênicas da cidade de Santa Maria. 
Um espetáculo que com o tempo ganhará o ritmo necessário que em alguns momentos ainda carece, mas que não pode deixar de ser assistido, pela qualidade demostrada em cena.
Que este seja apenas o inicio de uma linda trajetória. 





domingo, 21 de outubro de 2012

OS PLAGIÁRIOS - UMA ADULTERAÇÃO FICCIONAL SOBRE NELSON RODRIGUES (RS)


Dias 26, 27 e 28/10 e 2, 3 e 4/11 
Sexta, Sábados e Domingos, sempre às 21h.
 no CENTRO CENOTÉCNICO
Ingressos antecipados à venda na Casa de Teatro de Porto Alegre 

Os Plagiários: Uma Adulteração Ficcional Sobre Nelson Rodrigues é ambientado em quatro tempos distintos: no presente imediato, um homem é atropelado; enquanto isso, um repórter vai à procura do dramaturgo Nelson Rodrigues para uma entrevista a respeito da primeira montagem de seu texto mais famoso quando é surpreendido com a notícia da morte do polêmico escritor; num período indefinido, um grupo de teatro representa uma peça que vai mudando conforme o andamento dos ensaios; por fim, chegamos em 1942, quando após uma inexpressiva estreia como autor teatral o jovem Nelson Rodrigues divide-se entre a redação do jornal em que trabalha e as madrugadas insones a fim de concluir a sua nova e mais ambiciosa obra – um drama psicológico sobre uma mulher que mistura fatos, memórias e alucinações, enquanto agoniza numa mesa de operação; ao mesmo tempo, um reconhecido diretor polonês, Zbigniew Ziembinski, desembarca no Brasil, fugindo da guerra que assola a Europa. Sem conhecer nada da língua e dos costumes locais, ele agora não passa de mais um entre os muitos rostos que circulam pela então capital federal da República. Tão incógnito quanto os integrantes do grupo que se intitula Os Comediantes. Formado por atores amadores provenientes das mais diversas áreas e classes sociais, eles esperam o momento em que as cortinas dos teatros profissionais finalmente se abrirão frente aos seus olhos. 
Em meio a esta confusão de vozes e estilhaços de memórias, o público presenciará um desfile de personagens e acontecimentos que se embaralham na mente do atônito repórter. Valendo-se da mesma estrutura utilizada pelo genial e controverso "anjo pornográfico” para compor sua obra-prima, “Vestido de Noiva” – a alternância entre planos temporais distintos e o entrelaçamento de ficção e realidade –, esta é uma recriação para os palcos sobre o nascimento da montagem que revolucionou o moderno teatro brasileiro, e que gravou o nome dos seus protagonistas no muro de mármore da história da arte mundial. 

Ficha técnica:
Direção: Guadalupe Casal, Jezebel De Carli, Mário de Balenti e Marcelo Restori / Texto: Diones Camargo / Coreografia: Larissa Sanguiné / Colaboração cênica: Carolina Garcia / Elenco: Alice Maria Paiva, Ana Luiza Bergmann, Anna Júlia Amaral, Bia Noy, Carla Cassapo, Cris Bocchi, Camila Vergara, Carol Martins, Elison Couto, Filippi Mazutti, Fredericco Restori, Frederico Vittola, Gabriela Greco, Jaime Ratinecas, Lívia Perrone, Manuela Albrecht, Nátali Caterina Karro, Pedro Nambuco, Roberta Alfaya, Raissa Panattieri, Rafael Becker, Thaiane Estauber, Viviana Schames e Valquiria Cardoso / Figurino: Daniel Lion / Cenografia: Daniel Lion / Trilha sonora: Arthur De Faria / Preparação de voz: Francis Padilha / Iluminação: Daniel Fetter e Fabricio Simões / Técnico de Som: Zé Derly / Fotos: Regina Peduzzi Prostskof / Produção Executiva: Luana Pasquimell / Realização: Porto Alegre em Cena / Recomendação Etária: 12 anos

BRASIL EM REVISTA (RS)


23 de Outubro - 21h
Teatro do Ciee

Brasil em Revista é um espetáculo de teatro musical que conta a história de um grupo de amigos com diferentes trajetórias, que se apaixonam, que se unem contra as injustiças sociais, que lutam por uma sociedade mais justa e menos hipócrita. Dessa forma, o musical Brasil em Revista tem o foco no repertório, e mostra um panorama atemporal de nossa sociedade através de uma versão contemporânea de grandes clássicos de Noel Rosa e Adoniran Barbosa, entremeados com o repertório de rock e música popular brasileira de Chico Buarque, Cazuza, Gilberto Gil, Jerônimo Jardim, Rita Lee, e José Miguel Wisnik, entre outros. Com música ao vivo, cantores, atores e bailarinos.

Ficha Técnica 

Produção: Estação Musical 
Roteiro: Cynthia Geyer e Luciana Rossi 
Colaboração no roteiro: Bibi Rosito 
Direção Geral: Cynthia Geyer 
Direção Musical: Cynthia Geyer e Paulo Dorfman 
Direção Cênica: Luciana Rossi 
Coreógrafa: Helena Pedrozo 
Preparação Vocal: Cristina Fernandez 
Cenógrafo: Mano Ribeiro 
Iluminação: Bathista Freire 
Sonorização: Igap 
Figurinista: Titi Lopes 
Fotógrafo: Carlos Sillero 
Assistente palco: Daiane Biasibetti 
Assistente musical: Marcos Bombardeli 
Músicos: 
César Audi - bateirista 
Ivan Beck - baixista 
Giordano Barbieri - pianista 
Marcos Bombardeli - guitarrista 
Elenco: 
André Brayner de Farias 
Bibiana Maisonnave Rosito 
Bruno Bastos 
Cássio Marques Colares 
Francine Falcão 
Gabrielle Schinestsck Bardou 
Jean Rodrigo Dutra Melgar 
Jordana de Oliveira Farias 
Luciana Pauli 
Luiza Diemer 
Mariel Bolzan Motta 
Maurício Bernardes Closs 
Nara Glaer Piccoli Cavalheiro 
Pedro Jardel Coppeti Filho

REINO DAS NÉVOAS (RS)

"Reino das Névoas" é uma releitura do clássico Branca de Neve, mas com ótica diferente de sua história mais conhecida: baseada na obra homônima de Camila Fernandes, o enredo destaca a ascensão de maturidade da princesa Niev, que é destinada à morte por sua mãe, a rainha Nuura. A menina consegue escapar do desejo da rainha e refugia-se na aldeia ao redor do castelo, onde, por meio de aconselhamentos, negociações e reconhecimentos, une forças para retirar Nuura do poder.
O espetáculo é a segunda montagem do grupo Alma – Ópera Rock, que teve sua estreia em 2011 com a peça Moulin Rouge. O elenco é formado por alunos e ex-alunos do Instituto Santa Luzia, com coreografias de Teté Furtado e tem a direção de Lucas de Melo Bonez.
Reino das Névoas teve estreia no I Festival Internacional de Teatro Estudantil, em setembro, no Teatro Renascença.

Dias 24, 25 e 26 de Outubro na Sala Carlos Carvalho, 20h.
Direção de Lucas de Melo Bonez e coreografias de Teté Furtado. Grande elenco de educandos e ex-educandos do Ensino Médio do Instituto Santa Luzia. Vale a pena conferir!
Ingressos (R$ 20 geral - R$ 10 estudantes, 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O MAPA_ (RS)


"O Mapa_"
 Dias 23, 24, 25 e 30, 31 e 01/11 
Terças, Quartas e Quintas, sempre às 21h.
CENTRO CENOTÉCNICO

Um único trajeto, dois pontos de vistas diferentes sobre ele. A sensação angustiante de incompletude, tão comum nos seres humanos e tema principal do livro O Céu Que Nos Protege, de Paul Bowles, é metaforizada aqui pelo deslocamento do público por dois caminhos (o Caminho dos Espelhos e o Caminho do Tempo) que percorrem os mesmos espaços, porém em ordem diversa. O movimento das cenas obedece a lógica do omitir-revelar: se ao seguirmos por um caminho obtemos determinadas informações a respeito dos personagens, no outro descobrimos detalhes novos sobre os mesmos, o que possibilita expandirmos nossa compreensão a respeito dos eventos que se sucedem. No fim, os dois lados da mesma história poderão finalmente se unir e assim dar-nos – ao menos em termos narrativos – uma visão global de quem são essas pessoas e quais são as suas motivações. Algo que, infelizmente, é impossível no ritmo incessante da vida que ruge lá fora, como um leão perdido no deserto.


ficha técnica
Direção Tatiana Vinhais
Dramaturgia Diones Camargo e Tatiana Vinhais
Colaboração Silvia Balestreri Nunes
Elenco
Carol Kern
Diego Bittencourt
Fabrizio Gorziza
Francine Kliemann
Frederico Vasques
Lucas Sampaio
Manoela Wunderlich
Pablo Damian
Produção Francine Kliemann e Pablo Damian
Assessoria de imprensa/comunicação Fabrizio Gorziza
Trilha sonora O grupo.
Arte gráfica Luiza Mendonça
Cenografia, Ambientação e Iluminação O grupo
Vídeos Isabel Ramil
Figurinos Letícia Pinheiro e Isadora Fantin
Assistência de Figurino Greta Assis
Locuções Alexandre Kumpinski
Fotos Luiza Mendonça
Divulgação Fabrizio Gorziza e grupo
Guias Anderson Sales, Danuta Zaguetto, Áquila Mattos,Yuri Niederauer




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SONHE (RS)


 "SONHE".
Data: 19, 20 e 21 de Outubro
Hora: 20h
Local: Cômica Cultural, Sala 504 da Usina do Gasometro
Ingresso: 10$ e 5$ p/ estudante


“SONHE” é o primeiro espetáculo da CIA. MULHERES PÚBLICAS DA ARTE, um coletivo que surgiu na amizade de artistas em busca de um fazer artístico efêmero, performativo e diegético. Sem limitações ou barreiras entre teatro, música, dança, ou artes visuais, e sim um aglomerado polifônico de cores, ideias, e sons entre o rompimentos do cotidiano e busca por um ser artístico performativo continuo. 
Em “SONHE”, um performer e um projetor em relação direta, dialogam com a polifónia contemporânea de forma fragmentada, ligados por uma narrativa não linear onírica em busca de uma identidade diegética. As múltiplas referencias nas cenas geram no todo uma inserção coletiva de inquietação. Assume-se o caos. O texto é construído a partir de uma dramaturgia colaborativa, que parte de colagens da literatura de João Cabral de Melo Netto, Beckett, letras de musicas do gênero post-hardcore, até vivências cotidianas exploradas pela equipe criativa.
A projeção assume diversas funções, tais como: iluminação cênica, sem que haja um diálogo direto entre ator e projeção; o dialogo entre ator e projeção, ainda em espaços distintos; e a interação entre ator e maquina gerando um novo espaço/tempo. A sonoplastia convida o espectador a uma viagem através de suas próprias vivencias, viajem essa, despertada por esse teatro onírico, que nada mais é que o resultado cênico de mídias que se atravessam. O espetáculo busca na efemeridade da vida um caminho de constante performance, sem diferenciar o homem do artista e do não artista dessa arte.
Sonhe atinge o espectador em vias marginais ampliando o sensorial ao nível de compreensão aparentemente não lógico, mas buscando assim o intuitivo, tal qual a sensação que temos durante um sonho. A memória RAM e o R.E.M: dois mundos que se cruzam criando uma dimensão alternativa entre sonho, memória e realidade.

Ficha Técnica:

Direção, pesquisa e composição audiovisual: Kevin Brezolin 

Elenco: Diego Acauan 

Dramaturgia: Cia. Mulheres Públicas da Arte

Orientado por Inês Marroco
Livremente inspirado na obra de João Cabral de Melo Neto, Jeff Buckley, Cordel Do Fogo Encantado, J. Pollock, BMTH, Steven Spielberg, Underoath, Samuel Beckett, Kazuo Ishiguro, J. Racine, etc. e fatos cotidianos.

OS TRÊS PORQUINHOS (RS)

No mês da criança quem ganha o presente é você com a nova temporada no Teatro de Câmara Túlio Piva de 20 de outubro a 18 de novembro. Uma versão contemporânea de OS TRÊS PORQUINHOS . Texto do jornalista/dramaturgo Hélio Barcellos Jr. e direção/produção de Paulo Guerra.
A peça mostra as aventuras de Porcaria, Porqueira e Porcalhão que fogem do interior para morarem em “ Porco Alegre ” onde encontram Lotário, o Lobo que por instinto faz de tudo para acabar com os irmãos.
No elenco: Claudio Benevenga, Cristiano Godinho, Douglas Carvalho, Paulo Adriane e participação especial de Caio Prates. Trilha Sonora Original de Jean Presser, Iluminação de Anílton Souza Figurinos/Cenografia de Claudio Benevenga, Coreografias de Saionara Sosa , Caracterização de Nikki Goulart e Arte de Sandro Ka. Uma realização da Cia Halarde de Teatro.



CABARÉ VALENTIN (RS)



Num sábado, 20 de outubro, num espaço inusitado da cidade de Porto Alegre, eis que você se depara com um típico cabaré dos anos 20... Rodeado por figuras comuns ao universo cabareico – pin’ups, melindrosas, boêmios e outros figurões – você é conduzido a um espetáculo de variedades, onde o encontro das artes – circo, teatro, dança e música – resulta num evento único na cidade. 

Prepare-se! A 15ª edição do Cabaré Valentin está chegando!!

Muitas atrações incríveis convidadas, comidinhas gostosas, Cachaças Valentin, som para dançar, e muita arte transbordando a noite!!

A abertura do Cabaré será às 20h, com o Espetáculo começando às 21h e terminando numa grande festa cabareica.

Local: Centro Cenotécnico - Av. Voluntários da Pátria, 1.370

Ingressos: 
Antecipados R$ 15,00 ( à venda na Loja Sirius - Rua da República, 304) - a partir do dia 13/10
No local R$ 30,00 (com desconto de 50% para estudantes, idosos, classe artística com comprovação)

Acompanhem as atualizações e novidades desta edição no blog:
http://cabarevalentin.blogspot.com/

SEXO, A COMÉDIA (SP)



OS MELHORES DO MUNDO

em Sexo, A Comédia
Dias 20 e 21 de outubro de 2012, sáb às 18h30 e 21h e dom às 18h
Os Melhores do Mundo retornam ao Estado para apresentações do espetáculo Sexo – A Comédia,dias 20 e 21, do mesmo mês, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. O espetáculo, inédito no Rio Grande do Sul, aborda de forma leve e divertida um dos mais polêmicos assuntos de todos os tempos: sexo. O texto é dividido em quatro esquetes – “Amor Possessivo”, “Adultério”, “Chantagem” e “Swing” – em que o trabalho dos atores é valorizado por um figurino básico de smoking e alguns poucos adereços e se desenrola sobre um pequeno palco de cabaré, com lampadinhas e tapete vermelho que criam todo o clima. Escrita em 1996, experimentada e amadurecida ao longo de tantos anos, Sexo – A Comédia evidencia humor crítico e veloz. No elenco Adriano Siri, Jovane Nunes, Ricardo Pipo, Victor Leal e Welder Rodrigues. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

AS FAÇANHAS DE ARISTÃO - O DESAFORTUNADO (RS)


PROJETO NOVAS CARAS
26 de set, 03, 17 e 24 de out
quartas às 20h
Teatro de Câmara Túlio Piva
Entrada franca
Com o pano de fundo histórico da conquista da Pérsia pelo exército de Alexandre, o Grupo de Teatro Noscego apresenta “As façanhas de Aristão, o desafortunado”: As aventuras e desventuras de um pobre homem, que gastou oito décimos da vida roubando para sobreviver e sendo perseguido, um décimo trabalhando honestamente, e menos de um décimo vivendo como um rei, para morrer como um.
Atuação: Sidnei Pereira de Oliveira
Texto e direção: Jocemar de Quadros Chagas
Música: Marcus Ireno Miks de Ávila
Operadores de som e luz: Piero Lunelli e Tiago Goi da Silva
Cenário, Figurino e Iluminação: O grupo

MEDEAMATERIAL (RS)



Dias 20, 27 de Outubro
Dias 03, 10, 17 de Novembro
Sempre as 21h 
Mezanino da Usina do Gasometro
A partir do texto Margem Abandonada Medeamaterial Paisagem com Argonautas, de Heiner Müller, o Levanta FavelA traz a tona uma discussão a respeito da violência contra a mulher e as formas de dominação masculina nos dias de hoje. Através da história vemos até onde a submissão feminina pode chegar e quais as conseqüências de um levante cheio de ira e vingança.

Ficha Técnica:

Ana Eberhardt (Ama e Tânatos)
Danielle Rosa (Medea)
Karitha Soares (Hécate e Mãe a reboque)
Felipe Fleischer (Bilheteria e Equipe Técnica)
Gildo Santos (Iluminação)
Roger Ribeiro (Contarregragem)
Robson Reinoso (Homem do Peep Show e Sísifo)
Paula Lages (Contrarregragem)
Sandro Marques ( Jasão e Gláucia)

Imagens:
Pedro Knast e Patrícia Knast
Edição: Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA...

Apoios:
Cia de Arte
Coletivo Muralha Rubro Negra
Comunidade Autônoma Utopia e Luta

O FEIO (RS)



19 de Outubro a 04 de Novembro
Sextas e sábados as 21h - Domingos as 20h
Sala Álvaro Moreira

A composição dramática baseia-se no texto do contemporâneo alemão Marius von Mayenburg que retrata Lette, um criativo engenheiro de sistemas elétricos, que pensava que era “normal”, mas no dia em que a empresa onde trabalha o proíbe de participar da promoção de sua mais recente invenção industrial, a Tomada de alta tensão 2CK, ele descobre que é “feio”. Convencido – inclusive por sua mulher – da sua catastrófica feiúra, Lette acaba se dirigindo a um cirurgião plástico que lhe cria o rosto ideal, tornando-o irresistível à sua mulher, a uma série de admiradoras no circuito de palestras e até mesmo à chefe de uma grande empresa e ao seu filho gay.
Texto: O Feio
Autor: Marius Von Mayenburg
Tradução: Francisco Klinger Carvalho e Mirah Laline
Direção: Mirah Laline
Atuação: Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Paulo Roberto Farias e Rossendo
Rodrigues
Orientação de direção e atores: Patrícia Fagundes
Trilha sonora: Mirah Laline
Figurinos: Marina Kerber
Iluminação: Lucca Simas
Cenografia: Marcelo Mertins e O grupo
Criação de vídeos: João de Queiróz
Projeção de vídeos: Maurício Casiraghi

O processo: 
No primeiro semestre de 2011, durante a disciplina de Atelier I, realizou-se a montagem de parte da obra O Feio, do dramaturgo contemporâneo alemão Marius Von Mayenburg, com direção de Mirah Laline e participação dos atores Paulo Roberto Farias, Rossendo Rodrigues, Danuta Zaghetto e Marcelo Mertins, sob a orientação das professoras Patrícia Fagundes e Luciane Olendzki.
O texto foi traduzido do alemão por Francisco Klinger Carvalho e Mirah Laline especialmente para esta montagem, que estreou como O FEIO – In Process em julho de 2011, realizando um total de três apresentações na Sala Alziro Azevedo, do Departamento de Arte Dramática da UFRGS. A partir da recepção extremamente positiva ao trabalho e da riqueza do material textual, o grupo decidiu dar continuidade à montagem em 2012 na disciplina de Estágio I, ainda sob a orientação de Patrícia Fagundes.
Essa encenação valoriza a inserção do grotesco e da violência como efeitos de estranhamento, assim como a busca da “teatralidade no teatro”, valendo-se de referências que incluem desde Brecht a encenadores contemporâneos como Thomas Ostermeier. A estética do espetáculo também se inspira em influências da Pop Art, Figuração Narrativa e Performance, refletidos nas propostas de figurino, cenografia e vídeo projeções, compondo um mosaico polifônico que reflete a jovialidade vibrante e inquieta da equipe criativa.

ARTIMANHAS DE SCAPINO (RS)


ARTIMANHAS DE SCAPINO: TEMPORADA NO TEATRO DE CÂMARA TÚLIO PIVA
De 19 DE OUTUBRO A 18 DE NOVEMBRO
SEXTAS E SÁBADOS ÀS 21 HORAS 
e DOMINGOS ÀS 20 HORAS
No TEATRO DE CÂMARA TÚLIO PIVA (Rua da República, 575- Cidade Baixa)



ARTIMANHAS DE SCAPINO é o novo espetáculo da CIA DE TEATRO AO QUADRADO, uma vibrante e movimentada comédia escrita por MOLIÈRE.

Inspirada na commedia dell'arte, MOLIÈRE criou a figura do criado Scapino, que, através de diversas armações e pilantragens, tenta unir dois casais de jovens enamorados: Otávio e Jacinta, e Leandro e Zerbineta. Com a ajuda do também criado Silvestre, Scapino arranca dinheiro dos pais dos rapazes, dois velhos rabugentos e contrários aos amores dos filhos. Uma comédia musical colorida e movimentada, com canções executadas ao vivo pelos atores, que vem entusiasmando a todos que assistiram ao espetáculo desde sua estreia.

Texto: MOLIÈRE
Direção: MARGARIDA LEONI PEIXOTO
Elenco: MARCELO ADAMS, CLAUDIA LEWIS, GUSTAVO SUSIN, LUÍSA HERTER, MARCELO MERTINS e VINÍCIUS MENEGUZZI
Atores convidados: CARLOS PAIXÃO e PAULO VICENTE
Figurinos: CLÁUDIO BENEVENGA
Cenografia: ÉLCIO ROSSINI
Iluminação: FERNANDO OCHÔA
Trilha sonora: MARCOS CHAVES
Letras das canções: MARCELO ADAMS
Coreografias: LARISSA SANGUINÉ
Maquiagem: MARGARIDA LEONI PEIXOTO
Produção e realização: CIA DE TEATRO AO QUADRADO
Financiamento: PRÊMIO MYRIAM MUNIZ DE TEATRO 2011- FUNARTE

Ingressos: R$ 20
Estudantes, idosos e Clube do Assinante ZH: R$ 10

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O BAÚ - LEMBRANÇAS E BRINCANÇAS em Montenegro



O Grupo Trilho de Teatro Popular apresenta a peça "O Baú – Lembranças e Brincanças" para o público infantil. O espetáculo será apresentado no dia 19 de outubro, as 20 h no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte. 
Com duração de uma hora, a peça é destinada a crianças a partir dos 5 anos de idade e público em geral. 
Dindim recebe sua amiga Pimpolha para dormir em sua casa, mas é proibida de assistir TV pela mãe. As duas meninas não sabem o que fazer. Enquanto esperam, contam apenas com um baú, algumas tralhas e a imaginação para o passar das horas. Inicialmente, sem a televisão, tudo parece sem graça e monótono, porém, ao longo do tempo, percebe-se que há muito o que fazer quando crianças podem ser apenas crianças.
Neste trabalho o Grupo Trilho de Teatro Popular reverencia a importância na formação do ser humano.
A dramaturgia, vencedora do Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil de 2011, é resultado do processo de pesquisa e improvisação das memórias de infância das atrizes colocadas em relação com a infância atual, do olhar atento pela rua, da criança que fomos e a que queremos, do sonho e do riso, e do reconhecimento do quão valioso é ser criança, ter infância, se divertir e transgredir as normas. Antes de tudo, é um enaltecimento à infância, uma peça para crianças e sobre crianças.
Elenco: Caroline Falero e Giovanna Zottis
Texto: Fábio Castilhos
Direção: Fábio Castilhos
Trilha sonora: Sérgio Baiano
Cenário: Anderson Balhero
Iluminação: Bruna Immich

O grupo:
O Grupo Trilho de Teatro Popular foi constituído através do projeto Teatro como Instrumento de Discussão Social, desenvolvido pelo grupo teatral “Ói Nóis Aqui Traveiz”. Através da oficina orientada por Paulo Flores, o Grupo Trilho montou três espetáculos e, na montagem “A mais – valia vai acabar Seu Edgar”, surgem as primeiras tentativas do grupo na criação colaborativa, buscando desenvolver um trabalho com fins sócio-políticos e acreditando na necessidade de abordar a reflexão crítica da sociedade em caráter estético e ideológico. Desvinculando-se da oficina, mas conservando a filosofia do grupo originador, montou, até então, quatro trabalhos, sendo o espetáculo “O Baú – Lembranças & Brincanças” o primeiro destinado ao público infantil.

Ingressos disponíveis na Fundarte
R$ 10,00 Geral
R$ 8,00 Estudantes e assinantes do Jornal Ibiá
R$ 6,00 Alunos da Fundarte e sócios da AAF
R$ 5,00 Idosos e doadores de sangue 

GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES? (RS)



GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?  retorna ao Teatro de Arena para a comemoração dos 45 anos de fundação do Teatro de Arena, inaugurado em 17 de outubro de 1967, no mesmo local onde até hoje se mantém, firme e forte, no alto do Viaduto Otávio Rocha, com o endereço de Borges de Medeiros, 835, Centro Histórico. Jairo de Andrade, figura inestimável na história de nosso teatro, junto de alguns companheiros, construiu com suas próprias mãos o Arena. Uma história linda, e que deve ser sempre relembrada, como exemplo na crença da arte como ação transformadora.
Então, no dia 17 de outubro, às 20 horas, quarta-feira, terá a  apresentação de GOELA ABAIXO com ENTRADA FRANCA. 

domingo, 14 de outubro de 2012

EMSAIAS?! (RS)



"EmSaias?!" trata-se do relato das agruras e dificuldades de um artista em construir, através de seus próprios dramas, a personagem feminina de uma obra literária, numa tentativa de universalizar o amor, através da luxúria, da devassidão... E um tantinho de esclerose, sem perder sua “masculinidade”.

FICHA TÉCNICA:
Texto/concepção: João Ubaldo Ribeiro
Adaptação: Leonardo Bergonci
Iluminação: Luiza de Rossi
Trilha sonora: Nelson Neto
Elenco: Leonardo Bergonci, Gustavo Chiapa, Djefri Ramón, Daian Kehler, Cauã Kubaski, Luíza de Rossi
Técnicos: Aline Ribeiro

Porto Alegre

O QUE?: EmSaias?!
QUANDO?: Terça- Feira - 16 de Outubro
ONDE?: Teatro do Sesc
QUE HORA?: 20h
QUANTO?: ENTRADA FRANCA


Montenegro
O QUE?: EmSaias?!
QUANDO?: Quinta- Feira - 18 de Outubro
ONDE?: Teatro Therezinhaa Petry Cardona
QUE HORA?: 20h
QUANTO?: ENTRADA FRANCA

MOSTRA “NELSON RODRIGUES – 100 ANOS”


9 a 14 de outubro de 2012

Entrada Franca


Na semana em que comemora seu quarto ano de existência – a ser celebrado em 
14 de outubro –, o CineBancários oferece um presente aos seus frequentadores: 
uma mostra em homenagem ao centenário de nascimento do escritor Nelson 
Rodrigues. Considerado o maior dramaturgo do país, Nelson também foi cronista, 
contista e romancista, e suas tramas sempre atraíram a atenção dos cineastas 
brasileiros em diferentes épocas. Marcada por uma visão extremamente crítica em 
relação ao moralismo e à hipocrisia da classe média, a obra de Nelson Rodrigues 
conheceu enorme 
popularidade nos teatros e livrarias. Este sucesso se repetiu no cinema, onde suas 
histórias recheadas de adultérios, incestos e paixões arrebatadas deram origem a uma 
série  de filmes memoráveis, atraindo uma multidão de espectadores.

Esta mostra conta com o patrocínio do Banrisul, através da Lei Federal de 
Incentivo à Cultura, e com o apoio da Programadora Brasil.

PROGRAMAÇÃO

Bonitinha, Mas Ordinária, de J. P. de Carvalho (Brasil, 1963, 101 minutos)
Edgard é um rapaz simples, que vive um dilema. É apaixonado por sua vizinha, moça 
humilde como ele, mas recebe a proposta de ganhar um bom dinheiro para se casar com a 
filha de seu patrão, uma garota ousada que foi estuprada por cinco homens. Primeira das 
três adaptações ao cinema da genial peça de Nelson Rodrigues, esta é a mais fiel ao 
texto original e a que mais se concentra nos dilemas éticos do protagonista – um rapaz 
dividido entre a possibilidade de enriquecimento fácil por meio de um casamento 
de conveniência e a fidelidade aos seus sentimentos por uma mulher da mesma classe 
social. Dirigido por J. P. de Carvalho, o filme preserva o fraseado inigualável de Rodrigues 
e abre espaço para grandes interpretações de Jece Valadão, Odete Lara e Fregolente.

O Beijo no Asfalto, de Bruno Barreto (Brasil, 1981, 77 minutos)
Um desconhecido é morto ao ser atropelado por um ônibus e, agonizante, pede a um
bancário que lhe dê um beijo na boca. Este gesto é transformado em escândalo pela 
imprensa sensacionalista e o homem que cometeu o "crime" de beijar um agonizante
 passa a ser alvo de preconceito popular e também a ser investigado pela polícia, 
que começa a supor que o acidente tenha sido um assassinato. O filme além de 
ser cultuado pela crítica, conta com um grande elenco (Tarcísio Meira, Ney 
Latorraca, Christiane Torloni, Lídia Brondi).

Engraçadinha, de Haroldo Marinho Barbosa (Brasil, 1981, 97 minutos)
Engraçadinha (Lucélia Santos) é uma menina sensual que se diverte seduzindo 
diversos membros de sua família conservadora, a qual conduzirá a um final trágico. 
Inspirado no romance Asfalto Selvagem, um dos mais bem sucedidos exemplares da série 
de adaptações feitas da obra de Nelson Rodrigues pelo cinema brasileiro no início dos 
anos 80 e estreladas pela atriz Lucélia Santos.

Gêmeas, de Andrucha Waddington (Brasil, 1999, 75 minutos)
As irmãs gêmeas idênticas Iara e Marilena (Fernanda Torres) vivem pregando peças 
nos homens, fazendo-se passar uma pela outra, para desespero de seu pai, 
Dr. Jorge (Francisco Cuoco). Marilena é bióloga. Iara, como sua mãe 
(Fernanda Montenegro), é costureira. Um dia Marilena conhece Osmar 
(Evandro Mesquita), dono de uma auto-escola, por quem se apaixona à primeira vista. 
O mesmo, entretanto, acontece com 
Iara, que decide seduzir o namorado da irmã. Tem início uma intensa rivalidade entre as
irmãs, em busca do amor de Osmar. Primeiro longa metragem de Andrucha Waddington, 
que tem como principal destaque a atuação de Fernanda Torres, em papel duplo.

GRADE DE HORÁRIOS

9 de outubro (terça-feira)
17h – Bonitinha, Mas Ordinária
19h –  O Beijo no Asfalto

10 de outubro (quarta-feira)
17h –  Gêmeas
19h –  Engraçadinha

11 de outubro (quinta-feira)
17h – O Beijo no Asfalto
19h – Bonitinha, Mas Ordinária

12 de outubro (sexta-feira)
17h – Engraçadinha
19h – Gêmeas

13 de outubro (sábado)
17h – Bonitinha, Mas Ordinária
19h – O Beijo no Asfalto

14 de outubro (domingo)
17h – Gêmeas
19h – Engraçadinha

CineBancários
(51) 34331204 / 34331205
Rua General Câmara, 424, Centro - POA
blog: cinebancarios.blogspot.com
site: cinebancarios.sindbancarios.org.br
facebook.com/cinebancarios
Twitter: @cine_bancarios


sábado, 13 de outubro de 2012

ELETRA [ZERO] (RS)



Inspirado na tragédia Electra de Sófocles, o experimento cênico do diretor Bernardo Vieira e da atriz Janaína Lima, pretende dissecar a famosa personagem e sua história, através de um jogo de intimidade com o espectador. No monólogo, que esta em cartaz nos sábados de outubro, na Sala 400 da Usina do Gasometro, Electra sente-se devorada pelo desejo de vingar a morte de seu pai, assassinado por sua própria mãe. "Ela pede aos deuses justiça contra a injustiça e nessa espécie de equilibrio fúnebre, acaba por unir-se ao símbolo do mito, reestabelecendo a harmonia desejada pelo destino e reduzindo seus inimigos a igualdade pela morte”, conta o diretor. “O interessante da peça é que o público não tem acesso à tragédia completa, mas sim aos seus fatos e momentos decisivos, confidenciados ao espectador de maneira intrínseca”,acrescenta , a atriz Janaina Lima. No espetáculo, Electra revive seu flagelo e desata os nós de sua história, propiciando metaforicamente: relações de vida e morte. “É difícil classificar a peça, pois é fruto de um experimento muito intenso. Esse espetáculo é para sentir, inquietar e até mesmo atordoar ”, confessa a atriz.

O que: Electra [zero] - um experimento em Sófocles
Quando: 06,13,20 e 27 de Outubro - Sábados
Onde: Sala 400 Usina do Gasometro 
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PIÁ FARROUPILHA (RS)


Dia 12, 13 e 14 de outubro (Entrada Franca)
Sábado e domingo às 16h
Sala Álvaro Moreyra
Temporada até 04 de Novembro (Ingressos a venda
A história se passa no ano de 1839, em plena Guerra dos Farrapos. Um grupo musical de Urubus famintos (UrubuBand), vê um  menino  com o pai. Eles estão atravessando o pampa gaúcho e o menino acaba ficando sozinho, num acampamento improvisado. O melhor amigo deste menino é um boneco, que ele carrega nos braços o tempo inteiro e que nas noites mágicas do pampa gaúcho ganha vida e alma. 
O menino seria a presa perfeita  para a UrubuBand , mas é justamente durante esse período, que os personagens de alguns livros  de Carlos Urbim aparecem para contar histórias e poemas para o menino, atrapalhando o jantar dos Urbubus. Muitos dos poemas de Urbim já foram musicados e já viraram belas canções através da voz do grupo, que ensaia a peça desde Abril de 2012. 
O pano de fundo é a Guerra dos Farrapos, pela ótica de um menino de 13 anos, Piá Farroupilha. O boneco, amigo do menino, ganha vida ao ser manipulado pelos atores. Ele também conta histórias e poemas para as crianças. 
Texto original: Carlos Urbim
Direção e texto final: Bob Bahlis
Elenco: Nina Eick, Gabriel Ditelles, Fábio Monteiro, Lívia Perrone, Mariana Dell Pinno, Thiago Di Luca
Luz: Marga Ferreira
Figurinos: o grupo
Criação dos bonecos: Nina Eick
Cenário: Bob Bahlis 
Faixa etária: livre
Duração: 60min
ENTRADA FRANCA
4ª MOSTRA DE TEATRO INFANTIL DE PORTO ALEGRE