sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CINCO TEMPOS PARA A MORTE (RS)



TEATRO RENASCENÇA

Dia 01 de Setembro - 20h  

Usina do Trabalho do Ator (POA)

Grupo Profissional homenageado pelo FITE

O espetáculo pondera a inevitável e fundamental questão da morte. A morte não aparece apenas como o fim, mas, também, como começo, como tempo e viagem. Em cenas fragmentadas, o cômico e o melancólico se misturam para traçar pedaços de muitas vidas. É assim que a morte aparece como metáfora do fim da inocência, da memória e do esquecimento, como remorso e paixão. Os cinco atores compõem cenas de sonho e de realidade, passando do sensível ao tocante e ao absurdo. Diante da platéia o compartilhamento de personagens, tipos, alegorias, canções e atores que se despem do ato interpretativo ao narrar também vivências pessoais.

Direção Gilberto Icle

Elenco Celina Alcântara, Ciça Reckziegel, Dedy Ricardo, Gisela Habeyche e Thiago Pirajira

Assistência de Direção Shirley Rosário

Iluminação Bathista Freire

Figurinos e Cenografia Chico Machado

Acessórios Cênicos Marco Fronckowiak e Maura Sobrosa

Músicas Flavio Oliveira

Operação de Luz Shirley Rosário

Operação de Som Betha Medeiros

Realização Usina do Trabalho do Ator

ME LEVA PRA CASA (DF)



O espetáculo Me Leva Pra Casa, de João Fábio Cabral, chega a Porto Alegre para curta temporada, dias 31 de agosto (hoje) e 1º de setembro no Teatro Sesc. Dirigida por Fabiana Carlucci, a peça estreou em novembro de 2009, no Teatro do Centro da Terra e circulou por diversas cidades brasileiras. O enredo está focado no momento de despedida de um casal que após perder a única filha em uma fatalidade vê sua relação alterada e sem qualquer possibilidade de retorno. A montagem traz no elenco os atores Guilherme Gonzalez e Mariana Blanski.A peça se apresenta como um fragmento da história desse jovem casal – Ana é poetisa e Sergião, dono de um sebo. Eles se encontram numa cena de despedida, após a morte da filha, vitimada por uma bala perdida. Mesmo havendo amor em excesso eles não conseguem retomar a vida juntos. A perda da única filha é o estopim que desperta os sentimentos presos numa relação calcada na fuga e na dor da saudade, nos encontros e desencontros. O casal está no mesmo galpão onde se conheceram; ela está com a passagem comprada para ir embora e, involuntariamente, rememoram passagens de suas vidas.Embora o texto seja carregado de realismo, o trabalho de Fabiana segue em direção contrária e busca uma encenação mais sensorial e intuitiva. As angústias pessoais das personagens são expostas a partir da tragédia: como descobrir onde, exatamente, está essa dor da perda e como continuar vivendo? Por mais suspensas que as personagens estejam da realidade elas desejam, de alguma forma, a felicidade. Como se faz para dar "voz” a um coração que se percebe vazio, quando o medo, as dúvidas e as incertezas tomam conta de nossas vidas? Me leva pra casa. Dias 31 de agosto e 1º de setembro, 20h. Teatro Sesc – Alberto Bins, 665. Ingressos no local, na hora do espetáculo.

Os ingressos para a peça, com apresentações às 20h, no Teatro Sesc Centro (Alberto Bins, 665), custam R$ 30 (R$ 15 para idosos, estudantes e classe artística).

TRAJETÓRIAS (RS)

 ENTRADA FRANCA


ESPETÁCULO DE DANÇA AÉREA SOMENTE 01 e 02 SETEMBRO
TEATRO DANTE BARONE!!!!!
ESPETÁCULO TRAJETÓRIAS - CIA NÓS NO AR - ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES!

TEATRO DANTE BARONE - ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
DIAS 01/09 às 17h
02/09 às 16h e 19h

terça-feira, 28 de agosto de 2012

ESCUTA-ME (RS)



A Cia Teatral InVento, de Osório, apresenta o espetáculo Escuta-me, sexta-feira, 31 de agosto, às 20h, no Teatro Carlos Carvalho da casa de Cultura Mario Quintana, com entrada franca.
A história conta a vida de um homem em conflito psicológico, onde transparecem alguns problemas contemporâneos, como a solidão, os desencontros da vida amorosa e familiar. Tudo sob o ponto de vista de um personagem interpretado por dois atores.
O espetáculo se propõe levar ao público a reflexão sobre uma história de um homem típico da contemporaneidade, que vive na incerteza desses dias.

O texto é de Adriano Lima e a direção de Augusto Cardoso. No elenco, Adriano Lima, Eraldo Júnior e Manuella Cardoso.

Ficha técnica:
Trilha Sonora: João Felipe Tondo e Ismaile Alanz
Cenário: Cia Teatral InVento
Figurino: Rodrigo Azevedo
Iluminação: Eraldo Júnior

Data: 31 de agosto
Hora: 20h
Local: Teatro Carlos Carvalho
Entrada franca



Contato: Juliano Canal – 98547168

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SE EU FOSSE HAMLET de Peter Poulsen



SE EU FOSSE HAMLET


Se eu fosse Hamlet
comprava flores para Ofélia, goma de mascar inglesa,
transístor com fones de ouvido,
champanhe, palitos –
e a convidava para viajar
a Florença ou Roma.

Se eu fosse Hamlet
dava de presente a ela uma gaiola cheia de pipilantes tentilhões
um par de patins de estrela do gelo
uma permanente para os aerobarcos suecos.

Se eu fosse Hamlet
me concentrava na minha vida amorosa
em vez de ficar a remoê-la por aí;
loteava Kronborg
em apartamentos de condomínio,
e ia morar numa casa em Fiolgade
- talvez comprasse até um colchão de água -

Se eu fosse Hamlet,
mandava às favas todas as especulações sombrias
e seria mais do que sou agora,
em vez de ficar só pensando a respeito
e fazendo longas preleções sobre.

Não me intrometeria mais na vida sexual de mamãe,
se eu fosse Hamlet.
Admitiria logo que o velho está morto
e não ia mais perambular pelas noites escuras atrás de um fantasma
que no coração só tem vingança.

Se eu fosse Hamlet,
deixaria Polônio ficar atrás das cortinas
tanto quanto lhe desse na telha:
afinal de contas, é só um velho gagá –
e me recusava a andar, fosse onde fosse,
com tipos tão ridículos quanto Gildensfúncio e Rosentonto
ou como quer que se chamem –


Se eu fosse Hamlet,
ia farrear com Horácio
beber chope com Frank Jaeger,
jogar dados com marujos nalgum boteco de porto,
andar com donas suecas,
mandar tatuar no braço:
Ophelia, I Love You,

logo abaixo de um
coração em chamas –

isso se eu fosse Hamlet.

(Peter Poulsen: tradução de José Paulo Paes)

domingo, 26 de agosto de 2012

HASARD (SC)


Dias 27,28 e 29 de agosto as 17h 
Arredores da Praça da Alfândega

ualquer impedimento do poder público quanto às apresentações de HASARD é CENSURA!

HASARD é um jogo aberto onde todos podem participar.

Todos fazem parte do HASARD.
O HASARD tem quatro finais e nós perdemos em todos eles.
Em um dos finais, nós perdemos o público, em outro perdemos nossas cartas, em outro falamos sobre as nossas perdas e em outro nós perdemos as nossas roupas.
Convidamos a todos para perdermos todos juntos.
As propagandas atentam contra o nosso pudor. A publicidade atenta contra o nosso pudor em não consumirmos. O comércio atenta contra o nosso direito de não consumir, contra o nosso direito de não jogar o jogo proposto pelo capitalismo. O mercado corrói o nosso direito de não apostarmos nessa roda financeira. Apostamos muito mais do que as nossas roupas nesse mercado voraz, onde as únicas relações humanas que importam são as da compra e venda. Apostamos as nossas vidas em um mercado no qual a perda atinge muitos e os ganhos são de poucos.
Cabe a nós mudarmos o jogo e perderemos novamente nos finais de HASARD. Temos quatro maneiras diferentes de perder e continuaremos perdendo como perdemos nessas seis apresentações. Nossos esforços serão concentrados para mantermos o nosso direito de perder publicamente em nosso local de trabalho, as ruas. Pela liberdade de expressão. Não estamos encenando uma perda prazerosa, estamos fazendo essa perda real que vivemos. A perda da crise.
O nu não é o problema do HASARD, o nu é um respiro no meio de tantas mazelas. Os principais problemas no HASARD são os jogos de azar que compõem as cenas, as baratas que saem dos bueiros abertos durante a peça, as cenas que representam a opressão aos direitos do cidadão, os alarmes intermitentes que alertam o perigo, a circulação desenfreada de papéis em todas as cenas da peça, a manipulação dos cidadãos através dos meios de comunicação, o controle exercido pelas formas de manutenção do poder, a ilusão do entretenimento, etc. Ou seja, o nu é a derrota, é a perda, é como a dívida que as pessoas contraem e ficam escravas das parcelas e dos juros. A economia atual provoca a morte de nossa liberdade através do oferecimento de créditos, apostas em investimentos e a presença exacerbada do consumo em nossas vidas. O comércio domina a cidade, vemos isso nas ruas a cada passo que damos. O HASARD tenta revelar isso, todos os finais de HASARD são sobre essa dominação do mercado em nossas vidas, em nosso cotidiano.
Não existe uma ordem para os atores do HASARD tirarem todas as suas roupas em um dos finais da peça. Os finais valorizam a decisão do público e as próprias vontades dos atores no momento, no próprio instante do final, é um jogo, e todo jogo é imprevisível. Cada um está livre para perder.


O grupo
O ERRO nasceu no ano de 2001 em Florianópolis SC – Brasil, a partir do objetivo de seus integrantes de experimentar a arte como intervenção no cotidiano das pessoas e sua interdisciplinaridade de conceitos e áreas de linguagem.
O grupo, através da construção de situações, pesquisa a união das linguagens artísticas, o performer, a invasão do espaço público e a diluição da arte no cotidiano. Nessa prática situacional, o ERRO interfere nos fluxos cotidianos, na paisagem urbana e nos meios de comunicação, procurando outros modos de viver e de inserção na cidade. Através da busca por uma linguagem artística fronteiriça, o ERRO pesquisa a exploração do espaço urbano a partir de seus significados, ambientes, arquiteturas, discursos e a criação de possíveis situações e relações entre as pessoas que circulam pelas ruas.
Em seu currículo, o ERRO Grupo conta com prêmios e a circulação de seu trabalho por mais de 60 cidades do Brasil, além de viagens internacionais apresentando-se em Austin (EUA), na programação da galeria La Peña em Austin, Texas; de Buenos Aires (ARG), no 6º Encuentro Corpolíticas en las Américas (2007); e de Bogotá (COL), no 7º Encuentro Ciudadanias en Escena (2009), ambos encontros organizados pelo Hemispheric Institute of Politics and Performance (New York University). Atualmente, o grupo foi contemplado pelo edital PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL que subsidiará seu trabalho entre outubro de 2010 a outubro de 2012.
Acesse: GRUPO ERRO

sábado, 25 de agosto de 2012

23º SEMINÁRIO NACIONAL DE ARTE E EDUCAÇÃO DA FUNDARTE - Inscrições abertas


Estão abertas, as inscrições para o 23º Seminário Nacional de Arte e Educação que a FUNDARTE promoverá de 1º a 04 de outubro de 2012. Na programação ocorrerão painéis, mesas temáticas com comunicação oral (relatos de experiência e comunicações), pôsteres, vivências ministradas por professores da UERGS, oficinas, exposição de arte e programação cultural.
As Mesas Temáticas dividir-se-ão nos temas: Mediações no ensino das artes; Tema com variações interdisciplinaridade; Compartilhamentos: processos de ensino na Educação Básica; Inovações em Arte; Projetos Sociais; Vida, escola e sociedade: as interações possíveis; Arte e performance; Tecnologias e novos conhecimentos
A programação cultural contará com mostras de alunos e grupos da FUNDARTE e no dia 1º de outubro, às 20 horas, Concerto com o Conjunto Instrumental Jovem da FUNDARTE, dia 02 de outubro com o espetáculo “Divertissement, do Grupo de Dança da FUNDARTE, no dia 03 de outubro com o espetáculo “Piazzolla Coreografado com a Orquestra de Câmara FUNDARTE, Troupe Xipô, solista Olinda Allessandrini e Luciano Maia.e no dia 04de outubro, Sonora Brasil do SESC com  4º Circuito- Comitiva de São Benedito Da Marujada de Bragança (PA)

As oficinas são:

O Boneco como Expressão Teatral  com Paulo César Balardim Borges. 

Piano Popular com Antônio Rafael Carvalho dos Santos. 

A Música na sala de aula-uma abordagem prática sobre atividades rítmicas com Cristiane Ferronato. 

Encontros Fiandeiros com Paola Zordan.  

Questões sobre as Artes Visuais no Planejamento escolar com Carmen Lúcia Capra. 

Artistas e Professores Propositores com Solange Utuari. 

Cartões e Outros Dispositivos da Arte para Olhar, Sentir e Partilhar com Eduarda (Duda) Azevedo Gonçalves. 

Ensino Contemporâneo de Dança com Rubiane Falkenberg Zancan. 

Inclusão e Educação: desafios permanentes com Morgana Domênica Hattge e Viviane Klaus. 

O Limite e o Infinito no Processo Criativo com Déborah Kalmar. 

As inscrições podem ser feitas pelo site da FUNDARTE www.fundarte.rs.gov.br de 1º de agosto a 06 de setembro de 2012. O valor da inscrição é R$ 110,00 (2x com cheque para 31 de agosto e 30 de setembro). A partir do dia 06 de setembro a inscrição passa a ser R$ 150,00. Grupos Institucionais acima de 10 pessoas - R$ 95,00.
Maiores informações pelo e.mail fundarte@fundarte.rs.gov.br, pelo site www.fundarte.rs.gov.br, ou fone 51-36321879.
Coordenação de Comunicação, fone 51-36321879, ramais 213 e 214, e.mail fundarte@fundarte.rs.gov.br


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PORTO ALEGRE EM CENA - VENDA DE INGRESSOS


A venda de ingressos para o 19º Porto Alegre em Cena inicia-se neste domingo, 26, às 8h, nas bilheterias da Usina do Gasômetro e pela internet, no site www.ingressorapido.com.br. Na Usina, as bilheterias abrem das 8h às 20 neste domingo, de 10h às 20h de 27 de agosto a 4 de setembro e das 12h às 18h de 5 a 24 de setembro. Também é possível adquirir ingressos no Call Center e nas lojas My Ticket.Clique aqui para saber como comprar ingressos para as atrações do festival.
Uma realização da Prefeitura de Porto Alegre, o festival internacional de artes cênicas será realizado de 4 a 24 de setembro. Nesta 19ª edição, pela primeira vez apresenta-se na Capital o grupo alemão Berliner Ensemble, com a montagem Mãe Coragem e seus filhos, de Bertolt Brecht. 
Como nas edições anteriores, haverá uma significativa mostra do teatro do Mercosul, num recorte do que há de melhor sendo produzido nos países vizinhos. A Mostra de Teatro Uruguaio Contemporâneo marca a primeira homenagem do Em Cena a um país em especial e trará grandes atores como Walter Reyno e Isabel Schipani, além de autoridades daquele país. Textos de dramaturgos como Eduardo Pavlovsky, Carlos Gorostiza e Román Podolsky figuram na mostra Mercosul, onde a Argentina também está representada com quatro peças, incluindo Molly Bloom, de Carmem Baliero, baseada no último capítulo de Ulisses, do James Joyce. 

O destaque da Argentina está no espetáculo Fuerza Bruta, dirigido por Dique James, uma impactante produção, sucesso nos palcos do mundo todo. Fuerza Bruta mistura som, efeitos especiais e expressão corporal em um trabalho cheio de surpresas para modificar profundamente a realidade do espectador. Já apresentado na Europa e nos Estados Unidos – desde 2007 na Brodway, foi visto por mais de 500 mil pessoas - é um evento em que os mundos se colidem e a realidade fica para trás. Durante a performance, o público mergulha em uma experiência de 360º: um homem corre sobre uma plataforma atravessando paredes móveis; performers suspensos no ar rodeados de um vasto mar e mulheres exuberantes se mexem etereamente em uma piscina de acrílico acima dos espectadores. 
Produções portuguesas, israelenses e alemãs ocupam os teatros da cidade apresentando teatro (Cão que morre não ladra), dança (Ballet Nacional de Marseille e Ido Tadmor) e música (Pablo Held Trio). Do Brasil, o festival compilou para esta edição peças premiadas de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Distrito Federal. 


Grande completa da programação
Saiba mais:
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/poaemcena/

www.facebook.com/poaemcena

http://poaemcena.blogspot.com.br/

NADA ME FALTARÁ (RS)



Dentro da programação da Sala 504 da Usina do Gasômetro, que atualmente está sendo administrada pela Cômica Cultural, chegou a vez de estrear o evento cultural trimestral “Experimentos sobre autores Contemporâneos.” Nesta primeira edição, em foco o autor Lourenço Mutarelli”. Serão dois finais de semanas, onde apresentaremos encenações, leituras dramáticas e debates, para compartilhar os estudos trimestrais sobre ele. A cada três meses um novo autor contemporâneo passa a ser estudado pelos diretores e atores da Cômica Cultural. Teremos ainda as experimentações sobre a obra de Daniel Galera e Miranda July.
Nada Me Faltará, do livro homônimo de Lourenço Mutarelli traz ao palco a história de Paulo, um analista de sistemas que desaparece na companhia de sua mulher e de sua filha por um ano e, quando reaparece, não se lembra de nada do se passou e não faz idéia do que aconteceu com Luci, a esposa e Ingrid, a filha de quatro anos. Para contar essa história e tentar desvendar esse mistério temos a família de Paulo: a mãe, a irmã e o cunhado; os amigos Carlos e Cris, o colega de trabalho Johnny, um psicanalista, um detetive particular e uma hipnotizadora.
Serviço:
Dias: 25 de agosto as 21 horas e 26 de agosto as 20 horas
Direção e adaptação: Patsy Cecato (adaptado do livro Nada Me Faltará de Lourenço Mutarelli)
Elenco: Leo Bello, Gustavo Saul, Marilaine Pacheco, Jordan Martini, Fátima Reis, Cristiano Godinho, Fernanda Moreno, Boni Rangel, Fabíola Barreto, Saulo Aquino e Catharina Conte
Ingresso: produtos de limpeza para a casa do artista riograndense
Sobre o Autor: Lourenço Mutarelli é escritor, ator, dramaturgo e quadrinista. Entre seus romances destacam-se O Cheiro do Ralo e Nada me Faltará. Nos quadrinhos destacam-se as obras Sequelas e Resignação.

NÚCLEO TEATRAL (GUAÍBA)


PROJETO RAIO X DO TEATRO GAÚCHO

Diretor:
 José Renato Leão possui extensa carreira como ator e diretor de teatro, premiado em festivais no Rio Grande do Sul e Paraná. É o Idealizador do Festival de Teatro Infantil de Guaíba e foi destaque teatral das Artes Cênicas 1997 dentro do Projeto Palcos do Rio Grande. Também professor de teatro em várias escolas, participou como jurado em festivais e escreveu peças e roteiros. Em 2003 atuou no curta "Lenço Colorado". Atualmente, além do Núcleo Teatral, dirige ainda o CEDAC, Centro de Estudos e Desenvolvimento das Artes Cênicas.

Núcleo Teatral:
 O grupo foi fundado no final dos anos 90, em Guaíba, à partir de uma oficina de teatro ministrada pelo professor José Renato Leão e teve inicialmente apoio da Secretaria Municipal de Educação. Depois de algum tempo passou a atuar de forma independente. Seu foco principal sempre foi o Teatro Infantil, mas à partir de uma experimentação com o projeto IN Versos o grupo passou a se dedicar ao público adulto aonde teve um bom retorno do público, pois a peça foi construída unindo dança, teatro e música.
O Núcleo Teatral em sua formação atual tem no elenco atores com aproximadamente 15 anos de trajetória de teatro e diversos trabalhos e projetos paralelos como peças temáticas e didáticas solicitadas por empresas ou secretarias Municipais.
A trajetória infantil foi marcada pelos espetáculos teatrais infantis “A bruxa anda solta”, “O aniversário da princesinha”, “Montrépidos e Trampuletos”, “A Menina pobre e os palhaços de pano”,  “Os miados de sábado à noite” e no ano de 2009 a montagem da peça “Quando a luz se apaga”, esta que ficou em temporada na CCMQ.

Podemos destacar, nos espetáculos adultos “IN VERSOS” de 2008, esta que foi apresentada até 2011, e atualmente “A Cotovia e a Rosa”, recente trabalho bem aceito pela crítica e que fez breve temporada no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Junho de 2012 participou do XIX Festivale de Rolante/RS aonde recebeu os prêmios de melhor Espetáculo Adulto, Cenografia, Trilha ,Iluminação e atriz principal. E recentemente, em agosto de 2012 participou com a peça "A Cotovia e a Rosa" e obteve 10 indicações no 7º FESTCARBO das quais 7 resultaram em prêmios:  Melhor Espetáculo Adulto,  Melhor Direção para José Renato Leão, Melhor Atriz para Thamiris Abbad,  Melhor Cenário,  Melhor Figurino,  Melhor Maquiagem, . Melhor Iluminação. As indicações foram para: . Ator Principal para Bruno Freitas, Atriz Coadjuvante para Luiza Sanguanini,  Trilha Sonora.
As diversas montagens realizadas pelo Núcleo passaram pelos festivais de Arroio dos Ratos, Erechim, Dom Pedrito, Rolante, Guaíba, Osório, Pelotas, Viamão entre outros municípios.
Atores e técnica durante dentre estes festivais receberam dezenas de indicações e premiações, o que faz o grupo manter o foco no trabalho e querer mergulhar cada vez mais no mundo das Artes Cênicas.

O Núcleo Teatral é formado por José Renato Leão, Luiza Sanguanini, Bruno Freitas, Hamilton Caldas e Thamiris Abbad.
Produção e Técnica: Cida Machado e Gustavo Leão.


Contatos: 

Twitter: Twitter.com/Nucleoteatral
e-mail: bruno.teatro@hotmail.com



AS FILHAS DA BERNARDA (RS)

Apresentação Extra do espetáculo, dia 24 as 20h na CCMQ, no Teatro Bruno Kiefer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DE 4 É BEM MELHOR (RS)

Dia 24 de agosto - 6ª feira
20:30 hs
Clube do Comércio de Montenegro.
Ingressos a venda.
Contato: Gislaine Cardoso - Produtora Gisa - gisaecc@hotmail.com


Ficha técnica:

Texto – Lucas Krug
Direção – Daiane Oliveira
Trilha Sonora Original – Lucas Krug e André Trento
Figurinos, acessórios e maquiagem – Lucas Krug
Cenografia – Lucas Krug
Iluminação –Osmar Montiel
Programação Visual – Lisi Roos
Fotos – Lisa Roos
Fotomontagem – Lisa e Lisi Roos
Direção – Contratação do Show
Daiane Oliveira – daiadakini@gmail.com
Cel.: (51) 9257-0695
Facebook - https://www.facebook.com/de4ebemmelhor
Twitter.com/fredericoalbert

Mostra do Grupo Experimental de Dança da Cidade 2012

Foto: Marcelo Cabreira

Nos dias 24, 25 e 26 de agosto o Centro Municipal de Dança realiza mais uma edição da Mostra do Grupo Experimental de Dança da Cidade. A Mostra vem desde 2009 propiciando o compartilhamento do trabalho que os alunos realizam. As apresentações acontecem sempre às 20h, no Teatro de Câmara Túlio Piva e têm entrada franca.Nesta edição a Mostra com programação especial e inédita. O bailarino Douglas Jung, aluno da primeira turma do Grupo Experimental e atualmente estudando na SEAD, Salzburg Experimental Academy of Dance (Áustria), realizou oficina com alunos e ex-alunos do projeto e uma residência coreográfica que resultou na performance “...foi para o espaço...”. Além disso, a programação inclui solo inédito de Douglas Jung, A que ponto chegamos?, que teve estréia em junho, na Áustria.
... foi pro o espaço..., apresentada na sexta (24) é uma performance que utiliza as dinâmicas dos jogos espaciais como ferramenta para a construção de dramaturgia para/pelo corpo. A manipulação do espaço, a sobreposição de camadas de tarefas físicas e soluções poéticas constroem e transformam a imagem do corpo e a construção do sentido das ações. Elenco: Fernanda Bertoncello, Fernando Faleiro, Kalisy Cabeda, Laura Rosa, Nicole Fisher, Paula Finn.
A que ponto chegamos é um solo de Douglas Jung, de improvisação, baseado na espacialidade e em referências pessoais. A estrutura gera um conjunto de regras e definições para o espaço, capaz de dialogar com o corpo e formalizar essa interdependência.
O encerramento inclui apresentação de trabalhos dos alunos e professores da turma de 2012, fazendo um painel da diversidade de experiências que constitui a matéria-prima do projeto. A Mostra inclui trabalhos de Andrea Spolaor, Emily Chagas, Juliana Werner, Emanuel Moncorvo, Carol Mendes, Mauricio Figuerah, Luiza Fischer, Gustavo Thomé, Alexandra Castilhos, Lidiane Santiago, Rebeca Lima Soares e Miriam Strack.
O Grupo Experimental de Dança foi criado em 2007 e desde então mais de cem alunos já passaram pelo seu programa de aulas gratuitas que oferecem uma formação continuada com 300 horas anuais, com alguns dos principais profissionais da dança de Porto Alegre. Programação completa e detalhada no blog: http://cdancasmc.blogspot.com.br/
Informações: 32898963 ou tomazzoni@smc.prefpoa.com.br

SERVIÇO
O que: Mostra Do Grupo Experimental de Dança da Cidade 2012
Quando: 24, 25 e 26 de Agosto
Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva
Quanto: Entrada Gratuita
Maiores informações em CENTRO MUNICIPAL DE DANÇA

100 ANOS NELSON RODRIGUES - 1912 - 2012


Nelson Rodrigues faria 100 anos hoje, no dia 23 de agosto. O autor que, em vida, conheceu a glória e a maldição, o aplauso e a agressão e, no fim, o desprezo e o esquecimento, foi reabilitado há 20 anos e, hoje, tornou-se aquilo que ele mais temia: uma unanimidade nacional. 
Eu sou completamente aficcionado na obra Rodrigueana e ultimamente estou fazendo um exercício que é a releitura de todas as suas 17 peças para teatro. E logo após vou reler a biografia " O anjo pornográfico" de Ruy Castro. Está valendo muito a pena este retorno a obra de Nelson. 
Muitas homenagens lhe estão sendo dedicadas neste seu centenário de nascimento – e ele merece todas. 
Jornalista, escritor, cronista e apaixonado por futebol. Apesar de nunca ter sido agraciado como Imortal da Academia de Letras, Nelson Rodrigues conquistou seu lugar na literatura nacional com seus textos, crônicas esportivas, pseudônimos, produzidos em sua famosa máquina de escrever Remington Portable.
Nascido em agosto de 1912 em Recife, o autor completaria 100 anos de vida este ano. Apesar de centenário, seus textos não deixam de ser contemporâneos ao retratar a sociedade brasileira em suas paixões e pecados. 
"Todo o autor é autobiográfico e eu sou também. O que acontece na minha obra são variações infinitas do que aconteceu na minha vida", disse em entrevista ao JT em 1974. O que não vai faltar em 2012 são chances do público conhecer mais sobre Nelson e suas obras.
Diversas atividades prestam homenagem ao Anjo Pornográfico: peças de teatro, relançamentos de obras, tradução para outras línguas e lançamento da nova versão do filme "Bonitinha, mas ordinária", dirigido por Moacyr Góes e estrelado por Leandra Leal. No carnaval deste ano a Viradouro utilizou Nelson como seu tema. 
Neste ano não tivemos até agora nenhuma montagem da obra de Nelson Rodrigues em Porto Alegre, mas já tivemos a visita de "O Anjo Negro" no Palco Giratório e teremos mais no Em Cena como a obra inédita em homenagem ao Nelson que será Os plagiários: uma adulteração ficcional sobre Nelson Rodrigues nos dias 5,6 e 7 de setembro as 21h no Centro Cenotécnico e também o espetáculo Vestido como pareceViva Nelson Rodrigues, vivo mais do que nunca! 
Acesse o site de Nelson Rodrigues.




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O SOBRADO (RS)

Dia 29 de Agosto - 21h
Teatro São Pedro
ENTRADA FRANCA

O premiado espetáculo O Sobrado é uma adaptação cênica do capítulo homônimo do livro O Continente, da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. Como fio condutor da história, o autor utiliza a fictícia família Terra Cambará, que em meio às lutas por terras e poder político, atravessa quase dois séculos da história do estado. A adaptação do Grupo Cerco  expõe as relações de patriarcalismo, de belicismo e a presença forte e constante das mulheres, todos temas regionais, mas que sob a ótica das relações humanas, tornam-se universais.

Direção:
Inês Marocco
Elenco:
Anildo Michelotto, Celso Zanini, Elisa Heidrich, Filipe Rossato, Isandria Fermiano, Kalisy Cabeda, Luís Franke, Manoela Wunderlich, Marina Kerber, Martina Fröhlich, Mirah Laline, Philipe Philippsen, Rita Maurício e Rodrigo Fiatt.
Dramaturgia:
Celso Zanini, Elisa Heidrich, Isandria Fermiano, Marina Kerber, Mirah Laline e Rodrigo Fiatt.
Trilha Sonora:
Celso Zanini, Luis Franke, Martina Fröhlich e Philipe Philippsen.
Luz:
Cláudia de Bem
Figurino:
Rô Cortinhas
Cenário:
Elcio Rossini
Acesse o blog: GRUPO CERCO

ANDRÓGINOS (RS)


Com qual gênero você se identifica? 
Mesmo em uma época de reorganização de padrões, cruzar a linha fronteiriça entre o que é considerado feminino e masculino é uma escolha pelo risco. É entrar em uma zona de variantes comportamentais não determinadas pelo seu sexo biológico desequilibrando a lógica binária: pênis-homem-masculino, vagina-mulher-feminino.
Andróginos é um espetáculo que investiga a ruptura desses padrões dicotômicos, atravessando as fronteiras femininas e masculinas.
Direção: Isandria Fermiano
Elenco: Vinicius Mello, Natália Souza, Sofia Vilasboas
Orientação: Patricia Fagundes e Laura Backes
De 24 de agosto a 01 de Setembro - Sextas e sábados as 22h e domingo as 20h
Casa de Teatro de Porto Alegre.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ADOLESCER (RS)


Dias 25 as 21h e dia 26 de Agosto - 18h. 
Theatro São Pedro 

Há dez anos em cartaz, Adolescer segue sua trajetória sempre inovando, pois fala, justamente, da adolescência atual e seu conturbado e rico universo. Numa linguagem atual e bem humorada, dez jovens atores encarnam diferentes papéis e personagens, representando situações da vida real, em uma sucessão de cenas curtas que lembram a linguagem da internet e do videoclipe. O espetáculo aborda diversos temas da adolescência, como a busca da identidade e da sexualidade, o relacionamento com os pais, amigos, professores, o mundo digital, bullying, namoros, tribos, gravidez na adolescência, violência, preconceito, depressão, homossexualidade, drogas, vestibular, lutos e perdas desta idade.

Roteiro: Textos de Vanja Ca Michel com fragmentos dos psicanalistas Cybelle Weinberg e Rubem Alves, do psiquiatra José Outeiral e dos escritores Carlos Drummond de Andrade e Moacyr Scliar
Concepção e Direção: Vanja Ca Michel
Supervisão: José Outeiral
Elenco: Ana Schneider
Anderson Vieira
Bibi Rositto
Carla Elgert
Daniela Guerrieri
Davi Borba
João Carlos Castanha
Vinicius Ellwanger
William Molina
William Freitas.
Coreografias: Michel Tinho
Iluminação: Moa Junior
Fotos: Cau Guebo
Produção: Vanja Ca Michel e Moa Junior
Realização: Cia Déjà-vu de Porto Alegre
Duração: 75 minutos
Classificação etária: 10 anos

domingo, 19 de agosto de 2012

O CLUBE DOS CINCO - A PEÇA (RS)



II Mostra Tragicômica de Teatro apresenta: O Clube dos Cinco - A Peça

Assistida por mais de 4 mil pessoas em 2011 em salas de teatro lotadas, a peça “O Clube dos Cinco” volta em cartaz, para comemorar um ano, agora na II Mostra Tragicôcima de Teatro com apresentações dias 22 e 23 de agosto no Teatro Carlos Carvalho, sempre às 21h.

Em uma livre adaptação de Bob Bahlis do clássico filme cult da década de 1980, The Breakfast Club, a peça “O Clube dos Cinco” encena um dia na vida de cinco adolescentes que estudam na mesma escola, mas nunca se falaram. Por terem cometido algo muito errado, os alunos ficam detidos durante um sábado inteiro em um programa antibullying do colégio com a tarefa de redigir um texto sobre o que pensam sobre si mesmos.

Trazendo a história para os dias de hoje e cortando personagens secundários, Bob Bahlis mostra como o aluno rebelde, a patricinha, a esquisita, o atleta e o CDF, que inicialmente se detestavam, acabam se conhecendo melhor e dividindo seus dramas pessoais. É uma comédia dramática que aborda com uma linguagem bem característica do adolescente a maneira como o mesmo realiza o seu autoconhecimento e, através dele, constrói uma diversidade cultural em que as diferenças devem ser respeitadas e socializadas.

Apesar de ser uma narrativa criada nos anos 1980, a adolescência continua a mesma e mostra que apesar das diferenças entre aqueles jovens, seus potenciais e fraquezas, é ela que faz o grupo acontecer e existir. Assim, a peça traz questões que vivem no interior de cada jovem: autoridade contestada, respeito, relações afetivas, depressão, perdas, sexualidade, identidade de grupo, bebida, referência do adulto como base para uma estrutura psíquica saudável, reconhecimento, medos, expectativas, angústias, autoestima, inseguranças, pressões da vida adolescente, amores, ilusões e sonhos.

No elenco da peça estão Beto Mônaco (o professor), Pingo Alabarce (o aluno rebelde), Thiago Tavares (o CDF), Catharina Cecato Conte (a patricinha), Gabriel Ditelles (o atleta) e Mariana Del Pino (a estranha). A trilha sonora da peça é assinada pela Tequila Baby e inclui canções inéditas da banda. A coreografia é de Thais Petzhold e a iluminaçãoo de Marga Ferreira. O texto e a direção do espetáculo teatral são de Bob Bahlis.



FICHA TÉCNICA

Direção e texto: Bob Bahlis

Elenco:

Pingo Alabarce

Thiago Tavares

Catharina Cecato Conte

Gabriel Telles

Mariana Del Pino

Beto Mônaco

Coreografias: Thais Petzhold

Iluminação: Marga Ferreira

Trilha Sonora: Tequila Baby

Duração: 60 minutos

Ingressos no local: Inteira R$20,00 / descontos para estudantes, idosos e classe artística.

Classificação: 14 anos

Apenas dias 22 e 23 de Agosto - 21h
Teatro Carlos Carvalho (Casa de Cultura Mario Quintana. Rua dos Andradas, 736)

FIM DE PARTIDA - Comentário Crítico


"Nada é mais cômico que a realidade"  
Samuel Beckett

A apresentação do espetáculo "Fim de Partida" no Teatro Therezinha Petry Cardona foi de encontro e celebração com a obra de Samuel Beckett. Encontro com o teatro realizado em Santa Maria, cidade do Grupo TEATRO POR QUE NÃO?, e que juntamente com o grupo ATELIÊ DO COMEDIANTE, que participou do 1º Montenegro em Cena, puderam mostrar aqui, uma parcela da produção da cidade, comprovando a qualidade do teatro de Santa Maria. 
A encenação, baseada no texto "Fim de Partida" de Samuel Beckett, discorre sobre a crueldade das relações humanas inseridas num jogo constante de poder.  O fim da vida é condenado pela solidão, no qual, o desespero é tomado por uma total inércia. A relação de autoritarismo e dependência entre o criado Clov e o patrão cego Hamm, é marcado por uma comicidade requintada e altamente reflexiva. Hamm dá as ordens, enquanto Clov obedece. Mas é Clov quem dita a continuidade do jogo, pois ele pode partir a qualquer momento, e então todos morrerão, pois dependem dele para continuar existindo, pois Clov é o único que anda. 
O grupo consegue adaptar o texto rígido de Beckett sem trair o original, mantendo as características que fazem parte do universo hostil e degradante do autor. Rígido, porque o autor é "quase" um encenador de sua própria obra, pois através de suas didascálias consegue colocar a sua voz no palco, e fugir as suas orientações é quase como traí-lo. Mas eu disse que Beckett é "quase" um encenador pois a sua obra é texto, dramaturgia e seu sentido se completa no palco através da encenação. E a jovem diretora Luiza de Rossi, consegue vencer a rigidez e preencher as arestas propostas pela dramaturgia do autor. 
Sempre fico curioso quanto a encenações de textos clássicos, sacramentados e conhecidos pelo público, pois me parece que já existe uma fórmula, uma receita para encená-los, parecendo que o diretor não pode mexer nessa estrutura, ousar, enfim, colocar o seu ponto de vista acerca de determinadas obras. Fico muito chateado quando leio um texto para teatro e após vou assisti-lo e vejo que não há nada de novo em relação a proposta textual. E isto não acontece com o trabalho do Teatro por que não?, pois o grupo corta, adapta, ousa, mas não trai Beckett, pois o cerne, a origem, os conflitos estão presentes na encenação. 
A concepção é bastante inteligente ao utilizar uma paleta de cores interessante, que dá uma coesão a plasticidade da cena, ou seja, os figurinos, maquiagem, cenários, adereços e iluminação tem todos o mesmo tom, com pouca variação de cores e intensidade, o que provoca o olhar do espectador, atentando para o  minimalismo da cena. 
A direção é inteligente, pois soube acentuar o cômico presente no texto, através das ações dos atores, construindo uma densidade que aos poucos vai conquistando o espectador, e isto é mérito da direção que através do ritmo e evolução da cena, vai nos provocando e trazendo questões sobre a humanidade. Outro ponto positivo foi quanto a não utilização de trilha sonora, valorizando as pausas, a respiração, os silêncios necessários para construir e embasar a cena. 
O elenco é excelente. André, Cauã, Felipe e Rafaela são coesos e intensos, pois conseguem construir e sustentar muito bem seus personagens, o jogo entre Clov  e Hamm é impressionante, pois os atores estão entregues, através de movimentos e palavras conseguem construir um jogo preciso e apurado. E a cena com Nagg e Nell retrata personagens parados no tempo, sem nenhuma perspectiva, com um imenso vazio, e a interpretação dos atores consegue criar este niilismo, este aniquilamento da existência, mas a cena daqueles dois seres em estado de decomposição presos a latões é de uma beleza estética e poética bastante apurada que ao assistir pude vivenciar uma das experiencias mais solitárias e o pior é que eu não podia interferir na cena.  
O teatro Por Que não? está de parabéns pela proposta de trazer a tona este texto de Samuel Beckett, bastante atual por tratar sobre as relações humanas, traçando um panorama do homem em sua miséria, crenças e descrenças. E conseguem construir um espetáculo maduro, potente e atual. 

Ficha Técnica:
Texto de Samuel Beckett; Direção de Luiza de Rossi; Atuação de André Galarça, Cauã Kubaski, Felipe Martinez e Rafaela Costa; Iluminação de Juliet Castaldello; Sonoplastia de Daniella Paez; Cenografia e Figurino do grupo; Maquiagem de Aline Ribeiro;

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CIA AFRO-CENA (VENÂNCIO AIRES)


A Afro-Cena é um grupo de agitadores culturais negros, o qual está em atividade desde 2008, trabalhando com diferentes expressões culturais. Em seu currículo além de mais de 14 peças teatrais, varias esquetes cênicas, livro, eventos culturais realizados em Venâncio Aires, três filmes ( '360' - 2008, 'A Idade da Pedra' - 2010, 'Um Sorriso Negro' - 2011) Ao longo de 4 anos desenvolve projeto de prevenção as drogas com sessões comentadas de seus filmes, atingindo nesse período mais de 100 escolas e cerca de 22 mil pessoas em 223 sessões, passando por RS, SC e RJ. A Afro-Cena está com três peças em cartaz: 'Um Sorriso Negro' espetáculo teatral de 50 minutos que aborda a através da relação pai e filha a importância da cultura negra. 'Papelito, na busca de uma boa leitura' esquete de 30 minutos que aborda a importância da leitura de livros. E a comédia 'T Ao Quadrado'. A Afro-Cena já levou suas apresentações por diferentes cidades do Estado, dentre elas Porto Alegre, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul, Bento Gonçalves, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, além de cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Seus projetos tem repercutido em reportagens de diferentes mídias regionais, estaduais e nacionais.

T Ao Quadrado         

Comédia produzida em 2011. Com texto de Adriano Conceição e Sérgio Rosa, o enredo retrata a relação do casal Tião, um malandro alcoolatra, boêmio, que passa o tempo todo bêbado e agredindo verbalmente sua mulher. Tereza, uma dona de casa que mesmo sofrendo com as atrocidades do marido, continua acreditando no amor entre os dois. E em função disso luta para reconquistar a atenção dele. Tião é interpretado por Adriano Conceição e Tereza por Sérgio Rosa. A duração é de 50 minutos e o publico poderá dar boas risadas com um humor sadio voltado para toda família. Além de Venâncio essa apresentação foi levada para Pelotas em 2011 e iniciou uma temporada em maio de 2012 por cidades do Paraná e com agendas por cidades do Rio Grande do sul.

Papelito, em busca de uma boa leitura          

Uma esquete de 30 minutos a qual narra a historia de Papelito, um personagem que simboliza a pagina de um livro que ainda não foi escrita por falta de leitores. Pois as crianças e adolescentes do Reino da Literatura não querem mais saber de ler livros e estão voltados somente para a internet. Em função dessa carência de leitores os escritores não estão mais escrevendo. Então Papelito resolve viajar para um reino distante em busca de bons leitores. A esquete conta com um único personagem em cena, mas que interage com o publico transformando pessoas da platéia em personagens da historia. Mesmo sendo pessoas da plateia elas tem textos e falas sussurradas por Papelito em seus ouvidos. A esquete cênica também tem musicas cantadas por Papelito que retratam a importância da leitura e do livro. É uma apresentação lúdica que leva o publico para o mundo encantado da literatura. Com texto e direção de Sérgio Rosa e ele mesmo interpreta o personagem Papelito.
 Um Sorriso Negro     
Com texto e direção conjuta de Sérgio Rosa e Edilene Deleo o  enredo retrata o choque de realidade entre um pai materialista  e uma filha sonhadora, que acredita na luta pela igualdade. A peça tem como base a nova lei nacional, lei 10639 que designa a inclusão da cultura negra e africana no currículo escolar. A história conta os conflites familiares de um pai, um rico empresário negro, que ignora todas as suas raízes e não dá atenção aos projetos de inclusão social do filho, um jovem ativista. Até que um dia, o filho o convence a assistir a um vídeo que promete mudar sua forma de pensar.
Espetáculo produzido em 2012 e já passou por varias cidades do Rio Grande, dentre elas, Bento Gonçalves, Santa Maria, Pelotas, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Esteio, Vacaria, Sapucaia do Sul, Lajeado, Porto Alegre, dentre outras cidades. A apresentação foi realisada em diferentes espaços, penitenciaria feminina Madre Pelitie, Teatro Caixa Preta UFSM, Teatro de Arena, mas em sua grande maioria em escolas.
  A Idade da Pedra

Em 2008 a Afro-Cena iniciou o projeto de prevenção as drogas, após o lançamento do media metragem ‘360’ um filme independente de produção da mesma que retratava o ciclo vicioso das drogas. Em 2010 foi lançado o segundo filme ‘A Idade da Pedra’ que retratava as diferentes formas que a sociedade percebe e é atingida pelo mundo das drogas. Com esses dois filmes foram realizadas 223 sessões comentadas, tendo o projeto passado por 107 escolas publicas e privadas, fóruns e seminários estaduais e regionais e clinicas de recuperação. O projeto foi levado para mais de 20 cidades do RS, SC e RJ. Num período de 4 anos foram atingidas diretamente mais de 22 mil pessoas durante as sessões comentadas.

CONTATOS: 
51-98823564 / 92952552 E-MAIL: filmei@gmail.com

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SÉRGIO SILVA 1945 - 2012



A cultura gaúcha sofreu uma grande perda hoje, enquanto ocorre o Festival de Cinema de Gramado na Serra, em Porto Alegre um dos principais personagens deste mesmo festival veio a falecer.
Sergio Silva morreu na manhã desta quarta-feira (15), em Porto Alegre. Ator, diretor, professor, roteirista, produtor, cenógrafo, o profissional tinha 66 anos.
Entre curtas, médias e longas, Sérgio garantiu um lugar de destaque na história do cinema com o filme “Anahy de las Misiones" (1997), que conta a história de uma mulher (interpretada por Araci Esteves) que, durante a Guerra dos Farrapos, segue os soldados nos campos de batalha, pilhando os mortos em companhia de seus quatro filhos.
Ele foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do cinema no Rio Grande do Sul. A partir de 1975 foi ator e também produtor e cenógrafo em 21 espetáculos de teatro apresentados em Porto Alegre, com destaque para o período em que trabalhou com o Teatro Vivo da diretora Irene Brietzke, em uma série de montagens a partir de textos de Bertolt Brecht. Formado em Letras pela UFRGS em 1970, lecionou literatura no Colégio Israelita por doze anos, depois foi professor de dramaturgia no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, até se aposentar em 2010.
Como diretor e roteirista, realizou 21 filmes, sendo a maior parte deles curtas-metragens e vários realizados nas bitolas 16 mm e super-8. "Sem Tradição, Sem Família e Sem Propriedade", de 1968, é considerado um dos primeiros filmes em super-8 com intenção artística realizados no Brasil. "Adiós, América do Sul", em 1984, conquistou medalha de prata no Festival Internacional da UNICA, em Saint-Nazaire, na França.
Nos anos 1980 realizou curtas em 35 mm. Ainda assim, seu primeiro longa-metragem, dirigido em parceria com o amigo e sócio Tuio Becker, foi em 16 mm: "Heimweh/Nostalgia" (1990), crônica ficcional da vida de um imigrante alemão no Rio Grande do Sul, totalmente falado em alemão.