O ator Paulo Autran foi declarado patrono do teatro brasileiro. O título, aprovado pelo Congresso Nacional em junho, foi oficializado na edição de hoje do Diário Oficial da União, em lei assinada pela presidente Dilma Rousseff.
Conhecido como 'senhor dos palcos', Autran começou a carreira no teatro no fim da década de 40. Depois de atuar em montagens amadoras, estreou profissionalmente em Um Deus Dormiu lá em Casa, dirigida por Adolfo Celi, no Teatro Brasileiro de Comédia.
Depois do sucesso da estreia e incentivado pela atriz Tônia Carreiro, Autran decidiu largar a advocacia e se dedicar às artes. Ator de teatro, cinema e televisão, ele se dedicou principalmente aos palcos. Ao longo da carreira, fez 90 peças, entre elas clássicos como Rei Lear, de William Shakespeare, Édipo Rei, de Sófocles, e A Vida de Galileu, de Bertold Brecht.
No cinema e na televisão, Autran também é reconhecido por atuações marcantes, como em Terra em Transe, de Glauber Rocha, lançado em 1967. Na TV, é lembrado principalmente pelas participações na novela Guerra dos Sexos, em que contracenava com Fernanda Montenegro, e pelo vilão Bruno Baldaraci, em Pai Herói.
Em 2006, o ator foi diagnosticado com câncer de pulmão. Morreu em 2007, aos 85 anos. O título de patrono tem valor simbólico, e não implica benefício material ao homenageado ou a seus sucessores.
A programação do Circuito Sesc de Humor, promovido pelo Arte Sesc – Cultura por toda parte, trouxe a Montenegro nesta noite a comédia “Grupo de 4 Mulheres” A peça teatral mostra o dia a dia das pessoas na visão feminina.
Apostando no humor feminino, o “Grupo de 4 mulheres” traz para o público não só as observações do dia a dia na visão das mulheres, mas também personagens construídas a partir de vivências pessoais. O duplo sentido que carrega o nome já indica o bom humor das apresentações. E sem se tornar um espetáculo feminista, as atrizes encenam circunstâncias vividas por muitas mulheres e também por muitos homens.
O espetáculo traz não só as observações sobre o dia a dia, numa perspectiva feminina, mas também personagens construídas a partir de vivências pessoais. Sem se tornar um espetáculo feminista, as atrizes trazem para cena situações e problemas vividos por muitas mulheres no cotidiano numa mescla de stand-up comedy e esquetes cômicos, Os assuntos abordados são vários: sexo, internet, relacionamento amoroso, filhos, beleza, moda, futebol, noite, dieta, academia, entre outros temas atuais abordados pela mídia. Direção: Giovanna Fraga. Com Giovanna Fraga, Giselle Lopps, Luana Mitchell e Talita Freitas. Duração: 60 minutos.
Perucas a la Lady Gaga, sapatos envernizados, roupas estruturadas. O figurino das mulheres que dominam Sobre Saltos de Scarpin é mero detalhe, ainda mais quando as mulheres desse espetáculo saltaram dos textos deDavid Coimbra.
A peça que estará em MONTENEGRO no próximo dia 26 de agosto, no Teatro Terezinha Petry Cardona é baseada em Mulheres! e Jogo de damas. O roteiro recria, a partir do humor, todas as armadilhas das mulheres para submeter os homens aos seus caprichos. As roupas sensuais, o aspecto frágil, o olhar perdido enquanto beberica um drink qualquer em uma mesa de bar, tudo tem um único objetivo: domar o impulso masculino para a caça e fazer com que eles se tornem “de família”. Ou seja: as mulheres Sobre Saltos de Scarpin estão ali para domesticar os homens.
Com direção de Tainah Dadda, a peça, estruturada em forma de esquetes, mantém o texto na voz dos personagens originais. O que amarra a trama no palco são três homens, presos em um futuro distante e tentando escapar ao regime totalitário feminino que domina o planeta, representado, neste caso, por um trio de mulheres.
Ficha técnica:
Elenco: Joana Vieira Paulo Salvetti William Martins Patrícia Lamachia Rodrigo Shalako Magda de Oliveira
Direção: Tainah Dadda Preparação Corporal: Paulo Salvetti Figurinos: Daniel Lion Iluminação: Bathista Freire Cenografia: Zao Figueiredo Adereços: Maura Sobrosa Trilha Sonora: Arthur Barbosa Intérpretes: Arthur Barbosa, Camilo Simões e Rodrigo Bustamante (violinos), Gean Veiga (viola), Phillip Mayer (celo), Walter Shinke (contrabaixo) Direção de vídeos: Ricardo Mendes Direção de fotografia: Felipe Rosa Realização: Origami Filmes Identidade Visual: Ingo Wilges e Lucas Sampaio Direção de produção: Cecília Daudt Produção executiva: Cecília Daudt e Airton de Oliveira
Depois de apresentar em Ciudad de La Costa e Ciudad de Las Piedras (Uruguai), Porto Alegre, Farroupilha, Campo Bom e Viamão, chegou à vez de Montenegro conhecer O Rei Cego. A peça de estréia do Teatro do Clã realizará cinco apresentações na cidade. A agenda começa na próxima quinta-feira, dia 25 de agosto, às 13h junto a Escola Promorar no Bairro Germano Henke. Ainda na mesma quinta-feira, às 16h o grupo apresenta na escola Cinco de Maio. No mês de setembro O Rei Cego tem mais duas apresentações: dia 01, às 15h na escola Esperança, no bairro Senai e dia 29 de setembro, às 15 na Estação da Cultura para alunos das escolas Dr. Walter Belian, São João Batista e Álvaro de Moraes. Para encerrar a temporada o grupo participa da programação da Feira do Livro com apresentação agendada para às 15h, do dia 06 de outubro, na praça Rui Barbosa. Em caso de chuva as apresentações serão remarcadas, com exceção da apresentação na Feira do Livro. Todas as apresentações são abertas a comunidade com entrada gratuita. “A peça tem sido muito bem recebida nos lugares onde passou e é sempre uma alegria poder mostrar a nossa arte em nossa cidade”, comenta a atriz montenegrina Tuti Kerber.
O Rei Cego é a história de um jovem príncipe que enfrenta inúmeros perigos para trazer de volta a visão de seu pai. A narrativa está repleta de elementos mágicos, seres fantásticos e tem como temas a confiança, a esperança e a justiça. Quatro atores cantam, dançam e representam para dar vida aos nove personagens desse conto popular de encantamento.
O grupo foi aprovado pelo FUMDESC – Fundo Municipal do Desenvolvimento da Cultura de Montenegro e as apresentações são a realização da contrapartida do Projeto. “Estamos muito felizes de estar apresentando aqui em Montenegro, principalmente porque a maioria das apresentações ocorre em espaços descentralizados onde não acontecem eventos culturais com tanta freqüência”, comenta Cassiano Azeredo diretor do espetáculo. Além de Cassiano, compõe o grupo as atrizes Tuti Kerber e Jenifer Berlitz, e os atores Marcos Cardoso, João Pedro Decarli e Júlio César Schuster.
O grupo Artigos foi criado em 1994, pela atriz, diretora e dramaturga Lisiane Berti, que já teve os textos Dona Gorda e Rainha do lar de sua autoria montados pela companhia de teatro porto-alegrense Halarde, com direção de Paulo Guerra.
Maria do Amparo é uma professora de educação física de 33 anos que sonha em encontrar o amor. Enquanto ele não acontece, ela cumpre sua rotina bebendo vinho tinto, assistindo seu filme favorito e chorando no chuveiro. Maria do Amparo é uma mulher solitária. Maria do Amparo somos nós, pessoas conectadas com o mundo e a léguas de distância da família, do vizinho, de nós mesmos. A comédia A encalhada não só traz à cena uma mulher em busca de um amor, mas um ser humano com toda a sua complexidade existencial.
A encalhada (teatro adulto)
Roteiro: Lisiane Berti Direção: Julio Zaicoski Elenco: Lisiane Berti Duração: 50 minutos Classificação: 14 anos
A peça conta a história de um reino onde a vaidade de um rei é maior do que sua capacidade de governar. Dois espertos tecelões aproveitam-se da ingenuidade da corte para lucrar dizendo serem capazes de confeccionar um tecido pra lá de especial, um tecido que só pode ser visto por pessoas inteligentes e capazes. A peça tem direção de Gilberto Fonseca e João Pedro Madureira. O texto é de Roberto Oliveira, a partir do conto de Hans Christian Andersen.
O projeto Teatro a Mil foi lançado em 2011 pelo Arte Sesc – Cultura por toda parte com o objetivo de levar, gratuitamente, espetáculos infantis a espaços públicos em municípios do interior do Estado. Somente nos meses de agosto e setembro, a meta é atender 36 mil crianças em 40 municípios.
A direção do espetáculo é de Gilberto Fonseca e João Pedro Madureira. No elenco estão Marcos Chaves (como o Rei), Ariane Guerra e Lúcia Bendati (os Tecelões), Plínio Marcos Rodrigues (o Ministro) e Vinícius Meneguzzi (o Conselheiro Real).
DIAS 18 e 19 de Agosto - Teatro Roberto Athayde Cardona
Monólogo mostra de forma bem humorada a solidão de uma mulher confinada dentro de um barril. Com direção de Vivien Buckup, espetáculo, que tem autoria de Ângela Dip, já percorreu mais de 40 cidades pelo Brasil
O Sesc-Montenegro dentro da Mostra de Humor apresenta no dia 13 de agosto, no Teatro Roberto Athayde Cardona, o monólogo "O Barril" que mostra, de forma bem humorada, pensamentos, situações e sentimentos de uma mulher, narrados momentos antes dela atirar-se numa catarata a bordo de um barril.
Com direção de Vivien Buckup, o espetáculo, que tem autoria e interpretação de Ângela Dip, já percorreu quase 50 cidades pelo Brasil. O interessante é que "O Barril" estreou em 1998, e já esteve na programação do Porto Alegre em Cena, originalmente com o nome de "Por Água Abaixo". Mas a identificação do público com a peça foi tamanha, que ela passou a ser conhecida apenas como "O Barril", como explica Ângela Dip - que ficou nacionalmente conhecida ao interpretar a Penélope no Castelo Rá-tim-bum.
Em "O Barril", enquanto executa graciosas contorções, a personagem conversa sobre inúmeras questões cotidianas como velhice, criatividade e religião. Por meio de um texto ácido, recheado de frases engraçadas, discursa contra as bisbilhotices e obviedades do mundo contemporâneo. "A peça trata das divagações de uma personagem que não tem nome, sexo ou idade definidos. Uma criatura idealista, inteligente, verborrágica e caótica", define a atriz Ângela Dip.
Durante a peça Ângela se contorce em 45 posições diferentes dentro do barril, que mede 80 centímetros de altura por 70 de largura, e possui duas janelas laterais, além das aberturas nas partes superior e inferior. "O fato de ter formação de bailarina e a experiência com técnicas circenses, me ajudou muito no trabalho corporal, que complementei com exercícios de flexibilidade, alongamento e fortalecimento dos membros", afirma a atriz.
A cenografia e figurino, de Ângela Dip - que também assina a sonoplastia -, formam um só elemento e são os únicos objetos de cena. O cenário é composto pelo barril e por um imenso tecido preto que a atriz transforma em vestido, saia e lenço, criando todas as imagens da peça. A trilha sonora trabalha com efeitos que compõe o clima do espetáculo. A iluminação, de Hugo Peake, complementa os movimentos da intérprete, contribuindo na composição dos desenhos cênicos da montagem.
Em oito anos de carreira a peça percorreu sete Estados do Brasil, totalizando mais de 100 apresentações. Participou de vários Festivais Nacionais e do Festival Internacional Flórida Brasil, em Miami, nos EUA, onde foi apresentada em inglês. "Voltar a fazer este espetáculo é uma experiência muito gratificante, tanto que este ano pretendo escrever outro monólogo", finaliza Ângela.
Todo o processo de criação do espetáculo O BARRIL pode ser conferido no livro ÂNGELA DIP - POR ÁGUA ABAIXO, publicado em 2002 pela Terra Virgem Editora. A obra é a primeira série da coleção Atores no Papel, que pretende, de forma lúdica, transportar para o leitor-espectador um pouco da dramaturgia encontrada nos palcos dos teatros brasileiros. O livro, de formato pequeno, apresenta dados, fotos, depoimentos, críticas e o texto da peça.
De Ariano Suassuna com elenco dirigido por Inez Viana (RJ)
Teatro Adulto
O elenco dirigido por Inez Viana,, se reúne para contar duas histórias curtas, ambas narradas por Quaderna: a primeira, a saga de duas irmãs prometidas em casamento, onde o noivo de uma delas, no dia do matrimônio, resolve casar-se com a outra. Uma grande confusão. Já na segunda história, uma mulher faz um pacto com o Diabo para que este leve o seu marido infiel e sua amante para o inferno. Quaderna, então, se disfarça de Diabo e revela um final surpreendente, além de criar muitas “conchambranças”. Segundo Inez Viana, um destaque especial da montagem, inspirada nos circos e danças populares, é a utilização de painéis que correm, trazendo e ocultando personagens, criando assim uma ilusão de magia e um ritmo próprio.
Samantha Schmütz se apresenta no sábado com o espetáculo “Curtas” em Montenegro
O Circuito Sesc de Humor tras a Montenegro, através do Arte Sesc – Cultura por toda parte, o espetáculo “Curtas”, dia 6 de agosto. A peça teatral é um monólogo onde a atriz Samantha Schmütz mostra o talento e a versatilidade que a fizeram conquistar o público no programa humorístico Zorra Total, da Rede Globo. A apresentação será no Teatro Roberto Athayde Cardona às 20h.
Com direção de Gustavo Damasceno, “Curtas” mostra a realidade da vida com cores fortes e divertidas. Samanta Schmütz interpreta sete personagens, a socialite Leonina Borges, o playboy Juninho Play, a cantora de churrascaria Fátima, a famosa sexóloga Conchita Serena, a aspirante à cantora Vanessa, a enfant terrible Marina e a ginasta Bailante dos Santos.
Os ingressos podem ser adquiridos no Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Sesc.
ATENÇÃO! Estão abertas, até o dia 15 de agosto, as inscrições para as tradicionais oficinas oferecidas gratuitamente pelo Porto Alegre em Cena. A cada edição do festival, importantes nomes do teatro do Brasil e do mundo vêm à capital gaúcha dividir um pouco seus conhecimentos, técnicas e visões sobre as artes cênicas, em uma demonstração do ecletismo e da riqueza do teatro contemporâneo. São 14 oficinas, que serão ministradas, durante o período do festival (de 6 a 27 de setembro). Os interessados devem acessar http://www.poaemcena.com.br/ e baixar a ficha de inscrição, que neste ano está mais prática e simplificada.
As oficinas do 18º Porto Alegre em Cena são:
Oficina de dramaturgia: Criação e análise das estratégias dramatúrgicas empregadas na construção de poéticas contemporâneas Com Roberto Alvim - SP
A oficina é um espaço dedicado à análise das obras de grandes dramaturgos contemporâneos e à criação de textos originais por parte de cada um dos participantes. Levando em conta a obra de teóricos como Peter Szondi, Jean-Pierre Ryngaert e Hans-Thies Lehmann, será proposta uma discussão a respeito da “Crise do Drama” e das tentativas dramatúrgicas para a criação de novas poéticas. Roberto Alvim escreveu e dirigiu mais de 20 peças teatrais, encenadas em diversos países. Além de várias indicações aos mais importantes prêmios do nosso teatro, recebeu o Prêmio Bravo! em 2009, sendo um importante nome do pensamento teatral brasileiro.
Dias 6, 7, 8 e 10, das 14h às 18h / Número de vagas: 15 / Público alvo: dramaturgos e escritores
O lugar do texto no teatro contemporâneo Com Moacir Chaves – RJ
O diretor dos espetáculos A lua vem da Ásia e Labirinto, um dos mais conceituados do país, Moacir Chaves abordará em sua oficina o conceito de ação para o ator, independente do enredo ou da ação dramática e a percepção da musicalidade intrínseca às falas do texto dramático, independente da noção de personagem. Em pauta, questões relevantes ao teatro contemporâneo: O que é um texto de teatro hoje? O que o caracterizaria? Qual a importância e o significado da fala do ator em cena?
De 7 a 10, das 10 às 14h / Número de vagas: 30 / Público alvo: atores, diretores, dramaturgos, estudantes de teatro e literatura.
Oficina de performance negra Com Márcio Meirelles – BA
A oficina se destina a atores interessados em descobrir uma forma de atuação ligada às raízes afro-brasileiras e sua incidência na criação cênica do Brasil. A partir dos ritmos e movimentos ligados às tradições religiosas de matriz africana, serão esboçados personagens e situações usando o método de trabalho desenvolvido pelo encenador Márcio Meirelles com o célebre Bando de Teatro Olodum, de Salvador, Bahia. O encontro conta com a participação do percussionista Oná Abyàse e da atriz Pâmela Amaro, que irá conduzir a vivência de dança afro-brasileira
De 7 a 10, das 14h30 às 18h30 / Número de vagas: 20 / Público alvo: atores, bailarinos, estudantes e professores interessados em rituais afro-brasileiros.
Workshop para compositores e arranjadores Com Daniel Glatzel - Alemanha
O workshop é voltado a compositores e estudantes de música, assim como para arranjadores e interessados na composição de trilhas sonoras para teatro. Durante o encontro, serão apresentados partituras e processos de criação do compositor Daniel Glatzel, diretor da Andromeda Mega Express Orchestra, para a qual compõe um variado repertório de gêneros. Glatzel também se interessa por vários estilos musicais, escrevendo partituras para grupos de música barroca, Big Bands e para bandas de Indie-Rock.
Dia 9, das 9h às 13h / Número de vagas: 20 / Público alvo: compositores, arranjadores e estudantes de música.
Teoria e prática no teatro de animação Com Miguel Vellinho, Liliane Xavier e Marcio Nascimento - RJ
A oficina do grupo PeQuod tem como objetivo proporcionar a vivência prática com as ferramentas básicas da manipulação de bonecos e objetos, através da “Manipulação Direta”, explorando seus princípios básicos: foco, nível, eixo e ponto fixo. É baseada em exercícios que, combinados com a transmissão de conhecimentos teóricos sobre esta técnica, colaboram para que o aluno possa compreender em seu próprio corpo os princípios trabalhados. Como parte deste processo, os participantes são levados a construir, durante a oficina, protótipos simplificados que serão usados para a execução do treinamento da manipulação.
De 12 a 16, das 9h às 12h / Número de vagas: 25 / Público alvo: manipuladores, bonequeiros, professores, estudantes de teatro e de artes visuais, leigos interessados no universo da animação.
Oficina de dança contemporânea Com Juliana Neves/ Les ballets C de la B – Bélgica
Você tem a percepção da sensação de que você realmente não existe? Que aquilo que existe talvez não seja real? Que você talvez seja muito mais singular e diferente de qualquer outro? Que você não seja parte de todo o resto? Que você será aquele que se tornará imortal? Juliana Neves partilhará suas experiências de dentro e de fora da Cia les ballets C de La B e irá propor um roteiro com específicos temas e atividades, com base em anteriores criações da companhia, assim como exercícios de composição e aula técnica de dança contemporânea.
De 12 a 15, das 9h30 às 13h / Número de vagas: 25 / Público alvo: bailarinos profissionais, coreógrafos, atores, músicos, performers.
O palco antiilusionista: formas de exploração da teatralidade explícita Com Luís Artur Nunes, José Ronaldo Faleiro, Luiz Fernando Pereira – RJ/SC
A cena rapsódica. Serão trabalhadas formas de encenar textos narrativos (ficção literária) preservando a voz autoral. O foco principal está na alternância narrador/personagem e na exploração de recursos de teatralidade explícita: máscaras, bonecos, sombras etc. Também serão abordadas a cenografia e a indumentária em encenações rapsódicas. Uma trinca de gaúchos muito especial (Luís Artur/Faleiro/Luiz Fernando), de relevantes serviços prestados ao teatro nacional, se encarrega da oficina e a reveste com a possibilidade de encontro com nomes que fizeram a história da nossa cena, a mostrar o estágio atual de seu pensamento e trabalho cênico.
De 12 e 13, das 14h às 18h / Número de vagas: 30 / Público alvo: profissionais e estudantes de artes cênicas.
Atuação brechtiana Com Humberto Vieira – RS
Apoiando-se nos escritos de Bertolt Brecht sobre o trabalho do ator e o fazer teatral, a oficina do diretor Humberto Vieira, um dos mais importantes nomes do teatro gaúcho, busca fornecer conhecimentos essenciais sobre o modo de atuação desenvolvido pelo célebre dramaturgo alemão e o modo como essas teorias transpassam o trabalho do ator contemporâneo. O ministrante é Mestre em Artes Cênicas pela UFRGS, encenador, dramaturgo, professor e diretor dos espetáculos Elefantilt e Cabarecht, apresentados no 17° Poa em Cena. Abordará temas relevantes a Brecht: representar x apresentar; distanciamento x estranhamento; gestus brechtiano x stanislavskiano; cópia x corporeidade.
De 12 a 16, das 14h às 18h / Número de vagas: 30 / Público alvo: atores e estudantes de teatro.
Memória em movimento Com Marina Tranjan e Natacha Dias - SP
A oficina será ministrada pela diretora e pelos atores do espetáculo O ruído branco da palavra noite, e tem por objetivo compartilhar com estudantes e profissionais das artes cênicas alguns procedimentos adotados pela Companhia Auto-Retrato na realização do trabalho apresentado no festival e que relacionam texto e movimento, a partir de trabalho sobre a memória, explorada em diversos níveis, como a memória sensorial/corporal e a memória coletiva na construção de um trabalho cênico.
De 15 a 17, das 9h às 13h / Número de vagas: 25 / Público alvo: atores, diretores, bailarinos, coreógrafos.
A criação cênico-musical a partir da dramaturgia shakespeariana Com Fernando Yamamoto e Marco França – RN
Esta oficina é voltada para aqueles que desejam se aproximar dos procedimentos de preparação de ator e construção cênica utilizados pelo grupo Clowns de Shakespeare, em especial durante o processo de montagem do espetáculo Sua Incelença, Ricardo III, dirigida pelo mineiro Gabriel Villela. A oficina será dividida em duas etapas: instrumentalização e criação de fragmentos cênicos. Um dos mais importantes grupos teatrais do país, famoso por sua abordagem das obras de William Shakespeare, inclusive em marcantes espetáculos de rua, é uma das mais aguardadas atividades paralelas do festival.
De 20 a 25, das 9h às 13h / Número de vagas: 15 para atores, 5 para diretores e 3 para músicos com ou sem experiência com o teatro. / Público alvo: atores, diretores, músicos e estudantes de teatro.
Lógica do corpo Com Emilio García Wehbi e Maricel Alvarez - Argentina
Emilio García Wehbi, fundador de um dos grupos mais prestigiados da história do teatro independente argentino, El Periferico de Objetos, e Maricel Alvarez, premiada atriz e bailarina argentina, são colaboradores a mais de dez anos, transitando pelo teatro, ópera, dança, performance, instalação, intervenção urbana e docência. O workshop se propõe a dar relevância ao cruzamento de linguagens que tenham como suporte o “corpo performático”. Tendo como ponto de partida as pinturas de Francis Bacon, a idéia é que se construa uma dramaturgia própria e que, a partir desta, performances dialoguem com diferentes linguagens, como: fotografia, vídeo, música e movimento. O corpo é o eixo que conduzirá tais performances.
De 20 a 22, das 9h às 14h / Número de vagas: 25 / Público alvo: atores, diretores, dramaturgos, músicos, iluminadores.
Autonomia do ator - sugestões para uma técnica pessoal
Com Tatiana Cardoso - RS
Os encontros exercitarão princípios sobre o treinamento físico de atores e bailarinos, potencializadores de um "olhar sobre si mesmo", sugerindo um caminho autônomo e criativo, em constante relação ao outro, em especial aos parceiros de cena e o jogo cênico estabelecido entre seus participantes. Tatiana Cardoso é diretora do Teatro Torto, atriz e professora da UERGS. Integrante do grupo Internacional Vindenes Bro, dirigido por Iben Nagel Rasmussen, do Odin Teatret, Dinamarca. Neste grupo já apresentou espetáculos e ministrou workshops em vários lugares do mundo, tais como Itália, Dinamarca, Colômbia e Brasil.
Dias 19, 20, 21, 23 e 24 de setembro, das 15h às 18h / Número de vagas: 20 / Público alvo: atores e bailarinos.
Workshop sobre o espetáculo Médée Com Odile Sankara – França/Burkina Faso
Max Rouquette acrescenta com sua linguagem um tom novo, poético e lírico, ao mito de Medeia, que será descoberto ao longo desse workshop. A direção de Jean-Louis Martinelli faz com que, na atual montagem de Medeia, as culturas da África moderna e da Grécia antiga se encontrem com a cultura do sul da França (occitan) de Max Rouquette. Serão, portanto, explorados os elementos da cultura africana, que fazem parte da dramaturgia da peça, a linguagem do espetáculo, a nova ressonância do mito e alusões à democracia africana na encenação de Jean-Louis Martinelli.
Odile Sankara, bacharel na Arts of the Universtity de Ouagadougou, é a atriz protagonista em “Medée” e trabalha regularmente com Jean-Louis Martinelli, diretor do Théâtre Nanterre-Amandiers, desde 2004.
Dia 25, das 11h às 15h / Público alvo: atores, estudantes e professores de teatro, interessados em tragédia grega.
Workshop sobre a dança tradicional de Burkina Faso Com Blandine Yaméogo – França/Burkina Faso
Blandine Yaméogo oferece um curso da tradicional dança de Burkina Faso, ilustrando o encontro com cantos típicos de sua região. A atriz e bailarina esteve presente em inúmeras turnês internacionais, incluindo a de Mathilde Monnier. Blandine também ministra workshops e cursos práticos em diferentes países. É professora na Universidade de Ouagadougou e no Centre for Performing Arts Training em Ouagadougou. Atualmente criou e mantém a companhia DAFRA-KAN.
Dia 25, das 11h às 15h / Público alvo: bailarinos, coreógrafos, cantores, atores e estudantes de teatro.
Abertas as inscrições: Oficina para Formação de Atores da ESCOLA DE TEATRO POPULAR DA TERREIRA DA TRIBO A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, com o patrocínio da Petrobras, abre inscrições para a sétima turma da Oficina para Formação de Atores. As inscrições serão realizadas na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) de 1 de agosto a 2 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 14 às 18:30 horas. Informações pelo fone 3028 13 58.A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo é aberta e gratuita a todos os interessados a partir dos 16 anos.A Escola de Teatro Popular desenvolve a Oficina Para Formação de Atores composta por aulas teóricas e práticas, com uma carga horária de 25 horas/aulas semanais, totalizando 1.600 horas/aulas. A Oficina ParaFormação de Atores oferece 25 vagas, e a seleção dos oficinandos/alunos é realizada através de entrevistas e audições, sendo aberta a todos interessados a partir dos 16 anos. Ao longo de dezoito meses de oficina, o oficinando/aluno estará passando por um processo programado de desenvolvimento, cuja primeira etapa encontra-se organizada em torno do autoconhecimento (conhecimento do ator), passando, em seguida, para a etapa de reconhecimento (ênfase colocada no trabalho de construção de personagem), para o jogo teatral (ênfase na situação dramática) e, por fim, chegando à elaboração do produto estético: a encenação. A Oficina para Formação de Atores formou seis turmas de novos atores nos períodos de 2000/01, 2002/03, 2004/05, 2005/06, 2007/08 e 2009/10.
A Oficina Para Formação de Atores – 2011/2013 será desenvolvida de 3 de outubro de 2011 a 31 de março de 2013, de segundas a sextas-feiras, das 14 às 18:30 horas, na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.
****Ói Nóis Aqui TraveizDo Teatro Ritual a Escola de Teatro PopularDo Teatro de Rua aos Ciclos de DebatesDa Terreira da Tribo ao Ói Nóis na MemóriaUm Grupo, um Projeto
Agora com o patrocínio da PETROBRAS
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz foi o único grupo gaúcho selecionado através do edital público pelo Conselho Petrobras Cultural para ter suas atividades subvencionadas pela empresa estatal PETROBRAS, via lei Rouanet, durante o período de 2011/2012. Isso na prática significa garantir a continuidade e consequente aprimoramento do trabalho de pesquisa e criação desenvolvidos pelo Ói Nóis Aqui Traveiz ao longo de trinta e três anos de trajetória, intrinsecamente ligada à inovação estética e à democratização da cultura. Em todos os projetos que realiza, está sempre em evidência a possibilidade de unir e reunir pessoas em torno do teatro. A trajetória da Tribo sempre se pautou pela afirmação da diferença, da independência em relação ao mercado e as estruturas de poder, com encenações caracterizadas pela ousadia e liberdade criativa. As suas três principais vertentes são: o teatro de rua, nascido das manifestações políticas – de intervenção direta no cotidiano da cidade e linguagem popular – o teatro de Vivência, no sentido de experiência partilhada, em que o espectador torna-se participante da cena – e o trabalho artístico pedagógico, desenvolvido junto à comunidade local. Criou em 1984 a Terreira da Tribo, Escola de Teatro Popular voltada para a pesquisa, a formação e o estímulo à criação teatral.
Contatos:
Paula Carvalho paula.terreira@gmail.com
(51) 8417 93 10
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz terreira.oinois@gmail.com
Músico, compositor, cantor, arranjador, produtor e educador musical.
Será nesta terça dia 2 de agosto o aguardado show de Marcelo Delacroix no Teatro Therezinha Petry Cardona as 20h em Montenegro. Será uma seleção dos discos do artista, ambos vencedores do Prêmio Açorianos de Música. Eu tenho o 2º Cd de Delacroix e acho o disco incrível, uma sonoridade bastante diversificada.
Marcelo Delacroix estudou na Escola de Música da OSPA e cursou o Bacharelado em Música na UFRGS, com ênfase no violão. Atualmente cursa a Licenciatura em Música, nessa mesma instituição.Tem dois discos independentes gravados, Marcelo Delacroix (2000), com o qual ganhou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Disco de MPB, e Depois do Raio (2006), premiado com os Prêmios Açorianos de Melhor Disco de MPB, e Melhor Disco do Ano. Depois do Raio traz novas composições próprias em parceria com Arthur de Faria, Arnaldo Antunes, Nelson Coelho de Castro, Sérgio Napp e Ronald Augusto, além de um poema musicado de Ricardo Reis, e a regravação de Cantiga de Eira, de Barbosa Lessa.Tem participação em diversos discos, entre eles: Mosaico, do violonista Ângelo Primon, Quebra cabeça, Cuidado que Mancha, Adriana Marques e o Bando Barato pra Cachorro, Arthur de Faria e Seu Conjunto.Recebeu diversos prêmios e/ou indicações, por suas trilhas para Teatro e Dança, entre eles Os crimes da Rua do Arvoredo, A bota e sua meia, e Homem Branco e Pele Vermelha, com direção de Camilo de Lélis.Em 2005 compôs a trilha de Entre quatro paredes, com direção de Élcio Rossini. Em 2006, em parceria com Simone Rasslan, compôs a música e fez a preparação musical dos atores de Sonho de uma noite de verão, com direção de Patrícia Fagundes, ganhador dos Prêmios Açorianos e Prêmio Quero-Quero de Melhor Trilha para Teatro Adulto.Trabalhou também na função de Diretor Musical de diversos espetáculos teatrais, entre eles: Os Saltimbancos e A Arca de Noé com direção de Zé Adão Barbosa, O Príncipe que nasceu azul, direção de Marcelo Aquino, Antígona, com direção de Luciano Alabarse.Trabalha como educador musical do Projeto OUVIRAVIDA/OSPA, com crianças e adolescentes de 07 a 18 anos, e na ESCOLA PROJETO, para crianças de 02 a 10 anos. Além disso, Marcelo ministra cursos e oficinas de música para crianças e adultos.
A divulgação dos filmes que participarão da mostra competitiva do Festival de Gramado, previsto para acontecer entre 5 e 13 de agosto, trouxe pela menos uma boa notícia para mim que além de trabalhar com teatro sou carteiro: a inclusão de um filme dirigido por Reginaldo Faria. "O carteiro" é o primeiro filme de Reginaldo nos últimos 27 anos (seu último trabalho foi "Aguenta coração", de 1984), uma demora surpreendente para quem foi responsável por algumas das melhores bilheterias dos anos 60 e 70, como "Os paqueras", "Pra quem fica, tchau" e "Os machões". "O carteiro" é uma história de amor passada numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul na década de 80 do século passado. Na trama, um carteiro, interpretado por Candé Faria, filho de Reginaldo, viola a correspondênca pela qual é responsável para obter informações para conquistar a mulher por quem é apaixonado. Reginaldo tem uma boa relação com Gramado, onde já ganhou dois Kikitos de melhor ator ("Lúcio Flavio, passageiro da agonia", em 78, e "A menina do lado", em 87) e um troféu Oscarito em homenagem à sua carreira. Veja aí em cima o trailer de "O carteiro".
Outra boa notícia que vem de Gramado é a homenagem a Selton Melo e a exibição de seu mais novo filme, o aguardado "O Palhaço", no 1º dia do festival, dia 5 de agosto. Já o filme "O Carteiro" será exibido no dia 11 de agosto as 21:15hs em Gramado. Imperdível!!!
O espetáculo TATYANA da Cia Deborah Colker estará em Porto Alegre nos dias 28 e 29 de Julho as 21 h no Teatro do Sesi. Em um grande clássico da literatura universal, Deborah Colker foi buscar inspiração para seu novo espetáculo. “Tatyana” é baseado em “Evguêni Oniéguin”, o romance em versos, publicado em 1832 por Aleksandr Púchkin (1799-1837), o pai da literatura russa. Em dois atos, a Companhia de Dança Deborah Colker leva ao palco o próprio Púchkin, interagindo com as ações, desejos, pensamentos e transformações psicológicas dos quatro protagonistas de sua obra-prima. A música de compositores como Rachmaninov, Tchaikovsky, Stravinsky e Prokofiev embala essa jornada atemporal ao âmago de uma história de duelos, desencontros, paixões e decepções. Vale a pena conferir!
Fernanda Montenegro volta aos palcos gaúchos interpretando Simone de Beauvoir
Com a peça "Viver sem Tempos Mortos", atriz vem a Porto Alegre em agosto
Será uma dessas raras oportunidades de se ver uma atriz sem paralelo no palco, com a vivacidade que só o teatro pode conferir. Pois Fernanda Montenegro, 81 anos, estará no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, entre os dias 11 e 14 de agosto com o monólogo Viver sem Tempos Mortos, atuação pela qual recebeu, no ano passado, o Prêmio Shell de Teatro de São Paulo na categoria melhor atriz – uma láurea a mais para esta artista que é, ela própria, uma grife. No espetáculo, dirigido por Felipe Hirsch (de Trilhas Sonoras de Amor Perdidas, que esteve em cartaz no TSP em maio), Fernanda evoca a figura da filósofa e ensaísta Simone de Beauvoir (1908 – 1986) com base em documentos biográficos, como as cartas trocadas com o parceiro, o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre (1905 – 1980). A encenação tem a marca da simplicidade que, na maioria dos casos, apenas a maturidade dá aos artistas – um fato ainda mais notável em se tratando de uma produção de Hirsch, que, ao lado da diretora de arte Daniela Thomas, tem criado espetáculos com cenografias deslumbrantes. Aqui, a promessa é de que tudo será minimalista. Mas, como se sabe, é preciso percorrer um longo caminho para chegar à concisão. Sentada em uma cadeira, Fernanda conta a história da célebre autora de O Segundo Sexo, passando pelo início do relacionamento com Sartre e pelo feminismo, causa que Simone de Beauvoir abraçou como poucas. Claro que, nesta viagem pela vida de uma grande mulher, o público terá em mente também outra figura: ali, ao vivo, Fernanda vai compartilhar generosamente com a plateia, durante 60 minutos, o prazer do teatro. Sem contar o tempo dos aplausos.
Notícia triste recebemos hoje, a morte de Amy, que independente de sua atribulada vida pessoal, nos deixa uma obra potencial e que valoriza e potencializa a soul music. Fica aqui o meu apreço a essa grande, grande cantora!
Com orçamento quase 50% maior que o do ano passado, será lançado até o fim de agosto o Prêmio Myriam Muniz, uma das principais ações de estímulo à produção teatral no país. O investimento no programa, que em 2010 foi de R$ 7 milhões, passou este ano para R$ 10 milhões. Além disso, estão programadas a retomada do projeto Mambembão, de estímulo à circulação de espetáculos; a reabertura do Teatro Dulcina, no dia 2 de agosto; e a estreia sul-americana do espetáculo “Uma flauta mágica”, de Peter Brook, em setembro (que faz parte da programação especial do Teatro Dulcina).
O presidente da Fundação Nacional de Artes, Antonio Grassi, anunciou na segunda-feira, 18 de julho, os programas de fomento às artes em 2011. Serão investidos mais de R$ 100 milhões em projetos nas áreas de teatro, dança, circo, música, artes visuais e de integração entre as artes. O encontro foi na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro, e contou com a presença da secretária de Cidadania Cultural, Marta Porto; do representante regional do Ministério da Cultura, André Diniz; da bailarina e coreógrafa Angel Vianna; dos atores Paulo Betti e Cristina Pereira, além de profissionais da área da cultura.
Também serão lançadas as novas edições do Prêmio Klauss Vianna de Dança e do Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo, cada um com investimento de R$ 4,5 milhões; e, ainda, do Programa Rede Nacional de Artes Visuais, que contará com R$ 1,9 milhão. Em outubro, será realizada a 19ª Bienal de Música Contemporânea Brasileira, considerada a mais importante mostra de música erudita do país.
Com o objetivo de descentralizar a política de fomento, o programa Microprojetos Mais Cultura Rio São Francisco, concederá prêmios de R$ 15 mil para que pequenos produtores possam viabilizar seus projetos. O investimento total do programa é de R$ 16,2 milhões.
Outra novidade é a digitalização do acervo Walter Pinto, um dos maiores empresários do Teatro de Revista, e que será também transformado em livro. A ação faz parte do projeto Brasil Memória das Artes, que conta com patrocínio da Petrobras no valor de R$ 1 milhão. Com a digitalização de seu acervo, a Funarte preserva e torna acessível ao público, através da internet, a memória cultural brasileira.
No fim de agosto, deverão ser divulgados os resultados dos Prêmios ProCultura, com investimentos de R$ 48 milhões nas áreas de teatro, dança, circo, artes visuais e música. E, ainda no mês de julho, começa o processo de seleção de projetos para a ocupação de dezenove espaços culturais da Funarte. Além disso, estão mantidos o apoio à literatura, à fotografia, à criação em música erudita e à circulação de música popular, além das oficinas de capacitação técnica e artística em diferentes segmentos.
Durante o evento, o presidente da Funarte fez questão de apresentar ao público a Triga de Ouro, prêmio máximo da Quadrienal de Praga, o maior evento de cenografia do mundo. O troféu foi conquistado pela participação brasileira no evento. “Mais do que um prêmio para a Funarte, é um prêmio ao talento e ao trabalho do artista brasileiro”, definiu Grassi. Sobre as ações da Funarte, ele disse que são vários os desafios, mas cabe à instituição, em trabalho integrado com o Ministério da Cultura e outras secretarias, avançar nas conquistas.